quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Fazer um ano diferente

Queres fazer um ano diferente?

Queres que 2018 seja o ano em que começas a concretizar os teus desejos? A gerir verdadeiramente os teus sonhos?

Bem, bem, presta atenção à primeira frase que escrevi. Queres fazer um ano diferente? Atenta no verbo. Fazer! Não é queres ter um ano diferente? Não. É fazer. Queres fazer um ano diferente? Queres fazer diferente para começares a ter resultados diferentes?

Sabes é que se continuas a fazer o mesmo que sempre fizeste então é natural e justo que recolhas o que sempre recolheste. Não te parece?

Vou supor que queres fazer diferente. Queres fazer com que as coisas, os teus planos comecem a se concretizar. Então meu amigo digo-te, espreita os teus hábitos.
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Os hábitos são aqueles comportamentos que temos que de tanto os repetirmos se tornam automáticos e nem damos conta de que os estamos a fazer. Ficam incorporados no nosso comportamento. O problema dos hábitos é que se enterram tanto no nosso inconsciente que por vezes é difícil de perceber que lá estão.

O bom dos hábitos é que todos eles têm uma motivação, ou seja, todos eles foram gerados pela uma intenção nossa. Para mudarmos um hábito de forma eficiente temos que perceber qual é a motivação que está por detrás do hábito. Pode ser, por exemplo, nervosa. Gerei um hábito que me permitisse relaxar. Para mudar esse hábito eu preciso de satisfazer essa motivação, essa necessidade de uma outra forma.

Mas tem atenção, os hábitos podem prejudicar a tua acção de duas formas:

- faças algo que não queres/deverias fazer (ex. consultas as redes sociais)
- não fazes algo que deverias fazer (ex. não fazes exercício físico)

Se realmente queres ser livre para gerires o teu futuro, para planeares com sentido e com a certeza de que irás concretizar, é necessário que avalies os teus hábitos e percebas quais são os que te atrasam e quais aqueles que precisas introduzir na tua vida para que os teus planos possam fluir e concretizar-se.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Tu és um todo

Cada um de nós é um conjunto muito complexo de ligações, estados, pensamentos e emoções, necessidades, vontades, convicções, valores e todos nós estamos inseridos numa realidade complexa de relações, dependências, procedimentos, leis, regulamentos, limitações, obrigações. Tudo isto, toda esta realidade complexa não pode ser esquecida quando pretendemos estabelecer as nossas metas, quando planeamos o nosso futuro.

De que serve estabelecer um objetivo, como ir ao ginásio, se não tenho dinheiro para o fazer? Ou se não tenho agenda para o encaixar? De que serve? Apenas para me frustrar por não ter conseguido concretizar. Essa é a diferença da gestão de sonhos. É que gerir os teus sonhos, os teus planos, pressupõe que faças essa análise para perceber qual é a tua realidade e o teu ponto de partida. Só a partir desta base é que será lúcido e justo começares a definir os teus objetivos. 

Mas mais do que o que está no nosso exterior, é aquilo que está no nosso interior que devemos procurar conhecer. Carl Jung tinha a ideia de que o ser humano é como um iceberg, apenas 5% de quem nós somos se deixa ver à superfície. Todo o resto de nós, os 95% está escondido, submerso no nosso inconsciente.

Aquilo que nós usamos como alvo para os nossos objetivos é o comportamento, devo fazer isto, para conseguir aquilo. No entanto, para que consigamos ser bem sucedidos temos que ir um pouco mais fundo e perceber que é nas convicções que está a maior parte das nossas dificuldades de acção. 

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É através das convições que nós filtramos a nossa perceção do mundo e elas podem minar-nos quando nos informam daquelas "certezas" que nos limitam e nos retiram a liberdade de ação e, consequentemente, impedem a feliz concretização dos nossos projetos.

Mas a boa notícia é que as convicções não são imutáveis, nós temos o poder de as alterar. É necessário estar em constante vigília por forma a quando identificamos a sua presença conseguirmos fazer-lhes frente com outras convicções, mas agora positivas e promotoras.

Por isso o que te digo é prepara-te como deve ser. Gerires os teus sonhos, fazeres planos para o futuro e delineares metas não é sentares-te e escreveres aquilo que gostava que fosse. Se queres ser honesto contigo próprio começa por:

- analisar a tua realidade
- perceber o teu sistema de valores e a tua identidade
- identificar as convicções que te limitam e que te podem boicotar.

Este será o teu mapa e a tua bússola, com eles conseguirás rumar com segurança e no sentido em que tu queres ir.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Metas ou objetivos?

Isto de gerir sonhos, de estabelecer metas, objetivos, de definir caminhos e projetos tem muito que se lhe diga. Alguma coisa há que faz com que uns consigam concretizar e atingir o que estabeleceram, enquanto outros ficam aquém e vão desistindo, todos os anos um pouco mais.


Eu estive neste último grupo durante muito tempo e é por isso, com a experiência que tenho, que te digo, a primeira coisa a fazer, se queres passar para o primeiro grupo, é perceberes do que estamos a falar. Há controvérsia sobre o que é uma meta e o que é um objetivo. Qual deles se encaixa no outro, qual o maior. Quanto a mim, balelas. Mas isso sou eu, claro, dizes tu. Mas tem atenção, não sou só eu, é também o que pensa o Christian Barbosa, especialista em produtividade. Ora escuta e não te deixes perder em significâncias muito pequeninas e sem interesse nenhum. 




terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Vais gerir sonhos?

E aqui estamos nós, no último mês do ano. 

2017 está perto, pertinho do fim e chegou a hora de olharmos para nós mesmos e de ver o que conseguimos e o que queremos conseguir, enfim as tão desejadas e mal tratadas metas de início de ano 😉. 

Confesso que desde que faço a revisão semanal e a mensal, vou analisando a progressão dos meus projetos com muita regularidade e tenho uma consciência bem clara do que consegui e do que não consegui e do que gostaria de vir a conseguir. Como já tenho dito, para mim o verdadeiro início do ano é setembro, porque toda a minha vida roda em torno do calendário escolar, mas a verdade é a verdade e não consigo passar por esta altura sem fazer uma introspecção, por acertar agulhas. É quase um check point.

E nada mais oportuno já que a sábia linha editorial nos diz que este é o mês de reflectir sobre a gestão dos sonhos. Que curioso, não achas?, gerir sonhos. Um absurdo...quase. Mas pensa, como podemos fazer isso? Bem, gerindo as nossas vontades, os nossos desejos, aquilo que gostaríamos de ser, de ter, de fazer e transformando todas essas nossas aspirações em projetos, concretizáveis. Pois, nem mais...gerir sonhos, os nossos sonhos.
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Por isso, aquilo que te proponho este mês é que faças uma reflexão, uma introspeção sobre quem és e quem gostaria de vir a ser. Quais são os teus sonhos? Sonhar não é só com coisas gigantescas, é também o pequenino. Eu sonho em ter tempo de fazer um bolo todos os fim de semana para acompanhar o chá da tarde...bem pequenino este meu sonho, não achas? Mas não tem sido fácil de concretizar, sabes porquê? Porque não tinha as condições necessárias para o fazer. Primeiro tive que ajustar o meu horário e as atividades de forma a poder encaixar essa tarefa, afinal não tem sentido fazê-la ao domingo ao fim da tarde, pois não? Então terei que encaixar à sexta-feira ao final do dia...pois. Tenho que ver se é possível Tenho também que ter a certeza que bolo quero fazer, que ingredientes preciso, não quero acrescentar mais uma ida às comprar porque vai stressar-me. Então, para que fazer o bolo, o meu sonho lindo e pequenino, seja possível, eu tenho que me preparar, reflectir sobre as condições que tenho e as necessidades que isso exige. Tenho de decidir, bolos a fazer, ingredientes preciso, quando irei às compras, o momento para fazer o bolo....tudo. Isto tudo é gerir o sonho. É tornar aquela vontade de ter um bolo de conforto nos chás de fim-de-semana realizável e depois...bem, resta-me cumprir o plano e apreciar o prazer do sonho concretizado.

Mas isto é um sonho pequenino, os grandes...bem, ui, mais complexo dizes-me tu...talvez, se calhar não, o processo é mais ou menos o mesmo, o que acontecerá é que as etapas serão mais, demorará mais tempo a realizar.

Que te parece? Vamos surfar esta onda este dezembro? 
Pensa, o que gostarias de fazer, de ter, de ser e como poderias começar a concretizá-lo em 2018?

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Não deixes o medo parar-te

O medo e a preocupação, que é uma forma de medo menos acentuado, são emoções que nos podem paralisar. São, normalmente desencadeados pela existência de perigos, ou pelo menos pela nossa consideração de que estamos perante um perigo ou uma situação que pode potencialmente representar um perigo. Este alerta de perigo pode advir de estarmos perante o desconhecido, perante uma situação que consideramos ser prejudicial em termos sociais, por estarmos a ser avaliados ou porque sentimos que o nosso bem estar pode ser ameaçado.

O medo pode advir de muitas outras situações, mas todas elas têm o seu centro num único motivo, tememos pela nossa sobrevivência, física, moral ou social. É por isso  que esta emoção se torna tão forte, é que é quase visceral e é por isso mesmo que nos pode paralisar. De facto, o medo gera uma reacção de foco absoluto. Ou seja, quando nos sentimos em perigo a nossa atenção é toda, toda canalizada para aquilo que de mal nos pode acontecer. Tudo o resto, todas as outras possibilidades, tudo o resto que nos rodeia desfoca e tornasse demasiado ténue.
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É pois imperativo, para uma mente sã, que combata o medo na sua forma extrema. Não queremos acabar com esta emoção, claro que não. O medo permite-nos sobreviver porque nos ajuda a estabelecer limites para as nossas possibilidades de acção, ao mesmo tempo que nos avisa  de factores que podem vir a representar perigo. 

Mas não queremos viver controlados pelo medo, pela preocupação. Não queremos que nos amarre e não nos deixe caminhar livres, pois não? Como fazer, então?

Bem, bem o princípio é tomarmos consciência de que estamos a sentir medo. Uma vez esta consciência temos que desvalorizá-lo, podemos argumentar contra, por exemplo "quais são as possíveis consequências desta situação? São assim tão graves?", podemos criticá-lo "existe razão para este medo?, a situação representa mesmo perigo?"

Mas se quiseres ir um pouco mais longe, usa o teu medo em teu benefício, usa-o como meta de superação, vê na situação que te amedronta uma oportunidade para evoluíres. Mas não o faças cegamente, não é encher o peito de coragem e avançar. Isso é tolice. É preparas-te para a situação e enfrentá-la com sabedoria, preparação e coragem. 

Lembras-te de alguma situação em que não fizeste algo por medo? Como te poderias ter preparado? Como poderias ter argumentado? Como poderias ter utilizado o teu medo em teu próprio benefício?


terça-feira, 28 de novembro de 2017

Aceitação e Perdão

A aceitação é uma peça fundamental para uma vida feliz e para o nosso desenvolvimento enquanto seres humanos, enquanto gestores de emoções. A aceitação não é resignação, nem comodismo. A aceitação é sabedoria e serenidade. Na verdade a nossa vida pode distinguir-se em duas áreas:

– aquela que podemos mudar

– aquela que não podemos mudar 

E o maior sinal de sabedoria é quando sabemos distinguir as situações, se estamos perante algo sobre o qual temos influência, ou não. A partir daqui podemos agir e mudar, se for esse o caso, ou aceitar caso estejamos perante uma situação que nos foge totalmente ao controlo.

Só com o facto de reconheceres  e distinguires as situações, já conseguirás diminuir a tua ansiedade e angústia e ter uma conduta mais serena. E vê bem, se estás triste porque tiveste uma perda muito significante para ti, então estás perante uma situação que não podes mudar. Não poderás trazer a pessoa de volta, tens então de aceitar. Esta aceitação diminuirá a tua revolta, a tua auto-comiseração. Esta aceitação fará com que consigas encaixar aquele acontecimento como algo próprio da vida e assim também será próprio que chores a dor e, aceitando desta forma a tua emoção, vivê-la-ás e deixá-la-ás passar e diluir-se.
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Ou seja, a aceitação altera a forma como nos relacionamos com as nossas emoções, dotando-nos da capacidade de sermos intencionais e assim deixamos de ser dominados pela emoção porque tornamo-nos conscientes da forma como agimos.

O perdão é outro pilar fundamental de uma estratégia para a felicidade. Quando não perdoamos significa que estamos a reviver a dor como se ela estivesse a acontecer no presente. Qualquer responsabilidade que os outros poderão ter tido no acontecimento que te gerou dor desapareceu, ficou no passado. Agora só tu és responsável pela dor permanecer. Tens de perdoar. 

Tu não tens que gostar daquelas pessoas, tu não tens que ser amigo delas. Mas tens que te distanciar do acontecimento, das suas acções. Tens que te libertar dessa carga emocional que prejudica as tuas emoções.

Perdoa-te por teres permitido que aquilo acontecesse. Muitas vezes responsabilizamo-nos pelo mal que nos acontece e que é esta responsabilização que não nos deixa prosseguir. Tenta perceber que a forma como agiste naquela altura foi a que conseguiste. Era a única possível para quem eras no momento e para os recursos que tinhas ao teu dispor. Mesmo que hoje fizesses diferente, naquela altura não podias ter feito melhor, não sabias mais. 

Qualquer um destes pilares, a aceitação e o perdão, evoluem de uma capacidade muito importante e que deverás desenvolver se pretendes ter uma gestão das tuas emoções. Estou a falar do desapego.

O desapego é colocares-te em posição de observador. É olhares para as tuas emoções consciente de que as podes gerir. De que elas são tuas, mas não são tu. Tu não és as tuas emoções. Tu és muito mais. Tu podes e deves filtrar os teus pensamentos, as tuas emoções. Deves compreendê-las, perspectivá-las na sua verdadeira dimensão, uma manifestação do que estás a sentir, nada mais. Não mandam nas tuas reações, não te obrigam a agir. 

Desapega-te, tu és mais. Tu és  muito mais. Aceita. Perdoa. Evolui. 


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Exercício: Atenção plena para a gestão emocional

A gestão emocional é uma das áreas mais relevantes da gestão pessoal. Através delas muitos dos nossos problemas, achaques e dificuldades desaparecem...parece magia. Mas não é uma gestão fácil, pelo contrário é talvez a mais difícil e, por isso mesmo, há uma série de exercícios que podem ser feitos para melhorar a nossa capacidade de gerir emoções.  

Um dos exercícios que considero mais preponderante e mais eficaz é a atenção plena, ou mindfullness, ou seja a capacidade de observar o que se passa connosco, sem interferir, sem julgar. Não é nada difícil, mas requer treino. A boa notícia é que podemos treinar em qualquer lugar e nas atividades rotineiras da nossa vida.

Ora experimenta, dois pequenos e simples exercícios:

Toma um banho em atenção plena: presta atenção à água a cair sobre o corpo e escorrer pela pele, a  sua temperatura. Presta atenção aos aromas dos produtos que utilizas no banho e à forma como eles actuam no teu estado físico. 
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Come uma maçã ou bebe um café em atenção plena: Toma atenção ao aspeto da comida/bebida, sem julgar, não penses está madura, ou verde, olha e observa as suas características sem julgares. Sente o seu cheiro, sente a forma como entra na tua boca, as suas texturas. Verás como a tua comida ou tua a bebida irão ganhar vida e um valor muito superior aquele que lhe dás normalmente.

Vês, podes praticar mindfullness em qualquer lugar, não é preciso seres um guru da meditação, nem ter tempo de sobra. Só precisas de querer ver a vida de uma forma diferente, mais consciente. Assim que adquiras este hábito, a observação e a compreensão das tuas emoções será um caminho lógico e não exigirá esforço. Fluirás para o presente consciente e aqui terás uma porta aberta para o  conhecimento das tuas emoções, dos teus gatilhos que te levam a reagir sem pensar. Poderás assim ser dono das tuas reacções e controlar, em teu próprio benefício, as tuas emoções.