segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Doze Semanas para Mudar uma Vida (Augusto Cury)

Quando, em setembro, iniciei o PAIQ, o programa para a qualidade da vida de Augusto Cury, através do livro Doze Semanas para Mudar uma Vida, predispus-me a, de peito aberto, mudar a perspectiva e inverter o sentido do meu pensamento.

O programa estrutura-se em 12 passos - 12 semanas - 12 leis. Em cada um destes momentos, debruçamo-nos sobre diferentes áreas que irão influir no nosso bem-estar:

1ª semana - A Liderança do Eu
2ª semana - Contemplar o belo
3ª semana - Superar a rotina
4ª semana - Sono reparador
5ª semana - Gerir os pensamentos
6ª semana - Administração da emoção
7ª semana - Reeditar o filme do inconsciente
8ª semana - A arte de ouvir e de dialogar
9ª semana - A mesa redonda do eu
10ª semana - Trabalhar as perdas e frustrações
11ª semana - Inteligência espiritual
12ª semana - Fazer da vida uma festa


Com este programa procura-se que cada indivíduo seja capaz de delinear e seguir metas, fazendo escolhas conscientes, através de um reconhecimento sincero da suas próprias limitações. 

Desenvolve-se a capacidade de criar as próprias oportunidades e de realinhamento quando nos apercebemos de que estamos a sair da rota que queremos. Aprendemos a ser transparentes, abertos e honestos com os outros e connosco próprios, a não permitirmos que as circunstâncias nos controlem.

Ver a vida através do coração é um dos pilares deste programa, perceber a beleza das coisas simples e vulgares e viver com alegria, superando a rotina e despertando a nossa curiosidade e criatividade, é o caminho a trilhar. 

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Aprendi que o registo da memória é automático e não posso apagá-la, mas que posso reeditar o meu filme, retirando-lhe o peso negativo e criando janelas, na minha memória, que possam compensar as memórias negativas e incapacitantes que tenho.

A mim, o que mais me tocou e mudou foi a ideia de que sou livre, livre para pensar, para sentir. Não estou submissa aos pensamentos nem às emoções, posso deixá-los seguir, como nuvens que surgem mas passam. Posso escolher quais são os pensamentos a que quero dar atenção e que posso "reciclar" as emoções que me bloqueiam e me fazem reagir sem pensar. 

Todas as semanas foram maravilhosas e deram-me oportunidade de aprender e me surpreender. Todas as semanas me transformaram. Mas 5ª e 9ª semanas, puseram-me de pernas para o ar. 

Através das técnicas DCD (Duvidar/Criticar/Determinar) e Mesa-Redonda do EU aprendi a gerir os meus pensamentos e a desenvolver um debate lúcido comigo mesma. Com estas duas técnicas, encontrei-me com a minha história e pude intervir diretamente naquilo que me bloqueava. Nos meus medos e traumas, nos meus preconceitos e pensamentos redutores. Consegui apaziguar emoções e pensamentos e compreender, através das memórias, a raiz de alguns pensamentos/comportamentos negativos. 

A técnica do DCD deve ser feita no momento do "stress", a mesa redonda deve ser feita quando o momento passou mas sabemos que temos que trabalhar uma área da nossa existência. Estes diálogos fornecem-nos ferramentas e dão-nos melhores condições para superar os obstáculos psíquicos e humanizar-nos, facilitando o relacionamento connosco próprios e com os outros, através do reconhecimento das nossas limitações e fraquezas.
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O nosso mundo interior, os nossos pensamentos e emoções podem fazer com que a nossa vida seja maravilhosa ou um tormento interminável. Com este programa desenvolvi as capacidades que me permitem, com a consciência da finitude da minha existência, encontrar esperança e sentido tanto nas alegrias como nos infortúnios.

Foi uma viagem maravilhosa e muito, muito enriquecedora. Este livro, Doze Semanas para Mudar uma Vida passou a ser um tesouro que guardo bem perto de mim e a que recorro quando me vejo desalinhar. 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O diário do stress

Estamos constantemente a falar de stress e a ouvir falar de stress. O stress passou a ser o bode expiatório para todas as nossas faltas e incumprimentos, para o nosso mau humor e para o nosso isolamento.
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Mas afinal, o que é o stress? Da forma mais simplista que consigo, defino o stress como a reação que surge quando sou obrigada a ir para lá das minhas capacidades. Sempre que vivo situações que fisica ou psicologicamente desafiam as minhas capacidades, o meu organismo produz hormonas, como a adrenalina e o cortisol, que vão influir no meu ritmo cardíaco, no meu metabolismo, na minha pressão arterial, enfim, vão ter uma influência determinante no ritmo do meu organismo como um todo.

Ora se esta reação do organismo pode ter efeitos muito positivos quando existe por um período de tempo reduzido, quando se torna no nosso modo de vida, ou seja, quando se torna uma constante no no dia-a-dia, os efeitos tornam-se muito prejudiciais.

As situações desafiantes que nos causam stress podem ser de diferentes naturezas e podem ocorrer simultaneamente. Lembro-me de situações de conflito, de situações profissionais complicadas, quer por excesso de actividades, quer por ambientes de trabalho opressivos, lembro-me de conciliação de vida profissional e pessoal demasiado complexa, lembro-me de perfeccionismo. As possibilidades são inúmeras e podem advir de elementos externos, como de elementos internos. Basta que uma pessoa com quem lidamos diariamente esteja sob stress, para que nós próprios sejamos contagiados por esse "espírito malévolo".

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Por isto tudo é fundamental que estejamos atentos aos seus sintomas, quer em nós próprios (insónias, fadiga extrema, dores de cabeça constantes, problemas digestivos, cutâneos, entre outros) quer nos outros (desleixo na aparência, mudanças de humor, isolamento, irritabilidade, entre outros).

Porque é que é importante estar atento? Porque o stress é uma reação do nosso organismo a uma situação que considera alarmante e perigosa e que se não for acautelada poderá levar a comportamentos mais radicais e mesmo a depressões e perdas de auto-confiança cuja recuperação é demorada e bastante exigente/difícil.

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Quando escrevi aqui e aqui e aqui, dei algumas ideias de como podemos evitar o stress, pelo menos de como eu o evito. Não sou imune ao stress, nada disso!, tenho momentos em que me sinto assoberbada, mas assim que me consciencializo de que estou a ir nessa direção recorro às técnicas que fui aprendendo e resguardo-me.

Uma outra técnica que permite uma visão muito clara do que nos está a gerar stress é o recurso a um diário.
Queres tentar?

É assim:

No diário deverás apontar todos os compromissos e tarefas do dia, reservando uma espaço no fim, do registo diário, para anotações dos problemas que sentiste, do tipo "muitas urgências", "reunião demorada pouco produtiva". À frente de cada uma dessas anotações deverás indicar uma solução para esse problema específico. Esta técnica irá possibilitar que identifiques as áreas de maior stress, que consigas, ao fim de alguns registos, verificar as flutuações de trabalho (períodos de maior intensidade), as actividades que mais te causam stress e, ao mesmo tempo, permitir-te-á estabelecer prioridades mais facilmente.

Que te parece?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Um ano para a simplicidade

Quando, em junho, decidi que iria começar o caminho anual de crescimento pessoal estava longe de imaginar as repercussões positivas que essa decisão teria na minha vida.

Todos os meses tenho aprendido, experimentado e evoluído nas áreas que estabeleci. Vou a meio caminho e sinto-me mais rica e completa do que alguma vez imaginei.
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Mas o percurso fez-me entender que havia muito ainda para aprender e para caminhar, principalmente no que concerne à simplicidade. Aquilo que mais tenho aprendido, e o minimalismo (sobre o que escrevi no último post) enquanto modo de vida tem sido preponderante nesta aprendizagem, é que a nossa vida, a minha com certeza que sim, vive embrulhada em complicações.

Refiro-me a relações interpessoais complicadas, vida profissional complicada, um equilíbrio complexo entre o que tem de se fazer e o que se quer fazer, enfim, tudo complicado. É esta complicação que mais nos atrapalha e menos oportunidade nos dá de viver tranquila e conscientemente.

No meio de tanta complicação, pouco espaço sobra para vermos o que está ao nosso redor, para apreciarmos os momentos, os sabores, os cheiros. Para vivermos os cinco sentidos e mais a emoção com verdade e em sintonia com a nossa mente.

Por isso e para que isso aconteça cada vez menos comigo, vou iniciar um ano para a simplicidade.

Durante um ano vou caminhar para procurar tornar-me numa pessoa mais simples, vou fazê-lo em pequenas etapas, mensais:

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janeiro - prática de ioga
fevereiro - consumo
março - gestão doméstica
abril - comida
maio - trabalho 
junho - lazer
julho - dinheiro
agosto - mês de pausa ( em agosto paro todas as atividades. Agosto é um mês de usufruto)
setembro - relacionamento interpessoal
outubro - tralha
novembro - vida virtual
dezembro - mês de balanço

As atividades/áreas que escolhi prendem-se com o que sinto ser o melhor caminho para mim. Por exemplo, a prática do ioga tem sido um factor de desequilíbrio para mim, porque não é constante. Há alturas em que consigo fazer com regularidade e sinto os seus benefícios e depois algo se complica e não consigo manter a prática. Por isso, é minha vontade simplificar esta prática. Penso que é essencial para o meu bem-estar e acredito que se descomplicar poderei finalmente introduzi-la permanentemente na minha vida. Como? Não sei. É uma reflexão que farei em janeiro. Como janeiro está dedicado à auto-confiança, será com certeza por esta via que vou procurar colocar em prática a simplificação da minha prática do ioga. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Os benefícios do minimalismo

Quando escrevi sobre os meus pilares, mais propriamente do Pilar - Simplificar-me tive oportunidade de abordar o tema do minimalismo, nomeadamente naquilo que se interliga entre ele e o ato de  nos simplificarmos. 

Mas na verdade, o que ganhamos com a adopção deste modo de vida?
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Em primeiro lugar há que ter em conta que o minimalismo não é um conceito fechado, ou melhor, o conceito do minimalismo pode resultar em práticas diferentes, sendo que na sua essência ser minimalista é reduzir ao mínimo. Ora se reduzimos ao mínimo, significa que estamos a reduzir ao essencial. Muito bem, mas aqui é que surgem os diferentes caminhos, o meu essencial não é o teu essencial. E por isso, a minha forma de me concretizar enquanto minimalista pode ser totalmente diferente da tua.

Mas seja de que forma for, penso que todos terão a mesma percepção sobre os benefícios.

Para mim os que se seguem foram os mais importantes.

1. Auto-conhecimento
Ao tentarmos reduzir ao mínimo, procuraremos o que para nós é essencial, só esta busca, esta compreensão é um exercício muito eficaz de auto-conhecimento. Mas quanto mais solidificarmos este modo de vida, mais clara e distintamente o nosso interior nos surgirá. Todas as decisões irão implicar a questão a nós próprios, é importante para ti? Ao responder entraremos sempre no nosso auto-conhecimento.

2. Auto-controlo
Se as decisões nos implicarão a pergunta "é importante para ti?", isto significa que reduziremos bastante as nossas reacções imediatas e começaremos a agir por meio do auto-controlo. Parece pouco espontâneo? E é. Mas não é menos genuíno. Aliás penso que algumas vezes é até mais genuíno, porque acabamos por não agir de acordo com as situações, mas mediante a nossa própria vontade.

3. Concentração
Quanto menos distracções, maior a concentração. Quanto maior o auto-controlo, maior o nosso foco e a nossa capacidade de nos mantermos concentrados.
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4. Mais tempo
Se nos centrarmos no que é essencial, muitas actividades, coisas e relações passarão para um plano mais secundário ou, mesmo, desaparecerão. Com isto ganharemos tempo e não só tempo em quantidade, mas também em qualidade.

5. Maior responsabilidade
Se tomamos decisões ponderadas, se exercemos auto-controlo, então o nosso caminho passa de uma consequência de circunstâncias externas, para um caminhar escolhido por nós, portanto da nossa responsabilidade.

6. Maior preponderância da nossa vontade
Ao sermos responsáveis pelas nossas escolhas e caminhos, aquilo que optamos por não controlar também resulta da nossa vontade. A nossa vontade passa a ser preponderante na nossa vida e assim ganhamos liberdade.

7. Maior sentimento de paz
É a maior recompensa de todas. É um sentimento de paz que se prolonga e que se renova constantemente.

Para mim está a ser um caminho muito importante e transformador. Se optares por ele não o procures como destino, porque não o é. Procura-o como um caminho, uma jornada consciente, em que és tu quem detém o papel principal.

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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

16 hábitos que mudaram a minha vida

Desde que fui mãe, há mais de 4 anos, que me consciencializei da importância que a organização pessoal tem para se conseguir ter uma vida mais tranquila e completa.

Aos poucos fui adaptando, fui experimentando, fui aprendendo e hoje estou num ponto em que, embora tenha muitos momentos de stress, e ainda há bem pouco tempo me senti preocupada com isso, consigo ultrapassar e readaptar-me, muito mais facilmente, a circunstâncias desafiadoras.
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Quando me dei conta que tinha desenvolvido bastante esta competência, a de me adaptar as novas circunstâncias, fiquei curiosa para perceber o porquê. Onde estaria a diferença entre o antes (que verdadeiramente sucumbia ao stress e depois levava bastante tempo a reerguer um novo sistema de organização pessoal) e o agora (oscilo perante o desafio, mas mantenho-me erguida e rapidamente adapto o sistema à nova realidade).

A conclusão a que cheguei é a de que a diferença está num conjunto de hábitos que adquiri, em todo este processo de evolução da gestão pessoal, e que funcionam como alicerces para a rotina familiar e para a minha tranquilidade.

Os hábitos que me mudaram são estes:

1- Fazer a cama todos os dias (dá-me imediatamente uma noção de despertar e limpeza. Todos os dias, antes de fazermos a cama, aspergimos um pouco de essência de lavanda nos lençóis, humm é uma delícia quando a abrimos à noite - relaxante!)

2 - Abrir as cortinas e as persianas de todas as divisões da casa (é como abrir para o mundo e reconhecer que o dia começou, as plantinhas da casa agradecem e presenteiam-nos com um verde viçoso e brilhante)

3 - Tomar um belo banho logo pela manhã (não apenas por questões de higiene, mas também porque o banho é revigorante e acorda todas as células do nosso corpo)

4 - Comer sempre um bom pequeno-almoço (dá-nos energia e é essencial para que não haja quebras de ânimo durante todo o dia)

5 - Não sair de casa sem que esteja arrumada (nada melhor do que quando chegamos, após um dia de trabalho ou de um passeio, encontrar a casa arrumada, é só paz!)

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6 - Preparar o dia seguinte (deixar sempre a roupa que vamos vestir no dia seguinte pronta, as lancheiras preparadas e o que preciso para o pequeno almoço bem acessível)

7 - Arrumar/limpar a cozinha sempre após o jantar (nunca devemos ir para a cama com pratos sujos, não só porque irão deitar cheiro, como também e principalmente porque estaremos a privar-nos da sensação maravilhosa que é entrar na cozinha pela manhã e encontrá-la limpa e a cheirar bem)

8 - Não ir para a cama sem que a casa esteja arrumada (é o mesmo princípio do anterior - é maravilhoso acordar e estar tudo no sítio certo, é um bom início de dia)

9 - Ter uma agenda (eu optei pelo Bullet Journal, como incorpora agenda de compromissos,  To Do List e projetos, consigo muito facilmente manter a visão completa sobre a gestão da minha vida. Consulto-o sempre à noite para rever o dia e preparar o seguinte e consulto-o de manhã para antever o decorrer desse dia)

10 - Processar imediatamente a informação (em casa não fazemos como o GTD recomenda, não temos inbox, toda a informação que entra é imediatamente processada e fazemo-lo assim que chegamos a casa. Exemplo: A pequena tem um convite para uma festa de aniversário - chego a casa verifico a agenda, se for possível agendo o dia da festa, coloco na To Do List, do dia que for conveniente, que tenho que confirmar a presença e comprar a prenda, por fim aponto a morada do local da festa no telemóvel por forma a conseguir aceder em caso de me perder e pronto já não me ocupa a cabeça!)

11 - Gerir as tarefas doméstica pelo método Fly Lady (estou rendida a este método, são mais 15-20 minutos por dia, apenas, que me garantem a casa sempre limpa e o meu merecido fim-de-semana livre para atividades de lazer - farei um post sobre isto, mais tarde).

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12 - Ter uma ementa (já fiz semanal, já fiz mensal e agora alterei-a de ementa, para plano semanal. Isto é, tenho definido o tipo de alimento para cada refeição e dentro desse grupo várias opções. Tem funcionado muito melhor, dá-me mais liberdade e uma melhor gestão do que tenho em casa - farei um post sobre isto, mais tarde)

13 - Cada coisa tem o seu sítio (este é o maior tesouro da organização. Definir um sítio certo para cada coisa e respeitá-lo é quase como manter a casa organizada automaticamente)

14 - Planear (esta é a base de tudo, faz com que a vida flua com muito maior estabilidade e tranquilidade)

15 - Meditar 10 minutos por dia (uma mente tranquila e consciente consegue manter-se estável até no meio de caos)

16 - Aprender a dizer NÃO

Acreditas que são hábitos que podem mudar a tua vida? Porque não experimentas?


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Stress no trabalho - como é que eu evito?

Ultimamente os meus dias têm sido muito exigentes em termos profissionais. As demandas são cada vez em maior número e a complexidade das tarefas tem sido cada vez maior.

Períodos como este, que todos nós temos, podem gerar muito stress e muito cansaço e afectar-nos bastante, também em termos físicos, mas sobretudo em termos mentais.
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Para tentar contornar isto, procurei informar-me sobre práticas e técnicas que me permitissem cumprir a minha obrigação profissional e satisfazer o meu brio, mas que não melindrassem o meu bem-estar nem a minha disposição para outras atividades mais prazerosas.

Se bem que tive que, diariamente, estabelecer prioridades e não consegui chegar a "todo o lado" o que é certo é que não me senti tão abatida nem tão impotente, o que veio a ser uma agradável surpresa para mim.

Que técnicas/práticas utilizei? Bem, aqui ficam os meus segredos:

1. Ter uma rotina de chegada ao trabalho - quando chego ao trabalho ligo o computador e acedo ao jornal on line, para me actualizar enquanto como um iogurte com bagas goji e bebo o café (sim,sou uma sortuda com uma máquina de café e uma chaleira eléctrica no gabinete). Estes 15 minutos de rotina de chegada são fundamentais para o meu bem-estar porque me permitem ter uma entrada no horário de trabalho relaxada. Permito-me um período de transição que me prepara para o que aí vem, mais um dia frenético.

2. Confio nas minhas ferramentas de trabalho - Sempre que consulto o calendário sei que tenho lá todos os meus compromissos, sei quais são as minhas inbox (e-mail, telefone, bloco de notas e mesa de trabalho - é frequente deixarem-me papelada e post'it na mesa enquanto estou ausente)  e a To do List (caderno) espelha clara e realmente a minha definição de prioridades. A To Do List é a base estrutural de toda a minha organização no trabalho. É o meu guião diário, resulta da análise que fiz das actividades que tenho para desenvolver e da decisão que tomei quanto às prioridades para aquele 
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dia. No momento de execução não questiono nem reflicto sobre a pertinência da lista, executo-a escrupulosamente. Claro que há muitos dias em que outras actividades surgem como urgentes e ultrapassam o que tinha decidido, mas quando defino a To Do List já assumo que isto vai acontecer e modero a minha ambição para o dia. Se conseguir, antes da hora de saída, concluir o que tinha definido, vou à Lista dos Pendentes e resgato o mais importante e cuja realização seja possível naquele mesmo dia. Ou seja, se nos Pendentes tiver duas actividades muito importantes mas apenas uma hora até à hora de saída, irei escolher a actividade que seja passível de concretizar nesse espaço de tempo. Não quero uma To Do List longa, quero-a realista e exequível.

3. Reduzo Distrações - como já optei por não ter quaisquer notificações no telemóvel, nem mesmo para as mensagens, as distrações causadas pelo telemóvel já são, normalmente, mínimas. Comprometi-me, comigo própria e tenho cumprido com muita facilidade, que outras distrações, como redes sociais e blogs só cabem em pausas de 10 minutos. Adaptei a técnica do Pomodoro pois em vez de fazer pausas de 25 em 25 minutos (que me causava dispersão) faço uma pausa por cada actividade concluída (que organizo por forma a levar cerca de 50 a 60 minutos a realizar), é como se fosse um prémio de desempenho! Parabéns, tens direito a uns bem merecidos 10 minutos de pinterest, facebook ou conversa com colegas!

4. Não faço multitasking - Está provado que o multitasking não tem resultados positivos em termos de produtividade, que o constante redireccionamento de atenção é demasiado exigente para o cérebro e desmotiva a concentração.

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5. Estratégias anti-stress - sempre que me deparo com um momento de maior stress recorro a auriculares para me isolar de ruídos e conseguir um espaço mental isolado, faço respiração consciente, esta técnica ajuda-me a parar o torvilhão de emoções dos momentos de stress e a ligar-me a mim própria, e faço perguntas relevantes. Quando me deparo com alguma coisa que me parece gigantesca e ameaça a minha tranquilidade, pergunto a mim mesma "qual a verdadeira dimensão disto?" - esta pregunta ajuda-me a redimensionar o problema e este, normamente, torna-se insignificante.

6. Rotina de saída do trabalho - antes de sair do trabalho processo todas as minhas inbox, revejo os projectos que tenho em mão, revejo os assuntos que tenho pendentes e construo a To Do List do dia seguinte. Organizo a minha mesa de trabalho, desligo todos os aparelhos e risco o dia do calendário passando a mensagem ao meu cérebro "o dia de trabalho está concluído, agora é tempo de descansar".


E assim é, a minha caixa de segredos. E os teus, quais são?

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Mais um passo, mais um salto.

Já faz muito tempo que não escrevo aqui. Tive uma necessidade de introspecção e de aprendizagem e dediquei-me bastante a leituras e a reflexões.

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Andei durante algum tempo Preocupada e senti uma enorme vontade não só de me simplificar, mas principalmente de me recolocar na vida.

Quando fiz a reflexão para me destralhar percebi que estava na altura de repensar as minhas prioridades e consciencializar-me do que realmente era importante.

Antes de prosseguir há que deixar um ponto de vista bem claro. Tive que o fazer comigo própria para conseguir continuar a reflectir e eventualmente tomar decisões. A vida não é estática e nós próprios estamos em constante evolução. Não tem mal precisarmos fazer este tipo de exercício várias vezes. Tem um motivo, o nosso crescimento e a nossa consciência de que não estamos confortáveis.

Há algum tempo atrás decidi que era importante para mim fazer voluntariado, escrever no blog, ter o site do facebook, escrever o romance, fazer meditação, fazer ioga, fazer exercício, fazer uma alimentação equilibrada, ter uma hidratação cuidada, ter tempo de qualidade com a família, fazer uma boa gestão da vida familiar, ter uma vida social activa, ter hobbies e ser uma boa profissional.

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Mas sempre que chega um momento de readaptação a novas rotinas, quer seja pelo início no ano letivo, quer seja por um novo projeto profissional, quer seja pela evolução das necessidades da pequena fruto do seu crescimento, seja pelo que for, eu, uma pessoa com algumas dificuldades de adaptação, com alguma resistência à mudança, sofro. E sofro porque tenho tantas áreas que quero desenvolver que qualquer pequena mudança influi em muitas vertentes e todas elas precisam de ser adaptadas.

Foi ao tomar consciência desta dificuldade cíclica que decidi recalibrar-me e com este processo consegui iluminar a minha vontade (sobre a qual tinha vivido no mês de outubro) e cobrir-me com o reconhecimento da minha humildade (novembro é o mês da humildade). Reconheço as minhas limitações, reconheço as minhas ilusões e reconheço que o tempo que tenho para viver é finito. Não pretendo construir nenhum império, seja do que for, e é minha vontade ser uma luzinha que ilumine os que me estão perto.

Por isso decidi secundarizar algumas atividades, desistir (até tempo oportuno) de outras e dedicar-me com corpo e alma a outras.

A importância do blog continua. Reflecti sobre se devia deixá-lo, mas decidi continuar. O Suspiro de Coruja sou eu. É uma atividade que faço de alma, com a qual me identifico e da qual me orgulho. O Suspiro de Coruja incentiva-me a continuar a evoluir e permite-me partilhar o que vou aprendendo.

Mas o Suspiro de Coruja é antes de mais um hobbie e é assim que eu quero que ele continue. Por isso, deixarei de fazer posts obrigatórios. Deixarei de ter uma agenda que me diz que tenho de escrever 2 posts por semana. A partir de agora publicarei livremente, libertarei a minha criatividade e deixarei a Coruja suspirar quando quiser.

Foi mais um passo, mas um salto que dei. Vens comigo?

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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Gratidão pela tua amizade...

No seguimento do post Preocupada uma amiga de alma escreveu-me e partilhou comigo o que era a sua perceção do meu mau estar. Trocámos palavras escritas que senti como transmitidas pelo coração.

A beleza da amizade sincera é tão grande que deita por terra todas as barreiras que podem levantar-se e, simplesmente, existe sem lacunas, hiatos ou separações. Existe. Estas amizades, não são amizades, é o amor na sua forma pura, é simplesmente amor sem condições nem condicionalismos, que existe em nós como se fosse o ar que respiramos, entranhado.

A minha amiga sabe que eu gosto de OSHO, que faz parte do meu crescimento e que as suas palavras me tocam verdadeiramente, ecoando na minha mais profunda consciência. Nas suas palavras escreveu-me sobre OSHO "continua a ler (e a ouvir e ver de preferência)". As suas palavras despertaram um desejo profundo, não de ler, mas de ver OSHO e liguei o canal no youtube e foi isto que vi.



Hoje, partilho isto contigo para te dizer que por muito que destralhes, que procures ser minimalista e clean, organizado e planeado não deixes cair as pessoas que falam para o teu coração. Serão elas que iluminarão o teu caminho, que o tornarão mais claro, menos penoso e mais rico. Ouve o teu coração, não a tua mente, não procures conveniências nem relações convencionais, não interessa se está longe, se vive numa esfera diferente, se é tua vizinha, se pensa o mesmo que tu ou é totalmente diferente. Segue o teu coração e deixa-o amar.

Sim, bem sei não é o meu tipo de post, mas hoje para o meu Rumo Pessoal o mais importante e mais marcante foi isto. Esta amizade que resiste e perdura, sem fundamento sem ser o nosso coração e que me fez ver OSHO falar sobre o que considera ser Meditação. Este vídeo marcou o meu dia, modificou o seu decurso e foi mais um passo na minha jornada.

Grata por te ter na minha vida, hoje escrevo-o para quem quiser ler, grata por te ter como amiga, minha doce Sandra. Gratidão sem fim.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Uma citação, apenas!


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Hoje não te trago nada de novo, apenas uma citação de um blog que conheci há pouco mas que tenho lido com muito carinho e com cujas palavras muitas vezes me identifico.

Este é um bom exemplo disso, é como me sinto agora, entre a minha preocupação e a minha vontade concretizadora:

"I don’t have great answers yet, but I see shapes in the distant fog. And for that, I am thankful."

Lê o texto completo no blog da Emily P. Freeman.



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

É altura de destralhar-me

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No seguimento do post de 3ª feira, dediquei-me à reflexão.

Decidi que a melhor ferramenta para mim naquele momento era o brainstorming, no sentido de assentar as ideias que surgem espontaneamente e só depois analisá-las. Para esta análise posterior, optei por fazer uma espécie de radiografia de vida - identificar as várias áreas da minha vida, a sua importância para mim e procurar perceber qual o grau de satisfação que tenho em cada uma elas. A partir daqui, comecei a tomar decisões e a colocá-las em prática. Só através da experiência, do tempo a passar, saberei se foram decisões acertadas para as minhas necessidades, ou não.


Vamos saber como foi?! 'Bora lá.



Tenho quatro pilares de vida que orientam o meu Rumo Pessoal:

# Vida Saudável
# Viver o Agora
# Simplificar-me
# Realizar-me

Muito bem! Quais são as esferas em que atuo:

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# Pessoal (eu - espiritual)
# Familiar ( eu - emocional)
# Bem-Estar (eu - físico)

Assim:
Para o Bem-Estar (ligado ao Pilar da Vida Saudável) preciso:
# Alimentação e Hidratação
# Exercício
# Higiene e Imagem
# Saúde e Sono
# Aquietar-me

Para o Familiar (ligado ao Pilar Realizar-me) preciso:
# Tempo de Qualidade
# Cuidar da Casa
# Fazer a gestão da vida familiar
# Acompanhar a vida e crescimento da miúda

Para o Pessoal (ligado ao Pilar Realizar-me) preciso:
# Escrever
# Ser profissional eficiente
# Evoluir/Aprender
# Desenvolver a criatividade
# Contribuir

Depois disto feito, das esferas de atuação estabelecidas, o que preciso? Preciso de resgatar o meu auto-conhecimento e identificar, dentro destas áreas, o que posso fazer para rumar norteada pelos Pilares Simplificar-me e Viver o Agora.

Vou, com esta base, começar um novo processo de destralhamento. Preciso limpar-me dos excessos e das superficialidades e de me concentrar, conscientemente, no que quero viver. Este é o mês da vontade, é o mês certo para dar uma empurrão enorme no meu desejo para 2015, ser concretizadora.

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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Preocupada

Ultimamente tenho andado preocupada.
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A consciência que fui adquirindo, ao longo dos últimos anos, faz-me perceber que o meu organismo está a reclamar.

Parece que está tudo bem, que tudo corre como desejo, mas ...

há algo que me faz ter dores de cabeça,
há algo que me faz sentir a mente cheia,
há algo que me está a tirar o tempo/vontade de meditar,
há algo que está a tornar-me mais irritável,
há algo que está a incomodar-me!

Estou a trabalhar e desejo ardentemente ir buscar a minha filha para ir brincar com ela.
Chego ao pé da minha filha e à primeira contrariedade, à primeira coisa que ela não faz como eu digo, sinto os nervos a apertar e a minha cabeça a zumbir. Chego a casa e ocupo-me com qualquer coisa para não ter tempo de ir brincar. E enquanto estou a fazer o jantar, estou desejosa de acabar para poder ir brincar, mas depois só me apetece ir para a frente do televisor e ficar a olhar para lá para dentro, sem som, sem legendas a olhar apenas. Mas quando estou lá, em frente ao televisor, só me apetece ir para o meu pequenino e amoroso home office para ler e trabalhar nos meus textos, no meu conhecimento. Mas se ligo a luz e me sento, mal me sento sinto uma pontada no cérebro como se fosse alguém a picar com o dedo..."estás aqui a fazer o quê?". E então lá vou deitar-me, mas não me deito fico a pensar que não conversei nada com o meu marido sem ser de trabalho e dói o coração! E espreito o visor para olhar a minha pequena dormir no quarto ao lado e abre-se a janela da memória na minha mente e lá vem o seu cheiro, a suavidade da sua mão e o poder do amor que tenho por ela. E então, uma lágrima fica a rolar para cá e para lá nos meus olhos, não cai, não seca. Fica ali a rolar. Ponho as palmas das mãos nos olhos, faço a respiração consciente e deito-me. Aninho-me na almofada, abraço-a como se fosse a mim própria enquanto era criança e penso:

"amanhã conseguirás mais, minha querida, amanhã conseguirás mais!"

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Mas estou preocupada, porque quando penso conseguirás mais o que quero eu dizer com isso? Quero mais o quê? Coisas? Não! Atividades? Não!

Então, o que digo eu à pequena Cláudia para que ela adormeça sossegada?

Digo-lhe que amanhã conseguirá mais. Que conseguirá viver mais o amor que tem ao seu redor. Que conseguirá um maior desapego do superficial, do que não tem verdadeiramente valor para ela, para mim.

Disse, ontem, a mim que hoje eu teria mais. Mas para ter mais eu tenho que fazer para ter esse mais e estarei a fazê-lo? Saberei como fazê-lo?

É por isso que ultimamente tenho andado preocupada!

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Augusto Cury - O poder da Mente

Como sabes, estou a fazer o plano das 12 semanas para mudar uma vida proposto por Augusto Cury.

A 5ª semana foi dedicada a Gerir Pensamentos e a questão é tão complexa que me pareceu muito pertinente ouvir o próprio Augusto Cury falar-me sobre a mente humana e as suas ideias sobre a importância de sermos os autores das nossas próprias vidas.

Aqui fica uma pequena janela para a sabedoria deste homem que conseguiu, há muitos anos atrás, quando o li/ouvi pela primeira vez, abalar o meu entendimento e a minha atitude perante a vida e mim própria.

Esta palestra é uma reflexão relacionada, inteiramente, com o que é proposto na 5ª semana. Uma dádiva para quem quer evoluir e viver de forma mais consciente.





terça-feira, 13 de outubro de 2015

Um tesouro que encontrei!



Quem me acompanha sabe que um dos meus passeios preferidos é uma ida à biblioteca municipal com a filhota. Tenho encontrado tantos tesouros que sempre que vejo aquele edifício o meu coração fica logo doce.


Este sábado encontrei esta preciosidade. Gostei tanto e tocou-me tão profundamente que, hoje, venho partilhar convosco.

Não transcrevo o livro todo, apenas umas partes para poderem compreender o sentido da história. Tão, tão lindo. As ilustrações também são absolutamente fantásticas. Um verdadeiro tesouro para adultos num baú destinado a crianças.

Aqui fica, o excerto de Eu, Ming.


Eu poderia ter nascido no Reino de Inglaterra, ter bonitos chapéus, e deixar-me conduzir numa carruagem puxada por dezoito cavalos. Saudaria a multidão com um pequeno gesto da minha mão e sorriria sem razão, pensando na tarte de maçãs que me iriam servir para o chá.

Poderia também ter nascido Crocodilo e crescido na margem do Nilfertiti. Teria devorado todos os turistas barrigudos com os seus calções curtos e chapéus, mais as suas máquinas fotográficas, mal eles pousassem um dedo do pé nas margens da minha instância turística.

Melhor ainda! Poderia ter sido um Emir Rico! Teria dado a volta ao mundo em Rolls-Royce num dos sentidos e em bicicleta banhada a ouro no outro. No resto do tempo, teria contado o meu tesouro na erva do meu magnífico jardim mesmo no meio do deserto.

Poderia ter sido também uma Horrível Velha Feiticeira. teria transformado todas as princesas em mosquitos com a minha vassoura maléfica. E, troçando delas, metê-las-ia no meu celeiro cheio de aranhas.

E continua... até que:

Mas eu sou Ming. Mais ninguém. Vivo no centro da China, nas margens do rio Koukonor. Todos os dias ponho o meu chapéu de bambu entrelaçado e umas calças bem largas. Todos os dias, antes do sol nascer, parto com a minha Nam para a aldeia.

Ela pega com a sua mão pequenina na minha mão e saltita todo o caminho fazendo baloiçar as suas tranças. Caminhamos os dois sem nos apressarmos muito. 

E continua...

Todas as tardes, Nam e eu, subimos o caminho que nos leva a casa. Ela conta-me o seu dia. E canta. E salta ao pé coxinho. Seu riso ziguezagueia na noite que caí suavemente.

É assim a nossa vida. Todos os dias. Mudam apenas a cor dos arrozais e o perfume das caixas de chá.

Esta manhã, quando íamos a caminho da escola, encontrámos um sapo quase azul! Eu também poderia ter sido um Sapo quase Azul! E pensei nas Rainhas de Inglaterra, nos Crocodilos, nos Emires Ricos, nas Feiticeiras, nos Touros, nos Generais, nos Imperadores do Mundo e nos Sapos quase Azuis.

Neste momento eles devem estar a dizer para si próprios: "Ah! Se eu tivesse podido nascer Ming! Seguraria a mãozinha de Nam bem fechada na minha e seria o avô mais feliz do mundo!"

Enquanto Nam dormia, peguei no seu caderno de escola. Escrevi no fundo, na última página, discretamente: P.S. (Pequeno Segredo): Nam, meu anjo, amo-te muito. E assinei com letras muito pequenas: eu, Ming.

O segredo, o grande tesouro está dentro de nós!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A importância da linguagem corporal

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É sabido que 55% da comunicação é feita pela linguagem não verbal, ou seja, comunicamos através do nosso corpo e gestos e não pelas nossas palavras.

No entanto e muito embora estejam sempre presentes, os elementos da linguagem corporal nem sempre são vistos verdadeiramente. Muitas vezes, a nossa mente percepciona-os como intuição, não compreendendo que se tratou de comunicação subtil. Quem é que nunca sentiu desconforto e desconfiança em relação a uma pessoa sem que tenha qualquer motivo racional para assim ser? Acontece que quando isso ocorre atribuímos a sensação à nossa intuição, quando a maior parte das vezes trata-se da leitura, que fazemos inconscientemente, da linguagem corporal da outra pessoa.

A linguagem corporal engloba gestos, tom de voz, postura, olhares, enfim... e se conseguirmos dominar esta linguagem e a sua aplicação poderemos:

- Gerar uma impressão positiva nos outros
- Conseguir gerar empatia
- Ler nas entrelinhas
- Perceber melhor os outros

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De facto, a comunicação não verbal é inevitável e contém normalmente mais informação do que a verbal. De entre todas as suas variáveis, parece-me que a observação da postura é a mais interessante, na medida em que nos permite observar uma conjuntura.

Ao lermos a postura de alguém não só estamos a observar a sua personalidade, mas também a atitude que está a tomar perante determinada situação, os sentimentos que essa pessoa tem em relação às pessoas que a rodeiam e aos acontecimentos que estão a ter lugar naquele momento.

Mas atenção, um erro de principiante é quando analisamos os gestos isoladamente. Eu cruzo os braços, mas isso não quer dizer, obrigatoriamente, que eu estou a distanciar-me ou a defender-me. Pode dizer apenas que estou com frio. Por isso, quando observamos alguém devemos ter em conta a circunstância global em que o gesto é feito.

Não obstante esta salvaguarda, é conhecido que existe um conjunto de reações tipo que poderão servir de guião.

Por exemplo:

Quando se diz uma mentira:

Criança  - tapa imediatamente a boca com as mãos.
Adolescente - roça os dedos na boca.
Adulto - toca no nariz.

Todos recebem a informação do cérebro para bloquear a saída das palavras falsas, no entanto o refinamento da parte motora e do controlo da reacção leva a que tenham gestos diferentes.

A observação da linguagem não verbal é de facto muito interessante e ainda o é mais quando a aplicamos a nós próprios e com ela aprofundamos o nosso auto-conhecimento e percebemos melhor as nossas emoções.

Para quem se interessou, aconselho este livro, muito esclarecedor.


terça-feira, 6 de outubro de 2015

O poder do pensamento

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Muitos de nós queixam-se por não conseguirem o que pretendem. Culpam o exterior, culpam a conjuntura, culpam o passado, culpam a falta de oportunidades, culpam os amigos, culpam a família.

Mas esses, nós, que todos culpam, não reparam que ao culparem os outros estão a focar-se no negativo e, por isso, a atrair o negativo.

Muito se fala da Lei da Atração. Mas o que é isso?

Pela Lei da Atração acredita-se que atraímos o que pensamos. Se pensarmos no negativo, atraímos o negativo. Se, pelo contrário, nos focarmos no positivo e no que desejamos, pela positiva, então conseguiremos atrair o positivo.

O que acontece é que a maior parte das pessoas pensa no que não quer e não no que quer e, assim, acaba por receber o que não quer.

A Lei da Atração baseia-se na ideia de que o Universo escuta o pensamento nuclear, ou seja, escuta o nosso pensamento dominante, aquilo em que estamos focados. Se estamos sempre a pensar, "eu não quero este trabalho" o universo escuta que estamos a pedir este trabalho. Se queremos mudar de trabalho, por exemplo, quero trabalhar no hospital X como enfermeira, então devemos pensar "eu quero trabalhar o hospital X como enfermeira".

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O nosso foco deve estar sempre virado para o que queremos concretamente.

Nós somos energia e como tal vibramos em certas frequências e é essa frequência que o Universo escuta.

Para que a Lei da Atração funcione positivamente para nós temos que estar conscientes dos nossos pensamentos e sabermos, verdadeiramente, o que desejamos.

A ideia fundamental é a de que para obter mudanças seja no que for, devemos mudar por dentro e emitir um novo sinal aos nossos pensamentos, para que estes possam emitir uma nova vibração.


"Tudo aquilo que somos é o resultado daquilo que pensámos" 
Buda











quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Outubro - mês da vontade

O mês de outubro começou e assim inicio o mês da vontade.

Refiro-me muitas vezes à Produtividade, à Concretização, à Procrastinação e à Motivação, mas nunca me debrucei sobre a vontade. Porém, aqueles conceitos têm a sua manifestação prática baseada na Vontade. A nossa vontade de agir, de fazer, enfim a nossa força de vontade.
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Quando não conseguimos atingir os nossos objetivos temos, por hábito, defensivo, responsabilizar os outros, as circunstâncias, enfim tudo excepto a nós mesmos. Com isto procuramos desresponsabilizarmo-nos, pouparmos-nos à responsabilidade pela não concretização do que desejamos.

No entanto, aquilo que tenho percebido e que se tornou muito claro em setembro, é que tudo depende de nós, pois a vontade, a força de vontade depende de nós próprios, da nossa atitude perante a vida, da energia que colocamos na nossa vontade de concretizar.

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É muito comum ouvirmos fumadores dizerem que não têm força de vontade para deixarem de fumar, ou outros que dizem não ter força de vontade para iniciar uma vida saudável. Mas seja qual for o caso, é sempre uma falácia que contamos a nós próprios. Todos temos vontade e exercitá-la e desenvolvê-la depende, unicamente, do nosso querer.

Na verdade, a força de vontade não é mais do que a nossa capacidade de esforço para concretizar as nossas ideias. É pela vontade que conseguimos atingir a nossa plena liberdade.

É claro que há pessoas com maior intensidade de vontade, que quase naturalmente injectam energia na sua vontade e conseguem concretizar. Outros há que não dispõem dessa energia natural, mas que podem desenvolvê-la, basta para isso que a exercitem, tal como se faz quando se quer desenvolver os músculos.

Como podemos exercitar a nossa vontade?

- Podemos esforçarmo-nos para executar tarefas rotineiras com energia e alegria.
- Podemos fazer as actividades a que nos propomos, mesmo que não tenhamos vontade para o fazer.
- Podemos dar início à concretização  do que gostávamos de ver acontecer mas para o que estamos sempre a inventar obstáculos.

Para mim, será assim durante o mês de outubro

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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Libertar a Criatividade


A semana passada estive a viver a 3ª semana do plano do programa da Academia de Inteligência de Qualidade de Vida, proposto por Augusto Cury no seu livro, doze semanas para mudar uma vida.

É a semana dedicada à 3ª Lei da Qualidade da Vida, Libertar a Criatividade: Superar a Rotina.

Com esta semana, procura-se desenvolver a capacidade criativa, não é tanto desenvolver, mas deixá-la fluir, libertá-la.

Diz o autor, passo a citar:

Libertar a Criatividade é:

1. Ser um caminhante nas trajectórias do próprio ser
2. Fazer coisas não agendadas
3. Superar a rotina e construir um oásis no deserto do tédio
4. Abrir as janelas da inteligência para fazer novas descobertas
5. Pensar noutras possibilidades. Libertar a imaginação
6. Arejar a emoção e encantar-se a si mesmo
7. Surpreender positivamente as pessoas que o rodeiam. Ter gestos nunca tidos
8. Elogiar quem amamos. Penetrar no mundo deles, conhecer os seus sonhos, alegrias e temores
9. Dançar a valsa da vida com a mente livre
10. Fazer da vida uma grande aventura

Esta foi, de facto, uma grande aventura para mim, porque embora seja uma pessoa criativa, por vezes a minha vontade de planeamento e organização leva-me a deixar de ser espontânea. Ora, não sendo eu, por natureza uma amante de rotinas, o exagero em que caio, com frequência, no planeamento, leva-me a momentos de cansaço extremo. Não podemos ir contra a nossa natureza, não é verdade? Podemos e devemos adaptarmo-nos às circunstâncias e necessidades, mas devemos ter o cuidado de nos manter genuínos e coerentes connosco próprios.

Esta lei foi, por isso mesmo, um desafio. Estava ainda a adaptar-me ao regresso à rotina, a procurar flexibilizar-me dentro do planeamento que tinha delineado, quando li a 3ª Lei da Qualidade de Vida e senti um tremor imenso a agitar-me por dentro. Parecia que havia algo dentro de mim a libertar-se. Procurei não racionalizar, nem compreender o que se estava a passar, simplesmente deixei-me ir.

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Foi uma semana absolutamente diferente e surpreendente.

Fiz muito mais do que costumo fazer, fiz muitas coisas que não costumo fazer, não fiz algumas que costumo fazer (escrever no blog, por exemplo, a semana passada não fiz qualquer publicação, nem no blog nem no site do facebook) e fiz muitas das coisas que costumo fazer mas de forma diferente.

Aprendi muito. Aprendi que há muitas perspectivas e diferentes formas de fazer o mesmo. Que, por vezes, basta fazer um bocadinho diferente para alterar completamente o resultado da ação e o ambiente que nos rodeia. Que estando em plena situação stressante, podemos passar rapidamente para uma situação de deleite e união com os que nos rodeiam, bastando para isso libertar a nossa criatividade, perceber que se pode fazer de forma diferente.

Cresci muito, aprendi mais e foi uma ótima preparação para o mês de outubro, que no meu calendário para o crescimento espiritual é dedicado à vontade. Esta última semana constatei, com experiência própria, que a nossa vontade é determinante para a vida que vivemos.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

E tu, estás acordado?

Queres reflectir um pouco? 

Queres trazer a tua consciência até à superfície? 

Tu estás acordado?

Namastê, Flávia. Gratidão!





terça-feira, 15 de setembro de 2015

É preciso flexibilizar!

Desde que regressei de férias que o ambiente que me rodeia tem sido invadido por várias fontes de stress.

A miúda tem tido dificuldade em regressar às rotinas e mostrado maior resistência do que o habitual.

Eu própria deparei-me com a minha "objecção interior" em retomar algumas das rotinas e, logo na primeira semana senti-me totalmente esgotada. Parecia que tinha aberto um canal por onde toda a minha boa disposição e energia se estava a escoar.
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Comecei a sentir-me nervosa, a ter mais sono do que o normal e a não ter vontade de nenhuma actividade. Comecei a recorrer mais às redes sociais e ao mesmo tempo a ter dores de cabeça cada vez que acedia a uma.

No plano profissional o desgaste ainda foi maior. A situação não teve melhorias e aquilo que me incomodava em julho continuava a incomodar e comecei a sentir que não tinha saída, senti-me encurralada.

Mas eu própria já sabia que isto ia acontecer, foi por isso que no meu calendário para crescimento pessoal reservei o mês de setembro para a flexibilidade. Tem sido este rumo, esta indicação para o que eu preciso de desenvolver este mês que me tem ajudado a tomar decisões e a procurar sair deste sentimento de desgaste.

Assim tenho procurado ser flexível em:

- sistema de gestão pessoal (mudei para o bullet journal, bastante mais flexível)

- alterei a rotina da happy hour que passava com a miúda para fazer face ao que me parecem ser as suas necessidades actuais, uma rotina mais variada mas com menos estímulos - mais calma)
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- revi as minhas actividades e priorizei-as (abandonei tudo o que pressionava o meu horário e acrescentava muito pouco à nossa vida - nestas férias reaprendi que o momento do nada é de extrema importância)

- retirei todas as redes sociais do meu telemóvel, e-mails e acabei com as notificações (olhar para o meu telemóvel e não ter nenhum ícone de notificação é uma fonte de bem estar - para potenciar este sentimento alterei o ecrã inicial para ficar com um aspecto mais clean que me lembre qual é a minha intenção. Claro que mantenho a possibilidade de acesso à informação com facilidade, quero ser flexível não radical em nenhum sentido, apenas não tenho notificações nem o acesso é pelo ecrã inicial)

- procuro estar mais em casa (procuro o sossego interior, a diminuição de estímulos e desenvolver actividades que gerem bem-estar. Estou em crer que estava a cometer um erro. Tinha planeada uma altura específica para o momento de família, tenho lido em muitos sítios que se deve agendar este momento para que não o deixemos passar em branco. Mas o que eu hoje quero é viver muitos momentos em família, potenciá-los mas não torná-los obrigatórios. Flexibilizei. Quando há alguma coisa para fazer, que queiramos passear, muito bem, mas se não houver há mil e uma maneiras de passar um momento em família em casa e tanto pode ser de manhã, como à tarde, como à noite)
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- acabei com o meu horário pessoal (tinha um horário pessoal onde colocava as actividades que tinha de desenvolver e o horário específico para o fazer. Desisti disto. As rotinas estão interiorizadas, já não preciso das to do list, por isso tanto faz fazê-las às 18h00 como às 21h00. Quando tenho actividades que não estão interiorizadas, então faço a to do list e sigo-a no horário que melhor me parecer dentro do decorrer do dia (ex. tenho de passar a ferro e tinha pensado fazê-lo de manhã, mas estou entretida com a miúda, flexibilizo e não passo a ferro naquele horário, passo mais tarde - claro que faço a actividade no dia em que é preciso fazê-la, não estou a procrastinar, estou apenas a flexibilizar).

Até agora, setembro, o mês da flexibilidade tem sido assim!


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O novo sistema de organização

Eu sei. Eu sei. Eu sou uma maníaca da organização.

É verdade!

Gosto muito de organizar, de planear a organização, de executar o plano de organização e depois de ter a satisfação de ver tudo organizado e muito funcional.

Mas a actividade de organização é infindável. Poderia dizer-se que uma vez organizada a tarefa estaria terminada, mas não é bem assim.
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Uma das facetas mais aliciantes e “viciantes” da organização, pelo menos para mim, é que há sempre espaço para melhorar, para novas experiências. É uma janela ampla de possibilidades e alternativas, é fascinante.

Um dos aspectos da organização sobre o qual mais me debruço é a minha organização pessoal. Parece-me que se eu não estiver bem organizada de nada me vale que todos os meus espaços estejam organizados, porque a minha vida continuará a ser desorganizada.

Por isso mesmo, tenho procurado com afinco e com verdadeiros progressos encontrar um sistema de organização pessoal que se adeqúe verdadeiramente à pessoa que eu sou. Se queres saber mais espreita aqui e aqui.

Comecei por tentar as Agendas, as normais com planos diários, mensais, semanais. Faltava sempre qualquer coisa, principalmente espaço para outro tipo de anotações, que, não tendo lugar na agenda, eram igualmente importantes para a minha organização.

Passei para o Caderno de Organização, mas o ritmo da minha vida não se reflecte muito bem nesse tipo de sistema. O caderno de organização exige que haja um maior tempo para nós próprios, para poder espreitar as diferentes divisórias e organizá-las, é uma perspectiva da nossa vida segmentada e eu, cada vez mais, acredito que nós somos apenas uma pessoa com diferentes áreas de acção, todas elas integradas. A nossa existência, para ser coerente e genuína, tem de ser congregadora.

Experimentei também a tecnologia, Evernote, Google Calendar, Todoist, etc, etc, etc. São todos entusiasmantes e com particularidades e mais-valias diferentes, no entanto nenhum deles era suficiente por si só. Tinha que conjugar mais do que um sistema e isso começou a “mexer” com um dos meus pilares, Simplificar-me. Eu não quero mais coisas na minha vida, eu quero menos para poder viver mais.
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Fiquei com o Google Calendar porque me ajuda com os alertas, mas abandonei os outros sistemas de organização.

Agora, estou a experimentar o Bullet Journal. Pareceu-me muito interessante, intuitivo, não exige nenhum gasto, nem nenhuma particularidade, a não ser um caderno e uma caneta. Permite ter uma visão anual, mensal e diária. Caso queiramos, podemos incluir áreas temáticas (eu tenho, o planeamento das publicações no blog e no facebook). A cereja no topo do bolo é que como se vai fazendo, o desperdício de papel é menor e temos maior decisão sobre a organização que vamos fazendo, podendo alterá-la de mês para mês. Ou seja, permite mais liberdade e exige-me menos esforço…hurra, hurra.

Até agora tenho adorado. Simplesmente adorado. Concilio todas as minhas actividades e o planeamento não me leva mais de 5 minutos por dia. As verificações e actualizações são muito rápidas porque o sistema é bastante simples e por isso mesmo muito intuitivo. Está tudo muito acessível.


Deixo-vos o vídeo explicativo. A experimentar.


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Liberdade, o que é isso?

Quando decidi fazer o calendário mensal para o crescimento espiritual, defini que o mês de julho seria o da liberdade, queria apostar em ser uma pessoa livre. Livre de condicionalismos e de influências que por vezes inibiam a minha verdadeira natureza de se manifestar.

Quando o mês de julho chegou, algo inesperado aconteceu. Perguntei a mim própria: o que é a liberdade? queres ser livre do quê? queres ser livre para quê?

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Com estas perguntas procurava uma resposta simples que me ajudasse a desenhar o meu caminho para aquele mês. Mas o curioso é que, as perguntas pareciam tão simples, mas quando as fiz e procurei ser honesta, vi-me sem resposta, fiquei impotente e incrédula. Não conseguia acreditar que algo em que falo tanto, na importância de sermos livres, afinal poderia ser oco, porque eu não estava totalmente segura do conceito subjacente a essa ideia.

Uma das minhas grandes referências é Osho. Gosto do seu pensamento, da forma como interliga as ideias e como concebe a natureza humana. Diz ele: "A tua própria verdade, a tua própria busca, é que te vai libertar; nada mais pode fazer isso por ti".

Assim perguntei, O que é a liberdade?

O que eu procurava na liberdade não era fazer o que quero, não era o caos, nem a indisciplina, o que eu procurava era ser eu própria, ser livre para ser eu própria sem condicionalismos, nem influências.

Desta forma, tomei consciência de que aquilo que eu buscava no mês da liberdade era ser livre, não ser livre de qualquer coisas, mas ser livre para qualquer coisa, para ser eu mesma.

Quando tomei consciência desta realidade, eu que estava pronta para lutar pela liberdade, baixei os braços e deparei-me com a mais simples das verdades, a liberdade existe em mim mesma, sempre cá esteve, fui eu pela minha própria responsabilidade que nunca a utilizei.
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Percebi, então, que a liberdade exige consciência e responsabilidade, que ninguém me pode dar liberdade, nem eu posso lutar exteriormente por ela. A liberdade vem da aceitação de nós mesmos, nas nossas alegrias e agonias, no que somos de belos e no que somos de feios.

A minha faceta guerreira arrumou, então, a sua determinação e foi, nesse momento que começou a verdadeira jornada pela liberdade. Não reagir, não desobedecer, não obedecer. Ser espontânea, ser responsável, mas principalmente ser consciente.

É um caminho muito solitário, porque quando queremos, realmente ser livres, contamos apenas connosco, porque somos totalmente responsáveis. Não podemos escudar-nos em falsos motivos, nem atirar as culpas das nossas escolhas para outros.

De todas as aprendizagens que já fiz, conscientemente, esta revelou-se a mais difícil, mas ao mesmo tempo a mais reveladora e profícua.

Num outro post, debruçar-me-ei, mais especificamente, sobre a experiência que foi viver o julho em liberdade, para já deixo uma citação de Osho que leio frequentemente e que me tem enchido o espírito de tranquilidade.

"A  liberdade interior é possível. Vai acontecendo à medida que aprofunda cada vez mais a sua consciência. Observe o seu corpo, observe o seu funcionamento mental. Observe e testemunhe todo o processo dos seus pensamentos. E lentamente vai deixando de ver raiva ou ganância, hindu ou maometano, católico ou comunista. Lentamente vai tornar-se ciente de que não é nenhum pensamento - você não é a mente, em absoluto. Você é uma pura testemunha. A experiência de testemunhar é a experiência da liberdade total, mas isto é um fenómeno interior. E uma pessoa que seja totalmente livre interiormente não tem nenhuma ânsia de ser livre exteriormente. Uma pessoa assim é capaz de aceitar a natureza tal como ela é."

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