terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Opinião | O Poder da Energia Positiva de Sara Cardoso



Uma ideia para o início de 2015! 
Junto o desejo de que as nossas vidas individuais sejam inundadas de energia positiva 
e que, em conjunto, consigamos ser genuinamente felizes.



Ultimamente, tenho lido muitos livros de desenvolvimento pessoal. Não tenho largado os romances, a literatura ficcional, mas tenho dedicado algum tempo diário à leitura de livros com os quais procuro crescer enquanto pessoa.

Faz parte do meu percurso pessoal e este tipo de dedicação tem ajudado bastante o meu propósito de crescer, apaziguar e tranquilizar-me.

O livro da Sara Cardoso é bastante simples, pequeno e fácil de ler.

Com um ênfase constante na necessidade e importância de vivermos o presente, agora que os tempos atuais nos inserem numa realidade social que procura mandar-nos constantemente para o futuro, antecipando problemas e resolvendo questões que ainda não surgiram, e na importância de aceitarmos a mudança, relativizando-nos no todo, este livro leva-nos numa pequena viagem pelas nossas energias, física, emocional, mental e psíquica, correlacionando-as e mostrando a importância que cada uma delas tem no nosso bem-estar.

Senti-me particularmente atenta e receptiva às seguintes ideias:

- é preciso fazer limpeza mental
- precisamos de responsabilizar-nos
- o pensamento é um hábito
- precisamos tomar conta do nosso pensamento e não permitir o contrário
- temos que nos proteger da energia que vem de fora
- temos que alimentar, positivamente, a energia que vem de dentro
- o auto-conhecimento é fundamental para conseguir criar e manter uma energia positiva.

Trata-se, portanto de um livro muito específico, mas muito simples.
Recomendo-o a todos os que estejam receptivos ao tema.
Para mim foi uma leitura agradável e relevante.


(Opinião publicada, no dia 02 de dezembro de 2014, na Página Vamos Ler)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Festas Felizes!


Vou aproveitar as Festas e vivê-las com corpo, alma e espírito como penso devemos viver tudo na vida.

Quero aproveitar a minha família, os amigos, os doces, a alegria, o frio, a chuva, quero aproveitar o Natal e dar as boas vindas ao novo ano.

Estarei em sossego no rebuliço das festas. 

Até 2015! 

Aproveitem, sintam o sabor de cada momento da vida!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Opinião | À primeira vista de Nicholas Sparks


Li este livro durante o verão deste ano e gostei bastante. O livro parece-me um pouco mais profundo, do que os restantes que li de Sparks, em termos da ideia que lhe está subjacente.

A maior parte dos livros, deste grande contador de histórias, envolvem uma história de amor, com conexões a outras histórias que põe esse amor em confronto consigo próprio ou às dificuldades que dele emanam.

Neste livro, porém, Sparks vai mais longe, na medida em que nos leva a assistir aos conflitos interiores de um homem apaixonado, que se vê confrontado consigo próprio e com os seus receios. Jeremy é um homem que abandonou tudo pelo amor à Lexie e à filha por nascer, mas que neste processo se vê atormentado pela falta de identidade, pela desconfiança, resultado da sua própria insegurança e pela dificuldade em se adaptar ao seu novo mundo.
Trata-se de um livro que foge um pouco à simplicidade de Sparks e nos conduz no embrenhado mundo da consciência individual e da dificuldade que cada um tem em ter coerência enquanto ser humano.

Deixo-vos um excerto
“Afinal, seria assim tão relevante que estivesse a deixar a casa de Nova Iorque, e a hipotecar os seus planos de carreira, para se mudar para uma terra no meio de coisa nenhuma? Não seria melhor pensar que estava a iniciar um ano em que teria de planear um casamento, criar um lar e preparar-se para receber uma filha? Quais as dificuldades que teria de ultrapassar?” (p. 23)


(Opinião publicada, no dia 05 de dezembro de 2014, na Página Vamos Ler)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Opinião | gestão de tempo para mulheres (muito) ocupadas de Maria José da Silveira Núncio

No seguimento do post de ontem, venho falar um pouco sobre um livro que me auxiliou bastante. Apreciei-o pela sua simplicidade e pela forma prática como aborda o tema da gestão de tempo.

gestão de tempo para mulheres (muito) ocupadas de Maria José da Silveira Núncio

Trata-se de um livro que congrega um conjunto de testemunhos de mulheres que vivem a pressão da gestão do tempo na conciliação das diversas áreas da vida.

Aborda os problemas de uma forma quase esquemática, apresentando-nos, para cada temática a lista de principais dificuldades e a lista de pequenas estratégias.

O livro percorre temáticas de como Gerir o tempo e as ansiedades, A gestão do tempo em casa, A gestão de tempo em família e a gestão de tempo para si.

Sempre com reflexões pertinentes a autora vai aconselhando pequenas estratégias, truques muito simples para facilitar o dia-a-dia e permitir uma vida menos acelerada e com maiores possibilidades de apreciar o momento.

Durante o percurso vamos tendo a oportunidade de ler frases com ideias chave que nos levam a reflectir sobre o nosso dia-a-dia e as possibilidades de melhoria. Como na página79 em que lemos “a organização e a capacidade de antecipação constituem, na família como no trabalho, factores determinantes para o bom uso do tempo e para a redução dos níveis de fadiga e de ansiedade”.

Recomendo. 


Sinopse no site da Ideias de Ler:

Ser mulher, hoje em dia, é um desafio constante; significa que se deve ser boa companheira, profissional competente, amiga cuidadosa e, na maior parte dos casos, boa mãe. Depois, é ainda suposto que se seja bem informada, culta e, claro, elegante, bem vestida e com sentido de humor.
Corresponder a todas estas expetativas é, no mínimo, desgastante.
Ajudar a articular da melhor maneira todas as exigências do nosso dia a dia, adotando pequenas estratégias que podem realmente fazer a diferença na forma como gerimos o nosso tempo, é o objetivo deste Gestão de tempo para mulheres (muito) ocupadas.
Se não pode controlar o tempo, pode, pelo menos, controlar a forma como o gere: gerir o tempo é, antes de mais, gerir a vida.



quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Gestão de Tempo? Gestão Pessoal!

Uma das questões mais prementes na vida quotidiana actual é a gestão de tempo. Há palestras, livros, blogs, cursos, enfim, há tudo para nos ajudar a gerir o tempo.

Um dos grandes problemas com que me deparei desde que me tornei mãe foi, de facto, o tempo, melhor a falta de tempo. Em novembro do ano passado andava totalmente às avessas com o tempo (http://vidadekoquete.blogspot.pt/2013/11/sem-tempo.html). Tinha tudo muito bem organizado, tudo agendado e planeado ao minuto e a máquina estava oleada, muito bem oleada. Mas eu, eu sentia-me mal. Estava orgulhosa com tudo o que tinha conseguido atingir em termos de gestão, mas em termos emocionais e de energia estava tão para baixo que acabei por me deprimir.
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O poço era fundo e estava bem escuro, mas como em muitos poços lá no fundo, bem segura nas paredes uma planta deixou-me ver a sua beleza. Era preciso parar! Era preciso gerir, não o tempo como algo absoluto, mas o tempo como uma medição relativa a considerar para atingir os meus intentos de vida.

Percebi, assim, que antes de gerir o tempo tinha que me gerir a mim própria. Ter em mente o meu Rumo Pessoal, definir prioridades, definir importâncias, definir dispensáveis e inúteis e organizar as horas do dia com os meus interesses e obrigações em mente.

Descartei uma série de compromissos e obrigações que tinha. Foi uma libertação enorme, um alívio quando comecei a ver a minha a agenda a ficar cada vez mais vazia. Estipulei para mim própria que cada coisa tinha a sua área e que não deveria permitir qualquer interferência. Assim o que é da casa fica em casa, o que é do trabalho fica no trabalho.

Um exemplo. Trazia a ementa e as necessidades para o dia sempre na minha agenda. Agora não. Faço a ementa, durante o fim-de-semana, apontando no calendário de mesa da cozinha em cada dia a refeição planeada (lá em casa só jantamos, o almoço é no trabalho/escola) e o que preciso fazer para a refeição do dia seguinte (ex. tirar frango do congelador).

Deste modo, não penso nas refeições durante o dia. Defino-as ao fim-de-semana e só volto a pensar nelas quando chego a casa ao fim da tarde e me preparo para fazer o jantar.

Este, tão pequeno, pormenor aliviou bastante o meu cérebro e ajudou-me a gerir o tempo, porquê?
Porque só agendo refeições que demorem até 30 minutos a confeccionar.
Porque só agendo refeições para as quais sei que tenho todos os ingredientes necessários.
Porque como agendo as necessidades para o dia anterior, garanto que tenho tudo prontamente disponível para aquele dia.

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E podem perguntar “mas e se tens oportunidade de jantar fora, ou se não te apetecer comer o que planeaste, ou outra qualquer eventualidade?”. Então, nesse caso (que já aconteceu bastantes vezes) se descongelei comida, tempero-a e deixo-a a marinar para o dia seguinte, ou faço-a fora de horas e fico com jantar pronto para o dia seguinte. Se não tiver descongelado nada, simplesmente risco-a da agenda e fica disponível para outro dia.

Este é apenas um pormenor daquilo que é a minha gestão de tempo. O meu princípio base na gestão de tempo é que esta depende inteiramente da minha capacidade de planear e gerir importâncias. Tempo para mim mesma passou a ser indispensável. É importante, para que tudo corra bem, que eu esteja satisfeita e operacional, por isso, emocionalmente, tenho que estar bem, e por isso o tempo para mim é fundamental. Assim, há tempo para a yoga, meditação, ler, escrever no blog, escrever na página de facebook Vamos Ler, escrever o romance e ainda sociabilizar. Como consigo?

O princípio base é o do GTD (Getting Things Done), o método de gestão de acções/tempo de David Allen.

E o segredo é ter sempre em mente que “um uso eficiente do tempo evitará que tenha der se defrontar, permanentemente, com a necessidade de resolver crises geradas por urgências e imprevistos” (Maria José da Silveira Núncio, gestão de tempo para mulheres (muito) ocupadas, pág. 29) que são, juntamente com a indefinição de rumo e prioridades/interesses os verdadeiros ladrões de tempo.

Mas sobre isso e outras opções que tenho para gerir o meu tempo, falarei depois.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Pensamentos de outros! Pablo Neruda


"Algum dia, em qualquer parte, em qualquer lugar, indefectivelmente, encontrar-te-ás a ti mesmo e essa, só essa, pode ser a mais feliz ou a mais amarga das tuas horas."

Pablo Neruda


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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Estou a ler | os aromas do amor de Dorothy Koomson

Um dia saí de casa e pensei "vou comprar um livro, vou folhear uns quantos e escolher um e comprá-lo". E assim fiz. Folheei tantos livros quantos a minha paciência conseguiu aguentar. O os aromas de amor folheei umas duas ou três vezes sempre tentada escolhê-lo. Mas não o fiz, optei por outro. 

Desde esse dia que a minha mente nunca mais esqueceu o livro que ficou na prateleira e o os aromas do amor ficou para mim como um amor etéreo que não tinha tido coragem para concretizar. Sempre que via a capa numa qualquer livraria ou hipermercado suspirava. 

Um dia, um belo dia, o livro caiu-me no colo, num daqueles acasos da vida que a fazem tão maravilhosa. É por isso que Estou a ler | os aromas do amor de Dorothy Koomson

Sinopse:Passaram-se 18 meses desde a morte de Joel, o marido de Saffron, e o culpado nunca foi descoberto. 
Agora, fazendo os possíveis para lidar com a perda, Saffron decide terminar Os Aromas do Amor, o livro de receitas que Joel tinha começado a escrever antes da sua trágica morte.

Quando, finalmente, tudo parece ter voltado à normalidade, a filha de 14 anos de Saffron faz uma revelação chocante que abala a relação entre ambas. E, ao mesmo tempo, cartas misteriosas lançam uma nova luz sobre a morte de Joel.

Será um grande amor capaz de sobreviver à maior das perdas?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Objectivos? Não!

Desde que comecei a trabalhar que sempre me vi como uma pessoa vocacionada para os objectivos. A minha postura profissional foi muito apelidada de "unicamente focada nos resultados" e, confesso, que, normalmente, agia em conformidade com o resultado/objectivo que pretendia.

Mas no plano pessoal nunca tive objectivos bem definidos e hoje em dia recuso-me a estabelecê-los, na verdade, até mesmo no plano profissional estou, cada vez mais, a verificar a limitação que a postura pró-objectivos representa.

Bem sei que as ideias dos coaches e de uma ampla franja de psicólogos defendem a importância da definição de objectivos para a motivação e para se manter o foco na acção. Não obstante perceber a teoria que fundamenta e acompanha estas opiniões, para mim pessoalmente, os objectivos limitam-nos e restringem-nos a experiência magnífica que é a vida.

Quando traçamos objectivos levantamos marcos da nossa vida que são as metas que queremos atingir. Estes marcos são fixos e encontram-se lá adiante, impelindo-nos a agir naquele sentido e a esforçarmos-nos para ter sucesso, atingindo-os. Ora este movimento leva-nos a apreciar essencialmente a meta e não o caminho e cria muito ruído na vivência diária.

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A tudo o que não está de acordo com os objectivos traçados deverá ser dada menor importância, retirando-lhe a prioridade.

Mas a vida é, em si mesma, um percurso maravilhoso de surpresas, curvas e contracurvas, todas elas proporcionadoras de lindas e estonteantes paisagens.

Se estivermos concentrados nos objectivos, perderemos, ou pelo menos enfraqueceremos, a capacidade de viver o momento, de apreciarmos os pequenos pormenores, de viver com alegria a criatividade da vida.

Eu gosto de ser livre e luto para ser livre, por isso, não traço objectivos para a minha vida, reconheço que tenho linhas mestras de vida e um Rumo Pessoal (escrevi sobre este assunto aqui) mas estes servem para nortear-me, para me direccionarem no percurso que eu gostaria de viver, para poder deixar o legado que eu gostaria de deixar. Nos entretantos, nos percalços, nas surpresas sinto-me, porém, mais livre porque não tenho metas precisas e pré-estabelecidas que tenha (para me sentir bem sucedida) que atingir.

Parece-me que assim simplifico a minha existência e terei maiores oportunidades de viver feliz.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Sonho com ... Uma casa de praia.


Tenho um sonho, quero dizer, tenho vários sonhos, mas um tem permanecido imutável e imperturbável durante estes anos todos. Sonho em ter uma casa de praia.

Sonho burguês? Isso ainda existe? Sonho capitalista e consumista? Será? Talvez, não sei. Sei que sonho com isto há tanto tempo que se tornou um pilar da minha existência.
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Não é uma casa grande, não, nada disso! Sou demasiado realista, e depois quem limpa?

Quero uma casa de praia pequena, dois quartos no máximo, um apartamento. De preferência um espaço amplo para sala e cozinha em conjunto, com marquise a fazer de jardins de inverno, cheia de luz e uma uma ampla varanda, com vista para a praia.

Na varanda quero colocar um conjunto de flores, uma mesa e cadeiras em madeira e um toldo de abrir e fechar às riscas largas verdes escuras. Mais nada!

Nos jardins de inverno, quero afogá-los de plantas que trepam, que vêm do chão e caem pelo tecto, quero que o verde abunde. Quero um cadeirão extensível ladeado por uma mesinha redonda de ferro branco com tampo de vidro.

Lá dentro, na casa, quero gargalhadas, suspiros, sorrisos, palavras largadas sem sentido. Lá dentro quero a
vida da minha família, em retiro, em conjunto, em alegria.

O meu sonho? Uma casa de praia.!!!


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A importância do Rumo Pessoal

Há quem lhe chame Missão de Vida, quem prefira Propósito de Vida, quem opte pelo Objectivo de Vida, enfim, eu gosto de lhe chamar Rumo Pessoal. A minha preferência tem que ver com a aceitação da mutabilidade/adaptabilidade do conceito. Ou seja,  se chamar Propósito, parece-me tratar-se de um fim que temos em vista e para o qual trabalhamos. Se for Missão, surge-me como algo que nos incumbiram e que devemos cumprir. Rumo, rumo é um caminho que no entanto tem curvas e subidas e descidas. Rumo transmite-me uma ideia menos fixa e menos fechada para aquilo de que falo.

E de que falo eu?

Falo do Rumo Pessoal. 

A vida tem duas características imutáveis, esgota-se e não retrocede. Por isso, sou cada vez mais apologista de que as nossas acções e a forma como vivemos o nosso dia-a-dia e ocupamos o nosso tempo precisam de ter um Rumo, um significado.

Não gostaria de chegar ao fim dos meus dias e pensar que fui vivendo, ao sabor dos dias e das vontades momentâneas. Para muitos este pode ser o seu Rumo Pessoal, para mim não é. Para que me sinta feliz e preenchida emocional e espiritualmente preciso de adequar a minha vida aquilo que eu considero ser o meu Rumo Pessoal. 

Não foi uma busca fácil. Nada! Tenho tantos interesses e sou tão fácil de entusiasmar que durante quase 30 anos andei à deriva entre interesses, hobbies e preguiça física e mental. Mas durante todo esse tempo sentia um vazio, uma incompreensão e, não raras vezes, uma impaciência comigo própria que me deixava confusa e irrequieta.

Até que um dia compreendi, realmente, qual é o meu Rumo Pessoal. Não foi uma descoberta do género Eureka! Foi o culminar de um longo processo de auto-conhecimento, de combate à preguiça e ao medo, de entrega pessoal. Hoje sinto-me melhor! Sei qual é o rumo que tenho, sei qual o caminho que quero percorrer e isso tranquiliza-me e enche-me de alegria. Acordo com um objectivo individual muito claro, "quero andar naquele sentido".

A busca por este conhecimento pode ser simples (há pessoas que sabem desde cedo qual o Rumo que pretendem) ou extremamente difícil e demorada, como foi para mim.

Para estes casos, há certas ideias que, acredito, são fundamentais para o processo e sobre as quais deve haver uma reflexão demorada. Não quero com isto dizer que se recolham num retiro e se dediquem à reflexão! Nada disso!! Mas que se demorem nas ideias, que as percebam, que as interiorizem, que se compreendam através delas. É preciso que entre em contacto com o  nosso íntimo.

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Partilho aqui as ideias/perguntas que considero essenciais para encontrarmos o nosso Rumo Pessoal. Foi através delas que eu descobri o meu. Talvez um dia conte o meu percurso, talvez a minha história possa ajudar outros. 

As ideias/perguntas são estas:

- Que pessoa sou eu? (compreenda-se nas diversas vertentes do ser humano - física, psicológica, etc. - e nas várias áreas em que age - familiar, profissional, etc.)
- Quais as minhas maiores dificuldades?
- Quais os meus valores?
- Quais as minhas mais fortes capacidades?
- O que é que me anima? (reveja a sua vida retrospectivamente e procure os momentos em que sentiu maior ânimo)
- Como quero contribuir para o mundo?
- Quais os meus objectivos de vida? (não os despreze, pois estes podem ser o leme do seu Rumo Pessoal) 
- Qual(s) a(s) actividade(s) que me faz esquecer o relógio?
Qual(s) a(s) actividade(s) que estou sempre desejosa de fazer?
- Qual(s) a(s) temática(s) pela(s) qual(s) tenho verdadeiro interesse?
- Qual o legado que gostaria de deixar?
- Se pudesse largar tudo sem olhar a dinheiros ou outras limitações, o que gostaria de fazer como actividade diária?


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Calendário do Advento 2014

Calendário do Advento tem origem protestante e tem como essência a contagem regressiva para o dia do nascimento de Jesus.

Hoje em dia, é uma actividade muito praticada por mães/pais que pretendem fomentar as actividades familiares e gerar recordações felizes, neste caso associadas à época natalícia.

Com 3 anos de maternidade, o ano passado foi o primeiro em que me dediquei ao Calendário do Advento e a experiência foi tão positiva (como referi aqui) que este ano não podia deixar passar.

Um dos aspectos que mais aprecio nesta actividade é que a felicidade que gera tem início muito antes do primeiro dia do Calendário. Todo o período de preparação é recheado de entusiasmo e partilha de momentos únicos.

Este ano resolvemos fazer em cartolina cor de laranja (que era a que tínhamos em casa) um suporte para pendurar na parede. Tivemos de o cortar na medida que desejávamos e escolher o local onde o pendurar (claro que deu muita discussão! Se os pais são obstinados e cheios de opinião, a pequena filha tem o génio dos dois bem assimilado e amadurecido na sua pequena estatura de pouco mais de um metro).

Depois tivemos que, em cartolina de diferentes cores, cortar pequenos rectângulos para servirem de "janelinha". Em cada um deles, com a ajuda de um escantilhão, pintámos os números dos 24 dias, utilizando cores diferentes para não aborrecer.

Um vez feitos os 24 rectângulos, aplicámos a cola de modo a que cada um ficasse como um pequeno bolso, só aberto em cima. Em cada um deles, colocámos um pequeno papel cuja parte inferior, que se mantém escondida) tem indicada a actividade a desenvolver naquele dia.

As actividades deste ano são:

01/12 - Encontrar o Pai Natal (um pequeno boneco de madeira pintado da forma mais tradicional)
02/12 - Contar a História do Pai Natal (com a ajuda de um livro)
03/12 - Colorir uma figura de Pai Natal 
04/12 - Fazer uma lista de prendas para enviar ao Pai Natal (já colocámos no Correio!!)
05/12 - Ver a História do Pinheirinho de Natal
06/12 - Escrever, em estrelas de papel, o nome das pessoas de quem gostamos
07/12 - Fazer a prenda para XXX
08/12 - Fazer a prenda para XXX
09/12 - Ver a História do Scrooge (versão Smurfs)
10/12 - Cantar uma música de Natal
11/12 - Colorir/Enfeitar uma figura de Árvore de Natal
12/12 - Fazer prenda para XXX
13/12 - Ver a Árvore Grande de Natal em Lisboa
14/12 - Fazer enfeites de Natal para levar para XXX
15/12 - Ver A História da Menina dos Fósforos
16/12 - Juntar brinquedos para dar aos meninos que têm menos
17/12 - Ver a História do Menino Jesus
18/12 - Colorir um desenho de Presépio
19/12 - Fazer uma oração ao Menino Jesus
20/12 - Juntar roupa para dar aos meninos que mais precisam
21/12 - Fazer Bolachinhas de Natal
22/12 - Colorir a imagem de um anjo
23/12 - Fazer a viagem até à terra da Família cantando músicas de natal
24/12 - Viver o Natal com Amor e Alegria

Todos os dias a pequenita pede colo ao pai para poder retirar o papel e depois sentamos-nos juntos para ler a mensagem. A seguir, lá vai ela, pela casa, à procura o "instrumento" (seja a figura para colorir, seja as estrelas para escrever, seja uma imagem retirada do filme que vai assistir) para a sua actividade. 

A excitação da procura aumenta a sua alegria e é alucinante, ver como a pequenita delira com tudo o que envolve o Calendário do Advento!


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Gosto de aprender

Gosto de aprender.

Se há coisa que me entusiasma e me consegue manter concentrada e motivada é o processo de aprendizagem.

O alvo da aprendizagem tanto pode ser um conjunto de noções básicas sobre uma maquilhagem simples, como as complexidades neurológicas do cérebro humano.


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Enquanto sentir que a excitação da aprendizagem, da aquisição de novos conhecimentos que integrados aos que já tenho permitem a compreensão de uma técnica, de um processo e/ou de uma realidade, dificilmente conseguirei parar a investigação e a reflexão sobre o tema.

Durante todo este processo a minha mente estará 80% dedicada ao assunto sobre o qual estou a aprender.

Poderei estar numa fila para beber café, que estarei a pensar e a integrar todas as informações que tenho. Em todos os pequenos buraquinhos que tiver na minha rotina diária, estarei a pesquisar nas bibliotecas, que tenho ao meu dispor, livros sobre a temática. E todos aqueles pequenos momentos que servem para pausa, eu irei dedicá-los à pesquisa na internet.

Farei rascunhos com os assuntos, tirarei fichas de leitura e irei ler e reler todas as fontes que considerar mais relevantes.

Uma vez satisfeita com a aprendizagem, virá a outra fase, igualmente, estimulante. A passagem à prática daquilo que aprendi.

Se bem que há temas em que a experimentação pode ser mais difícil, ou mesmo impossível com os recursos e limitações que possuo, em outros casos a colocação em prática é feita de imediato e atestará a veracidade do que aprendi e conduzir-me-á à aplicação daquele conhecimento à minha vida quotidiana, com as adaptações que sentir necessárias.

Pode dar-se o caso de verificar que o conhecimento que adquiri não é suficiente (e retomarei novamente a investigação) ou que não pretendo aceitá-lo e rejeito-o. Claro que o conhecimento, uma vez adquirido, não pode ser recusado. Poderá, no entanto, ser esquecido com o passar do tempo ou se considerar que a informação que recolhi não é válida, não a utilizarei na minha vida prática, nem como fundamento para outros processos de aprendizagem.

Um dos temas sobre o qual muito investiguei, durante 2014, foi a gestão de tempo. Mas sobre esta temática debruçar-me-ei noutra altura.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Alma de Coruja



Quando me pediam para que me descrevesse, a imagem que acabava por dar era sempre a de um "bichinho de biblioteca". Introvertido, com prazer pela leitura e pela pesquisa, com gosto pelo estudo e pela aquisição de conhecimento.

Nunca me concentrei muito nas minhas outras características. Como a minha família pouco se identificava com o ar livre e com as atividades sob o céu aberto, eu nunca refleti sobre mim própria como uma pessoa que gostasse da natureza.

No entanto a minha pequenita foi crescendo nos seus meses e depois nos seus anitos e comecei a procurar atividades que me parecessem saudáveis.

Foi assim que comecei a frequentar espaços ao ar livre. Jardins, praças onde estão muitos pombos, parques infantis com baloiços, o sol a bater na cara e o vento a refrescar o corpo. Praias, mesmo em tempo de frio para brincar na areia e apanhar pedrinhas e conchas, enfim. Até pequenos espaços onde dá para jogar um bocadinho à bola e apanhar umas flores bravias.

Sempre que dava esses passeios com a pequenita vinha para casa com a alma cheia de alegria e de bem estar, que se mantinha durante dias. Satisfeita, pensava que essa alegria se devia à sensação positiva de conseguir proporcionar felicidade à minha filha.

Um dia, porém, estava eu cheia de neura e nervoso miudinho, cheia de stress acumulado pelo trabalho e a pequena pediu-me para ir ao parque com árvores. A minha primeira reação foi dizer que não. Estou cansada, stressada e enervada. Preciso de ir para casa adiantar as coisas para poder ir para a cama mais cedo.

Mas arrependi-me e pensei que o seu bem-estar estava primeiro. Parei o carro no estacionamento do parque com árvores, saímos e chegámos ao parque. Assim que senti o vento na face, assim que os cabelos se agitaram e o sol me atingiu por entre as mil e uma folhas daquele parque, assim que ouvi a melodia do vento nas árvores e que olhei as folhas e me deixei hipnotizar por elas, assim, naquele pequeno e ínfimo momento percebi;

eu adoro a natureza!. 

A minha energia alimenta-se da natureza. Para o meu bem-estar emocional preciso de estar na natureza.

Foi assim que percebi que, mais do que um "bichinho de biblioteca", sou uma pessoa de ar livre, de natureza. Canso-me em locais fechados, em centros comerciais que me enervam e esgotam. Canso-me em festas de muitas pessoas.

Encho-me de energia e de alegria na praia, nos jardins, junto aos lagos, a pisar, descalça, a erva do jardim, sentada numa rocha a sentir o vento bater-me na cara e rebelar-me os cabelos.

Afinal eu sou um bichinho da natureza! Quem diria?!




quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Bem vindo Natal 2014



Gostei sempre de coisas discretas e simples.

Nunca fui uma pessoa extravagante. A coisa mais exótica que fiz até hoje foi pintar as unhas de amarelo. Consegui essa extravagância porque o fiz em conjunto coma minha pequena. As duas, durante as férias inteiras, de unhas amarelas. Diverti-me, confesso!


No entanto e de resto nunca fui, nem sou, pessoa para actos de exuberância. Gosto de ficar discreta, de dar pouco nas vistas e envergonho-me se sinto que posso estar a ser o centro das atenções.

Esta característica é patente em tudo quanto faço. É bem verdade que, hoje, procuro lutar um pouco com ela para não me sentir tão clássica, tão conservadora...enfim tão velha.

Como não podia deixar de ser, para mim era-me impossível ter um Welcome Natal (traduza-se, um penduricalho à porta durante o período do Natal) que fosse muito "festivo" e atraísse muitas as atenções. 


O problema é que a variedade nas lojas parece não perceber que existe um conjunto de pessoas (acredito que não esteja sozinha nesta luta pela discrição) que não gostam de grinaldas muito vistosas, está bem, confesso que gosto muito de as ver nas lojas e nas casas dos outros, mas na minha não. Assim tudo o que encontrava, ao longo dos anos, era uma variedade enorme de penduricalhos vistosos, grandes e cheios de enfeites.

O ano passado rebelei-me e cansei-me da injustiça! 

Decidi: vou fazer um para mim, acabou-se!

E assim foi. 

Em feltro, com as técnicas mais básicas que há, porque nestas artes sou uma tonta, fiz esta pequena obra de arte que, convenham, prima pela discrição, não é?

Sempre que entro em casa orgulho-me. O enfeite até está bem janota!! Eu gosto dele e sorrio sempre que chego ao cimo das escadas do segundo andar...e digo à pequena, está bem giro não está filhota? No primeiro dia recebi uma resposta positiva e animada, no segundo também, agora já só consigo um "abre a porta, mãe, que quero entrar!" (pirralha de 3 anos, hein?!)

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Organizando-me

Uma das coisas que mais me relaxa é organizar. Talvez por ser uma "control freak", o ato de organizar transmite-me a sensação de arrumação e de higiene mental. A organização de espaços e actividades e o planeamento têm estado, cada vez mais, presentes na minha vida e tem sido por eles que tenho conseguido grandes sucessos e sentido grandes fracassos.

De há um tempo para cá que me tenho empenhado em planear a vida familiar de forma a que consiga cumprir uma rotina eficiente e que me permita, consequentemente, ter espaço e tempo para actividades de prazer, quer individuais, quer familiares.

Já faz muito tempo que me debato com a questão do planeamento, há um ano escrevia que me sentia sem tempo e com o decorrer do tempo fui tomando consciência de que, para se conseguir um bom planeamento e uma boa gestão, temos que tentar e errar muitas vezes, indo aperfeiçoando os métodos e eliminado aquilo que, na teoria é bom, mas na prática não se adequa, em nada, à nossa vida.

Quando me deparei com as reacções que a minha pequena tinha, que me transmitia que o meu maior objectivo (o de estar com ela e de ter tempo para ela) estava a passar-me ao lado, resolvi simplificar e procurar ser mais flexível.

Hoje, depois de muitas tentativas e erros, tenho um conjunto de rotinas e de "bengalas" que me permitem dedicar mais tempo à pequena e mais tempo a mim própria.

Assim, a minha organização pessoal passa por:

- Ementa 

- Lista de Refeições 

- Lista de Despensa

- Listas de Compras 

- Agenda 

Organização de Roupas

To Do List para o fim de semana

- Pasta de Organização

- Folha Mensal de Controlo Financeiro 

- Calendário Mesa na Cozinha

- Calendário Parede de Cozinha

- Agenda do Telemóvel ligada ao Google Calendar 

- Caderno do Blog, do Romance e da Página Facebook

- Lista de Rotina Diária - Evernote

- Agenda Profissional




Dedicarei um post a cada um destes elementos para explicá-los e poder divagar à vontade sobre eles.

Tenho um Método de Organização que se inspirou nas ideias de muitas pessoas, irei referi-las aos poucos para lhes poder dar o seu devido valor e atenção.

Não tenho:
- Objetivos específicos traçados;
- Metas a atingir bem definidas;
- Tracking de introdução de hábitos.

Mas tenho:
- Projetos
- Wishlist
- Sonhos

O que procuro:
- Simplificar para...
 - Organizar para...
  - Flexibilizar para...
    - ter uma vida de qualidade que para mim passa pelo tempo em família (quero aproveitar cada segundo da minha filha) e para as pequenas atividades que me dão gosto (lá iremos com o tempo).




segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Dia Um...Na Cozinha - Bolachinhas de Natal | Dez2014





Bolachinhas de Natal

Para a massa:
450g farinha de trigo; 1 colher de café de fermento em pó; 1 pitada de sal; 100g de margarina a temperatura ambiente; 200g açúcar; 1 ovo.

Para a cobertura:
1 clara; 450g açúcar em pó; corante alimentar (eu escolhi dois, verde e vermelho)

Modo de preparação:

Nota Inicial: Para melhores resultados, utilize a batedeira eléctrica.
Misture a margarina e o açúcar até obter um creme fofo e junte o ovo. Quando o ovo estiver bem misturado, vá juntando, lentamente e com a batedeira em velocidade mínima, a farinha e o fermento peneirados.
Uma vez a massa bem coesa, retire da batedeira e com a mão forme uma bola bem ligada, envolvendo-a com película aderente. Leve ao frigorífico durante c.30 minutos.
Após o tempo de repouso no frigorífico, retire a bola de massa e estenda-a, até ter c.2 mm de altura e corte as bolachas (utilizei um molde em estrela).
Coloque as bolachinhas num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao frigorífico mais 15/20 minutos. Entretanto ligue o forno a 170º.

Após o tempo aconselhado leve o tabuleiro das bolachas ao forno pré-aquecido. Vá vigiando e assim que as pontas das bolachas tomarem cor, retire as bolachas do forno e coloque-as em cima de uma rede a arrefecer. (É importante que as bolachas tenham todas a mesma espessura, senão algumas ficarão demasiado cozidas e duras. Também é importante que as retire do forno assim que as pontas ficarem douradas, porque as bolachas endurecerão bastante ao arrefecerem, se ficarem demasiado cozidas, ficarão depois demasiado duras e desagradáveis)
Assim que estejam bem arrefecidas é cobri-las com um pincel e enfeitá-las a gosto.

Modo de preparação da cobertura:

Bate-se a clara sem deixar que fique em castelo e junta-se o açúcar e o corante conforme a intenção de enfeite. (Fiz a cobertura e dividi-a em dois, num misturei corante vermelho e no outro corante verde).


E assim é! Uma delícia, garanto!



sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Alma de Coruja - Quando o céu nos cai em cima


Desde sempre que me sinto a lutar comigo própria e com o mundo. Tem sido uma luta difícil e a maior parte das vezes frustrante porque está sempre a reiniciar-se.

Desde cedo que tomei consciência de que a vida era uma coisa que se escoava e que tinha pouco sentido e coerência.

Quando tinha 7 anos, uns dias antes de terminarem as férias de verão, arrumava uma gaveta da minha roupa, de cócoras no meu quarto. Estava a arrumar, desejosa de terminar a tarefa para ir andar de bicicleta na rua, quando a consciência me sovou e me deitou ao chão com a realidade dura e crua à minha frente, tão lúcida no meu pensamento.

Fonte
Pensei: “as férias estão a acabar e depois só poderei andar de bicicleta no fim-de-semana e enquanto não estiver a chover. Terei que esperar pelas outras férias para ter a liberdade de poder andar de bicicleta quando quiser e brincar à vontade. Mas essas férias terminarão depressa e depois regressa o longo período de aulas e mais tarde o trabalho e nessa altura terei ainda menos férias…só serei livre quando me reformar, mas nessa altura estarei velha/crescida e os crescidos não acham graça a andar de bicicleta, por isso eu não vou andar de bicicleta!” 

Desatei a chorar, silenciosa, mas abundantemente. A realidade, a ironia da vida atingiu-me certeiramente. Tomei consciência de que quando puder fazer o que quero hoje e não posso, já não quererei fazê-lo e se calhar irei querer fazer alguma coisa que não poderei fazer naquela altura, mas que se fosse hoje talvez pudesse, mas simplesmente não quero ou nem me lembro de fazer.

Estas aparições de consciência ocorrem com alguma frequência e confesso que atrapalham bastante a estabilidade do meu bem-estar.

Um dia uma psicóloga, quando lhe contei este episódio, perguntou-me:
- E tem andado de bicicleta?
Meio confusa com a pergunta, respondi sincera:
- Não, nem tenho grande gosto por esse desporto hoje em dia. – A minha afirmação confirmava as minhas suspeitas de criança de 7 anos.
- Pois, mas talvez a criança em si ainda gostaria de fazê-lo e se calhar será mais feliz se mimar essa criança e lhe mostrar que na vida não há inevitabilidades, há vontade!

Fonte
Confesso que ainda não andei de bicicleta, já pensei em comprar uma e aventurar-me, mas tenho encontrado mil e uma desculpa (são caras, não tenho tempo, a pequena também ia querer ir,…enfim), mas sendo sincera, honesta comigo mesma, não voltei a andar de bicicleta porque tenho medo. Tenho medo de me aventurar em cima de 2 rodas e não conseguir andar ser tremer e fazer uma figura ridícula, tenho medo de gostar e ser difícil de manter a prática, tenho medo de não conseguir encontrar um espaço para a arrumar e ter que lutar com os vizinhos por um espaço na arrecadação comum. Tenho medo, ponto final!


Olho para trás, para a miúda de 7 anos e sei que ela ficaria tão, tão feliz se eu lhe desse a oportunidade de andar livre, livre, de bicicleta!

Pois foi assim que o céu me caiu em cima duas vezes. A primeira tinha 7 anos e constatei a roda viciada e gozona da vida. A segunda tinha 34 anos e constatei que a roda viciada e gozona da vida só existe porque eu permito e a alimento.

Foi a partir desta constatação que comecei a reflectir sobre mim e sobre as minhas responsabilidades enquanto indivíduo e pessoa livre e pensante.


O caminho, desde aí, tem sido longo e cheio de curvas e contracurvas, mas depois vou contando nestes desabafos de alma de coruja. 



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Made by Coruja - Lápis para os coleguinhas


Sempre gostei de comemorar o São Martinho.

Não sei porquê, mas tem sido uma "festa" que, não havendo qualquer obrigação social, faço sempre questão de comemorar e já o fiz das mais diversas maneiras.

Inspirada pelo espírito da lenda, aqui fica a história, normalmente gosto de convidar amigos/família para irem até minha casa para nos divertirmos num belo magusto, dando as boas vinda ao Outuno.


Este ano, talvez por me parecer que o Outuno já chegara, não senti vontade de fazer a "festinha", mas não podia deixar de comemorar este dia que adoro. Combinei com a pequenita e, juntas, decoramos umas castanhas que aplicamos a uns lápis.

Esses lápis foram dados a cada um dos 22 amiguinhos da pequena no Infantário, mais 2 para as educadoras. E assim comemorámos o espírito da partilha desinteressada e da dádiva.

Com este Made by procurei cultivar a paciência (24 castanhas decoradas é obrinha!), partilhar um DIY com a filhota, estimular a criatividade (havia a possibilidade de diferentes materiais e diferentes figuras e o mais importante desenvolver a capacidade do desapego e do prazer na partilha.

Os lápis dados eram da pequenita, todos!, nenhum foi comprado para o efeito. Ou seja, a pequenita deu os seus lápis, com os quais gosta tanto de pintar, (ficou apenas com 7 para ela que sobraram) e, mesmo assim, foi com gosto e cheia de felicidade que os deu aos amigos.

Os amiguitos ficaram radiantes, as educadoras tiraram fotografias pelo que pude ver a sua felicidade ao receber e foram muitos os pais que agradeceram, o que foi refrescante.

Mas mais do que tudo, o que me encheu o coração foi a meiguice e a alegria que a minha pequena levava no dia em que ia dar os pequenos presentes. Sem nenhum queixume por ficar sem lápis, sem nenhuma tristeza, só alegria e entusiasmo por ir dar prendas aos seus amigos.


Que orgulho! Que felicidade! Viva o São Martinho!


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Inspirações! Folha Molhada

Inspiro-me com as folhas caídas e molhadas após um dia de chuva.
Lembro-me com nostalgia da beleza da natureza.
Reconheço o meu pequeno lugar.
Apetece-me ficar ali...só a olhar.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Sinto-me uma Coruja


Quando em abril deste ano resolvi parar de escrever no Vida de Koquete, fi-lo porque me sentia a viver um momento de fundamental da minha vida.

Sentia-o em todas as minhas células. Sentia a força do conhecimento/consciência que pressentia a chegar, sentia a insegurança da premência da mudança que me acariciava como se fosse uma brisa. Sentia a quietude invulgar que normalmente precede uma tempestade.

Sabia. Sabia que estava a chegar um momento de forte impacto em mim e quis vivê-lo livre e de peito aberto.

Hoje sei que foi, verdadeiramente, um ponto de viragem. Um momento, de muitos dias, que abalaram toda a minha vida, a minha essência, a minha partilha, a minha maneira de estar.

Foram tantos os degraus que galguei, para depois descer novamente e mais tarde voltar a subi-los. Foram tantas as aprendizagens dolorosas, tantas as alegrias que me fizeram voar na doce noção da minha pequenez. Foi tanto que seria impossível contar num post, mas foi tanto que seria um egoísmo guardá-lo só para mim.

Assim optei por voltar a escrever num blog. Não quis regressar à Vida de Koquete, porque, na verdade, já não me sinto aquela Koquete e por isso para mim não teria sentido, não me identificaria.

Nasce, aqui este novo blog, Suspiro de Coruja. Serão os meus suspiros, não serão ensinamentos (não tenho essa presunção), não serão partilhas (estou a escrever sem ter com quem partilhar), por isso estes posts serão apenas os meus suspiros, das coisas que gosto, do que vou aprendendo e vivendo, do que vou criando e das minhas inspirações.

Sim, eu agora não me sinto uma Koquete, sinto-me uma Coruja...um dia explico!