sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

8 nãos!


Imagem

1- Não acredites quando alguém te diz que algo é impossível.

2 - Não te deixes seduzir pela vitimização.

3 - Não acredites quando os outros te responsabilizam pelo rumo das suas vidas.

4 - Não aceites rótulos.

5 - Não confundas a tua existência com os teus pensamentos.

6 - Não acredites na perfeição.

7 - Não compliques, nem amontoes.

8 - Não percas tempo, saboreia a vida agora.



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A importância da emoção

Há muitas situações nas nossas vidas que se tornam más ou difíceis, não por o serem verdadeiramente, mas apenas porque não conseguimos lidar com elas de forma assertiva.

Imagem
As nossas acções são impulsionadas pelas nossas emoções e o automatismo das nossas reacções é condicionado pelo nosso histórico, que sendo negativo, por falta de domínio emocional, pode levar ao desenvolvimento de um padrão negativo de reacção.

Por forma a inverter este ciclo, que pode significar muito desgaste emocional, é essencial que desenvolvamos a nossa capacidade de gestão das emoções. Não se pretende com isso controlá-las, apenas aprender a viver com elas sem que nos atropelem e nos façam viver em angustia constante.

Os passos para esta aprendizagem, sobre as nossas emoções, são em termos genéricos:

- Reconhecer a emoção (quando se dá uma alteração do nosso estado emocional, devemos ter consciência dessa ocorrência) 

- Descrever a emoção (utilizar as manifestações físicas para descrever a emoção sentida)

- Responsabilizarmos-nos pela emoção (podem ter sido vários os gatilhos, mas a reacção comportamental é inteiramente da nossa responsabilidade)

- Procurar o verdadeiro significado da emoção (o motivo para a emoção normalmente não é óbvio, é importante que o percebamos verdadeiramente. Ex: o seu chefe diz que irá resolver um problema do seu departamento, mas não cumpre, nem explica porque não o fez. Esta situação irá desencadear uma emoção negativa em si, mas não pelo comportamento do seu chefe, mas pelo que esse comportamento transporta para si. Irá sentir-se desrespeitado, ignorado e desconsiderado. Mas atenção, porque esta emoção negativa não tem que ver com o seu chefe, mas sim com aquilo que esperava dele, que no seu entendimento considerava ser merecedor, Portanto, aqui o ponto fulcral serão as suas expectativas e não o comportamento do seu chefe)

- Aceitar a emoção (quando procuramos o verdadeiro significado da emoção, não procuramos desvalorizá-la, pelo contrário. Devemos aceitar a emoção na sua essência, sem subterfúgios, nem equívocos e procurar adequar o nosso comportamento à emoção que sentimos)


É normal que procuraremos evitar todas as más emoções, porque, evidentemente, nos fazem sentir mal, mas essa procura pelo bem-estar constante priva-nos de uma característica inata, o instinto.

Imagem
É o instinto que promove em nós uma emoção negativa, é por ele que somos alertados para um perigo, tenha a forma que tiver (seja um predador, seja uma situação embaraçosa). Quando procuramos controlar as emoções e apenas sentir as boas, estamos a procurar desligar o nosso mecanismo interno de defesa e de equilíbrio. 

O que devemos procurar é gerir a nossa reacção à emoção e não controlar o que sentimos.

Entre o que sentimos e o que agimos há um espaço de tempo, é nesta fracção que podemos escolher, é nesta fracção que podemos ser quem queremos ser, em vez de sermos um conjunto de reacções automáticas. 

Podemos começar a educar-nos para reagir como os indivíduos que queremos ser. 

Ao escolher a forma como reagimos/respondemos não estamos a privarmos-nos de quem somos, antes estamos a evoluir para quem, em liberdade, queremos ser.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Opinião - Siddhartha de Hermann Hesse



Mas que surpresa! Mas que livro lindo! Mas que encanto foi ler as suas páginas!

Siddhartha, um poema indiano, é um livro que surpreende pela beleza poética com que é escrito e pela beleza poética da sua história. É um livro sobre a evolução de um homem que procura, em diferentes vertentes, por vezes totalmente antagónicas, evoluir e aproximar-se da perfeição humana.

Primeiro é-nos dado a conhecer como o Filho do Brâmane, depois procura iluminação junto dos Samanas, levando uma vida ascética e totalmente despojada. Mas não satisfeito com o conhecimento que já adquiriu, junta-se a Kamala e aprende os prazeres da vida mundana. Será mais tarde, junto do rio, na companhia do barqueiro que irá aprender a ouvir e será lá que conhecerá o Om. 

Hesse, narra-nos, não, não narra, descreve-nos num tom suave e cheio de beleza e poesia  o percurso e luta de um homem que procura crescer, evoluir através do conhecimento. Procura as diferentes vivências, procura os diferentes sentidos e que encontrará junto do rio a verdade do que sabe ouvir.


Imagem

Sinopse

Siddhartha, filho de um brâmane, nasceu na Índia no século VI a.C. Passa a infância e a juventude isolado das misérias do mundo, gozando uma existência calma e contemplativa. A certa altura, porém, abdica da vida luxuosa, protegida, e parte em peregrinação pelo país, onde a pobreza e o sofrimento eram regra. Na sua longa viagem existencial, Siddhartha experimenta de tudo, usufruindo tanto as maravilhas do sexo, quanto o jejum absoluto. Entre os intensos prazeres e as privações extremas, termina por descobrir «o caminho do meio», libertando-se dos apelos dos sentidos e encontrando a paz interior. Em páginas de rara beleza, Siddhartha descreve sensações e impressões como raramente se consegue. Lê-lo é deixar-se fluir como o rio onde Siddhartha aprende que o importante é saber escutar com perfeição.


Deixo um excerto, ainda grandinho, do início do livro. É um exemplo do tom, melodioso, com que toda a história é contada, assim o li...



Siddhartha entrou na câmara onde estava o seu pai, sentado sobre uma esteira de ráfia; colocou-se atrás de seu pai e ficou de pé, até este sentir que alguém estava atrás dele. Falou o brâmane: – És tu, Siddhartha? Diz, então, aquilo que tens para dizer. 

Disse Siddhartha: – Com a tua permissão, meu pai. Vim para te dizer que é meu desejo deixar a tua casa, amanhã, e juntar- -me aos ascetas. Tornar-me um samana, esse é o meu desejo. Espero que o meu pai não se oponha. 

O brâmane ficou silencioso, permaneceu silencioso por tanto tempo que na pequena janela as estrelas se deslocaram e a sua configuração se alterou, antes que o silêncio na câmara chegasse ao fim. O filho permaneceu de pé, com os braços cruzados, mudo e imóvel, o pai permaneceu sentado sobre a esteira, mudo e imóvel, e as estrelas cruzaram o céu. 

Então o pai falou: – A um brâmane não fica bem proferir palavras bruscas e coléricas. Mas a indignação move o meu coração. Não quero ouvir tal pedido uma segunda vez da tua boca. Lentamente, o brâmane ergueu-se; 

Siddhartha continuava silencioso e de braços cruzados. – Porque esperas? – perguntou o pai. 

Disse Siddhartha: – Tu o sabes. 

Indignado, o pai saiu da câmara. Indignado, dirigiu-se ao seu leito e deitou-se. Uma hora mais tarde, porque o sono não vinha aos seus olhos, o brâmane levantou-se, caminhou para trás e para diante, saiu da casa. Olhando pela pequena janela da câmara viu Siddhartha, de pé, com os braços cruzados, imóvel. O seu trajo claro resplandecia de brancura. Com o coração inquieto, o pai voltou para o seu leito. Uma hora mais tarde, porque o sono não vinha aos seus olhos, o brâmane voltou a levantar-se, caminhou para trás e para diante, saiu para a frente da casa, viu a lua a nascer. Olhando pela janela da câmara viu Siddhartha, imóvel, com os braços cruzados, a luz da lua refletida nas suas canelas nuas. Com o coração apreensivo, o pai regressou ao seu leito. E voltou uma hora mais tarde, e voltou duas horas mais tarde, olhou pela pequena janela, viu Siddhartha de pé, à lua, sob as estrelas, nas trevas. E voltou a cada hora que passou, silencioso, olhou para a câmara, viu o homem de pé, imóvel, encheu o seu coração de ira, encheu o seu coração de inquietação, encheu o seu coração de medo, encheu-o de dor. E na última hora da noite, antes do início do dia, voltou, entrou na câmara, viu o jovem de pé, que lhe pareceu grande e distante. 

– Siddhartha – disse ele –, porque esperas? 

– Tu o sabes. 

– Quererás tu esperar de pé, até chegar o dia, a tarde, a noite?

– Esperarei, de pé. 

– Ficarás cansado, Siddhartha. 

– Ficarei cansado. 

– Adormecerás, Siddhartha. 

– Não adormecerei. 

– Morrerás, Siddhartha. 

– Morrerei. 

– E preferes morrer, a obedecer a teu pai? 

– Siddhartha obedeceu sempre a seu pai. 

– Estarás disposto a renunciar ao teu propósito? 

– Siddhartha fará o que o seu pai lhe disser. 

O primeiro brilho do dia caiu na câmara. O brâmane viu que os joelhos de Siddhartha tremiam ligeiramente. Mas no rosto de Siddhartha não viu qualquer tremor; ao longe brilhavam os seus olhos. Então o pai compreendeu que Siddhartha já não se encontrava junto a ele, na sua terra, que já o tinha deixado. O pai tocou o ombro de Siddhartha. 

– Tu queres – disse ele –, ir para a floresta e ser um samana. Se encontrares a bem-aventurança na floresta, volta e ensina-me a bem-aventurança. Se encontrares a desilusão, então volta e voltaremos a oferecer sacrifícios aos deuses, juntos. Agora vai beijar tua mãe, diz-lhe para onde vais. Para mim está na hora de ir ao rio fazer as primeiras abluções. Retirou a mão do ombro de seu filho e saiu. 

Siddhartha cambaleou, ao tentar andar. Dominou os seus membros, fez uma vénia a seu pai e foi ter com a sua mãe, para fazer o que o pai lhe dissera.




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Influências Inspiradoras - Mafalda do blog A Felicidade é o Caminho



A Mafalda é, sem sombra de dúvidas, a pessoa que mais me influenciou a iniciar o rumo do auto-conhecimento e da procura por uma vida melhor.

Imagem
O seu blog A Felicidade é o Caminho, como a própria escreve, é um pequeno manual de "partilhas a minha investigação sobre a felicidade e as estratégias que procuro implementar para ter uma vida mais feliz. O objectivo desta partilha é inspirar as pessoas que por aqui passam, a fazerem pequenas mudanças no seu dia-a-dia para, elas próprias, alcançarem uma vida mais plena e feliz."

Ao se descrever como "alguém que assumiu como missão de vida, a busca pela felicidade!", esta bloguer tem influenciado muitas pessoas e transmitido ideias cheias de potencial para quem acredita que a vida não deve ser uma acomodação, mas uma existência consciente e activa.

Estes não são com certeza os posts que mais gosto, mas são um excelente exemplo da atitude desprendida e altruísta que a Mafalda tem assumido com os seus leitores. 

Espreitem estes posts e depois explorem o blog, vai inspirar-vos com toda a certeza!
http://manualdafelicidade.blogspot.pt/2013/04/as-melhores-dicas-sobre-saude-e-bem.html

http://manualdafelicidade.blogspot.pt/2014/10/ferramentas-de-planeamento-para-gerir-o.html


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Procrastinação, como enfrentá-la!


A procrastinação é um dos grandes problemas que o comum mortal tem hoje em dia. Com tanta variedade de distracções e informação sempre a chegar e a chamar a atenção, o difícil é manter o foco e a vontade em executar tarefas.

Procrastinar é, de forma muito simplista, não fazermos o que deveríamos, quando deveríamos. 

Para mim a mais preocupante forma de procrastinar é no trabalho, porque significa que estamos a frustrar as expectativas de quem nos contratou e a nossa não produtividade tem consequências no sucesso da instituição que nos paga e nas pessoas com quem partilhamos a actividade. Será justo recebermos o nosso ordenado se passamos metade do nosso dia/semana a procrastinar e a não dar o nosso melhor?


Imagem

Procrastinamos por diversas razões, algumas bem simples, como a tão conhecida preguiça, outras mais complexas e que se fundamentam em problemas mais escondidos. Por exemplo, podemos evitar fazer uma determinada tarefa porque temos medo de falhar, ou porque tememos as suas consequências, ou porque não conseguimos encontrar motivação para o fazer.

Se for por medo, devemos refletir sobre a origem do medo e atuar sobre ele.

Se for por temermos as consequências da conclusão da tarefa, deveremos reflectir de que modo é que esse facto influirá sobre nós e porque é que isso nos assusta? Depois devemos agir sobre o que concluirmos.

Se for falta de motivação então o problema poderá ser mais simples do que nos surge de imediato.

A falta de motivação poderá derivar de:
- ignorância sobre a abrangência e importância da tarefa;
- dificuldade de definição de prioridades;
- desresponsabilização;
- sentir-se assoberbado pelo volume de tarefas;
- idealização do momento certo no futuro.

Qualquer um deste obstáculos à capacidade de execução pode ser facilmente superado se nos empenharmos e estivermos convictos de que queremos mudar a nossa postura.

Se assim for, o primordial é identificar os motivos porque procrastina.

Se for por:
- ignorância sobre a abrangência e importância da tarefa - peça, a quem lhe atribuiu a tarefa, um esclarecimento sobre a mesma, justificando que assim poderá canalizar melhor os seus recursos e direcionar o trabalho mais corretamente.

Imagem
- dificuldade de definição de prioridades - procure fazer uma lista das tarefas que lhe cabem e reflectindo sobre o core business da instituição, estabeleça uma ordem de importância. Neste ponto poderá sempre pedir uma orientação à sua chefia.

- desresponsabilização - se tem tendência para responsabilizar todos menos a si próprio se calhar está na altura de se questionar sobre a mais valia que traz à instituição enquanto trabalhador, será que é dispensável? será que o seu chefe já se apercebeu disso?

- sentir-se assoberbado pelo volume de tarefas - crie uma estratégia, teste-a e se for produtiva siga-a à risca. Por exemplo:
a) Consciencialize-se de todas as tarefas que tem em mão ( poderá fazer uma caixa de entrada e colocar tudo lá dentro)

b) Identifique cada uma das entradas da sua caixa de entrada e verifique o que é preciso fazer para concluí-la (divida cada projeto em mais do que um pequena tarefa)

c) Estabeleça prioridades

Imagem
d) Construa uma agenda/caderno de organização em que possa estipular dias para executar determinadas tarefas, tendo uma noção prévia de quanto tempo cada uma deverá exigir. Por exemplo, num caderno normal divida uma página em 5 dias, para cada um dos dias estipulará 2 tarefas, que aconteça o que acontecer têm que ser feitas (não esquecendo que deverá deixar pelo menos 1 hora livre para imprevistos). Para além destas divisórias diárias poderá colocar duas divisórias Projectos On Hold (aqueles projectos que sabe terem que ser feitos mas ainda não passaram à parte da execução) e Pendentes (aqui colocará todas as tarefas que forem surgindo durante a semana e que deverá executar)

e) Aprenda a dizer não a tudo aquilo que não estiver dentro das suas funções e concentre-se na execução e não na perfeição.

f) Trabalhe em blocos de tempo, porque evitará o cansaço, se agendar tempo de descanso e promoverá a sua concentração no período de execução.


Imagem
- idealização do momento certo no futuro - esta é a nossa maior armadilha. Não existe melhor momento no futuro, se somos preguiçosos agora, também o seremos no futuro. Não procure a gratificação imediata, aprecie o momento e as suas vitórias, pequenas mas significativas diariamente. E pense: Se não fizer agora, não ficarei numa situação muito pior no futuro, não é provável que seja "apanhado com as calças na mão"? Seja seu amigo e evite, a si próprio, situações futuras complicadas e cheias de urgências impossíveis de resolver.

O maior segredo da produtividade é ter um método simples com ferramentas funcionais simples, começar a agir com base no método sem outras reflexões (a reflexão deverá ser feita apenas na aplicação do método), reavalie o seu trabalho e a sua agenda/caderno de organização semanalmente para que possa fazer um plano semanal adequado às actividades existentes, seja disciplinado e recompense-se.

Safa! Foi um bom trabalhador, produtivo e concentrado então merece um prémio! Não reclame, não argumente, não se auto-deprecie, merece mesmo o prémio!




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Destralhar coisas...é bom!

Quando escrevi o post sobre Simplificar uma das ideias que referi e que se mantém subjacente a todo o conceito da simplicidade é o destralhar. Por destralhar vamos considerar o ato de nos livrarmos/desapegarmos-nos das coisas/sentimentos/tarefas/actividades que não têm verdadeiro sentido/significado na nossa vida.

Imagem
Mas destralhar não deve ser um ato irreflectido, antes deve seguir um plano maior. Devemos compreender os motivos que nos levam a querer destralhar. Porque é importante para nós? O que sentimos para termos vontade de destralhar e o quê, ou que áreas, queremos destralhar.

Podemos destralhar a casa. Se assim for devemos fazê-lo devagar e em consciência. O melhor plano é fazê-lo por divisões e para cada uma delas guardar um tempo razoável para poder desenvolver a actividade em reflexão.

As perguntas principais que deverão estar na nossa mente são:

- preciso disto?
- gosto mesmo disto?
- isto acrescenta alguma coisa à minha vida?

Se as respostas forem negativas, deveremos desapegarmos-nos daquilo.

Imagem
Se alguma pergunta obtiver uma resposta positiva devemos reflectir e procurar perceber o porquê da resposta positiva.

Por exemplo, gosto mesmo desta blusa?

Sim, gosto.

Mas porquê?

Porque é linda e está na moda.

Reflectindo: sim é linda e está na moda, mas quantas vezes a usaste?

Duas vezes num ano inteiro!

Porquê?

Sinto-me desconfortável, o decote é grande de mais!     Faz-te o favor, desapega-te!

O destralhamento pode ser uma actividade esgotante, quer fisicamente, quer emocionalmente para quem o está a iniciar. Se assim for, aconselho a que seja feito devagar. Por exemplo, faça destralhamento por categorias que não levem mais de uma hora:
- uma gaveta de camisolas
- uma estante de livros
- uma caixa de fios e cabos eletrónicos
- uma sapateira
- a despensa

O que é importante é que passe a pensar continuamente em destralhar. Se assim for esta actividade passa a ser automática e deixa de custar a fazer, e daí a pouco tempo estará a importá-la para toda a sua vida, passará a ser o seu estilo de vida.

Imagem
Este estilo de vida traz enormes benefícios, reduz a dificuldade da limpeza da casa (menos objectos e móveis mais fácil é limpar), reduz a despesa da roupa (se mantiver o seu guarda-roupa destralhado apenas com as peças que usa, que lhe ficam bem e com as quais se sente bem, a versatilidade aumenta e parecer-lhe-á que tem o dobro da roupa que tinha, sentirá menos impulso para comprar novas peças), o mesmo se pode dizer no que diz respeito a acessórios, a livros, a cd/dvs e mesmo nas compras para a casa.

Quando se embrenhar neste estilo de vida, pensará duas vezes antes de comprar um qualquer item no hipermercado, porque pensará se precisa mesmo dele, como será usado e se é benéfico para si e para a sua família.

O destralhamento é um caminho libertador e que muito tem contribuído para momentos da minha felicidade.

Experimenta!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Auto-Conhecimento - o ponto de partida!

Quando há uns anos atrás senti a necessidade de alterar o caminho que trilhava, por me sentir insatisfeita, por ter melancolias súbitas e não compreender de onde surgiam, um dos aspectos que mais me chocou foi tentar perceber-me e consciencializar-me de que não o consegui fazer porque me desconhecia por completo.

Imagem
Tinha uma série de referências de quem eu pensava ser, mas que quanto mais reflectia mais me apercebia que se tratavam de rótulos, de características que me davam do exterior e eu assumia como verdadeiras. Já tive oportunidade de aflorar este assunto aqui.

Foi nesta altura que comecei a pensar em mim, no meu percurso, nos meus percalços, nas minhas alegrias, nos momentos em que tinha sentido verdadeira felicidade e liberdade. Pus o meu inconsciente a trabalhar "online" e fui resgatando memórias, recordações de uma vida que me dessem algumas pistas para a pessoa que eu era agora. Foi um percurso doloroso. Muitas recordações que estavam escondidas apareceram, muitos significados fizeram-se claros e eu fiquei confusa, sem referências sobre mim mesma e caí num buraco.

Esse buraco foi o meu ponto de viragem. Este momento foi decisivo para mim, foi o momento em que me embrenhei no trajecto do auto-conhecimento.

Para mim, o auto-conhecimento é peça incontornável numa vida sã e feliz e para o conseguir é essencial que pensemos em nós próprios como um todo. Ou seja, olhemos para nós nas várias dimensões/papéis que assumimos na vida.

Eu sou: indivíduo, mãe, companheira, irmã/filha, amiga, profissional, dona de casa, escritora, blogueira.

Imagem
Estes são os papéis que desempenho na minha existência e cada um deles encerra em si várias actividades das quais preciso ter total noção e consciência, para que possa perceber como se ligam, quais as prioridades e o que tudo isso diz de mim.

Por exemplo, enquanto indivíduo eu tenho diferentes perfis e actividades associadas. A leitura é essencial para mim, mas as actividades culturais também o são, bem como a contínua aprendizagem sobre desenvolvimento pessoal. Mas não descuro questões como saúde, cuidados pessoais-beleza, enfim. No meu papel de indivíduo eu sou uma complexidade de gostos, necessidades e características. Esta constatação é tão mais importante quanto nos permite perceber porque é que por vezes nos sentimentos frustrados ou desequilibrados. Nesses momentos, há com certeza uma parte relevante para nós, à qual não estamos a dar a devida importância.

Uma ferramenta muito útil é a radiografia da vida. Num papel colocamos os vários papéis que desempenhamos, preferencialmente, espalhados no papel sem ordem nem simetria (para não haver logo de imediato condicionantes mentais). Depois damos-lhe ordem de prioridade. Por exemplo, numa escala de 1-10 (sendo que o 10 é o máximo) que prioridade reconheço ao meu papel de trabalhadora e assim por diante. Este exercício tem que ser feito com absoluta honestidade. Quando terminado, ficamos com uma panorâmica muito clara de quais são as nossas prioridades e o que é para nós menos importante. Este pode ser o primeiro passo para um processo de auto-conhecimento bem alicerçado.
Imagem

Com toda esta reflexão, ficamos a conhecer quais as actividades que nos propiciam maior prazer, quais as actividades que mesmo que não gostemos de executar são essenciais para o nosso bem-estar e por isso mesmo são fundamentais para nós.

Este auto-conhecimento pode levar-nos ainda mais longe se procurarmos entender-nos como seres imperfeitos e compreendermos-nos nas nossas emoções, nos nossos sentimentos e nas nossas reacções, umas que tornamos visíveis e outras que guardamos só para nós, mas que mais tarde irão influenciar o nosso comportamento.

É claro que todo este processo é isso mesmo, um processo, longo, demorado, com avanços e recuos, mas é um processo que nos poderá ajudar bastante no maior processo e projecto que temos em mãos, o de viver, fazendo escolhas, experimentado coisas e emoções, sendo nós próprios, no trilho que nós mesmos, conscientes de quem somos e do que queremos, vamos trilhando dia após a dia em liberdade, na liberdade de sermos nós próprios.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Opinião - Pássaros Feridos de Colleen McCullough

Imagem

Faleceu, este mês, Colleen McCullough. 

Uma perda irreparável para o mundo da literatura.

De origem australiana, Colleen McCullough foi autora do bestseller internacional Pássaros Feridos, livro que li e que, ainda hoje, me ocupa a memória e me preenche espaço no imaginário.



Um dos romances mais lidos e apreciados de todos os tempos, Pássaros Feridos é uma saga de sonhos, paixões negras e amores proibidos, que conta a história das mulheres da família Cleary, por três gerações


A história é passada na Austrália, com descrições magníficas do clima, do ambiente e da rudeza da terra. 

Com personagens extremamente complexos e humanos, emocionei-me com as suas vidas, os seus percalços, as suas frustrações e o que parecia ser o destino das mulheres Cleary, a sua infelicidade no amor. 

É sobretudo a história de Meggie e do padre Ralph de Bricassart, no entanto, a complexidade da escrita, a profundidade dada a cada um dos personagens e o próprio enredo ultrapassa-os e o livro revela-se uma reflexão sobre a humanidade e sobre os limites e liberdades da vontade humana.

Perdi-me, completamente, neste livro. Perdi a noção do tempo enquanto o lia, perdi a noção da sua extensão e, ainda hoje, me perco em recordações de frases que li e de sentimentos que a autora, tão magistralmente, me transmitiu.

A obra foi levada ao cinema, mas tenho receio de vê-la e perder o tesouro que tenho, hoje, dentro de mim, os Pássaros Feridos 




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Influências inspiradoras - Flavia Melissa

Imagem
A Flávia Melissa é um ser humano com um poder enorme de transmitir ideias e emoções.

Quer no canal do  youtube, que eu subscrevo e no qual mantenho a minha maior atenção, quer no blogue, ou ainda no facebook, esta apaixonada pelos temas relacionados com a espiritualidade e com o desenvolvimento humano, tem dedicado o seu tempo a ajudar os outros.

Formada em psicologia clínica, o interesse pela visão holística e pelas tradições da medicina chinesa, fez com que Flavia fizesse uma Pós-Graduação em Acupuntura e se mudasse para Xangai, onde contactou e se interessou pelas Artes Taoísticas.

Presentemente, associa a sua formação base aos conhecimentos que foi adquirindo, e para além do atendimento que faz como psicóloga (pouco tradicional), é autora de um blog e produz e distribuí vídeos motivacionais, gratuitamente, pelas redes sociais.

As suas palavras são, para mim, sempre motivo de reflexão e um impulso para o meu crescimento interior e para o meu desenvolvimento pessoal.

A ti, Flávia, estarei sempre grata. Pela disponibilidade, pela vontade, pelo saber.

Gratidão!


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Simplificar, porquê e como?

A simplificação da minha vida tem sido um trilho que tenho percorrido com prazer e com resultados emocionais e práticos muito positivos. Ao simplificar a minha vida, vou simplificando-me enquanto pessoa, principalmente nas minhas necessidades, nas minhas vontades e nas minhas exigências. Essa versão mais simplificada de mim mesma agrada-me e proporciona-me momentos de satisfação, de uma plenitude transbordante.

Imagem
Mas antes de mais temos que procurar compreender o conceito de Simplificar para sabermos de que estamos realmente a falar ou o que estamos a procurar atingir.

Simplificar é reduzir as obrigações, os ladrões de tempo, os objectos em excesso, o consumismo sem sentido. Simplificar é procurar perceber o que é essencial para nós e reduzir, ou mesmo, eliminar todo o resto. Simplificar é procurar optimizar, através da organização, todas as actividades que são necessárias para a vida, por forma a que deixem de ser obrigações e se transformem em rotinas agradáveis e de fluxo e permitam libertar mais tempo para as actividades de lazer e para os momentos de prazer.

Simplificar é importante porque:

- Diminuí o stress e as suas consequências negativas
- Melhora os relacionamentos, porque reduz os focos de tensão e aumenta o tempo de qualidade
- Proporciona uma sensação de higiene mental e organização interior, através da diminuição do ruído interior criado pelo excesso de compromissos, tarefas e de objectos, permitindo-lhe, assim, sentir o conforto e o bem-estar
- Proporciona, através da revolta contra a tirania das redes sociais, da televisão, dos e-mails, das revistas e dos compromissos por "obrigação", mais tempo livre para actividades que realmente são importantes e permitirá tempo de descanso e de lazer, peças fundamentais para sentirmos felicidade

Imagem
Como simplificar:

1 - Acabar com o multitasking e procurar desenvolver o mindfullness
2 - Destralhar (acabar com tudo o que não tem sentido, utilidade ou significado nas nossas vidas)
3 - Escolher, conscientemente, os compromissos e tarefas que aceitaremos e dizer não a tudo o resto
4 - Manter o foco no que está a fazer no presente e no que quer atingir com a actividade em curso
5 - Manter rotinas de limpeza e de organização simples e funcionais (por exemplo, a ementa semanal, as compras mensais com lista template, o speedcleaning diário)
6 - Ter uma casa de acordo com as suas necessidades e não como um elemento de ostentação
7 - Manter um guarda-roupa simples, de acordo com a sua personalidade e necessidades diárias
8 - Recusar publicidade, quer seja na sua caixa correio, quer seja via e-mail ou telemóvel
9 - Libertar-se da escravatura do telefone, do e-mail e das redes sociais
10 - Usar um sistema de controlo financeiro simples, certificando-se de que uma percentagem mensal é poupada
11 - Destralhar a sua mala
12 - Manter o seu carro limpo e com os itens necessários ao dia-a-dia (ex. toalhetes para quem tem crianças pequenas)
13 - Focar-se nas actividades que lhe dão prazer e que são importantes, recusando todas as outras

Imagem


Para simplificar é preciso:

1 - Ter as suas prioridades bem definidas

2 - Ter instrumentos de organização funcionais e simples

3 - Conseguir ter uma boa gestão pessoal

Assim sendo, a noção do nosso Rumo Pessoal e o Auto-conhecimento são peças basilares neste processo de simplificação.

Muito importante neste caminho pela simplicidade é perceber que a simplificação é um estilo de vida e não uma meta a atingir. A simplificação nunca está concluída, pelo contrário é uma actividade sempre em curso e que devemos, sempre, incluir na nossa rotina e no nosso caminho que pretendemos percorrer.