segunda-feira, 23 de março de 2015

Dicas para que o seu quotidiano seja mais organizado


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Ser organizado não é um mistério insondável, nem um dom com que se nasce, ou não. A organização assenta, essencialmente, na força de vontade e no real desejo de o ser, porque requer, inicialmente, disciplina e dedicação/persistência.

Ser organizado não é um mistério, mas há pequenos segredos que nos podem ajudar, e muito!, a transformarmos a nossa vida, normalmente caótica, num fluir mais tranquilo e organizado.

Aqui ficam algumas dicas:

- Faça a sua cama logo de manhã

- Se tiver alguma coisa para fazer, faça-a assim que puder

- Construa um plano de limpeza da casa (preocupe-se em que não seja demasiado cansativo, porque será desmotivante, mas que permita uma correta higiene da casa)

- Faça uma ementa semanal (e com base nela, faça uma lista de compras semanais)

- Faça uma lista de compras mensais (assim quando tiver que fazer as compras só precisa de riscar o que não precisa comprar)

- Faça lista de tarefas (as chamadas To Do List) para dias específicos (ex. quando tem que passar a ferro, quando tem que regar as plantas, quando tem que mudar os lençóis da cama, etc.)

- Tenha um bloco sempre disponível para fazer a lista de tarefas do dia (eu tenho post'it colado na contra capa do meu telemóvel)

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- Tenha uma rotina para a manhã (após tentativa e erro, descobrirá a melhor forma de gerir o tempo e as necessidades da família ao acordar, para que a manhã não seja caótica)

- Tenha uma rotina para a noite (para ajudar a organização da rotina da manhã e para fazer com que o jantar não seja uma luta diária)

- Mantenha sempre em mente "cada coisa tem o seu lugar"

- Arrume os itens da sua casa conforme a sua utilidade

- Destralhe continuadamente

- Não deixe loiça por lavar no lava-loiças

- Não deixe roupa suja no chão

- Arrume a roupa no roupeiro, não a deixe estendida ou pendurada pelo quarto

- Não vá para a cama sem colocar as coisas no seu devido lugar

Mais importante do que tudo, mantenha o espírito minimalista do menos ser mais, menos "coisas" mais tempo, mais qualidade de vida!


sexta-feira, 20 de março de 2015

Opinião | A Caminho de Casa de Fabio Volo


O primeiro livro que li de Fabio Volo foi uma desilusão tão grande que se transformou num sentimento de revolta, como escrevi aqui.

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Logo na altura tive consciência de que era prematuro formar a minha opinião sobre o autor e que deveria ler outros livros para ter um conhecimento mais informado sobre a escrita e a estrutura dos seus romances.

E de facto, depois de ler A Caminho de Casa, a minha opinião atenuou-se.

Este livro não tem uma índole tão erótica como o As Primeiras Luzes da Manhã, muito embora as referências sexuais se mantenham e sejam uma característica muito marcada da sua escrita. O tema foi bastante mais aprofundado e foi explorado com maior sensibilidade. O que não foi, no entanto, o bastante para ser, na minha opinião, um bom livro.

Acredito que Fabio Volo revela muito de si e das suas lutas internas nas linhas que escreve, o que penso ser um factor preponderante para eu não conseguir apreciar a sua escrita. É estranho que tenha esta opinião, mas ao ler os dois livros deste autor fiquei, sempre, com a impressão de que estava a ler um rascunho de desabafos e fantasias e não tanto uma história articulada e bem construída. Esta sensação que fui tendo gerou em mim uma certa irritação, porque reconheci nas ideias subjacentes às histórias mérito e excelência criativa, que, no entanto, foram totalmente desperdiçadas numa escrita pouco conseguida e muito desconstruída pela própria vivência do autor.

Muito sucintamente, acho Fabio Volo um autor pouco amadurecido e demasiado enredado nas suas próprias ideias, o que vai totalmente contra a ideia transmitida na sinopse do livro, que aliás transcrevo adiante. Mas isto de se ser leitor tem destas liberdades, cada um tem a sua opinião.

A história do livro A Caminho de Casa é na verdade comovente e interessante, no entanto, pelas características próprias da escrita do autor, não será um livro que irei
guardar na minha biblioteca.

Sinopse
A Caminho de Casa é um romance que confirma a maturidade de Fabio Volo como escritor e destaca as qualidades que o tornaram tão apreciado por milhões de leitores.

A Caminho de Casa conta a história de dois irmãos que são o oposto um do outro. Andrea é engenheiro, responsável, tem um casamento perfeito e o dom de fazer sempre as escolhas certas. Marco, três anos mais novo, é dono de um restaurante em Londres, rebelde, instável e um mulherengo inveterado. Nunca se sentiram íntimos na sua relação, mas a súbita doença do pai irá aproximá-los e fazê-los compreender muita coisa sobre si próprios e sobre a família.

Um romance que atesta a maturidade de Fabio Volo como escritor e que nos fala de temas universais como: o amor, a paixão, o casamento, a amizade, as escolhas que se fazem e as que ficam por fazer, e a extrema importância dos afetos na passagem para a vida adulta.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Rotinas para quê?

Quando decidi procurar simplificar a minha vida houve várias opções que fiz, uma delas foi apostar em rotinas que me facilitassem o dia-a-dia, garantindo que pudesse cumprir as tarefas que precisava para ter o quotidiano organizado, mas me deixassem mais livre de pensamento e ânimo, sem stress e correrias constantes.

O que normalmente se pensa sobre as rotinas é que são aborrecidas e devoradoras da liberdade. Mas não há nada mais errado. Primeiro, normalmente pressupõe-se que a rotina exige um horário e não é verdade. A rotina é um conjunto de acções ordenadas que funcionam como gatilhos entre si. A rotina para mim pode definir-se como o fluir de acções numa determinada altura do dia/semana/mês.

Segundo, a característica mais aborrecida e negativa da rotina só é real quando estamos no início da sua implementação, porque nos exige esforço e disciplina para a cumprirmos. No entanto, quando se tornam parte do nosso dia-a-dia, a rotina deixa de existir como algo perceptível e passa totalmente despercebida, passa a ser um conjunto de acções que fazemos automaticamente sem esforço e sem termos que pensar muito nelas.

Quando adoptamos uma rotina a uma determinada necessidade, diminuímos a possibilidade de erro e de falha por esquecimento ou falta de planeamento.

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Hoje em dia, as rotinas são um elemento muito integrado na minha vida, porque as considero um instrumento excelente para a optimização do tempo e do alívio do stress.

Tenho uma rotina para a manhã, para o fim de tarde/noite e para os dias de fim de semana. Uso-as como um guião de acção que me ajuda a não esquecer o que tenho que fazer, deixando livre o restante tempo para o quero fazer.

Noutros posts falarei de cada uma das rotinas e explicarei porque funcionam tão bem para mim, por agora gostaria apenas de acrescentar que há benefícios comprovados nas rotinas que são:

- Ansiedade diminuí, porque a rotina nos dá uma sensação de maior controlo sobre o nosso quotidiano;
- Stress diminuí, porque deixamos de andar que nem baratas tontas e começamos a agir objectivamente;
- As crianças tranquilizam-se, porque a rotina dás-lhe a segurança de saberem que tudo está bem;
- Aumenta a produtividade, pela optimização de tempo e com isso aumenta também o nosso sentimento de realização;
- Aumenta o nosso bem-estar porque a casa e o quotidiano estão organizados e sobra-nos tempo para o que realmente gostamos.

A melhor forma de implementar uma rotina é a de criar listas de tarefas e deixá-las em locais visíveis, para que funcionem como guiões. À medida que o tempo passa, deixamos de precisar das muletas (listas) e damos por nós a fazer as tarefas sem esforço e rapidamente.

Quando chegamos a este ponto, do automatismo da rotina, damos por nós com um sentimento de alívio, de dever cumprido e, consequentemente, de bem-estar o que nos dará uma nova cor à vida.

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Mas atenção, no meio das várias rotinas de entre as quais podemos escolher, há uma que não pode faltar. Tem que haver a rotina de um dia/semana sem rotina. Não sei se é assim com todos, mas comigo, que sempre fui um pouco avessa a rotinas, a minha sanidade mental e a minha capacidade de continuar as rotinas, que tanto me ajudam no quotidiano e no meu bem estar emocional, dependem da existência de um período de revolta. Um período em que o eu livre e preguiçoso se exprime e se expande, quebrando todas as regras e colocando o caos na minha organização. Um dia assim é suficiente para mim. É o dia em que abano tudo, reviro e me espreguiço e nem as refeições faço. Sinto-me livre e depois, no dia seguinte, muito consciente volto a optar pelas rotinas e pelo sossego que elas me permitem no meio da confusão que é o nosso dia-a-dia.



segunda-feira, 16 de março de 2015

O Mapa da Mudança

Tinha que partilhar, está muito bem feito.
Transmite as ideias muito claramente e torna, sucinta, a mensagem do caminho que é preciso fazer para a mudança, para podermos assumir a responsabilidade consciente da nossa vida.


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sexta-feira, 13 de março de 2015

Xana Toc Toc - Como Se Tivesse Asas

Tenho planeado um post sobre a importância da prática do mindfullness, sobre os benefícios que nos traz e as significâncias que permite acrescentar às nossas vidas.

Hoje o tema não é esse, mas não existiria se eu não fosse adepta da prática e se não procurasse, todos os dias, estar de atenção plena no agora.

Quando pensamos em ser pais, pensamos em muitas questões filosóficas e profundas, na complexidade da "tarefa" e na responsabilidade que é ter um ser na nossa total dependência e a quem iremos ensinar e educar.

No que não pensamos é nos pequenos pormenores e serão eles que nos irão, com toda a certeza, surpreender. A mim tem-me surpreendido pela positiva, porque me tem permitido contacto com pequenas insignificâncias que têm dado uma cor muito viva à minha vida.

Os momentos de lazer em frente à televisão, já não são para ver séries ou programas de culinária que eu tanto aprecio, mas para ver desenhos animados. De entre as Winx, o Alfredo Ouriço, a Doutora Brinquedos, a Princesa Sofia, enfim, por aí fora, conheci a Xana Toc Toc.

O primeiro contacto foi de estranheza, o penteado, as roupas, mas rapidamente me conquistou e hoje devo dizer que uma das minhas músicas preferidas é dela. Paro sempre para a ouvir e a minha filha já diz "mãe, é a tua preferida!".

Acho que a letra é maravilhosa, porque me inspira, a melodia é também cativante. Quando a oiço sou novamente pequena, volto aos meus 7 anos e sinto no peito a ingenuidade, a mindfullness própria da idade e a inspiração cresce no meu peito a par e passo com a esperança e com a alegria.

É como se tivesse asas....


quarta-feira, 11 de março de 2015

Quero ler | Sapatinhos de Chocolate de Trisha Ashley

No dia 3 de março, li a opinião da Manta de Histórias sobre o livro Sapatinhos de Chocolate de Trisha Ashley e fiquei, imediatamente, presa e curiosa.

Mas, enfim..., prometi a mim própria que não iria comprar livros até diminuir a quantidade que tenho, em casa, por ler. Assim, este tornou-se uma verdadeira tentação. 

Já andava espicaçada com o Stoner de John Edward Williams e com a A Bastarda de Istambul de Elif Shafak, para não falar, claro!, da Trilogia da Névoa do Zafón e agora tenho mais este tormento de alma...

As dores que uma leitora tem!!!
Aguenta-te! Aguenta-te!! 
Ai, ai, está difícil....

Sinopse:

Tansy sonhava com um belo futuro junto de Justin. Mas quando uma revelação inesperada a faz confrontar a amarga verdade sobre o homem que ama, decide deixar imediatamente Londres e regressar à pequena aldeia de Sticklepond. As doces atenções da carinhosa tia Nan e a amizade de Bella são um bálsamo para o seu coração destroçado. Com um entusiasmo que já não pensava ter, Tansy lança-se na realização de um projeto há muito desejado. Assim nasce a Cinderella’s Slippers, uma loja de sapatos realmente muito especial. Se ao menos a sua vida amorosa a fizesse tão feliz! 

E agora, mais um cheirinho dado no site da magnífica Quinta Essência:

"Quando Tansy Poole herda uma sapataria decrépita escondida na aldeia de Sticklepond, nasce a Cinderella’s Slippers – que fornece calçado capaz de fazer qualquer casamento de conto de fadas tornar-se realidade... 
Tendo todos os sapatos em que uma noiva gostaria de percorrer o caminho até ao altar, a loja de Tansy logo se expande para vender outros produtos relacionados com a temática… e até deliciosos sapatinhos de chocolate. É o destino de sonho para qualquer amante de sapatos! 
Se tudo na sua vida pessoal pudesse ser igualmente celestial - mas com um noivo a tentar fazê-la caber num vestido de noiva tamanho 36, para não mencionar a recente descoberta de revelações perturbadoras na família, Tansy refugia-se no sucesso da loja. 
Há porém um homem que não está entusiasmado com o fluxo de clientes que enche a Cinderella’s Slippers... O ator Ivo Hawksley, morador na casa ao lado da loja, vive atormentado por um segredo sombrio do seu passado e chegou a Sticklepond para curar o seu próprio coração destroçado. 
No entanto, Ivo percebe que ele e Tansy tem uma ligação no passado e, em breve, descobrem como os segredos partilhados podem formar uma ligação realmente forte..."


E para sentir a melodia da escrita, aqui fica um excerto:


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"Levei Cheryl à porta e regressei para ir buscar o tabuleiro das chávenas de café e limpar as migalhas dos cupcakes que podiam ter passado despercebidas. 
Foi então que a tia Nan disse subitamente: 
– Que vais fazer à loja quando eu me for deste mundo, minha querida? 
Estava ainda sentada no velho cadeirão coçado mas confortável, com um colorido tapete afegão sobre os joelhos (na sua opinião, as casas demasiado aquecidas não eram saudáveis, por isso, o aquecimento central que eu insistira em instalar estava sempre muito baixo) fazendo outro naperão de croché para a minha gaveta demasiado cheia. 
Apercebi-me com um aperto no coração do pouco espaço que a sua outrora constituição gorducha ocupava no cadeirão. Quando se tornara tão pequena e pálida? E os caracóis que haviam sido tão escuros como os seus olhos, e iguais aos meus, pareciam agora da mais pura prata..."

Ai. Tenho de me aguentar!..Mas eu quero tanto...ler!!! Lá chegarei!

segunda-feira, 9 de março de 2015

O perfeccionista!

O post de hoje é sobre o Perfeccionismo.

Trata-se de um tema a que sou particularmente sensível porque tenho sido uma perfeccionista e tenho sofrido bastante por assim ser.

Hoje em dia, esta característica em mim, esta forma de ser, está atenuada. Tenho feito um longo, tortuoso e delicado caminho de desenvolvimento pessoal e, com muitos tombos e recuos, quedas e descobertas, tenho conseguido libertar-me dessa prisão que é ser um perfeccionista!

O que é um perfeccionista?

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O perfeccionista é aquele que rejeita tudo o que não esteja de acordo com a sua visão ideal, seja de amizade, seja de trabalho, seja de relação amorosa, seja de si próprio. Este tipo de pessoas cria rótulos para toda a envolvente e para si próprio, os amigos ideais são assim, a relação amorosa ideal é assim, o comportamento ideal perante determinada situação é assim, a pessoa ideal é assim. Tudo aquilo ou aquele que se distanciar desses rótulos torna-se inaceitável, é recusado e afastado. É por isso que os perfeccionistas são, normalmente, pessoas solitárias, cujas amizades são de pouca duração. É por isso que os perfeccionistas têm constantes desgostos e frustrações.

O perfeccionista está em constante sofrimento porque não consegue atingir os padrões irreais que ele estabeleceu para si próprio. Rejeita o fracasso, as emoções dolorosas e a realidade tal como ela é. Assim, estas pessoas rejeitam a sua própria existência, por ser imperfeita e lutam, incessantemente, para se tornarem perfeitos.

Para o perfeccionista só há um trajeto possível, a linha recta, tendo o seu foco inteiramente no destino/resultado. Não há satisfação ou prazer no caminho, não há alegria nem no sucesso. Aliás, o perfeccionista rejeita o sucesso porque é incapaz de o reconhecer. Sempre que consegue alcançar o que desejava a sua decepção é inevitável porque as suas expectativas eram irreais e o seu foco mantém-se no para além. Trata-se de um indivíduo que anda sempre em busca do seu momento perfeito, sendo totalmente incapaz de apreciar a viagem e o que vai encontrando e descobrindo.

O perfeccionsita vive no mundo dos 8 ou 80, é tudo ou nada e quando não consegue o tudo, então o sentimento é de fracasso. Com este pensamento, o perfeccionista procura uma vida de euforia constante, rejeitando os altos e baixos e os momentos de tristeza ou outras emoções dolorosas.

Esta recusa das emoções dolorosas é uma das características que maior repercussão tem nestes indivíduos, porque não lhes permite desenvolver a auto-estima. Ao rejeitar as suas próprias emoções, não se aceita enquanto ser complexo e rejeita a sua própria natureza.

O perfeccionista é, pois, um ser em constante agonia, em trabalho sobre-humano para alcançar a perfeição que tanto idealiza e que jamais conseguirá atingir.

Enquanto "perfeccionista em recuperação" acredito que a fé, enquanto esperança, é a melhor ferramenta a utilizar e é através dela que a liberdade pode, mais facilmente, ser conseguida.

Um livro muito interessante sobre este tema é o de Tal Ben-Shahar, Em Busca da Perfeição, editado pela Lua de Papel. Vale a pena ler. Farei um post com a minha opinião sobre o livro muito brevemente.




sexta-feira, 6 de março de 2015

Os hábitos

Ao escolher um Rumo de desenvolvimento pessoal, cedo percebi que um dos fatores-chave seria a minha capacidade para mudar hábitos. Só com esta capacidade poderia dar uma nova forma à minha vida e com isso crescer e transformar-me enquanto pessoa.

Mas a mudança de hábitos não é uma tarefa fácil. Alguns têm raízes profundas e estão de tal forma encaixados no nosso comportamento que nem damos por eles e muito menos pelas suas manifestações.
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Querer mudar um hábito de forma radical e rápida é um erro que a maior parte de nós comete. O processo de mudança de hábitos deverá ser feito de forma consistente e ponderada em "baby steps".

Algumas dicas:

- comece com pequenas alterações. Quando estas estiverem consistentes poderá iniciar outras, também, pequenas alterações até conseguir mudar o hábito por completo;

- se aliarmos o hábito, que queremos adquirir, a um gatilho, a sua aquisição torna-se mais fácil. Por exemplo, quero manter-me actualizada sem ouvir os telejornais, para isso preciso ler, diariamente, o jornal. Assim acciono o gatilho que ao ligar o computador pela manhã, leio o jornal on line;

- inicie o percurso de mudança de hábitos pelos menores, serão mais fáceis de atingir e conseguindo-o irá desenvolver a sua auto-confiança, munindo-se de força para hábitos mais complicados;

- vigie o seu discurso. Mantenha a atenção no discurso do seu pensamento e procure não alimentar frases desmotivadoras e auto-destrutivas;

- motive-se. Antes de iniciar uma alteração de hábitos certifique-se das razões que o impelem a fazê-la e da importância que estas têm para si;

- não procure mudar tudo de uma vez, o ideal será introduzir/alterar apenas um hábito de cada vez;

- prepare a sua envolvente para o novo hábito. Quer introduzir o hábito de uma alimentação saudável mas não preparou o seu frigorífico/despensa para isso?! Sem comentários!

- rejeite os ideais de perfeição e seja gentil consigo próprio. Irá falhar, mas reconheça-o como uma oportunidade de aprendizagem. Acarinhe-se e encoraje-se;

- desenvolva estratégias contra as fases de desânimo. Não se iluda, elas surgirão. Defenda-se antecipadamente;

- concentre-se nas consequências positivas do novo hábito.

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Nunca fui adepta do "tracking" de hábitos, como referi aqui, acho-o um sistema muito penoso no sentido de auto-controle e de policiamento, no entanto, quando se trata de um comportamento muito importante para mim e para o qual estou a ter muitas dificuldades em conseguir estabelecer, recorro ao sistema. De que se trata? Trata-se de um diário, de uma folha em que se coloca o hábito que se pretende adquirir e na qual se faz, diariamente, a verificação.

Exemplo, quero começar a fazer uma caminhada diária.

Numa folha excel escrevo o hábito caminhada e de seguida marco 21 células/colunas (está comprovado que a aquisição de um hábito leva cerca de 21 dias). Todos os dias faço o check se sim, foi cumprido, ou se não, não fiz a caminhada.

Este sistema é benéfico porque nos obriga a fazer um comprometimento connosco próprios e permite termos uma visão muito clara do percurso que já fizemos e que ainda temos para fazer.

Os hábitos existem no nosso quotidiano, quer tenhamos consciência deles ou não e são essenciais na construção das nossas emoções e pensamentos. Os hábitos são armas poderosas quando queremos mudar de uma existência passiva, para uma existência concretizadora e responsável.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Como tratas o teu corpo?

Há duas décadas que ando a lutar com o meu corpo.
Há duas décadas que procuro que o meu corpo tenha uma forma diferente da que tem.
Há duas décadas que fracasso e fico frustrada e desisto, que me animo e começo a lutar de novo, para novamente fracassar porque fico frustrada e desisto.

Mas um destes dias, cansada desta luta e desta frustração, dei conta de três perguntas importantes que tinha que fazer a mim própria:

- o que queres do teu corpo?

- o que tens feito pelo teu corpo?

- como tens alimentado o teu corpo?


Estas três perguntas, que fiz em silêncio enquanto olhava a minha pequena dormir, acordaram a minha consciência. Respondi-lhes com honestidade, com a máxima sinceridade e descobri, com surpresa, que eu estava a sabotar-me.

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- o que estou a querer do meu corpo não é possível, nem desejável. Tenho um corpo com uma certa estrutura e com já alguns anos. Não sou uma jovem de 20 anos, não posso desejar que o meu corpo seja de 20 anos. Já fui mãe. Tenho que aceitar as mudanças que ocorreram nessa altura.

- sou sedentária, não tenho qualquer atividade física e no dia-a-dia a única coisa que faço é subir até ao segundo andar pelas escadas, quer em casa, quer no trabalho. De resto, passo o dia quase todo sentada na minha secretária a trabalhar e ando de carro para todo o lado.

- tenho dado dietas, constantemente, ao meu corpo, privando-o de alimentos de que gosta e de que precisa para estar verdadeiramente nutrido. Depois desisto das dietas e dá-me uma "coisinha má" e ingiro uma quantidade absurda de doces e salgados. Enfim. Faço do meu corpo um acordeão de privação e demasia.

Concluindo, não tenho tratado o meu corpo, tenho-o maltratado.

Assim decidi.

- quero perder peso, sim, tenho mais 6 quilos do que deveria, mas não vou procurar nenhum milagre em tonificação, em músculos, em perda total de massa gorda. Os quilos vou perdê-los, sim vou. Mas lentamente.

- não irei entrar em nenhum ginásio, nem iniciar exercícios em casa que sei não irei dar continuidade. Vou deixar de ter uma vida tão sedentária. Vou reiniciar a minha prática de yoga, vou andar mais durante o dia, por exemplo, em vez de juntar todas as tarefas que exigem mobilidade numa só saída do gabinete (o que era excelente em termos de produtividade) vou sair por cada uma das tarefas (diminuo a produtividade mas aumento a actividade, enfim, são escolhas!). Cada uma destas saídas significará subir e descer 1 a 2 andares. Eu bem sei que é pouco. Mas vou começar por aqui e quando estiver consistente nos meus hábitos, reavaliarei a situação.

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- não vou fazer mais dietas. Vou iniciar um caminho de reeducação alimentar. Vou alimentar o meu corpo como deve ser. Vou tomar um pequeno almoço de cereais com leite e fruta (de que gosto bastante), vou fazer um lanchinho de manhã para não chegar ao almoço cheia de fome. Vou almoçar correctamente e com alimentos que me proporcionem prazer. Vou lanchar uma sandes a meio da tarde (não faço isto há séculos) para ficar bem disposta e ter menos fome e gula até ao jantar. Depois vou jantar correctamente, mas em menor quantidade. Ao sábado vou comer um doce, o que me apetecer, para procurar evitar que haja momentos de desespero por um doce.

Este é o meu plano. Bem sei, pouco ambicioso e com probabilidades de até engordar, não sei. Mas o que eu pretendo neste momento é que o meu corpo perceba que vou deixar de o maltratar e que eu crie hábitos mais saudáveis em termos de alimentação e actividade.

A mim...boa sorte!