terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Gestora de Família | A Equipa

A Equipa!!

Tu és a gestora, verdade, mas tens uma equipa (a tua família). Já te perguntaste qual a importância de cada um dos membros da tua equipa? Qual o papel que eles desempenham na tua empresa?

É fundamental, para qualquer organismo, seja uma empresa, seja uma família, seja mesmo o corpo, que cada uma das partes esteja bem em si mesmo e em harmonia com o todo. A valorização do indivíduo como parte integrante e atuante do processo da gestão é a peça fulcral para o sucesso de qualquer, qualquer gestão. Não tenhas dúvidas.

Na verdade, são as pessoas, essa equipa quem vai executar a tua gestão, é pois determinante que olhes atentamente para a tua equipa e analises por dois prismas:

- o que podem dar à empresa/família

- o que precisam receber da empresa/família para serem felizes e estarem bem

Agora que estás a refletir sobre a tua equipa precisas analisar:
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a) cada um dos membros isoladamente 
É preciso que olhes para quem faz parte da tua equipa e percebas, objetivamente, quais são os seus pontos fortes, os seus pontos fracos, os seus interesses e aquilo que os realiza, as suas necessidades. Isso ajudar-te-á, quando for altura de delegares, a perceberes quem deve fazer o quê. Mas ao mesmo tempo também deves cuidar para que uma atividade que custe muito a um dos membros possa ser feita por outro membro, para o qual a mesma tarefa não representa um sacrifício tão grande.

Mas mais do que isto, nesta análise individual é fundamental que procures perceber o que é importante para cada um dos elementos. Pode ser passear ao domingo, ou ver futebol, ou brincar no parque, ou sair para dançar. É importante que isto seja tomado em consideração e que essas atividades passem a integrar a vivência da família. É da alegria e bem-estar de cada um dos membros da equipa que resultará a felicidade do todo, podes estar certa disso!


b) cada um dos membros no todo
Depois, claro, precisas de verificar o papel que cada um tem e poderá ter na família. Por vezes caímos no erro de não aproveitar a disponibilidade e as capacidades dos outros e acabamos por não delegar usurpando tudo para nós mesmss. Mas esse comportamento não gera felicidade, para nenhum dos lados. Vistas as rotinas de cada um, as competências e limitações, há que reflectir sobre o papel que cada um pode desempenhar no todo, de que forma podem contribuir para a empresa.


c) cada um dos membros em parceria com os outros membros
Há ainda uma outra análise que pode e deve ser feita e que tem que ver com subequipas. Para quem tem filhos esta análise é muito importante porque evita choques de personalidade e mal-estares. Queres que uma tarefa seja concretizada por dois filhos, mas eles têm personalidades diferentes, provavelmente colocá-los como equipa poderá não resultar no que pretendes, mas sim em discussões e numa atitude de oposição ao que é preciso ser feito. 

Quando tiveres esta análise feita, quando conheceres a tua equipa não de forma intuitiva mas conscientemente, verás que será mais fácil saber em quem deves delegar tarefas e quais são as necessidades que cada um tem para ser feliz e contribuir positivamente para o todo.

Há um ponto ainda muito importante, tu podes ser a gestora mas és também um dos membros da tua equipa, tens que te incluir nesta análise e com isso saber o que podes dar à empresa e aquilo que precisas dela. Sacrificares-te não leva a lado nenhum. Os teus prazeres e o teu tempo têm que ser incluídos na atividade da empresa.

Parece estranho, pode ser. Mas a tua família é de facto a tua empresa.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Gestora de Família | As pastas

Como todos os Diretores ou Administradores quando assumem o cargo, a tua tomada de posse como Gestora de Família exige que conheças as pastas que irás ter em mão. Não comeces a arregaçar as mangas já. Senta-te e reflecte sobre as áreas que tens que gerir. Tens de tê-las bem identificadas e reconheceres as suas vicissitudes e as suas pequenas nuances.

Cada família é uma realidade e terá as suas pastas específicas, mas de uma forma em geral as pastas que indico em seguida serão comuns:

Pasta de Aquisições: terás com certeza que fazer compras, não só de manutenção da casa, como comida e detergentes, mas as de roupa e calçado, as de material escolar, as de prendas, entre outras.

Pasta das Finanças: aqui cabe gerir o orçamento familiar, tem que ver com as entradas de dinheiro e os gastos regulares mensais, como os contratos de água, eletricidade, gás, audiovisuais e ginásios, os gastos semestrais ou anuais, como inscrições em escolas, o IMI, seguros dos carros. É também aqui que terás que gerir as compras de supermercado e estabelecer limites para os teus gastos. É como se o teu Diretor de Aquisições (tu, ou alguém em quem delegues esta pasta) te apresentasse uma proposta de aquisições e tu irás pedir ao teu Diretor Financeiro para verificar se aquela propopsta está dentro do desejado e respeita o orçamento ou se aquela despesa em particular está cabimentada. Há dinheiro para aquela aquisição? Tem atenção que o facto de haver dinheiro, que é o que o Diretor Financeiro te diz, não significa que seja comprada. Tu, como Gestora irás decidir se está alinhada com os objetivos da Família.
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Pasta da Manutenção: aqui entra a manutenção dos espaços-casa, limpeza, tratamento de roupa, viaturas. 

Pasta da Comunicação: o Diretor da Comunicação é quem gere a agenda da família. São incluídos os compromissos pontuais e sociais, mas também as idas médicos-rotina, os aniversários, as festividades.

Pasta da Equipa: esta pasta é fundamental. Não existe organismo, seja em forma de organização, de família ou mesmo de corpo que funcione bem se as suas diferentes partes não estiverem em harmonia. Mas a maior parte das vezes é a pasta mais negligenciada. Temos tendência para secundarizar aquilo cujo resultado não conseguimos tornar palpável. A harmonia de um grupo traz benefícios enormes e pode mesmo ser determinante para o resultado obtido, mas não produz nada de concreto e por isso muitas vezes esquecemo-nos dela. Aqui deverás gerir atividades de fortalecimento da equipa, deverás garantir o seu bem-estar a todos os níveis, por isso incluo alimentação (gerir alimentação de forma a que seja saudável é uma tarefa bastante difícil), o lazer, as atividades de fluxo individuais, como por exemplo um hobby, uma prática desportiva, uma rotina de ir ver futebol, a área espiritual, enfim...já percebeste, não é?

Estas são as grandes pastas, poderás ter necessidade de outras pelas caraterísticas da tua família. Tu, melhor que ninguém, saberás.

Agora, quando te sentares para analisares estas pastas tens que o fazer com a ideia clara do que é que pretendes para a tua família. Queres uma vida tranquila? Queres uma vida agitada cheia de novas experiências? Conforme a tua resposta, esse será o teu rumo. Não te esqueças te aplicar os cinco passos que vimos aqui. Uma sugestão é que após teres definido o rumo, utilizes algum tempo a analisar em que ponto está a Família em cada uma das pastas e depois começares a aplicar os cinco passos, destralha, organiza, planeia, experimenta e adapta. 

A sugestão que te faço é que escolhas uma altura em que não vás ser interrompida. Esta reflexão será muito mais produtiva se conseguires estar concentrada. Sempre que preciso fazê-la tenho cuidado para não ser interrompida e nunca a faço de pijama. Parece tolice? Mas não é. O meu cérebro precisa ser lembrado de como esta atividade é séria e importante, por isso visto-me a rigor! 

Vamos a isso?

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Dona de Casa ou Gestora de Família?

Hoje em dia há, com certeza, poucas mulheres que se dedicam apenas à sua casa. A expressão dona de casa tornou-se mais rara mas mesmo assim quando falamos daquilo que ocupa o nosso tempo, das mulheres, o síndrome da dona de casa aparece logo. 

"Chego a casa do trabalho e tenho ainda de tratar dos miúdos, do jantar, da roupa, o fim-de-semana é só para a casa...uma trabalheira!"

Concordo, é uma trabalheira, mas aquilo que te quero perguntar hoje, a ti minha amiga, é: és dona de casa ou és gestora de família?

Parece-te só um nome pomposo para a mesma realidade? Bem, não é. Para mim, dona de casa é quem executa o que vai sendo necessário. A sua ação é de reação ao que é preciso e é quem executa aquilo que é preciso. Já gestora de família é quem gere este grande empreendimento que é uma família. Quem planeia, quem antecipa e encontra soluções prévias, que muitas vezes passa pela delegação de tarefas, outras por ser capaz de definir prioridades de maneira a gerir o tempo de forma otimizada. É quem controla e dirige o descontrolo que é o quotidiano familiar.

Pois bem, agora provavelmente compreendes como diferencio as duas vertentes. Então, diz-me, quem és tu?
És aquela que olha para o caos em que a casa está e se vitimiza, porque é que ninguém me ajuda? Ou deixam tudo numa desordem total? És aquela que olha para o marido/parceiro e só lhe dá ganas de o estrangular porque ele não toma a iniciativa de ajudar? Ficas desolada quando dás conta que o fim-de-semana é mais pequeno do que aquilo que precisavas? És tu quem faz as compras todas e mesmo assim nunca há nada em casa? Ou que chega a casa cansada e não sabe o que fazer para o jantar? Então, amiga, és uma dona de casa! 

Não tem mal. É o que és neste momento. Mas desafio-te, desafio-te a mudares e passares a ser a Gestora de Família. Enche o peito e afirma, eu não sou uma vítima, sou eu quem gere esta tropa, eu sou capaz de por isto a funcionar bem! És mesmo, sabes. És mesmo capaz. Eu sei que dentro de ti está a gestora, só precisa de uma mão para vir cá para fora.

Vem, amiga eu ajudo-te! Durante este mês vamos fazer uma série de postes com o intuito de te ajudar a ganhar o controlo da tua empresa...a tua família! 

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Tranquilamente produtivo

Ser produtivo não é estar ocupado. Como já escrevi aqui, a produtividade está relacionada com a eficiência. De facto, a nossa produtividade é tanto maior quanto maior for a nossa eficiência na gestão do tempo e dos recursos que temos ao nosso dispor. Mas atenção, porque o que temos para fazer tanto pode ser uma tarefa no trabalho, quanto um compromisso ou um momento de lazer. Se estivermos no jardim a passear com o nosso sweetheart a pensar no trabalho então não estamos a ser produtivos. Não por estarmos a passear, mas porque estamos a passear a pensar no trabalho. Isso não é eficiente. Devemos passear de alma e coração, dedicados 100% a esse momento e retirando dele todos os seus benefícios.

A produtividade exige, então, que haja uma alternância de momento, concentração e relaxamento, ocupação e descanso. Há hora para tudo e tudo tem o seu tempo, mas nem sempre é fácil mantermo-nos produtivos, há tantas distrações, tantas coisas que chamam por nós que exigem a nossa atenção que acabamos por nos dispersar. Acabamos por não produzir o que devíamos e rapidamente estamos cheios de urgências e numa azáfama que nos tira o apetite para tudo.

Então como podemos manter-nos tranquilamente produtivos?
Bem, aqui ficam algumas ideias.

1. Dorme bem e garante que tens momentos de descanso ao longo do dia. Uma mente e um corpo descansado produzem muito melhor.

2. Tem atividade física, o sedentarismo cria inércia e rouba-nos a força de vontade. Não consegues praticar nenhuma atividade física, não faz mal, estaciona o carro longe e caminha, abandona o elevador e sobe pelas escadas, vai ao jardim com os teus filhos e corre atrás deles, limpa a tua casa à moda antiga. 

3. Tem uma lista de tarefas para saberes, realmente, o que tens e queres fazer. Podes usar o último aplicativo ou apenas uns post'it, mas garante que tens os teus afazares diários escritos e acessíveis. Essa lista será o teu mapa do dia.

4. Não faças multitasking. Pode parecer que estás a conseguir muito de uma vez, mas o que está a acontecer é que não estás a fazer nada a 100% e a tua concentração será débil. Mantém-te no registo uma coisa de cada vez.

5. Divide as grandes tarefas em pequenas etapas e distribuí a sua execução por um plano de ação. É muito mais fácil levar a bom porto uma tarefa gigantesca que divides em pequenos patamares e vais executando cada um deles por um determinado tempo, do que procurares fazê-la toda de enfiada. Ficarás cansado, esgotado e com pouco discernimento para uma tomada de decisão consciente.

6. Respeita-te. Se prestares atenção a ti próprio irás facilmente perceber que tens um ritmo de produtividade. Há alturas do dia em que estás mais ativo, outras em que consegues concentrar-te melhor. Respeita, tanto quanto puderes, este ritmo. Da mesma forma, se estiveres atento depressa conseguirás perceber quando estás cansado de uma tarefa e não a conseguirás produzir com eficiência. Sê flexível Pode estar na tua lista de tarefas, mas o teu corpo está a dizer-te que não é a hora certa. Respeita. Claro....isto é com bom senso.

Não percas o foco. A produtividade tem que ver com aquilo que tu queres alcançar e fazer.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Seja dona do seu tempo - Christian Barbosa

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Hoje trago-te uma das minhas leituras deste mês, o livro de Christian Barbosa, um perito em produtividade, Seja Dona do Seu Tempo.

Para muitos poderá ser redundante, ou até, quem sabe, uma afronta a existência de um livro sobre produtividade dedicado apenas às mulheres. Porquê? Será a gestão de tempo diferente consoante o género?

Bem, o autor explica o porquê e dá umas razões esquematizadas entre as quais, porque as mulheres:

- apresentam um nível de urgência mais elevado
- movem-se em mais esferas de ação 
- têm objetivos mais focados no Ser do que do Ter
- abdicam mais facilmente do tempo para si mesmas
- têm uma maior capacidade para multitasking

E vai mais longe, cito: "Esta nova posição que as mulheres assumiram na sociedade resultou numa acumulação de tarefas. A mulher moderna desempenha múltiplos papéis em simultâneo, pois tem de ser mãe, profissional, amiga, esposa ou namorada e "psicóloga", entre vários outros atributos, e por isso mesmo vezes falta-lhe tempo para ser ela mesma"(página 24).

Interessa ressalvar de imediato que se trata de um livro suportado por um trabalho sério de pesquisa e que revela como intenção a disponibilização de um método que permita uma melhor gestão de tempo, tudo estruturado pelo conceito da Tríade do Tempo

A Tríade do Tempo é um conceito de caracterização de tempo criado por Christian Barbosa e que divide as atividades em três:

Importante - o que é relevante na tua vida
Urgente - o prazo já foi tultrapassado ou está perto de o ser
Circunstancial - atividades feitas apenas por conveniência mas sem valor/significado intrínseco

Logo no início somos convidados a realizar um teste para sabermos qual destas esferas ocupa mais o nosso tempo. O Christian apresenta como modelo ideal 70% de importante, 25% de urgência e 5% de circunstancial. Fiz o teste e digo-te, tenho um longo caminho a percorrer e muito para aprender. ;-)

Numa escrita muito fluente e próxima, sem arabescos e muito clara, o autor vai conduzindo-nos pelos capítulos, primeiro ajudando a encontrar a melhor ferramenta para libertarmos a memória e termos o mais controlo possível do que fazemos, depois, ensinando-nos a definir metas como forma de organização de  tempo. Ou seja, saber o que se quer é a única forma de conseguir gerir o tempo dando prevalência ao importante e conferindo, assim, significado ao seu dia-a-dia.

O livro está estruturado em pequenos capítulos, muito concisos e focados no objetivo a que se propõem. Por exemplo, o capítulo sobre a importância da identificação de papéis que cada mulher desempenha e a forma de planear as atividades, debruça-se apenas sobre isso e sublinha de forma clara que é com base nesta identificação que poderemos definir o tempo que queremos gastar com cada uma das áreas. 

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A seguir, Christian leva-nos pela gestão de tempo no trabalho, pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional, onde enfatiza a forma como podemos conseguir mais tempo para a família, sem perdermos o foco do que queremos produzir profissionalmente. Neste ponto, por exemplo, o autor defende que a primeira atitude a tomar é descobrir quanto tempo temos, realmente, para a família. Tempo de qualidade e de entrega total. A partir do momento em que sabemos quanto tempo temos, devemos saber quando é que o temos e comprometermo-nos a usufruir, com qualidade, desse momento.

É neste prisma que encaixa o capítulo dedicado aos relacionamentos. Neste ponto, não deixa dúvidas afirmando claramente que o relacionamento mais importante que temos é aquele que temos connosco próprios, aconselhando-nos a colocar na agenda um período de tempo que seja para usufruirmos de algo que nos dê prazer. Não obstante seja este o enfoque, há também lugar para os outros relacionamentos.

Na esfera do que se pode considerar relacionamento, há também um capítulo dedicado apenas ao papel de mãe, visto aqui não como um relacionamento mas como um âmbito de ação. A abordagem é, não apenas de como poderemos executar a "profissão mãe" com maior produtividade e satisfação, mas também como podemos ajudar os nossos filhos a desenvolver hábitos produtivos.

O último capítulo aborda a gestão da casa e apresenta um conjunto de dicas com o intuito de agilizar a dona de casa. Este é, para mim, o capítulo mais fraco. Acredito mesmo que por ser um pouco fora do âmbito de reflexão do Christian, se torna um capítulo superficial e com pouco ou nenhum conteúdo novo. 

Por fim, são nos dados a conhecer os principais perfis de mulher, consoante a sua atitude perante as atividades e os papéis que desempenha, sugerindo, o autor, algumas melhorias para cada um dos perfis. É nos facultado um teste para descobrirmos o nosso. 

O objetivo do livro é nada mais nada menos do que ajudar-nos a sermos donas do nosso tempo, a assumir o controlo, sendo a dica principal a consciencialização do que é importante.

Recomendo vivamente o livro. Para quem conhece o trabalho do Christian, o conteúdo não é inovador, mas a forma esquematizada e bem articulada de como tudo é apresentado dá-nos uma perspectiva mais organizada e clara daquilo que podemos/devemos fazer. 

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Organiza-te e encontra tempo para ti

Falamos de organização e pensamos logo nas ferramentas, nos métodos e nas técnicas. Pensamos em organizarmo-nos e começamos a olhar para a nossa casa, para a nossa mesa de trabalho, para os nosso armário de roupa.

E sim, tudo isto é importante. Mas e nós, o nosso bem-estar, a nossa saúde? Qual é o lugar disso na nossa organização? Não, não é dispensável. Não penses que dizeres não tenho tempo para mim te faz uma pessoa melhor. Nada disso. 

Teres tempo para ti é indispensável. Resta-te, apenas a ti, descobrir o que é cuidar de ti e como podes encaixar isso na tua vida.

Quando começas a organizar o teu tempo, tens que olhar para a tua vida e decidir quais são as tuas esferas de ação. Ou seja, és mãe, companheira, profissional, dona de casa, etc, etc. É logo aqui que tens de definir que existe uma área que é EU. Quando atribuires o tempo que usarás em cada área terás de definir um tempo para essa área do EU. Que tempo tens, 5 minutos por dia? 30? 1 hora por semana? Bem, bem. Tu lá saberás. Mas esse tempo tens que identificar como sendo o teu tempo.  

Normalmente quando se faz este exercício pela primeira vez, concluímos que não temos tempo, mas se olhares mais honestamente para a distribuição de tempo que fizeste, provavelmente, está lá que a seguir ao jantar é ver televisão, ou a hora de almoço é para estar na conversa. Enfim. O que normalmente não nos apercebemos é que esse tempo foi usado por escolha nossa. Terás que pensar, dentro da minha vida e do que é importante para mim, ver televisão ao serão é importante? E conversar à hora de almoço? Se for importante muito bem, terás que considerar que esse é o tempo do EU. Se considerares que não é uma boa forma de aplicares o teu tempo EU, então, deverás fazer uma melhor escolha.
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Por vezes nem é preciso ter um tempo bloqueado para nós próprios, basta termos identificado o que é para nós importante e, com a alteração de pequenos hábitos, podemos fazer uma diferença enorme no nosso bem-estar. Uma refeição equilibrada pode ser importante para revitalizar. Um breve momento para tirar a maquilhagem pode ser um momento muito zen. 20 minutos a ler um bom livro é como se tivéssemos descansado 1 hora.

Há um ponto que me parece fundamental, dá prioridade à qualidade em detrimento da quantidade. A qualidade de um momento é muito mais importante do que a sua duração. 

Cuidares de ti, reservares tempo EU não é um sinal de egoísmo, é um sinal de amadurecimento e de organização. Se não estiveres bem, muito dificilmente conseguirás produzir bem e ajudar os outros. Arrastares-te amargurada não ajuda ninguém, nem deixa ninguém feliz. 

Áreas que deves incluir na organização do tempo para ti:

- Cuida da tua saúde, quer seja por fazeres check-up médicos regulares, quer seja por praticares atividade física e uma boa alimentação, ou por respeitares o teu descanso, será por aqui que conseguirás ter a energia para uma vida feliz.

- Cuida da tua mente, podes fazê-lo ao ler, ao aprender novas coisas, ao ter um hobby, o que interessa é que alimentes a tua mente e a faças evoluir, pois apenas uma mente saudável poderá levar uma vida verdadeiramente ativa. 

- Cuida do teu espírito, podes orar ou meditar ou admirar a natureza, o importante é que alimentes a tua parte espiritual, será ela que te dará a esperança e te ajudará a desenvolveres uma atitude positiva.

- Cuida das tuas emoções, poderá ser ao marcar um almoço com uma amiga querida, ou ir ao cinema com o teu marido, ou visitar a tua avó, encontra tempo para alimentares as tuas emoções, serão elas que te darão o equilíbrio. 

Organiza-te e encontra tempo para ti

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Queres começar uma vida organizada?

Queres começar uma vida organizada mas não sabes como? Então este post é para ti.😉

Em primeiro lugar consciencializa-te, sermos organizados é um processo contínuo, é um casamento para a vida. Inicias o processo e do caos passas, devagar (não há truques de magia, há persistência e força de vontade), para uma realidade organizada. Mas este não é o fim do caminho, pelo contrário, quando chegares aqui significa que compraste o bilhete e que a viagem vai começar. A organização é um processo de vida. Se organizares tudo e depois deixares andar,  rapidamente o caos regressará e o teu esforço terá sido em vão.

Mas não te assustes, porque apesar de ser um casamento forever and ever, será um casamento feliz e dar-te-á uma sensação de realização, satisfação e muita, muita tranquilidade. Não quererás o divórcio, garanto-te!

Mas vamos por partes. Olhas à tua volta e vês o caos que parece querer engolir-te. Estás farto, queres mudar de vida. Queres alguma ordem, queres ter algum controlo sobre o que se passa  na tua vida. Muito bem, decidiste: vou organizar-me!! Parabéns, decisão acertada! Agora, por onde deves começar?

Passo 1: Destralha
Sabes aquelas gavetas da tralha? Tudo lá para dentro sem discernimento...achas que dá para organizar uma gaveta dessas? Não, claro que não. O que lá está dentro não tem um sentido, está lá porque não tem qualquer categoria a não ser é tralha. O mesmo se passa com a tua vida e com os teus espaços, por isso a primeira coisa a fazer é retirares o que não tem sentido, um significado próprio. 

Passo 2: Organiza
Organizar é constituir um organismo, ou seja, é dar uma ordem às coisas pela qual tudo se irá articular e ganhar o seu significado no todo. É, por isso, que depois de retirares o excesso está na altura de encontrares o lugar para cada coisa na tua vida. Isto vale para tudo. Organizares não é apenas colocares ordem nas tuas gavetas e prateleiras, é criares uma estrutura ordenada que funcione e que permita à tua vida fluir como desejas. 
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Passo 3: Planeia 
Até aqui retiraste o excesso e criaste a ordem em que pretendes viver, bem agora é a altura certa para te decidires sobre um plano que te faça caminhar no sentido certo. Aqui terás que definir onde queres que o teu foco incida, qual é o rumo que queres tomar. Planear será definires hábitos e rotinas que te façam viver nesse sentido. Por exemplo, rotinas que te permitam gerir melhor o tempo, utilizares uma ferramenta que te ajude a teres o teu planeamento sempre disponível, como se fosse o teu mapa de vida.

Passo 4: Experimenta 
Chegou a altura de viveres o que organizaste e planeaste. Experimenta, não durante uma semana, mas durante um período longo que te permita verificar se está adequado, se responde às tuas necessidades e se te encaminha no sentido para onde queres ir. 

Passo 5: Rever/Adaptar
Experimentaste e verificaste que há aspectos que podiam funcionar melhor, adapta-os. Este é um passo que farás muitas vezes. Quer porque há alterações no teu dia-a-dia que exigem rotinas diferentes, quer porque desenvolveste competências em alguma área e preferes utilizar uma outra ferramenta. O importante é que penses na tua via como um organismo que se equilibra e funciona em conjunto e, por isso, que percebas que qualquer alteração que introduzires influenciará a ordem que estabeleceste.

Depois destes passos estarás a viver uma sensação maravilhosa, a de que és tu quem está em controlo na tua vida. Deixaste de viver em reação ao que acontecia e passaste a dirigir o autocarro da tua vida. Vais deparando-te com pedras, obstáculos, curvas perigosas, mas conseguirás ultrapassar estas dificuldades sem perderes o sentido da tua viagem.