sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Exercício: Atenção plena para a gestão emocional

A gestão emocional é uma das áreas mais relevantes da gestão pessoal. Através delas muitos dos nossos problemas, achaques e dificuldades desaparecem...parece magia. Mas não é uma gestão fácil, pelo contrário é talvez a mais difícil e, por isso mesmo, há uma série de exercícios que podem ser feitos para melhorar a nossa capacidade de gerir emoções.  

Um dos exercícios que considero mais preponderante e mais eficaz é a atenção plena, ou mindfullness, ou seja a capacidade de observar o que se passa connosco, sem interferir, sem julgar. Não é nada difícil, mas requer treino. A boa notícia é que podemos treinar em qualquer lugar e nas atividades rotineiras da nossa vida.

Ora experimenta, dois pequenos e simples exercícios:

Toma um banho em atenção plena: presta atenção à água a cair sobre o corpo e escorrer pela pele, a  sua temperatura. Presta atenção aos aromas dos produtos que utilizas no banho e à forma como eles actuam no teu estado físico. 
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Come uma maçã ou bebe um café em atenção plena: Toma atenção ao aspeto da comida/bebida, sem julgar, não penses está madura, ou verde, olha e observa as suas características sem julgares. Sente o seu cheiro, sente a forma como entra na tua boca, as suas texturas. Verás como a tua comida ou tua a bebida irão ganhar vida e um valor muito superior aquele que lhe dás normalmente.

Vês, podes praticar mindfullness em qualquer lugar, não é preciso seres um guru da meditação, nem ter tempo de sobra. Só precisas de querer ver a vida de uma forma diferente, mais consciente. Assim que adquiras este hábito, a observação e a compreensão das tuas emoções será um caminho lógico e não exigirá esforço. Fluirás para o presente consciente e aqui terás uma porta aberta para o  conhecimento das tuas emoções, dos teus gatilhos que te levam a reagir sem pensar. Poderás assim ser dono das tuas reacções e controlar, em teu próprio benefício, as tuas emoções.  

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Dicas para Gestão Emocional no Trabalho

As organizações não podem viver só de profissionais extremamente inteligentes. O segredo de uma organização de sucesso, seja de que atividade for, é um ambiente de trabalho estável e harmonioso. E este consegue-se, não pela ausência das emoções, mas pelo controlo, ou melhor, pela boa gestão do estado emocional.

Exemplos de situações em que não existe inteligência emocional:
- comentário inapropriados
- competição exagerada
- piadas inadequadas
- reclamações ou revolta exagerada
- procrastinação

Qualquer uma destas situações, e muitas outras que para aqui poderia trazer, influem negativamente quer no desempenho profissional, quer no próprio ambiente de trabalho, na medida em que geram um ambiente tenso, pouco empático, desmotivador e, consequentemente, improdutivo.

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Mas a importância da gestão emocional no ambiente de trabalho não tem apenas que ver com o relacionamento com o outro. Também na relação connosco próprios e com as situações a gestão emocional pode ser preponderante. Qualquer ambiente laboral é propício a imprevistos, a contrariedades, a stress e a desafios. O facto de um profissional não reconhecer as suas próprias emoções e não perceber que situações é que geram  os seus estados de espírito, ou seja, quais são os seus gatilhos emocionais, leva-o a agir impulsivamente e de forma, muitas vezes, desadequada.

É por reconhecer toda a importância da gestão das nossas emoções que hoje te deixo dicas de como poderás controlar melhor o teu estado de espírito no trabalho, tornando-te num profissional mais assertivo e estável.

Aqui ficam:

- tem uma atitude disponível e positiva para com os outros e perante os desafios que surgem.

- a postura profissional é peça fundamental para a criação de um ambiente de trabalho "clean".

- garante que as tuas necessidades fisiológicas estão satisfeitas, pois estares com fome ou com frio aumenta o teu mal-estar e a tua irritabilidade, tornando-te numa pessoa mais reativa.

- percebe as tuas emoções, os teus gatilhos e sempre que tomares consciência de que estás a começar a perder o controlo do teu estado de espírito, das tuas emoções, usa um dos exercícios de que te falei aqui.

- não percas de vista que as emoções são passageiras....tem calma, deixa-as passar.


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Como posso eu ser quem sou?


"Você pergunta: Como posso eu ser quem sou? 
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Basta libertar-se das pretensões, desta necessidade compulsiva de ser outra pessoa, do desejo de ser como Cristo, Buda ou o seu vizinho. 

Liberte-se da competição e da comparação e será quem é. A comparação é um veneno. Você está sempre a pensar em termos daquilo que os outros conseguem. Os outros têm carros e casas grandes e você sente-se infeliz. Eles têm mulheres lindas e você sente-se infeliz. Eles sobem na hierarquia do poder e da política e você sente-se infeliz. 

Se você se comparar, acaba por imitar. Se você se comparar a pessoas ricas, vai começar a correr em direcção a esse objectivo. Se se comparar a pessoas eruditas, vai começar a acumular conhecimentos. Se se comparar aos chamados santos, vai começar a acumular virtudes - mas estará apenas a imitar. 

E imitar significa perder a oportunidade de ser quem você é.

Liberte-se de comparações. Você é único." 

OSHO in Alegria. A felicidade interior.


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Olá tristeza!

Ao contrário do que normalmente pensamos, não há boas ou más emoções, há emoções ponto final.

As emoções têm o poder de gerar em nós sensações agradáveis ou, pelo contrário, desagradáveis e,  como tendemos a querer apenas o agradável, acabamos por rejeitar todas as emoções que não nos tragam imediato prazer, procurando, muitas vezes, não sentir. 

Concordo que a alegria e a excitação, por exemplo, são muito mais apetecíveis do que a melancolia ou a tristeza. No entanto, qualquer uma delas é importante e não devemos, de modo algum, rejeitá-las. 

As emoções são antes de mais um alerta, são um sinal que nos conduz na nossa sobrevivência. O medo alerta-nos para uma situação de perigo, a raiva para uma afronta à nossa integridade, a tristeza para uma situação de perda. Em qualquer um dos casos, a emoção em causa, se apreendida na sua verdadeira essência, de  guia, permitir-nos-á adaptarmo-nos à situação que nos "ameaça" e, de forma equilibrada, mantermo-nos em atividade. 

Por isso, quer seja tristeza, quer seja alegria, quer seja medo ou raiva, aceita a emoção que estás a sentir, tenta percebê-la e agir de acordo com o que sentes. Se estiveres a sentir tristeza, diz-lhe olá e vive-a, porque a tristeza não é tua inimiga, é antes a ponte para que possas desapegar-te de um desgosto, pois vivendo-o irás deixá-lo seguir o seu caminho.

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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

5 saberes da inteligência emocional

Há um conjunto de estudos que comprovam que o ato de sentir, de onde partem as emoções, não está desligado da nossa razão. Na verdade, acredita-se cada vez mais que a nossa inteligência funciona de forma integrada, tendo o cérebro dois lados, o de raciocínio lógico e o emocional. Estes dois lados trabalham em conjunto e nenhum deles, isolado, garante em absoluto o bom desempenho do indivíduo.

Certamente que concordas que uma pessoa extremamente inteligente, em termos lógicos, pode obter resultados catastróficos em termos profissionais por não conseguir gerir o fator emocional.

Foram Peter Salovey e John Mayer que primeiro utilizaram o termo inteligência emocional para significar a inteligência de se relacionar consigo mesmo e com os outros. Esta inteligência abarca um conjunto de cinco saberes:

- conhecimento das próprias emoções, é através do conhecimento e da compreensão das nossas emoções que conseguimos discernir a sua relevância e significado. Se soubermos o motivo das nossas emoções, facilmente deixaremos de estar à sua mercê e rapidamente conseguiremos agir em nosso benefício.
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- gestão das emoções, a gestão emocional tem um benefício enorme, o da estabilidade emocional. Se conseguirmos compreender as nossas emoções e gerir-las de forma a que tomemos controlo das situações, mesmo no meio da turbulência, conseguiremos manter-nos tranquilos e estáveis, porque conseguiremos sentir sem agir em reação imediata.

- automotivação, é o mesmo que dizer utilizar o potencial existente, ou seja, ter a capacidade de adiar o usufruto de uma recompensa, focando no benefício futuro em detrimento do presente. Esta capacidade é determinante para a produtividade e para a capacidade de concretização.

- empatia, é perceber os outros, o que estão a sentir, as suas emoções e tem dois benefícios distintos que se completam. A pessoa empática irá, por um lado, ser capaz de se mover de forma mais fluída no contexto social, na medida em que consegue perceber as emoções dos outros, retirando os benefícios que isso que lhe irá trazer. Por outro lado, ao conseguir perceber os outros conseguirá evitar situações melindrosas que exigiriam uma boa dose de gestão emocional.

- gerir relacionamentos, aqui podemos ter em mente a gestão de conflitos, a influência, o espírito de equipa, enfim. Conseguirmos gerir eficazmente os nossos relacionamentos significa que conseguimos gerir as nossas próprias emoções, conseguimos ter empatia para perceber as emoções dos outros e agir em conformidade com todo este conhecimento com vista a um objetivo que pode não ser imediato. Muitas vezes, o resultado de uma boa gestão de relacionamentos demora muito tempo até mostrar os seus frutos.

A gestão emocional é, então, a habilidade de estar perante uma situação problemática e conseguir controlar as emoções, não é deixar de sentir, é percebê-las e agir intencionalmente de forma a que não nos dominem mas, pelo contrário, nos permitem ter um comportamento mais assertivo e positivo para connosco próprios e para com os outros.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Queres uma ajuda? Gere as tarefas recorrentes.

O que são tarefas recorrentes? São aquelas tarefas que tens que fazer com bastante frequência, que ocorrem com alguma regularidade. Dou-te dois exemplos, todos os meses tenho que fazer a transferência para pagar o colégio da minha filha e todas as semanas tenho que fazer a ementa semanal. Como estas, há um conjunto ainda grandinho de tarefas que vou fazendo com uma regularidade variável. Há aquelas que são semanais, há a mensais e ainda há as semestrais ou anuais. 

A gestão de tarefas recorrentes auxilia bastante o nosso quotidiano, visto que coloca, quase, em piloto automático uma parte da nossa vida, deixando a nossa mente liberta dessas preocupações e focada em assuntos mais importantes e que precisam, de facto, da nossa atenção.

No meu caso, que faço a gestão das tarefas recorrentes tanto para a esfera pessoal como para a esfera profissional, utilizo os calendários electrónicos. No âmbito do trabalho uso o outlook  e no pessoal uso o google calendar. Faço esta divisão para evitar que o calendário pessoal fique demasiado sobrecarregado com tarefas que só podem ser feitas no contexto laboral. Claro que no caso de atividades ou tarefas que sejam muito relevantes e que exijam uma atenção especial irei agregá-la ao calendário pessoal, mas só nestes casos.
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Como funciona? Outro exemplo, os filtros do ar condicionado devem ser limpos regularmente, para não me esquecer, coloco na agenda que semestralmente devo limpar aqueles filtros e acciono o alerta. Já não preciso pensar mais no assunto pois de seis em seis meses lá aparece no visor do telemóvel o alerta - "Limpar AC". É um funcionamento muito simples, não achas? Basta agendares no teu calendário e colocares o alerta, tão, tão simples.

Em atividades recorrentes que exigem um conjunto de pequenas etapas, utilizo o mesmo método, pois acredito que quanto menos forem os nossos métodos e instrumentos, melhor nós funcionamos com as ferramentas. No entanto, neste caso quando introduzo a tarefa e acciono o alerta, faço uma descrição das várias etapas. Mais um exemplo, todas as sextas-feiras faço a revisão semanal, com a gestão de tarefas recorrentes que tenho é certo que todas as semanas, à sexta-feira, o telemóvel vai tocar e quando olhar para o visor vou ler: Revisão Semanal, na descrição aparecerá Rever Semanal, Consultar Compromissos, Rever Projetos, Planear Semana, Fazer Emental, Fazer Lista de Compras, Fazer Lista de To Do Semanal. E voilá, não há como me passar ao lado...se não fizer é porque optei por não fazer.

A gestão de tarefas recorrentes é uma garantia que podes relaxar pois não te irás esquecer de nada importante e que a tua vida fluirá muito tranquilamente.


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Vamos praticar .... gestão emocional

No último post vimos que a gestão emocional é uma competência que pode ser aprendida e desenvolvida. O que é uma boa notícia, não achas?

Mas como tudo o que pode ser aprendido, para o conseguirmos dominar precisamos de exercitar, de treinar. Não conseguirás correr uma maratona se não treinares com bastante afinco. O mesmo se passa com a gestão emocional e, por isso, hoje trago-te exercícios muito simples mas que se os fores fazendo regularmente depressa te darão um maior domínio do teu estado de espírito e das tuas reações.

altera a posição do teu corpo ou muda de local, não é à toa que se diz "vai dar uma volta para acalmares, vai espairecer". A verdade é que as nossas emoções são passageiras e a melhor forma de as fazer passar é mudar o foco da nossa atenção. Por vezes basta mudar a posição do corpo para que a nossa atenção seja desviada. Se isso não resultar, muda de ambiente, saí, vai para outra sala.

-  respira fundo e controla momentaneamente a tua respiração, aqui também o factor determinante é o nosso foco, ao focares a tua atenção na respiração, o motivo que gerou a emoção irá tornar-se turvo e com isso perderá a força.

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- separa-te da emoção, procura observar a tua emoção como se não fosse tua. Desliga-te dela e verás como perde a sua força.

- questiona a emoção que sentes, duvida da convicção que está subjacente àquela emoção (ex. enervaste com o teu filho porque não faz o que lhe dizes de imediato. Estarás a aborrecer-te pelo que ele está a fazer ou porque estás convicto de que está a colocar a tua autoridade em causa? Se for este último caso, então quem te enervou, não foi o teu filho, foi o teu ego!)

argumenta, sempre que sentires uma emoção que se incomoda, procura a sua razão de ser e depois argumenta contra. Por exemplo, sentes-te triste porque uma amiga não te respondeu à mensagem. A emoção fica desenfreada, é tristeza, é indignação...enfim. Contra-argumenta com todas as possibilidades válidas e positivas que existem para ela não te ter respondido. Isto irá criar um equilíbrio nas tuas emoções e conseguirás manter-te sereno.

Vamos aos treinos?