sexta-feira, 28 de julho de 2017

Um novo recomeço...até setembro

Cá chegámos. Férias!

Estou a precisar de desligar, de deixar as rotinas, de deixar os horários e de me esquecer que sou organizada e que tenho um sistema montado para me gerir, para gerir todas as minhas vertentes.

Este mês, as férias, são um ponto importante porque se não fossem elas talvez não conseguisse manter-me tão na linha o ano todo. Este é, enfim, o meu prémio por me ter esforçado e mantido no trilho, fazendo com que a minha vida tenha andado em ordem e a fluir, cada vez melhor.

Durante todo o ano, vou desligando um ou dois dias, é fácil desconectar da vida virtual e de tudo o que são compromissos, já não vejo dificuldade nenhuma nisso, mas no diz respeito às rotinas já é mais complicado. Consegui fazê-lo e faço-o pontualmente, mas cada vez que desligo significa que quando voltar a ligar tenho que recuperar o que não foi feito e isso por vezes é cansativo. Acredito que é um ponto que tenho de desenvolver, conseguir desligar sem depois ter que recuperar, é mais uma aprendizagem a fazer. 

Esta pausa agora em agosto é, por tudo isso, muito entusiasmante. Primeiro porque é preparada. Estou em finais de julho e já comecei a preparar o regresso em setembro. Os livros encomendados, o material escolar a ser comprado, as listas e as ementas a serem preparadas, os postes do Suspiro a ficarem em draft. Todas as áreas estão a ser preparadas para parar e um mês depois recomeçar sem grandes necessidades, para tudo ser mais fácil.

Mas o que ainda mais me motiva para esta pausa é que este é para mim o verdadeiro fim de ano. Já te falei sobre isto aqui. Por isso para mim, fazer esta pausa em agosto é como despedir-me do passado e em setembro ter um novo recomeço. Ter a oportunidade de começar tudo de novo, com todas as aprendizagens no ano passado e com um novo ânimo, cheia de força e de vontade para novas descobertas e principalmente para usufruir do dom que é viver.

Lembra-te disso durante este mês.Viver é um privilégio, usa-o com sabedoria!

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

TBR de verão

Como te disse na terça-feira passada, estou preparada para o meu período de descanso. Todos os guerreiros precisam descansar, de repor baterias e de fugir da rotina. Esta guerreira, meu amigo, não é excepção.

Todas as atividades irão parar, até o scrapbook, que tanto me relaxa, vai ficar parado, a participação no grupo de culinária também, as idas à biblioteca municipal e à piscina municipal também. Acredito, verdadeiramente, que precisamos de desligar da nossa rotina e de desviar a nossa atenção, para que os nossos interesses se renovem e as ideias recuperem a sua originalidade.

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Mas há uma coisa que não consigo deixar em off ...ler. Os livros vão acompanhar-me e hoje trago-te a minha ambiciosa TBR. 

Em agosto pretendo ler:

- Pilares da Terra vol I - Ken Follet

- Pilares da Terra vol II - Ken Follet

- O Nariz - Nikolai Gógol

- Aquário e Sagitário - Agustina Bessa-Luís

- Saga vol. 1 - Fiona Staples e Brian K. Vaughan

- Harry Potter e a Pedra Filosofal -  J. K. Rowling

- O Ladrão de Sombras - Marc Levy


Que te parece?

terça-feira, 25 de julho de 2017

Agenda - desconectar!

Bem, estamos a chegar a agosto. Tem sido um ano muito preenchido e temos reflectido bastante sobre a gestão pessoal e temo-lo feito com bastante mais foco do que era costume. 
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Em março, quando decidi mudar um pouco o blogue, sentia que precisava dar maior coerência ao Suspiro, acreditava que assim daria, também a mim, enquanto blogueira, um rumo mais definido, uma linha para seguir. Decidi, então, dar mais consistência ao blogue e ter uma linha de publicação com um sentido mais delineado e planeado. Defini o rumo, a gestão pessoal. A abrangência dos temas é vasta, mas a abordagem é sempre por este ângulo, a forma como nos gerimos enquanto pessoas. 

Quis ir ainda um pouco mais longe e defini uma linha editorial mensal, cada mês dedicado a uma área da gestão pessoal. Esta decisão revelou-se muito importante, não só porque permitiu a minha consistência na área da gestão pessoal, mas também porque me ajudou a aprofundar os temas e a reflectir sobre eles com maior cuidado. A aprendizagem é, para mim, um enorme motor de vida.

O que é engraçado é que este ímpeto, para a consistência e para o foco, não ficou satisfeito. Quanto mais concentrada estava em termos de publicação no Suspiro de Coruja, menos sentido fazia, para mim, desviar-me e diversificar a minha presença enquanto blogueira. Foi por isso que, este mês, resolvi fazer mais umas mudanças e abdiquei da minha presença no facebook. Esta decisão não foi fácil porque pressupõe perder uma das grandes janelas para o blogue. Tive que ponderar se o risco de perder leitores era compensado pela oportunidade de me aprofundar e concentrar no tema que me apaixona, a gestão pessoal. 

Esta decisão levou-me, pois e uma vez mais, a reflectir sobre o significado do Suspiro de Coruja para mim. E sabes, cada vez mais tenho a certeza de que aquilo que aqui procuro não é ter um grande número seguidores ou de visualizações, o que eu procuro no Suspiro é manter o ímpeto de aprender e de explorar a gestão pessoal e de, com isso, poder partilhar aquilo que vou aprendendo, certa de que haverá alguém que poderá aprender com o meu trilho.

É neste sentido que a pausa de agosto também é tão importante. Se eu procurasse o bom resultado das estatísticas, não poderia parar de postar um mês inteiro. Mas como aquilo que eu quero é fazer uma boa gestão pessoal, o mês de agosto será dedicado, uma vez mais, a uma parte muito relevante e muitas vezes negligenciada da gestão pessoal. A capacidade para desconectar.
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Quer para a gestão de ti próprio, quer para a gestão da tua família, é importante que consigas desconectar-te das redes sociais e das tuas actividades quotidianas e por algum tempo permitires a ti mesmo o simples usufruto e à tua família a permissão de apreciar a tua presença sem outras distracções. Esse elo que conseguirás fortalecer, contigo mesmo e com a tua família, será preponderante para o resto do ano e permitirá que, mais habitualmente, consigas fazer estas pausas sem receio do que irás perder. Porque sabes, perderás muito mais se perderes momentos marcantes com a tua família/amigos do que se perderes os últimos postes do Suspiro ou de qualquer outro lugar on line.

Desconecta-te, tu mereces!



sexta-feira, 21 de julho de 2017

Bom fim-de-semana - 18


Só quando danço me liberto do tempo: esvoaçam as memórias, levantam voo de mim. 
Mia Couto

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Que tal se este fim-de-semana deixasses esvoaçar as tuas memórias e de libertasses do tempo? Dança. Coloca uma música que te agite a energia, que te liberte a alegria e te solte desses carrascos que são os preconceitos.

Não interessa se a música é foleira, ou se está na moda. Só interessa uma coisa, que te faça dançar livremente.

Aceitas?
Vamos dançar?

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Príncipe da Neblina - Carlos Ruiz Zafón

Passados muitos anos voltei a ler Carlos Ruiz Zafón e uma vez mais o amor reacende-se. Este autor é simplesmente magnífico. Traz poesia tanto na escrita como nas histórias. A escrita é suave, tranquila, totalmente despojada de agressividade ou stress. É, simplesmente é, e é esta existência simples que a torna tão bonita. Não é pretensiosa, não procura ser melodiosa, nem erudita. Não procura mostrar nada e nessa simplicidade e nesse desapego é maravilhosa.

A história, como todas as que já li deste autor, tem uma áurea de segredo, de cumplicidade, de sentimentos que não se dizem, sentem-se. Não existe uma grande preocupação em construir os personagens. Eles vão constituindo-se ao longo do livro sem que, no entanto, se possa dizer que ficam personagens complexos. Ao ler o livro fiquei com a impressão que os personagens, por si próprios, não eram importantes. Na maior parte dos livros, os personagens são parte estrutural das obras e vamos conseguindo construí-los verdadeiramente, aliás é, normalmente, um dos critérios com que avalio os livros. Mas neste, como em todos os outros que li de Zafón, os personagens são secundários. A peça importante é a história. É pela história que nos cativa, é pela história que nos prende e nos leva até ao fim.

O engraçado com os livros de Zafón é que aquilo que me marca é, realmente, a história, que fica retida na minha memória, mas através dela consigo recordar passagens dos livros, recordar o cenário que imaginei ao ler uma descrição e os personagens. E isto é para mim deslumbrante, porque afinal parece apenas uma história, mas não é, é um marcos que fica na memória e que acompanhará enquanto leitora. Marcante!

Sinopse
(retirei da Wook)

Um diabólico príncipe que tem a capacidade de conceder e realizar qualquer desejo... a um preço muito elevado. 
O novo lar dos Carver, numa remota aldeia da costa sul inglesa, está rodeado de mistério. Respira-se e sente-se a presença do espírito de Jacob, o filho dos antigos donos, que morreu afogado.
As estranhas circunstâncias dessa morte só se começam a perceber à medida que os jovens Max, a irmã Alicia e o amigo Roland vão descobrindo factos muito perturbadores sobre uma misteriosa personagem de seu nome… o Príncipe da Neblina.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Gestão Familiar - festividades e lazer

A semana passada vimos como gerir a vida familiar em termos de rotinas e compromissos. Reflectimos sobre a importância desta gestão e de como, através dela, podemos ter um quotidiano mais tranquilo, sem correrias e, principalmente, sem urgências.

Esta semana vamos mudar de ângulo e vamos pensar em como gerir o lazer e as festividades, aquelas que não geram obrigatoriamente um compromisso, mas que podem compor a tradição familiar. Será que vale a pena gerir esta área da vida familiar? Não será uma tontice? Não deveria haver lugar ao deixar andar, deixar fluir?
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Vou ser franca. Não é essencial gerir esta parte da nossa vida. Conseguimos ter uma vida bem organizada, tudo bem encaminhado, sem atropelos mesmo que decidamos que o lazer não deve ser alvo de horários e agendas. Mas eu também organizo esta área. E porquê? Porque gosto de fazê-lo, a antecipação da festividade, o seu planeamento e a sua preparação dão-me tanto gosto quanto a sua vivência. Mas por mais uma razão. Eu gosto de conseguir dar o máximo significado às festividades e enraíza-las de modo a que se tornem numa tradição. Parece-me que esta tradição ajuda-nos a reconhecer a nossa identidade, a dar-nos uma raiz e fazer-nos sentir acolhidos e incluídos. 

Então e de que festividades estou a falar? Bem, falo das festividades que nos levam ao seio familiar e à intimidade do lar. Cá em casa quais são as festividades? Por exemplo, o Natal, a Páscoa, o dia São Martinho, o dia dos Reis, o início da Primavera e qualquer dia que seja para comemorar um feito de um dos elementos da família ou os aniversários.

Todas estas festividades podem ser programadas e planeadas: para nós o Natal pressupõe o Calendário do Advento e dentro desse há atividades como fazer bolachas para oferecer aos vizinhos, ou postais de natal para dar aos amigos, enfim... Todas estas atividades se forem planeadas serão feitas mais calmamente. Dou-te o exemplo de como planeio o Calendário do Advento:

1º tenho no google calendar no início de novembro o alerta (com recorrência anual) para planear Calendário de Advento. Assim, no início de novembro começo a pensar em como quero fazer o calendário e que atividades quero incluir.

2º escolho o formato do calendário e decido os materiais que preciso e compro.

3º escolho as atividades que quero incluir no calendário e confronto com a agenda da família (não vale a pena ter no calendário fazer bolachas para uma 5ª feira à noite, só irá gerar stress porque irá colidir com a rotina diária. Assim, irei programar as bolachas para um fim-de-semana, o mais próximo possível do natal).

4º normalmente, no 3º fim-de-semana de novembro fazemos o calendário (gosto de fazer com esta antecedência porque se algo correr mal, tenho um fim-de-semana para poder fazer outro calendário, sem atropelos, nem correrias, ou seja, estou a dar espaço para o erro).

5º no dia 1 de dezembro está tudo pronto e ansioso para começar a contagem decrescente! ;-)

Este é um exemplo, mas todas as festividades são mais ou menos iguais. Planeio com cerca de um mês de antecedência para ter tempo de pensar, planear, adquirir o que é preciso e fazer. 
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Claro que depois há o lazer propriamente dito, sem contar com festividades e para isto a conversa é outra. O planeamento já não é tão forte. Gosto de ter na agenda sempre uma atividade familiar por fim-de-semana, com a correria do dia-a-dia é muito fácil de esquecermo-nos de fazer coisas em família apenas por lazer. Para isto, tenho uma lista na minha agenda com possibilidades de passeios e atividades e sempre que me falta a inspiração vou lá espreitar.

Também tenho na minha agenda um espaço por dia para estar apenas com a filhota. Se é preciso fazer isto? Não, não é. Mas sabes, eu quero ter sempre presente que a minha prioridade máxima é ter tempo de qualidade com ela. Tudo o resto pode esperar e gosto de ter presente que agi conscientemente e encontrei tempo para o que é mais importante para mim.

Essa é, afinal, a verdadeira razão para gerir a vida familiar, é garantir que o mais importante fica em primeiro lugar.



sexta-feira, 14 de julho de 2017

Bom fim-de-semana - 17


E cá estamos nós novamente, à beira do fim-de-semana. Se espreitares, com cuidado!, já consegues ver o que ele te trará. Até já o sentes, não é?


Se, nestes dois dias que se aproximam, tiveres um minuto e se quiseres refletir um pouco sobre o teu rumo e sobre o que tens tens feito por ti, deixo-te esta leitura

É um texto muito leve, mas que pode levar-te a pensares sobre o que fizeste por ti próprio e pela tua sanidade física, mental e emocional, ao longo deste ano. 

A acompanhar, e como poderás verificar no post que te indico, junto esta mensagem, simples e muito visual, talvez te ajude a ter aquela vida saudável que tanto tens desejado.
 😉