terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Vamos planear o nosso ano?

Definir metas é o que a maioria de nós faz no início do ano. Pensamos neste período como a tábua de salvação, o momento ideal para fazer 3, 2, 1, partida! Mas muito esquecem que mais do que estabelecer metas para o ano, o segredo para um ano de concretizações é definir um rumo para a nossa vida que nos leve no caminho daquelas metas que consideramos as melhores para nós.

Planear o ano é uma tarefa que exige muito, não tanto quanto depois cumprir o planeado durante 12 meses, é verdade, mas ainda assim o planeamento é muito exigente principalmente porque para fazê-lo convenientemente precisamos refletir com honestidade. Porquê honestidade? Bem não interessa planeares um ano que não está de acordo com a tua realidade, ou com os teus valores, pois não? 

Portanto a primeira coisa a fazeres é refletires sobre o que queres realizar em 2018. O que queres ter concretizado quando o ano terminar, ou até ao meio do ano? Por isso pergunta a ti mesmo: o que quero eu?
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Depois, tens que ter em conta qual é a tua realidade. Eu posso querer ir nadar todos os dias antes de ir para o trabalho, mas a minha realidade é que tenho uma pequena de 6 anos que precisa que a acorde com carinho, sem stresses, que a ajude a levantar, lavar, vestir, tomar o pequeno almoço e que a leve à escola. A realidade é que tenho de estar no trabalho por volta das 09h00, arranjada, maquilhada, penteada. Por isso, a minha realidade é que, embora eu queira ir nadar todos os dias de manhã não o poderei fazer sem abdicar de acompanhar a minha filha, delegando a tarefa. Ora, este comportamento não encaixa nos meus valores, por isso pela minha realidade e valores, aquele desejo não é possível de concretizar este ano. 

Os teus valores são outro ponto que tens que incluir na tua reflexão. Tens que olhar para aquilo que queres e que é possível na tua realidade e perguntar se está alinhado com os teus valores. Se não estiverem....bem, nem vale a pena comentar.

Agora é hora de perguntares a ti próprio se tens o que é preciso para concretizar o teu planeamento, tens as ferramentas? tens o dinheiro? De que serve estabeleceres que queres ir andar de bicicleta todos os domingos se não tens bicicleta? Podes comprá-la. Correto. E tens dinheiro? Terás em agosto. Então para que estás a incluir no teu planeamento o andar de bicicleta agora? Não será melhor, definires que tens como objetivo juntar X dinheiro até agosto para comprar a bicicleta?

E por fim, tens que te focar. Não adianta teres um conjunto de objetivos que te vão fazer andar que nem uma barata tonta. Pensa e ordena os teus desejos por prioridades e trabalha focado a partir destas. É melhor teres um planeamento anual focado em um ou dois desejos e conseguires, do que perderes-te em cinco ou seis. 

Planeia-te e não percas o teu rumo. Foca-te naquilo que é importante para ti em 2018.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Escolhe a tua ferramenta

A gestão da nossa vida passa muito pela gestão do nosso tempo e esse não é mais do que o conjunto de horas que temos ao nosso dispor para desenvolver as atividades/tarefas/compromissos a que nos propomos. Ora é pela dificuldade que existe na articulação destas áreas e do tempo que temos que se torna tão importante gerirmos e planearmos, sabiamente, o nosso dia-a-dia, é isto que diferencia uma vida que fluí de uma outra que está presa às urgências e num constante stress.

Esta gestão não é difícil, é aliás muito simples desde que esteja bem apreendida e que seja feita sobre os alicerces corretos. Um ponto fundamental é a ferramenta que usamos para nos conseguirmos gerir e planear. Esta ferramenta tem, e isto é incontornável, de estar de acordo com a tua personalidade. Eu dou-te o meu exemplo. Eu adoro papel, adoro!, (não é por acaso que, para além da leitura, é no scrapbooking que gasto muito do meu tempo livre), no entanto a minha faceta minimalista é mais forte e, muito embora goste do papel, das agendas, dos post'it, a sobrecarga de "tralha", que isso significa para mim, afasta-me das ferramentas física. Quando passei do papel para o digital, como te expliquei aqui, toda a minha organização e planeamento começaram a fluir como nunca tinha conseguido. É certo que ainda me derreto com as agendas que vejo nas papelarias, só me apetece levá-las para casa, mas não o faço, sei bem que o meu perfil não se adapta aquele tipo de registo que considero bastante mais poluído. Preferências, não é?
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Vou escrevendo que a ferramenta é essencial e vais perguntando, porquê? Acredita, se não utilizares uma ferramenta de planeamento não conseguirás gerir a tua vida de forma a reduzires ao mínimo as urgências, porque farás as coisas quando é preciso e não antes de ser preciso e esta é uma enorme diferença.

Depois de escolheres a tua ferramenta tem atenção a uma coisa, não desesperes nem desistas. A boa utilização de qualquer ferramenta exige um período de aprendizagem. Mesmo se optares por uma agenda em papel deverás ter um período de aprendizagem para explorares as suas potencialidades e a ajustares às tuas necessidades. Claro que se optares por ferramentas digitais o esforço com a aprendizagem será maior, mas, na minha opinião e porque está alinhado com o meu perfil, bem justificado pelas facilidades e agilidades que trará à tua vida assim que saibas utilizá-lo com inteligência.

Bem, depois há também que ter em consideração que poderás ter diferentes ferramentas, desde que as consigas articular de forma eficiente. Na verdade, poderás ter uma agenda e um planner, ou bullet, ou apenas um caderno. O que é importante é que consigas planear e organizar a tua vida, com os teus compromissos, as tuas tarefas, as tuas atividades e os teus projetos.


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Novo ano, novos rituais

Estabeleceste os teus objetivos, as tuas metas, as tuas intenções de início de ano. Tens, agora, as setas apontadas para aquilo que tu verdadeiramente queres, mas achas difícil começar a agir nesse sentido. Pois bem, não desanimes nem entres em angústias. Começa devagar em pequenos passinhos, pequenos mas bem dirigidos. Altera os teus hábitos, os teus rituais.

Com certeza que te consciencializaste que para atingires o que pretendes tens que alterar alguns hábitos e comportamentos. Bem sei que não é fácil alterar o nosso comportamento, a forma como nos habituamos a reagir ao que nos acontece. Mas esta mudança é fundamental na concretização dos teus objetivos, afinal se continuares a fazer o que fizeste até hoje, continuarás a obter os mesmos resultados, não é verdade? Para te estruturares para esse processo de mudança apoia-te em rituais, eles ajudar-te-ão a manteres a serenidade e a viver a mudança como uma coisa agradável e até desejável.

Os rituais ajudam a nossa mente a acalmar-se e com isso ajudam-nos a manter o foco e a consciência do que estamos a fazer. Olha para a tua vida, reflete sobre os teus objetivos, onde queres estar daqui a um ano e decide quais são os rituais que deverás incorporar no teu quotidiano que juntamente com as tuas rotinas e os teus hábitos te permitirão uma vida mais serena e coerente com quem tu queres ser.

Dou-te um exemplo, queres guardar 300€ até junho, mas o teu orçamento é apertado e fazes compras impulsivas sempre que te sentes ansioso, frustrado ou triste. Cria um ritual que te ajude a controlar esse impulso. De que gostas, o que te dá prazer? Fazer bolachas? Tomar um banho à luz de velas? O que for... Sempre que começas a sentir o bichinho a fazer-te comichão em vez de ires sarar feridas no centro comercial, dedica-te ao ritual que escolheste. 

Experimenta! 2018 poderá ser um ano fantástico para ti.
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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Analisa o teu tempo

Um dos grandes fatores de stress é o nossa sensação de não termos tempo. Estamos sempre com a sensação de estarmos atrasados, assoberbados e quase esmagados pelas atividades que temos para fazer no tão reduzido tempo que temos.

Mas será isto mesmo assim. Será que não temos verdadeiramente tempo, ou será que não conseguimos aproveitar o tempo que temos ao nosso dispor?

Todos temos 24h por dia e 168h por semana. Todos temos que dormir, não adianta poupar precioso tempo dormindo pouco se depois não temos a cabeça ativa e limpa e nos sentimos a arrastar pelo chão.

Então se todos temos as mesmas horas, porque é que há alguns que não andam stressados e mesmo assim tem muita produtividade?
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A questão é como utilizamos nós, cada um de nós, o nosso tempo? De que forma nos organizamos e gerimos as nossas atividades, enfim, porque não dizer, nos gerimos a nós próprios dentro do período de tempo que temos?

Começa este ano por refletires muito cuidadosamente sobre a forma como gastas o teu tempo. Aquilo que te sugiro é que faças um pequeno diário e que lá anotes todos os minutos que gastas e de que forma. Bem sei que é uma tarefa esgotante, mas fá-lo durante uma semana e irás surpreender-te quando fores rever o teu registo.

Nós temos uma noção falseada de como gastamos o tempo. Esquecemos os longos minutos que usámos para consultar redes sociais e emails, que usámos para nos deslocar, para pagar as compras, para falar com o colega ou para brincar e conversar com os nossos mais queridos. Se apontares o teu dispêndio de tempo, irás  poder observar com clareza a forma como utilizas o teu tempo e poderás, depois de analisado, decidir se é essa a maneira como queres continuar a fazer.

Assim que tenhas o teu registo de tempo feito, divide as tuas atividades em urgentes, importantes e circunstanciais (este é o modelo de Christian Barbosa - Tríade do Tempo e eu considero-o muito pertinente no despertar das nossas consciências.) As urgentes são aquelas para as quais o tempo para fazê-las é muito pouco. As importantes são as atividades que são relevantes para a tua vida na medida em que agregam valor. As circunstanciais são as tarefas que não têm significado nem te geram qualquer valor mas que fazes por bem-estar social ou por conveniência. Percebe, cada atividade só pode pertencer a um dos grupos, pode ter sido importante, mas se já não há quase tempo para fazê-la, passou a urgente. Ok? Isto é importante para teres uma noção mais verdadeira da forma como geres o teu tempo.

No final deste exercício irás perceber onde gastas mais o teu tempo, irás com certeza surpreender-te e poderás depois intencionalmente mudar a tua postura no que concerne à forma como gasta esse bem preciosíssimo.


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

2018 - Evoluir

Aqui estamos, meu amigo. Chegámos ao último post do ano! E que ano!

2017, o ano em que me exteriorizei. Foi muito interessante viver este percurso para fora. Aprendi bastante sobre mim, mas também sobre os outros e conectei-me de uma forma tão abrangente e comprometida que me surpreendi a mim mesma.

O que foi para mim 2017? Foi um ano duro, cheio de desafios e de etapas. Foi um ano de despertar consciência e reconhecer limitações. 2017 foi o ano em que me exteriorizei e com isso olhei de frente para mim própria.

Aqui no Suspiro foi um ano em que, desde março, seguimos uma linha editorial e nos obrigamos a escrever com mais direção e nos focamos numa área mais específica, a gestão pessoal. 

Em termos pessoais foi um ano um pouco estranho, com conquistas e perdas. Mas aquilo que mais retenho de aprendizagem é o que o meu esforço para a exteriorização me ensinou. A honestidade connosco próprios e a nossa verdadeira essência são os pilares de todo o desenvolvimento pessoal, de toda a gestão pessoal e de toda a felicidade.

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Seguindo a tradição, é esta a altura de dar o mote para o ano que se aproxima. Até agora foi assim:

 # em 2013 desintoxicar-me;

# em 2014 responsabilizar-me

# em 2015 concretizar

# em 2016 simplificar

# em 2017 exteriorizar-me

Em 2018 vou focar-me em evoluir. Este ano quero consolidar o que tenho aprendido, quero compilar todas essas aprendizagens, reuni-las e congregá-las em mim de forma harmoniosa e de modo a que sirvam de base para o meu rumo e as minhas decisões. É através deste trabalho que, acredito, irei evoluir e desenvolver novas capacidades, competências, gerando um maior conhecimento que me permita evoluir enquanto ser humano, tornando-me numa pessoa melhor.  

E como sabes, este é um momento de pausa para mim. Carrego as baterias, ouço o meu silêncio e vivo em família. É uma época que escolho fechar-me para limpar e nutrir a minha alma, o meu pensamento e o meu coração. Até janeiro!


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Fazer um ano diferente

Queres fazer um ano diferente?

Queres que 2018 seja o ano em que começas a concretizar os teus desejos? A gerir verdadeiramente os teus sonhos?

Bem, bem, presta atenção à primeira frase que escrevi. Queres fazer um ano diferente? Atenta no verbo. Fazer! Não é queres ter um ano diferente? Não. É fazer. Queres fazer um ano diferente? Queres fazer diferente para começares a ter resultados diferentes?

Sabes é que se continuas a fazer o mesmo que sempre fizeste então é natural e justo que recolhas o que sempre recolheste. Não te parece?

Vou supor que queres fazer diferente. Queres fazer com que as coisas, os teus planos comecem a se concretizar. Então meu amigo digo-te, espreita os teus hábitos.
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Os hábitos são aqueles comportamentos que temos que de tanto os repetirmos se tornam automáticos e nem damos conta de que os estamos a fazer. Ficam incorporados no nosso comportamento. O problema dos hábitos é que se enterram tanto no nosso inconsciente que por vezes é difícil de perceber que lá estão.

O bom dos hábitos é que todos eles têm uma motivação, ou seja, todos eles foram gerados pela uma intenção nossa. Para mudarmos um hábito de forma eficiente temos que perceber qual é a motivação que está por detrás do hábito. Pode ser, por exemplo, nervosa. Gerei um hábito que me permitisse relaxar. Para mudar esse hábito eu preciso de satisfazer essa motivação, essa necessidade de uma outra forma.

Mas tem atenção, os hábitos podem prejudicar a tua acção de duas formas:

- faças algo que não queres/deverias fazer (ex. consultas as redes sociais)
- não fazes algo que deverias fazer (ex. não fazes exercício físico)

Se realmente queres ser livre para gerires o teu futuro, para planeares com sentido e com a certeza de que irás concretizar, é necessário que avalies os teus hábitos e percebas quais são os que te atrasam e quais aqueles que precisas introduzir na tua vida para que os teus planos possam fluir e concretizar-se.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Tu és um todo

Cada um de nós é um conjunto muito complexo de ligações, estados, pensamentos e emoções, necessidades, vontades, convicções, valores e todos nós estamos inseridos numa realidade complexa de relações, dependências, procedimentos, leis, regulamentos, limitações, obrigações. Tudo isto, toda esta realidade complexa não pode ser esquecida quando pretendemos estabelecer as nossas metas, quando planeamos o nosso futuro.

De que serve estabelecer um objetivo, como ir ao ginásio, se não tenho dinheiro para o fazer? Ou se não tenho agenda para o encaixar? De que serve? Apenas para me frustrar por não ter conseguido concretizar. Essa é a diferença da gestão de sonhos. É que gerir os teus sonhos, os teus planos, pressupõe que faças essa análise para perceber qual é a tua realidade e o teu ponto de partida. Só a partir desta base é que será lúcido e justo começares a definir os teus objetivos. 

Mas mais do que o que está no nosso exterior, é aquilo que está no nosso interior que devemos procurar conhecer. Carl Jung tinha a ideia de que o ser humano é como um iceberg, apenas 5% de quem nós somos se deixa ver à superfície. Todo o resto de nós, os 95% está escondido, submerso no nosso inconsciente.

Aquilo que nós usamos como alvo para os nossos objetivos é o comportamento, devo fazer isto, para conseguir aquilo. No entanto, para que consigamos ser bem sucedidos temos que ir um pouco mais fundo e perceber que é nas convicções que está a maior parte das nossas dificuldades de acção. 

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É através das convições que nós filtramos a nossa perceção do mundo e elas podem minar-nos quando nos informam daquelas "certezas" que nos limitam e nos retiram a liberdade de ação e, consequentemente, impedem a feliz concretização dos nossos projetos.

Mas a boa notícia é que as convicções não são imutáveis, nós temos o poder de as alterar. É necessário estar em constante vigília por forma a quando identificamos a sua presença conseguirmos fazer-lhes frente com outras convicções, mas agora positivas e promotoras.

Por isso o que te digo é prepara-te como deve ser. Gerires os teus sonhos, fazeres planos para o futuro e delineares metas não é sentares-te e escreveres aquilo que gostava que fosse. Se queres ser honesto contigo próprio começa por:

- analisar a tua realidade
- perceber o teu sistema de valores e a tua identidade
- identificar as convicções que te limitam e que te podem boicotar.

Este será o teu mapa e a tua bússola, com eles conseguirás rumar com segurança e no sentido em que tu queres ir.