sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Tudo tem um sentido

Todos nós adiamos tarefas. Todos nós temos momentos em que não temos vontade de fazer, de ir, de decidir. O que leva umas pessoas a ultrapassar esta falta de vontade é o conseguirem estabelecer um sentido, uma razão para aquilo que precisam fazer. 

Ir trabalhar pode ser difícil se não encontramos razão para o fazer. Ganhar dinheiro nem sempre é a razão certa, porque poderíamos ganhar dinheiro de outras outras e por vezes olhar o trabalho apenas como um meio de ganhar dinheiro é ainda mais desanimador.

É importante encontrar um sentido, um verdadeiro sentido, para fazer determinada coisa. Eu vou trabalhar, para ganhar dinheiro, mas mais do que isso, vou trabalhar para desenvolver esta ou aquela capacidade, para concluir estes projetos ou executar aquelas tarefas que são importantes e representarão uma mais valia e uma melhoria significativa para a organização. Assim eu sou importante. A minha presença, enquanto profissional, é relevante.

Depois de encontrar esse sentido, facilmente conseguirás ter uma noção clara do que precisas fazer naquele dia, encontrarás o teu foco e isso, meu amigo, será a tua mola impulsionadora, a tua motivação. E isto aplica-se tanto às tuas obrigações e compromissos, como ao teu lazer, porque afinal o que estarás a fazer é a dar sentido à tua vida.


Imagem

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Usa-os com intenção

Roupa, acessórios, penteados, maquilhagem, telemóveis, sapatos, carros, óculos e por aí fora, tudo isto são "coisas" que podes usar, mas que se o fizeres deverás fazê-lo intencionalmente. E repara, mesmo se não os usares a sua ausência é, também ela, uma forma intencional de os usares, se bem que pela negativa. Tudo isto são formas de exteriorização de quem nós somos e ganham ainda mais importância porque são escolhas nossas e por isso revelam a intenção que temos em nos afirmarmos perante os outros.
Imagem

Há quem saiba fazê-lo maravilhosamente, sabendo exatamente o que usar e não usar, e como fazê-lo para projetar a imagem que deseja. Se queres que te vejam como uma pessoa desinteressada das questões de moda e beleza, darás pouco uso a bijuterias, a maquilhagem e a acessórios. Mas não penses que com isso estarás a transmitir uma ideia de que não te importas com a tua imagem. Porque meu amigo, não é disso que se trata. Apresentares-te "despojadamente" dá um alerta a todos os que te vêm de que te recusas a seguir a moda e te revoltas com estas "tiranias" da imagem. Mas claro que a preocupação com a imagem que transmites é bem vincada, neste caso de revolta.

Agora, se queres fazer uso de todos estes instrumentos para compores a imagem que irás transmitir aos outros, há dois aspetos que penso serem fundamentais:

- autoconsciência
- noção da realidade

Se não souberes quem és e o que te faz sentir bem, podes esforçar-te ao máximo e até andar na moda, comprar a roupa certa, penteares-te com inteligência, mas dificilmente conseguirás projetar uma imagem coerente, porque aquele tipo não está de acordo com quem tu és. E quando a nossa imagem não é coerente, os outros desconfiam e não aceitam o que vêm como genuíno, logo rejeitam, ainda que o façam inconscientemente. Por isso a autoconsciência é tão importante. Tens que ter consciência de quem és, conheceres o teu estilo verdadeiro, a tua essência para  a poderes trazer para fora.

Bem, bem, mas talvez ainda mais importante é teres noção da realidade. Andares com uns sapatos, o último grito da moda, mas que te causam sofrimento e te roubam toda a energia que precisas para uma dia passado a andar, não é usares as ferramentas com inteligência. Não vais martelar com uma chave de parafusos, pois não? 

Tens que ter noção da tua vida, da tua realidade. Tens um bebé e andas com uma saia branca...pois amiga, vais andar com pequenas nódoas de certeza e a tua imagem não vai ser aquela que tanto desejas.

Mas mais, adoras aquelas calças largas que fazem maravilhas a mulheres magras com 1.70m, mas vais usá-las quando és gordinha e nem chegas ao 1.60m? Usa as ferramentas com inteligência, faz esse favor a ti próprio!

Por isso, meu amigo, usas todos estes maravilhosos instrumentos que temos ao nosso dispor para mostrares aos outros quem tu és, da forma que tu desejas que eles vejam, mas usa-os com intenção, com consciência e com muita noção da realidade.
Imagem

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Qual é o teu esforço?

Quando na próxima sexta-feira olhares para trás e revires a semana que hoje começa, lembra-te que aquilo que conseguiste resultou, maioritariamente, da tua vontade. Amigo, esforça-te!

"Há várias medidas para medir a vontade humana. A mais exacta e a mais segura é a que se exprime por esta questão: de que esforço sois capazes?"
William James


Imagem

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Bom fim-de-semana - 20

Depois das férias o ritmo custa a instalar-se, não é?
Imagem

Depressa sentimos o cansaço a chegar e parece que as férias foram há tanto, tanto tempo.

Mas nós podemos mudar isso. Nós podemos fazer com que o
mundo do trabalho não seja um papão que nos suga a energia. Podemos tomar algumas decisões, agir de determinada forma e, com isso fazer, do trabalho uma atividade menos stressante.

Deixo-te esta sugestão de leitura para o fim-de-semana. Quem sabe se poderá inspirar-te e na próxima segunda-feira começares a mudar um pouco e sentires-te mais tranquilo?

Aqui fica. Clica aqui para leres este post do blog No Sidebar chamado When Less Becomes More at Work de Paige Donahue.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Aquário e Sagitário - Agustina Bessa-Luís

Nunca tinha lido Agustina Bessa-Luís e tinha uma imensa curiosidade. A ideia que tinha era a de uma escrita pausada e poética e a minha primeira impressão da autora não ficou muito longe do que tinha antecipado. Bem sei que não é o seu livro mais caraterístico, mas abriu-me a porta para a sua escrita e gostei.

A história é muito simples, um homem foi assassinado e um seu amigo, que não quer deixar o assunto cair no esquecimento, procura, incessantemente, resolver o mistério. 

Não fiquei deslumbrada, mas achei a escrita muito tranquila e muito amadurecida e isso agrada-me sempre. Apesar de não ser o seu estilo literário habitual, verdade seja dita, tem todos os componentes para um bom suspense. Temos uma boa trama, bem apresentada, com pequenos pormenores que fazem toda a diferença e que ligam os diferentes momentos da narrativa. Os personagens não são muito explorados, mas a dimensão do livro/conto é tão pequena que não permitiria que fosse de outra maneira. Mesmo assim, nas poucas páginas a autora conseguiu caracterizar cabalmente os personagens, conseguiu criar mistério e conseguiu gerar suspense. Muito bem feito.

Gostei, também, bastante da forma com faz as descrições, são calmas mas pormenorizadas sem maçar. Como se faz isso? Dando relevo a determinada caraterística que, por ser mais marcante, irá distinguir aquele pormenor aumentando-o como se fosse o todo.

Os diálogos também estão bem construídos e ajudam a consolidar os personagens, na medida em que deixam transparecer as personalidades de cada um. Também os sentimentos são descritos da forma predominante do livro, calma, madura e assertiva. 

Gostei do livro/conto e fiquei com vontade de ler outros livros da autora.


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Dica: Controlar do orçamento familiar

Conseguires ter uma percepção real dos teus gastos e do dinheiro que tens disponível para gastar é essencial para conseguires levar uma vida agradável e sem surpresas e ao mesmo tempo conseguires gozares os teus prazeres preferidos.
Imagem

Mas se és como eu, sempre à nora com as despesas, quando pouca capacidade para decorar preços e gastos, é indispensável que procures um instrumento que te permita fazer esse controlo.

Poderás fazê-lo uma tabela em excel, podes registar tudo numa agenda ou planner, ou encontrar um outro qualquer meio criado por ti. Eu tentei e nenhum resultou perfeitamente, porquê? Porque a própria estrutura do registo estava viciada pela minha forma, distorcida, de ver as finanças pessoais.

Tomando consciência disso, optei por recorrer a um instrumento que saísse da minha área de influência e me obrigasse a olhar os gastos de forma mais lúcida e menos pessoal.

Foi assim que optei pelo Kakebo e confesso-te, muita coisa mudou na minha percepção e na minha forma de encarar e gastar o dinheiro.

Deixo-te a dica! Espreita. Apenas um pormenor, se fores como eu e te organizares por ano letivo, podes sempre optar pela versão do Kakebo sem ano e isso significa que os meses são indicados como mês 1 e 2, por aí a adiante. Assim já não ficarás preso ao janeiro, fevereiro. 😉


terça-feira, 12 de setembro de 2017

O teu som

Mesmo sem intenção estamos sempre a comunicar. Quando te recusas a comunicar e te isolas, informas os outros a tua indisponibilidade, da tua não vontade em te relacionares com eles. Por isso, mesmo que não queiras, mesmo que nunca saias de casa, haverá sempre informação a fluir de ti, mais que não seja os teus vizinhos perceberão, "aquele nunca sai de casa". Não há forma de não comunicares. A nossa comunicação, a passagem de informação de nós para os outros existe sempre, queiramos ou não.

Bem vês, então, que a comunicação abarca uma esfera muito lata da nossa existência e não lhe prestarmos atenção é negligenciarmos uma parte importante de quem somos exteriormente.

Não digo que devemos controlar tudo aquilo que transmitimos, nada disso. O que digo é que consciencializarmo-nos do que emitimos, da imagem que passamos, pode ser um exercício muito interessante e valioso, tanto mais que nos permite compreender as reacções que provocamos nos outros.
Por exemplo, podes pensar que és uma pessoa que não ataca ninguém, metida na sua. Mas ao analisares melhor a imagem que emites perceberás que o som da tua voz, a forma como a projetas é alto e muito vibrante, dando-lhe uma sonoridade grave e violenta. Não estranharás, então, se verificares que há pessoas que reagem aos teus comentários como se fossem ofensivos. Verdade é que o seu conteúdo não o é, mas a sua forma sim.

A partir do momento em que tomes esta consciência tens dois caminhos possíveis: aceitas, é assim que sou não me interessa, ou, escolhes suavizar aquela caraterística de modo a minimizar as possibilidades de gerar má informação entre ti e os outros.

Se optas pela segunda tem especial atenção a estes pormenores que, verdade seja dita, são enormes:

- a vibração que emites (quer seja pelo teu estado de espírito, quer seja pelo som que produzes), a energia que emana de nós é essencial na comunicação com os outros. Por exemplo, se és uma pessoa bem disposta mas que anda sempre a bater com as portas e que fecha as gavetas com força, a tua alegria pode deixar de ser a tua marca e podes passar a ser percebida como uma pessoa bruta, sem maneiras. Da mesma forma, podes não fazer mal a uma mosca, mas se estás sempre abatida e triste, a tua presença poderá significar um peso para os outros porque arrastas contigo essa áurea de desolação.
Imagem

- o som que produzimos é parte preponderante da forma como os outros nos recordam. A minha avó tinha uma gargalhada maravilhosa que marcou a memória de todos os que com ela conviveram. Da mesma forma, uma pessoa que grita muito ou que fala muito baixo marca aqueles que a rodeiam deixando-lhes essa marca de si própria, no primeiro caso provavelmente de uma pessoa altamente nervosa e bruta, no segundo caso de uma pessoa insegura e "apagada".

Não descures o som que fazes nem a vibração que emites, porque serão decisivos na percepção que os outros terão de ti, na medida em que serão, inconscientemente, marcados na memória que guardarão da tua presença, portanto de ti.