quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

As Gémeas - Saskia Sarginson

A história das duas filhas de Rose, uma mãe solteira de espírito livre dos anos 70, é, maioritariamente, contada pela voz de uma das pequenas, que nos narra tanto o passado, como os acontecimentos do presente, nos finais da década de 80.

A narrativa é coerente e bem dirigida, levando-nos, pelo seu fio condutor, a ir percebendo, aos poucos e conforme os desejos da autora, os pormenores da história e os seus momentos decisivos.

Somos levados, no tumulto dos sentimentos de Viola, a viajar para os anos 70 e a viver os sentimentos das duas pequenas gémeas, das suas descobertas e da sua vivência como "pessoas estranhas". Todas as recordações estão ligadas ao presente e todos os acontecimentos do presente têm a sua origem no passado. A importância de cada um dos momentos que vivemos, das decisões que tomamos, dos silêncios que fazemos é, para mim, um dos pontos chave deste livro. 

Não se trata de um livro sentimental, nem a autora optou por dar grande ênfase às emoções. Trata-se de uma história bem contada, bem estruturada de duas gémeas que, por um acontecimento em particular, vêm a sua vida de pernas para o ar, acabando por se distanciar, percorrendo rumos de vida opostos.

A narrativa é feita num tom suave e constante, com um fluxo regular de pormenores que vão completando a trama e permitindo-nos construir a história, deixando para o fim, o desvendar dos factos determinantes.

Um bom livro, sem genialidade, mas com muita inteligência misturada a uma boa dose de imaginação.

Sinopse
(retirei da Wook)
Isolte e Viola são gémeas. Inseparáveis durante a infância, tornaram-se adultas muito distintas: Isolte é uma redatora de sucesso numa revista de moda, tem um namorado fotógrafo e um apartamento em Londres; Viola é uma pessoa desesperadamente infeliz e luta há muitos anos contra um distúrbio alimentar. 
O que terá acontecido no passado para que as gémeas seguissem caminhos tão diferentes nas suas vidas? À medida que as duas irmãs começam a esclarecer as tragédias de um verão meio esquecido, segredos terríveis do passado vêm à tona, ameaçando apoderar-se das suas vidas…

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Desafio ZorBuddha 24 semanas

Como te falei a semana passada, desde 2013 que tenho vindo a fazer um percurso de busca de vida intencional, de atenção plena e conseguir apreciar a vida pelo que é.

Durante este período foram muitas as bengalas, os professores, os manuais, enfim as fontes de informação e de motivação que experimentei e utilizei. Umas não me deram os resultados que eu procurava, outras ultrapassaram, em muito, as minhas expectativas.

A ferramenta ZorBuddha foi uma das mais importantes. Através dela consegui aprofundar o auto-conhecimento e detectar os meus raciocínios perniciosos e enganadores. Descobri muito sobre mim, sobre como a minha mente e os meus preconceitos me afectavam e me levavam à tristeza e ao isolamento.
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Para mim é muito importante não estagnar. Tenho que me sentir em movimento e em aprendizagem. Tenho que ter plena consciência de que estou a evoluir e a acrescentar conhecimento, adensando o espírito. Mas vê bem, estar a adensar não significar estar a complexificar. É o oposto. A aquisição de conhecimento, a sua integração no meu intelecto e a sua emergência na minha consciência tem me conduzido a uma cada vez  maior simplificação de pensamento e emoções.

Neste momento, em que inicio um novo patamar do meu desenvolvimento, a exteriorização, em que irei deparar-me com obstáculos enormes ao meu status quo, em que me sentirei ameaçada e forçada a fazer as coisas de forma diferente, em que sairei da minha zona de conforto, em que me arriscarei, achei que precisava de um apontamento na margem, de uma ajuda paralela para me manter focada e motivada. 

E é por isto que aceitei o Desafio ZB24 e que me irei dedicar, novamente, a esta ferramenta.

À medida que for caminhando, irei contando-te como tudo corre.

Já a conheces? Queres contar-me a tua experiência?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Conspiração em Berlim - Tom Gabby

É um livro cuja narrativa, não obstante ter um enredo denso, é simples e leve e que ganhou bastante pela opção do autor em contá-la na 1ª pessoa. Esta opção permitiu a Tom Gabby situar o narrador, a personagem principal, bem no centro da trama fornecendo-nos, com isto, uma visão muito concreta e viva do desenrolar dos acontecimentos. Serão as descobertas deste narrador/personagem, as suas suposições que nos irão conduzir por toda a leitura.

Não é um livro deslumbrante, nem que nos agarre e nos torne reféns até o acabar. Mas é um livro, sem dúvida nenhuma, bem conseguido, bem pensado, bem estruturado e bem escrito.

A história trata de um jogo de espionagem na altura do presidente americano John Kennedy. É recheado de informação histórica, com relatos factuais, mas também com várias opiniões sobre acontecimentos marcantes da história americana.

É um livro sobre espiões, sem grandes heróis, mas muito humano e reflexivo. Jack Teller é uma personagem que provavelmente não me irá marcar, mas cuja história e reflexões já me espicaçaram as ideias sobre o Muro de Berlim, a Baía dos Porcos, Kennedy e o seu assassinato.

Foi uma boa leitura que recomendo.

Sinopse
(retirei da Wook)
Jack Teller deixou a Agência esperando ter uma vida tranquila numa praia longínqua no sul da Florida. Mas não foi assim que aconteceu. Dias antes de o Presidente Kennedy fazer o seu discurso histórico no muro de Berlim, uma mensagem misteriosa é enviada para a CIA em Berlim por um coronel da polícia secreta da Alemanha de Leste. Alega ter informações importantes, mas só as revelará a uma única pessoa: Jack. 
A informação revelada por este oficial alemão, expõe um enredo de traição vinda das mais altas patentes do governo dos Estados Unidos da América. As pessoas a quem Jack reporta, incluindo o seu primeiro mentor, acreditam tratar-se de uma armadilha comunista e Jack faz o papel de joguete facilmente dispensável. Mas após um encontro com o seu informador, Jack não tem assim tanta certeza e mergulha numa demanda arriscada pela verdade. Depois de receber ameaças da CIA, vê-se sozinho, no eixo da Guerra Fria, numa cidade que guarda muitos segredos sombrios — incluindo alguns do seu próprio passado. No mundo da espionagem, as mentiras são divulgadas e nada parece ser o que é. 
Romance policial de estreia excepcional e brilhantemente forjado, Conspiração em Berlim apresenta reviravoltas nebulosas, uma acção empolgante e personagens inesquecíveis. Absorvente do princípio ao fim.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

2017 - Exteriorizar-me

Foi em 2013 que iniciei, conscientemente, este percurso de viver uma vida intencional. Até aí andava à deriva, ao sabor da corrente e das minhas vontades pontuais. Não tinha interiorizado o meu Rumo.
Até 2013 aprendia muito, mas não conseguia integrar essas aprendizagens em mim mesma. Não conseguia crescer com elas.  
Em 2013 foi uma viragem. Tanto aconteceu que me abanou e me fez questionar tudo. A minha filha tinha dois anos e o meu desejo de ser um bom exemplo para ela, não como mãe, mas como ser humano, começou a criar em mim um foco. Dediquei-me a este desejo e compreendi que só o poderia concretizar se evoluísse. Se procurasse ir para lá das minhas limitações e foi por aqui que em me dediquei a:

# em 2013 a desintoxicar-me;

# em 2014 a responsabilizar-me

# em 2015 a concretizar

# em 2016 a simplificar.

Foram anos intencionais, ou seja, que vivi e agi com a intenção de evoluir naqueles níveis e o progresso que vi em mim mesma foi para lá do expectável. Os resultados que consegui superaram em muito qualquer ambição optimista que eu tinha. 

Quando olho para trás não me parece que se passaram só 4 anos. Passou uma vida inteira. Foi como se tivesse renascido.

Hoje, quando penso onde estou e para onde quero ir, consigo reconhecer que os desafios que tenho à minha frente são grandes, alguns atemorizam-me porque tenho que sair de onde estive sempre, no mundo das emoções e das ideias.
Eu sei que se quero continuar a evoluir tenho que sair da minha zona de conforto e tenho que ir prosseguir num outro nível. Em 2017 a intenção será exteriorizar-me

É um pouco estranho e confesso que demorei a decidir-me a escrever este post, porque estava sempre a rejeitar o conceito. O que é isso, exteriorizar-me?

Bem, sabes, quando em 2013 comecei, o objetivo era a minha estabilidade emocional e por isso, debrucei-me sobre o auto-conhecimento, a auto-estima, o reconhecimento do meu Rumo e a minha responsabilidade para comigo própria. Portanto andava a trabalhar a minha gestão de emoções. Depois tornou-se óbvio para mim que precisava de tomar as rédeas, estava segura, mais forte, e foi altura de concretizar e depois de simplificar para tornar tudo menos complicado, para ter um viver mais clean. Mas como podes bem ver, o meu caminho até agora foi sempre para dentro de mim e agora eu quero inverter o fluxo.

Este ano eu quero exteriorizar-me no sentido que quero também fluir para fora. Levar as minhas aprendizagens para fora, dar-me aos outros, conectar-me com os outros. Estas conexões quero-as conscientes e coerentes com aquilo que flui dentro de mim. E isto exige bastante foco, bastante coragem, bastante consciência.
Mas a exteriorização não ficará apenas ao nível da conexão com os outros, andará, também e muito, naquilo que eu emito, seja na forma como comunico, na forma como me apresento, na forma como trato a minha concretização individual exterior. Para isto irei dedicar-me ao meu corpo (ao que como, ao que bebo, ao exercício que faço, ao descanso que dou à minha parte física). 

Vai longo o post quando o que te queria dizer é: 2017 será o ano para a minha exteriorização

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

As Fogueiras de Deus - Patricia Anthony

Ora aqui está um livro que me surpreendeu de tantas maneiras que é impossível transmitir-te em, apenas, palavras.

Vou tentar. É um livro divertido, satírico, histórico, perverso, provocador, reflexivo, retratista, enfim, um livro que é um mundo em si mesmo.

Não estou totalmente certa se o deva incluir na minha lista de preferidos de 2016, porque não obstante, o ter achado um portento e me ter deliciado no meio das suas páginas, não me encantou a alma, não fez de mim uma leitora sôfrega, nem me tirou o tapete debaixo dos pés e me fez andar numa montanha russa.

Mas nem por isso o livro deixa de ser um prodígio. É poderosíssimo e muito, muito original.

Indo buscar uma altura histórica tão marcante como o século XVII, Patrícia Anthony consegue transmitir com mestria notável e sempre como tema periférico, a situação política do reino e as vicissitudes da Inquisição.

No meio de toda esta informação histórica, a autora consegue fazer-nos reflectir sobre o bem e o mal, sobre o humano, no que tem de forte e de fraco.

É, principalmente, um livro inteligente e notável. Muito bem escrito e como um excelente enredo, melhor dizendo enredos porque há uma série de histórias que se vão adensando e canalizando para o fim comum. 

Estou certa que será um livro inesquecível.

Sinopse
Em Portugal, onde a Inquisição é a única detentora da verdade, o padre Manoel Pessoa começou a escutar estranhas confissões dos habitantes de Quintas, um povoado perto de Mafra. Falam de inexplicáveis luzes no céu... De anjos que se deitam com as mulheres da aldeia... De virgens que dão à luz… Mas o mais estranho é que algumas pessoas, incluindo Sua Majestade, o rei Afonso VI, viram um navio em chamas a cair dos céus. Do seu interior surgiram criaturas fascinantes no seu silêncio e grandiosas na sua estranheza. Serão anjos com a palavra de Deus? Ou serão demónios enviados para desviar as pessoas da verdadeira fé? A Inquisição está determinada a descobrir a verdade... e talvez não falte muito para que o cheiro das suas fogueiras se espalhe pelo reino.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

É hora de escolheres.

Ora viva!!!

Aqui estou eu outra vez. Baterias carregadas, alma repleta de fantasia, magia e tranquilidade.

Como passaste estes dias? Viveste intensamente? Focaste a tua atenção no belo e no amor? Ou deixaste-te ir pelas amarguras e tristezas?

Sabes, a tua vida começa todos os dias e todos os dias quando acordas tens a oportunidade de seres aquela pessoa que tanto queres ser e ter a vida que tanto ambicionas.

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Mas sabes, ainda podes ir mais longe. É que a tua vida começa a cada minuto que vives e se ainda há um minuto fizeste algo que não está de acordo com quem gostarias de ser, não faz mal. Agora, neste minuto que estamos a viver é o teu momento para mudares os teus passos e caminhares num rumo diferente.

Escolhe o teu caminho e com isso escolhe conscientemente a tua vida. Não vás pelo caminho mais fácil, ou pelo outro que é mais popular.

Escuta a tua alma. Escuta quem tu és. Escuta para onde queres ir e depois começa a andar. Um passo de cada vez. Apenas isso. Um passo de cada vez, mas cada um deles consciente de que és tu quem está a escolher dar aquele passo, naquela direção, naquele momento.

A tua vida é uma escolha tua. Faças o que fizeres com ela. É sempre uma escolha tua.

O que escolhes para ti?


domingo, 1 de janeiro de 2017

Dia Um na Cozinha - Entradas



Mais um mês que começa, mas um Dia Um na Cozinha. E hoje, senhoras e senhores aqui ficam para o tema entradas:


tambores a rufarem.... e tcharam...


Espetadas de Ano Novo


Ingredientes: 

Fatias de Bacon; Queijo de Cabra; Miolo de Noz; Ananás em Calda; Mel; Whisky.


Preparação:

Levar as fatias de bacon ao lume numa frigideira anti-aderente (para não levar qualquer gordura adicional) até estarem tostadas e reservar. Na mesma frigideira, torrar ligeiramente o miolo de noz e reservar. Na mesma frigideira caramelizar os triângulos de ananás em mel, quando estiverem prontos, reservar e, ao molho do mel e da calda do ananás que tiver restado, juntar um pouco de whisky. Deixar apurar por um bocadinho, acrescentando depois as nozes e alguns triângulos de ananás. Rechear as fatias de bacon com ananás e queijo e colocá-los nos paus das espetadas. Colocar no prato e regar com o molho.

Muito, muito saborosas. Foi uma experiência que fiz e que irei repetir muitas vezes a partir de agora.

------ BOM ANO de 2017 ------