quinta-feira, 28 de maio de 2015

Como organizar o dia de trabalho

A actividade profissional é uma esfera em que, quase todos, procuramos ser produtivos e eficientes. O brio profissional e a vontade de ser reconhecido como competente torna-se um imperativo para nos sentirmos bem.

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Não acredito que a faceta profissional, por si só, deva ocupar um espaço tão determinante nas nossas vidas. Acredito que é uma parte importante e que nela devemos dar o nosso melhor. No entanto, rejeito a ideia de que a minha competência seja avaliada apenas em termos profissionais. Há tanto na vida, que se não nos centrarmos tanto na parte profissional e nos dedicarmos também com o máximo esforço às outras esferas, a profissional será, por nós, entendida como mais uma e por esta relativização da sua importância, conseguiremos desempenhá-la com maior leveza de espírito e com isso, acredito, seremos mais capazes e mais competentes, porque estaremos menos pressionados e coagidos.

Mas divagações aparte, quando falamos de produtividade profissional surge sempre a pergunta: como devo organizar as minhas actividades? Bem, eu posso dar apenas a minha experiência, o meu exemplo. Já tive muitas formas de me organizar e fiquei na que estou agora faz algum tempo porque lhe tenho reconhecido grande eficiência.

Os meus instrumentos:

- agenda
- caderninho da to do list diária
- outlook - mail, to do list geral e alertas de actividades com data


Como me organizo:

Rotina da Chegada:
       Verifico agenda - introduzo na to do list diária    
       Verifico outlook (e-mail, to do list geral e actividades com data) - introduzo na to do list diária
                                   
Actividades Urgentes
Tarefas
Actividades Importantes
Actividades Rápidas

Rotina da Saída:
        Verifico o dia
        Planeio o amanhã - inicio a to do list

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A forma como organizo o desenrolar das actividades prende-se com o meu organismo. De manhã não posso entrar em trabalhos que exigem concentração porque é o momento em que estou mais enérgica e a minha mente divaga bastante. É portanto a altura ideal para fazer as tarefas, que são aqueles pequenos afazares que normalmente exigem deslocação, contacto com os outros e exigem muito pouca concentração. Claro que tenho que responder aos apelos urgentes, mas respondo apenas àqueles que são mesmo urgentes, aos restantes passo-os para as tarefas ou para os importantes, consoante o caso. Se me obrigo a concentrar em demasia de manhã, chego à hora de almoço totalmente esgotada e com pouca capacidade para produzir o resto do dia. Temos que respeitar o nosso organismo.

A seguir ao almoço (almoço muito cedo para que a parte da tarde seja a maior), quando o meu corpo não quer deslocar-se, quando a minha energia desceu e eu só quero é encontrar um cantinho para estar sossegada, é aí que me dedico às actividades importantes. Como não estou enérgica, a minha mente não tem vontade de se distrair e consigo longos momentos de concentração. É nesta altura que me dedico aos projectos, à reflexão, à análise e à concepção de ideias (com a criatividade menos apurada, as ideias passam a ser mais sólidas e ponderadas), documentos, enfim, de tudo.

Raramente deixo que as actividades importantes se aproximem da hora de saída. Não gosto de sair com a percepção de que deixei a actividade a meio e muito menos de sair mais tarde porque não consegui concluir o que estava planeado dentro do meu horário.

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Sou pouco flexível com o meu horário, quer de entrada, quer de saída. Tenho uma vida para além do trabalho e da mesma forma que não chego tarde porque cumpro a hora de chegada, também cumpro a hora de saída, porque assim estou a cumprir o horário de chegada à esfera do lazer/família.

Assim sendo, gosto de planear as actividades importantes para terminarem um pouco antes da minha hora de saída. Nesse período dedico-me às actividades rápidas, como seja organizar a papelada, o arquivo de algum documento, responder a um e-mail e verifico a to do list do próprio dia, dando início a do dia seguinte. Com este pequeno momento, que me demora por volta de 10 minutos, consigo fazer a manutenção da organização e do arquivo, consigo preparar o meu dia seguinte e consigo avaliar a minha produtividade. Se considerar que não fui tão produtiva como podia ter sido, procuro perceber a razão para evitá-la no futuro.

Há um coisa que gostaria de tentar, mas que ainda não consegui reunir coragem para fazê-lo. Gostaria de seguir o exemplo da Thais Godinho e estabelecer dois/três momentos do dia para verificar e responder a e-mails, enviando resposta automática a todos o que chegam informando qual o horário da leitura para não esperarem resposta mais cedo. Acho uma excelente ideia porque impede a interrupção e a expectativa dos outros de que ao e-mail se deve responder na hora.

Talvez um dia consiga!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Organização do espaço de trabalho


A organização do espaço de trabalho é determinante para a produtividade. Primeiro porque nos permite encontrar facilmente a informação que procuramos, depois porque a organização promove a concentração e, por último, porque nos ajuda a manter a serenidade. Se estivermos a trabalhar num local com muitos papéis empilhados sentir-nos-emos stressados porque por mais controladas que estejam as actividades, a nossa percepção será sempre a que temos muito que fazer.

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Se seguirmos os princípios do GTD, a organização do nosso espaço de trabalho será mais fácil de fazer e de manter e ajudar-nos-á a ter uma actividade profissional, também ela, organizada e com menos urgências e atrasos.

Assim, é indispensável ter:

Caixa de entrada – um espaço onde colocamos toda a informação/documentação que entra. Não a processamos, apenas a recebemos e colocamos naquele espaço. Isto permite que não interrompamos a actividade que temos em mãos e que consigamos saber qual a informação/documentação que ainda não processamos, para que não nos escape alguma coisa urgente.

Agenda – este é o item mais importante da organização de qualquer actividade, a profissional não é excepção. Profissionalmente, prefiro uma agenda mensal. Visto que não tenho muitos compromissos, a agenda mensal privilegia a visão ampla e permite-me uma gestão de tempo mais coordenada. A agenda deve estar aberta para que possamos consultá-la facilmente. Por exemplo, quando é agendada uma reunião, se tivermos o hábito de ter a agenda ao pé de nós aberta é muito rápido responder se estamos disponíveis ou não e de agendá-la imediatamente, para evitar sobreposições embaraçosas.

Caderno com a To Do List – eu uso um caderninho porque não ocupa espaço, posso levá-lo comigo quando me desloco no trabalho e porque me ajuda a não sobrecarregar os dias. Se a minha to do list do dia ultrapassar uma página do caderninho, é um alerta para que estou a procurar fazer demais num dia só. Mas o suporte é uma opção, o que é indispensável é a existência de uma to do list ao pé de nós, cuja consulta e escrita seja rápida e acessível.
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Organizadores por tema – tudo é mais fácil quando temos uma referência para as áreas em que trabalhamos. Quando, por exemplo, estou debruçada sobre assuntos relacionados com a Qualidade é importante que eu saiba que tudo o que preciso está em determinado local. Eu uso as prateleiras verticais, porque dividem bem as áreas, ocupam pouco espaço e são facilmente manobráveis. Cada uma das prateleiras é uma área diferente da minha actuação, assim nunca estou perdida.

Espaço de On Going – Tarefas – Para este fim também uso uma prateleira vertical. Aqui coloco tudo o que diz respeito a tarefas e que se encontra em On Going. Quando vou fazer a minha to do list já sei que tenho que olhar para este espaço e ver o que preciso fazer no dia em questão. Para aqui vem tudo o que processo da caixa de entrada e não pode ser feito imediatamente.

Espaço de On GoingProjectos – Também aqui uso uma prateleira vertical, realmente sou uma grande adepta, porque é um objecto que individualiza bastante cada divisória e não polui visualmente. Neste espaço coloco as pastas dos Projectos. Por projectos entendam-se actividades que exigem vários momentos de execução. Por exemplo quando apresento uma proposta, coloco-a nesta prateleira, dentro de uma pasta com a denominação da proposta. Assim, será muito fácil aceder-lhe quando a chefia me questionar ou quiser reunir sobre o assunto. Esta prateleira tem então várias pastas, cada uma com um projecto individual, bem identificado.

Espaço Operacional – Aqui ficam os instrumentos de escritório (incluem-se os amigos post’it) mais utilizados para que estejam à mão. Os restantes deverão estar guardados dentro de um armário ou gaveta de modo a não poluírem a visão e não atrapalharem a actividade. Nada menos produtivo do que estar a analisar documentos e não ter espaço para colocá-los em cima da mesa porque esta está atafulhada por fita-cola, furador, etc, etc.

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Arquivo – um bom sistema de arquivo que seja funcional e que não esteja à vista, para evitar ruido visual. O arquivo é uma actividade que normalmente fica para 2º plano, por isso opto por ter uma prateleira vertical (sou mesmo adepta, arre!) onde coloco tudo o que é para arquivo. Assim já sei, se não está no arquivo, como deveria estar, estará nesta prateleira. Se fosse perfeita, esta prateleira não existiria. Mas como não sou, tenho que ter uma estratégia para ultrapassar esta minha dificuldade (detesto fazer arquivo, é aborrecido!)


Um suplemento é a minha área pessoal. Este é um espaço que depende da personalidade de cada um. Há uns anos atrás eu não tinha qualquer objecto pessoal no meu espaço de trabalho. Hoje em dia tenho. Criei um pequeno espaço, num cantinho da minha secretária onde coloco o meu telemóvel, fotografias da família e imagens motivacionais, e três itens com muito significado pessoal para mim, que me trazem recordações felizes. Este espaço é para mim o meu espaço de reposição de energia e ajuda-me a manter focada no meu Rumo Pessoal, lembrando-me que eu não sou uma série de pessoas, sou apenas uma e todos os meus diferentes aspectos devem estar em harmonia e bem integrados.


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Mudança

Muitos de nós vivem com o desejo constante da mudança, sem que, no entanto, tenham conseguido efectivá-la. Porquê? Porque a mudança é difícil de levar a cabo, porque exige aprendizagem e dedicação de tempo a praticá-la.
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Em primeiro lugar temos que identificar em nós próprios as situações que nos levam a querer mudar, procurando perceber a relação causa-efeito. Depois precisamos tomar contacto com o que no passado estruturou o nosso comportamento e identificar a emoção predominante que nos prende a ele. A partir daqui há que gerar novas crenças e adequar o comportamento ao que desejamos.

Assim sendo, todo este processo ocorre através da alteração de comportamentos mentais. Só alterando os nosso hábitos mentais, poderemos alterar o nosso comportamento.

 O que é necessário para implementar uma mudança?

É preciso:

- tomar consciência do que queremos mudar (sem subterfúgios ou divagações), do porquê e de quando.
- planificar a mudança (estabelecer etapas para tornar efectiva a mudança, de modo a que não seja uma obra impossível - pequenos passos).
- identificar possíveis obstáculos (nas nossas emoções; nos nossos hábitos; na nossa envolvente) e criar estratégias para ultrapassá-los.
- prepararmos-nos para a mudança (investir na motivação, na força de vontade e no pensamento positivo).
- responsabilizarmos-nos.
- simplificarmos o processo, encontrando uma rotina que promova o sucesso da mudança.


Mas atenção, tudo é falível, principalmente se partires para um processo de mudança a pensar que será rápido. A mudança é lenta, exige muita paciência e perseverança.

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Eu ando em processo de mudança há muito tempo. A procurar mudar os meus hábitos, o meu estado de espírito e a forma de perceber a vida e de vivê-la. Os primeiros tempos foram frustrantes, porque parecia que não conseguia fazer qualquer mudança. Parecia que estava presa naqueles hábitos de comportamento e mentais. Mas, devagarinho, fui conseguindo perceber o que me travava e conseguindo libertar-me e ir avançando na mudança que desejava, e desejo, para mim.

A caminhada continua, mas hoje já vejo tantas alterações que me alegro e me motivo mais facilmente.

Neste percurso, estou a procurar, agora, dedicar-me a um projecto que sonho desde pequena, mas que até há bem pouco tempo recusava pensar como sendo possível. Hoje, já tudo me parece possível, desde que eu tenha vontade e me dedique. Por isso e para que eu possa dedicar tempo ao "meu sonho" vou fazer uma pequena mudança no Blog. Passarei a publicar apenas dois posts por semana, à terça e quinta feiras.

Vou esforçar-me para iniciar o projecto e assim que seja algo real, escreverei qual o meu sonho e o que estou a fazer para concretizá-lo.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Hábitos Mentais

A investigação científica tem provado que a nossa atitude é determinada, essencialmente, pelo nosso próprio espírito, que, por sua vez, é moldado, desde cedo, pela envolvente social. As boas notícias são que, não obstante o molde aplicado, este processo pode ser revertido através do nosso esforço e vontade, nomeadamente através de um atento trabalho de vigilância aos nossos pensamentos; de procura por resultados positivos; e de aprendizagem de auto-valorização.

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Estes três eixos estruturais potenciam a vivência de emoções positivas, que por sua vez gerará uma maior força psicológica, um aumento dos nossos recursos internos, através da criatividade, um fortalecimento da nossa capacidade social e a melhoria do nosso estado físico.

Para procurar perceber como são os nossos hábitos mentais devemos procurar conhecer o nosso diálogo interno. Quais são os trilhos em que a nossa mente normalmente anda. O que pensas quando dizes "não estou a pensar em nada". Quando estás a fazer tarefas rotineiras e a passar o quotidiano em piloto automático. Nesses momentos, por exemplo, quando estás à espera numa fila para beber café, como é que a tua mente se ocupa?

Maus hábitos que levam à ansiedade e à infelicidade:
- imaginar confrontos
- imaginar situações más
- remoer sobre o passado
- julgar os outros

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Bons hábitos, irão permitir leveza de espírito e tranquilidade, proporcionando felicidade:
- viver o presente
- ser otimista
- ter esperança
- ter gratidão

Um dos primeiros passos a fazer é procurar silenciar a nossa mente, diminuindo o ritmo dos nossos pensamentos e prestando maior atenção ao presente.

O caminho é longo e exige persistência, mas é uma viagem fantástica e sem retorno. A nossa mente estrutura-se por hábitos e uma vez habituada a pensar positivo, dar-nos-á uma imagem muito positiva da vida, das pessoas e dos acontecimentos.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Preparar-me para o calor

A semana passada o calor esteve em força e com ele veio a leveza de espírito e a percepção de tudo ser possível e tudo estar em aberto. Pelo menos a mim o calor traz essa sensação. Os dias são grandes, acordo cedo e depois do jantar ainda há tempo para ir passear um pouco na rua. Não há pressa para ir para a cama. O bom tempo convida-me a fazer mais actividades e os dias tornam-se maiores e mais preenchidos.

A leveza da roupa aumenta a ideia de liberdade e o espírito acompanha esta revolução e expande-se.
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Para aumentar todo este enorme e fantástico "mundo livre" eu tenho ainda alguns truques, na sua maioria ligados com a organização e gestão da vida familiar.

1 - Mudo as roupas no roupeiro (guardo as de inverno e coloco as do tempo quente bem visíveis)

2 - Faço o mesmo com os sapatos

3 - Adapto as rotinas da casa e da família à mudança de tempo (a happy hour passa para espaços aberto como parques infantis; jardins; praia; a seguir ao jantar ainda há tempo para ir um bocadinho à rua brincar; a actividade familiar passa a ser em espaços ao ar livre; ao fim de semana acordamos mais cedo para termos mais tempo para viver)

4 - Adapto a ementa semanal (as refeições passam a ser mais ligeiras e frescas)

5 - Planeio as férias e os passeios de verão

6 - Dedico-me a hobbies de ar livre

7 - Procuro mudar os hábitos mentais (como o sol passa a iluminar os nossos dias a nossa disposição melhora e cria-se o momento ideal para alterar os nossos hábitos mentais, procurando uma postura mais positiva. É como apanhar boleia da natureza e revigorarmo-nos, deixando florir uma nova atitude mental). Como? Fica para o próximo post. Ok? Até lá!


sexta-feira, 15 de maio de 2015

Gratidão

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Mais do que viver a exigir algo da vida, a nossa existência ganha sentido quando nos sentimos gratos pelo que a vida nos proporciona.

Qualquer situação tem um enorme potencial para contribuir para o nosso desenvolvimento, o único obstáculo que enfrentamos para a visão positiva da vida é a nossa própria perspectiva e as expectativas que criamos em relação às situações e às pessoas, que nos levam a julgar as situações como más e inaceitáveis.

Se tivermos a coragem de derrubar as nossas próprias limitações, questionando o nosso sistema de crenças e optarmos por não fantasiar sobre o que deveria ser feito, mais facilmente conseguiremos discernir os presentes maravilhosos que os outros e a vida nos dão e esta percepção irá gerar em nós a emoção da gratidão, aumentando os nossos momentos de felicidade.

A gratidão é uma emoção muito importante na medida em que nos dá uma perspectiva positiva da vida, aumentando a nossa capacidade de reagir positivamente aos acontecimentos, mesmos aos mais adversos.

Mas esta gratidão não nasce da comparação com os outros, mas da nossa consciencialização das "coisas boas" que temos na vida e que, por costume, não temos capacidade para apreciar. Podemos sentir gratidão quando ouvimos a nossa filha a rir na sala ao lado enquanto vê os desenhos animados. Assim como, podemos nos sentir gratos por termos a oportunidade de ver um maravilhoso pôr-de-sol. É só estar atento e livre de preconceitos e serão milhares os motivos para estarmos gratos.

Quando a gratidão se tornar num hábito, a nossa capacidade para a generosidade aumenta e esta está totalmente ligada ao amor. O amor, o amor verdadeiro não tem correias nem obstáculos. O amor verdadeiro não tem expectativa, aceita o que é dado, sem julgamentos. Quando deixamos que o amor fale, através da gratidão e da generosidade, a nossa alma é alimentada por dentro e pelo dar. As expectativas diminuem e com elas as frustrações e o bem-estar aumenta e com ele a felicidade.

Se não tens o hábito de agradecer, procura teres contacto com essa emoção. Durante uma semana, todos os dias agradece por alguma coisa da tua vida que seja importante para ti e verás a diferença no teu estado de espírito e na tua capacidade para ver o lado bom de tudo e de todos.

Eu? Eu estou grata por poder escrever neste blogue e por saber que com ele consigo transmitir o que vou aprendendo.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Diário de Vida

Sempre ouvi falar das maravilhas de ter um diário, no entanto nunca fui capaz de o manter. De fato não gosto de escrever os meus pensamentos íntimos, nem as emoções que vivi e o que elas significaram para mim, parece que ao transportá-las para o exterior estou a negligenciá-las. Com certeza que existe algum significado psicológico nisto, há sempre.

Apesar de não gostar de fazer um diário, reconheço que é importante registar o nosso dia, principalmente quando nos empenhamos tanto no desenvolvimento pessoal como eu procuro fazer. Mas para este objectivo, o registo de dia deve ter em conta, não tanto as minhas emoções, ou percepções, mas mais aspectos concretos que eu consiga, posteriormente, analisar e compreender.

Assim decidi fazer um Diário de Vida no qual faço o "Tracking" de Hábitos, o Momento da Gratidão, o Foco do Dia, a Verificação das Rotinas Semanais e uma To do List.

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"Tracking" de Hábitos: como escrevi aqui, teoricamente não sou grande adepta deste instrumento, mas confesso que tem tido uma relevância muito grande na minha capacidade de concretizar o meu Rumo Pessoal e manter-me bem direccionada, nomeadamente, durante o decorrer dos dias, "forçando-me" a manter o Rumo. Como tenho que fazer a verificação em cada momento que estabeleci como importante, muito facilmente verifico se estou a cumprir os meus intentos e me obrigo a manter a direção

Momento da Gratidão: a gratidão é uma peça fundamental para um espírito leve e alegre, abordarei este tema no post da próxima sexta-feira. Para mim, expressar a gratidão tornou-se uma necessidade, não apenas para manter o espírito são, mas para eu própria ser obrigada a reflectir sobre o que tenho na vida e o valor que isso tem na minha vida. Assim, todos os dias, antes do pequeno almoço, faço uma introspecção e escrevo no meu Diário, um ponto da minha vida pelo qual estou grata. É fascinante verificar que quando reflectimos e nos obrigamos a escrever, muito facilmente conseguirmos encontrar muitas coisas pelas quais estamos gratos e assim a vida parece tão mais maravilhosa.

Foco do Dia: após escrever o meu momento de gratidão, passo ao Foco do Dia. Neste ponto escrevo de forma objectiva e sucinta no que quero manter o foco naquele dia que está a começar. Pode ser em manter-me tranquila, ou me concentrar no trabalho para conseguir produzir bastante, ou manter-me alegre, ou dedicar atenção a alguém. Enfim, este foco está relacionado com aquilo que considero relevante para a minha vida e que será a prioridade das minhas acções naquele dia.

Verificação das Rotinas Semanais: este espaço do Diário serve o propósito de, logo cedo no dia, eu ter uma visão do que preciso fazer para manter a continuidade da organização e para poder usufruir de uma sensação de realização sempre que dou por completa uma das rotinas.

To do List: esta serve de complemento à agenda do Google Calendar e permite-me o mesmo que a Verificação de Rotinas Semanais, ou seja, através dela consigo planear o dia, antes do pequeno almoço e manter uma indicação do meu comportamento, ou seja, se estou a ser concretizadora ou procrastinadora.

Este é o meu Diário de Vida e tem-me ajudado bastante. E tu, tens um?


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segunda-feira, 11 de maio de 2015

As minhas rotinas

Sempre fui uma pessoa organizada, no entanto com o nascimento da  minha filha aquilo que eu exigia de mim própria aumentou e, consequentemente, aumentou o meu interesse em evoluir a minha organização pessoal.
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A realidade de continuar a trabalhar, de o fazer a 30 quilómetros de distância de casa e de não poder ausentar-me do local de trabalho durante o período de almoço, para fazer compras ou alguma outra tarefa, reduzia o tempo disponível para gerir tudo e poder, ainda, ter tempo de qualidade com a família.

Para mais, cedo percebi que não me podia anular e se bem que iria dedicar-me de alma e coração e fazer da minha filha a minha prioridade máxima, os meus interesses tinham que continuar a ser valorizados.

Para conseguir tudo isto e manter-me sã, sem stresses exagerados, procurei estabelecer rotinas que me permitissem planear, gerir e manter a nossa vida com harmonia, funcional, alegre e simples.

De início não foi fácil. Primeiro tive que identificar o que queria englobar na nossa vida e o que era dispensável. Tive que estabelecer prioridades. Depois fui testando rotinas até encontrar a forma que mais se adequava a nós. Quando encontrei aquela que melhor funcionava para as nossas intenções, escrevi to do list em post'it e colei-os nos locais visíveis e muito acessíveis. Entrei depois na fase de criar o hábito da sequência de tarefas que tinha que executar. Muitos dias fiquei extenuada porque andava como uma barata tonta a fazer as coisas e depois a olhar para as listas. Mas tudo progrediu e hoje já não tenho as listas, o hábito foi criado e já se encontra enraizado de modo que faço tudo em piloto automático.

Quais são as minhas rotinas?

Rotina da Manhã (serve para garantir que a manhã passa tranquila e que todos levamos o que é preciso para o trabalho/infantário)
- Yoga/Exercícios (este momento da rotina está um pouco instável, este inverno e início de primavera foram terríveis para a minha amiga rinite e não fui capaz de manter a actividade física estável)
- Tratar do corpo (incluí banho, vestir e maquilhagem)
- Tratar mente (Roteiro de Vida explicarei no post seguinte)
- Fazer lancheiras (todos levamos lanche e eu também levo marmita)
- Acordar filha
- Pequeno almoço
- Arranjar a pequena

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Rotina da Tarde (permite encontrar tempo para estar em lazer diário com a pequena e ainda fazer o que é preciso)
- Happy Hour (altura em que vou buscar a pequena e temos tempo de lazer a fazer o que nos apetece, 1h mais ou menos todos os dias - afinal é a minha prioridade)
- Banho da pequena
- Preparar lancheiras (coloco tudo o que é preciso de lado)
- Preparar roupa (coloco a roupa escolhida para o dia no local onde eu me visto e onde a pequena se veste)
- Jantar (tudo o que está relacionado com o jantar)
- Preparar jantar de amanhã (ponho a descongelar o que vou precisar para fazer o jantar do dia seguinte)

Rotina da Noite (serve para garantir que a noite é tranquila, que ajuda a repor energia e é passada em família)
- Higiene (após o jantar há que tratar da nossa higiene)
- Brincar (após o jantar estou com a pequena cerca de 1h a brincar ou a ver desenhos)
- Deitar a pequena
- Momento Zen (meditação, leitura, oração, enfim, aquilo que melhor me souber para relaxar)

Rotina de Segunda-Feira (com ela procuro manter a semana planeada, caso surjam vontades diferentes não hesito em não cumprir nada do que tinha planeado, esta rotina serve para ajudar a ter ideias, não prender-me ao que planeei)
- Planear semana (incluí ver a programação desportiva para o marido conseguir manter o seu hobby de televisão, encontrar ideias para a happy hour diária com a pequena, planear a actividade familiar de domingo)

Rotina de Sexta-Feira (esta rotina serve para garantir que a semana seguinte, no que diz respeito às necessidades, decorre de forma tranquila)
- Fazer a Ementa Semanal
- Fazer a Lista de Compras Semanais
- Rever Semana
- Rever To Do List
- Planear próxima semana

Rotina de Sábado (permite que eu tenha tempo para contribuir para a comunidade, para a gerir a casa e para o lazer)
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- Limpeza da casa
- Voluntariado (faço voluntariado a partir de casa e uso o período da sesta da pequena para poder dedicar duas horas semanais a esta actividade)
- Tempo de lazer

Rotina de Domingo (garante momentos em família e que a semana seguinte não terá sobressaltos)
- Actividade familiar fora de casa
- Spa em casa
- Passar a roupa a ferro
- Preparar as malas e a roupa (ao domingo escolho a roupa que eu e a pequena vamos usar nos 5 dias úteis da semana, separando-a; preparo as mochilas da pequena para a escola, para o ballet e para a natação)

Rotina Mensal (é uma imagem macro de como tudo está a correr)
- Verifico o planeamento financeiro
- Faço a lista das compras mensais (para a semana ficam apenas os frescos e os imprevistos)
- Faço a radiografia do mês (reflexão sobre o meu Rumo Pessoal e como o que fiz nesse mesmo mês contribuiu ou não para ele)

Bem sei que parece uma loucura, mas na realidade não é. A partir do momento em que consegui que todas estivessem estabelecidas e se tivessem tornado um hábito, o piloto automático entra em acção e tudo fica em harmonia e sente-se o bem-estar em casa.

Mas atenção, o piloto automático facilita mas não é uma boa coisa. Nem tão pouco o multitasking. Quer um, quer o outro, retiram-nos a consciência e o usufruto do momento e por conseguinte afastam-nos de nós próprios e da nossa existência. Há por isso que ter cuidado e procurar manter a atenção plena quando estamos a desenvolver as nossas rotinas.

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Eu tenho esforçado-me muito para não cair na armadilha da rotina e do piloto automático e tenho procurado desenvolver a consciência plena, como? Por exemplo, quando tiro a maquilhagem, que faz parte da rotina da noite, não o faço automaticamente. Esforço-me por sentir a frescura dos produtos que uso, admiro as particularidade do meu rosto, descubro-lhe pormenores todos os dias, sinto a dureza dos ossos e a suavidade do pescoço, ao mesmo que descubro e aceito a minha pele menos elástica e a chegada das rugas.

Este momento tornou-se mágico. Tirar e colocar a maquilhagem todos os dias, de noite e de manhã, tornou-se uma meditação e um exercício de amor próprio. Assim consegui incluir o pesadelo de colocar maquilhagem em dias de correrias, numa rotina bem oleada e transformá-lo num momento zen e de amor comigo própria.

;-) até!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

A viagem no tempo

Uma das grandes ambições que tenho é a de viver uma vida consciente da sua importância e da relevância de cada um dos seus momentos. Mas a vida quotidiana está cheia de armadilhas e o corre-corre é por vezes tão grande que se torna difícil observar o momento e reflectir sobre a importância do que estamos a fazer com a nossa vida.

Esta absorção que as rotinas e o stress diários fazem da nossa atenção é silenciosa e quase imperceptível. É por isso mesmo que é importante que tenhamos à nossa mão um bom conjunto de exercícios que nos ajudem a perceber o caminho que estamos a percorrer. Estes exercícios serão tão mais eficazes se os fizermos com regularidade e não apenas quando damos conta de que estamos desviados no nosso trajeto. Aliás, se concordarmos que o poder silencioso do quotidiano sobre a nossa consciência é grande, então mais facilmente verificamos que os exercícios devem ser feitos regularmente por forma a impedir o desvio de se iniciar.

Um dos exercícios que mais aprecio é o de viajar no tempo.

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De que se trata? Trata-se de uma profunda viagem dentro de nós próprios.

Como?

Assim:

Imagina-te no futuro. És tu, daqui a uns anos, talvez daqui a 10 anos, talvez daqui a 20 anos, talvez daqui a 40 anos. Pára um pouco e enquanto és essa pessoa do futuro responde a 4 perguntas:

- O que gostarias de ter feito com o teu tempo e não fizeste?

- Com quem gostarias de ter passado tempo e não passaste?

- O que gostarias de ter feito por ti próprio e não fizeste?

- O que fizeste que gostarias de não ter feito? (a esta pergunta não respondas em forma crítica, apenas percebe o que andas a fazer que não está alinhado com quem queres ser no futuro e que não te realiza no presente)

Depois de respondidas, estas perguntas são a chave para um presente consciente e responsável. A partir daqui não serás novamente vítima. A partir daqui serás responsável pela tua vida.


quarta-feira, 6 de maio de 2015

A importância das perguntas certas

Como já tenho dito, o que por vezes me atrapalha e levanta dificuldades à concretização das minhas intenções é a minha própria facilidade em me distrair.

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Já há bastante tempo que me consciencializei deste problema mas não tem sido nada fácil ultrapassar o obstáculo.

Tentei várias medidas, principalmente voltadas para o compromisso comigo própria, mas nenhuma delas tem sido eficaz.

Cansada de tantas expectativas e tentativas frustradas obriguei-me a reflectir sobre o assunto, fazendo-me algumas perguntas para perscrutar se se trata de um obstáculo mental ou comportamental.

Assim:
- porque é que te interessas tanto por novidades?

- porque é que não consegues cumprir o compromisso?

A partir delas surge o diálogo comigo própria:

- porque é que te interessas tanto por novidades? porque me estimulam. E porque achas que te estimulam? Porque aumentam o meu conhecimento e competências, porque me fazem crescer e evoluir.

- porque é que não consegues cumprir o compromisso? porque quando o cumpro fico triste e desanimada. Porque achas que assim é? Porque me impede de acrescentar coisas novas à minha vida e à minha mente. E isso é importante para ti? Sim, é. Muito. Sem isso estagno e sinto que desisti de mim própria. deixo de viver.

Foi assim que descobri que não podia evitar aquele obstáculo, porque mais do que um obstáculo, a facilidade com que me distraio e com que me perco em novos conhecimentos é uma parte essencial de mim própria. Nela alimento a minha mente e a minha experiência de vida.

Perante esta descoberta, a minha ação muda radicalmente de sentido e deixo de procurar aniquilar aquela faceta. Passo a aceitá-la como parte integrante de mim própria e tomo-a como essencial no planeamento das minhas atividades e caminho.

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Deste modo, aquilo que à partida eu estava a considerar como um obstáculo passei a incorporar no pilar Realizar-me, que congrega as atividades que contribuem com significado para a minha vida.

Uma reviravolta mirabolante, sim é verdade. Fico sempre impressionada e por isso resolvi partilhar.

Com este post procurei transmitir duas coisas:

Em primeiro lugar dar um exemplo da importância da auto-reflexão e de como muitas vezes os nossos intentos não estão alinhados com a nossa essência e como isso pode contribuir para o nosso mal de alma.

Depois, quis dar um exemplo da forma como podemos construir um diálogo interno, procurando através das nossas próprias perguntas perceber o nosso inconsciente.

Também o fazes? Se não o fazes ainda, experimenta! O nosso inconsciente é um mundo fascinante.


segunda-feira, 4 de maio de 2015

A tão desejada felicidade

Quando procuramos acertar o nosso rumo com as nossas intenções de vida aquilo que procuramos é a felicidade.

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A felicidade pode ser tudo e encontrar-se no pouco. A felicidade é subjectiva e pessoal. No entanto aquilo que nos faz feliz tem obrigatoriamente que estar em contacto com as pessoas que somos e não pode estar desligado das nossas emoções e daquilo que nos alegra e faz vibrar.

Neste caminho, para encontrarmos a nossa rota pessoal para a felicidade, há exercícios que nos podem ajudar a compreender aquilo que estando dentro de nós não nos é tão fácil de ver.

Nos dois posts seguintes, que publicarei na quarta e na sexta-feira, falarei de dois exercícios que considero relevantes e muito eficazes.

Hoje, gostaria de deixar alguns pontos que me parecem fundamentais para quem se preocupa com a sua própria felicidade, a procura construir e se responsabiliza pelo caminho que percorre nesta vida.

É fundamental:

- Dedicares tempo: é preciso que ocupes algum tempo, diário ou semanal, para te dedicares ao que procuras.

- Preparares-te: é preciso que procures focar-te e consciencializares-te sobre o que queres.

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- Conheceres a tua fonte de energia: é preciso que saibas o que gera em ti energia, poderá ser conversar com os amigos, ou ver o mar, ou uma massagem. É fundamental que tenhas este conhecimento para que possas repor as tuas energias sempre que te sintas fraco.

- Manteres-te conectado: somos indivíduos mas dificilmente conseguimos viver isolados. É importante que te conectes com os outros, mas essa  conexão tem que respeitar a tua individualidade, por isso antes de mais tens que te conectar contigo próprio.

- Trabalhares as tuas dificuldades: do esforço sobre as nossas dificuldades poderão surgir competências e habilidades que nos permitam um caminho mais harmonioso.

-  Iniciares o caminho: não adianta teres o plano feito e não o começares. Não caías no engano do querer ser perfeito e de procrastinares à procura do momento certo. Começa e depois realinha-te se considerares conveniente.

E já agora...saboreia o processo e vive o momento.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Obstáculos à motivação

No post anterior escrevi sobre dicas para manter a motivação. Hoje quero falar de obstáculos à motivação.

Ou seja. Nem sempre conseguimos, por muito que nos apliquemos e por muito que sejamos disciplinados e dedicados, manter a motivação. Há fatores que contribuem decisivamente para esta falta de motivação. É importante conhecê-los, pois a partir deste conhecimento poderemos evitá-los, principalmente porque se tratam de obstáculos comportamentais.

Vamos lá, então.
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O que deves evitar se queres a tua energia e motivação no máximo:

1. Quereres ser perfeito - este ponto nem precisa de comentário. Já muitas vezes me referi a esta pedra no sapato de muita gente. A perfeição não existe como a entendemos na teoria. Somos perfeitos quando somos verdadeiros e quando as nossas acções estão alinhadas com o nosso íntimo. Tudo o resto é um ideal tóxico.

2. Comparares-te com os outros - a comparação é, para mim, a maior doença social que existe atualmente. É por ela que as pessoas são cada vez mais consumistas e menos conectadas consigo próprias e com os outros. É por ela que somos cada vez mais insatisfeitos e frustrados. A comparação com os outros gera a inveja (que nos polui emocionalmente) e afasta-nos das nossas verdadeiras necessidades e vontade. Deixamos de ser nós, para queremos ser como os outros são.

3. Baixa auto-estima - se não nos dermos valor e não acreditarmos em nós próprios como podemos ser alegres e gerar a energia que é preciso para agir e assim motivarmo-nos? (não te esqueças a motivação vem da ação e não ao contrário)

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4. Seres demasiado ambicioso - quando traçamos metas demasiado elevadas e impossíveis de realizar, criamos o ambiente ideal para a frustração e para a desmotivação. Não conseguir realizar o que nos propusemos gera em nós um sentimento de desânimo e de desagrado connosco próprios. Por isso, é preferível procurar atingir pouco e conseguir um passinho de cada vez.

5. Não teres convicção no que queres - pudemos ter o plano bem traçado e até sabermos porque queremos aquilo, mas se aquilo não estiver de acordo com a nossa convicção, se não for uma vontade de íntimo, muito facilmente a abandonaremos.

6. Não teres qualidade de vida - se não cuidares de ti, fisica e emocionalmente, não conseguirás gerar a energia e forças necessárias para conseguires agir. Dorme as horas que o teu organismo precisa, alimenta-te de forma saudável para garantires energia e não indolência. Se viveres emoções negativas e se as alimentares, irás enfraquecer o teu espírito e não conseguirás lutar por aquilo que desejas.



Tudo vence uma vontade obstinada, 
todos os obstáculos abate o homem que integrou na sua vida o fim a atingir e 
que está disposto a todos os sacrifícios para cumprir 
a missão que a si próprio se impôs.
Agostinho da Silva