terça-feira, 30 de junho de 2015

Pilar | Viver o Agora

Perceber a importância do Viver o Agora foi o ponto de viragem para mim.

Eu vivia com ansiedade, em piloto automático e sempre cheia de ruído no pensamento. Orgulhava-me da minha capacidade racional e analítica. Decompunha tudo em raciocínio e rejeitava tudo o que não fosse fruto de demorada reflexão e que não surgisse da dialética.

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Até que um dia fui abençoada por um momento de lucidez. Quando fiquei grávida e a minha filha nasceu percebi que tudo o que eu não vivesse durante o seu crescimento eu nunca poderia repetir. Quando não fazemos um workshop num determinado momento, poderemos fazê-lo mais tarde. Não encontraremos as mesmas pessoas, nem a mesma circunstância mas poderemos levá-lo a cabo. Com a vida dos nossos filhos isso não é possível. A Íris só terá 2 anos uma vez. O seu primeiro passo não se repetirá. O seu primeiro sorriso não ocorrerá novamente. Aquele mimo que ela precisa depois de uma briga com a coleguinha de creche não pode ser protelado, para bem da sua auto-estima e da sua auto-confiança.

Quando percebi isto, percebi a magia da vida para mim. Viver o Agora. Claro que viver o agora pressupõe haver um planeamento e uma organização prévia da vida de modo a que o nosso quotidiano não seja caótico e congestionado de urgências, que não o seriam se tivéssemos planeado.

Mas Viver o Agora é aceitar e usufruir. Viver o Agora é optar por sentir, em vez de pensar.
Experimenta este exercício: faz uma atividade como se não tivesses cabeça. Basta andar. Imagina-te sem cabeça e “vê” tudo à tua volta com o coração. A primeira tentativa vai parecer ridícula e terá pouco efeito, mas se persistires verás do que estou a falar.

A grande fonte para a ansiedade geral, que se vive hoje, é a nossa revolta e a luta constante que damos a tudo o que não está acordo com o que pensamos. Mas de que vale tudo isso? De que vale uma luta se mesmo que a ganhes por dentro te sentes um perdedor, angustiado e em constante stress?

A âncora para o viver o agora é aceitar. Aceitar o fluir da vida, tal como ele ocorre. Sem análise, sem batalhas, sem condições. Aceitação.
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Esta aceitação é para tudo o que acontece e para todas as pessoas que surgem na nossa vida, mas é em primeiro lugar para nós próprios. Aceitarmos o que somos, o que fazemos e o que pensamos. Não adianta lutarmos contra os nossos pensamentos, eles só ganharão mais força. Devemos aceitá-los e observá-los. Não julgá-los como sendo bons ou maus. Observá-los como algo exterior a nós. De fato eu acredito que nós não somos o nosso pensamento. O nosso pensamento é o produto do funcionamento do nosso cérebro que é uma máquina de processamento. Por isso o que pensamos não é o que somos.

Sugiro que reflitas sobre a similitude dos pensamentos e dos sons. Os sons vêm, tu ouves e deixa-los ir com a maior naturalidade. Se fizeres o mesmo com os pensamentos eles chegam e partem com a mesma suavidade e irrelevância dos sons. Experimenta observar os teus pensamentos como se eles fossem sons. Verás que são pouco importantes para o que tu realmente és.

Quando interiorizei estas ideias, foi como se tivesse germinado em mim uma semente. A semente da compaixão. Compaixão por mim, pelas minhas dificuldades, pelos meus pensamentos mais obscuros. E quando senti compaixão por mim, vi que os outros são como eu e passei a ter compaixão pelos outros. Passei então a viver o agora com compaixão e alegria. Porque saborear a vida e os momentos é delicioso e dá-nos um sem fim de experiências profundas e maravilhosas que nos enchem o coração de felicidade. Porque viver os momentos maus não é traumatizante. É aceitar com naturalidade o fluxo da vida e mantermo-nos serenos na turbulência do momento difícil.

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Há um número infindável de técnicas, exercícios, instrumentos e ideias que podes seguir e adaptar a ti próprio para conseguires viver o agora. Mas para começar porque não tentas, simplesmente, quando lavas as mãos não o fazeres em piloto automático e viveres o ato em pleno.


Sente os músculos da tua mão e do teu braço a trabalharem para que consigas abrir a torneira. Observa como a água corre da torneira para o lavatório. Sente a água nas tuas mãos, deixa-a acariciar a tua pele. Coloca o sabonete. Sente a sua textura, sente o seu cheiro, sente a massagem que é esfregar as mãos uma na outra enquanto passas o sabonete. Depois vive o prazer de sentir o sabonete sair da tua pele pela força da água. 

Sim, podes dizer, é só lavar as mãos. Sim, digo eu, é maravilhoso lavar as mãos.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Pilar | Vida Saudável

Corpo são em mente sã. 

Esta é a ideia base do pilar Vida Saudável que defini para me ajudar a manter o foco no meu Rumo Pessoal.

Com ela pretendo manter estável o meu corpo, enquanto organismo que sustenta a minha existência. Não pretendo tê-lo perfeito, nem ter um corpo espectacular, nem fazer uma alimentação cheia de regras e restrições. O que procuro é ouvir o meu organismo nas suas manifestações, por vezes tão discretas, para perceber o que ele precisa para se manter capaz de eu existir com saúde e com energia para fazer as actividades que sinto como importantes.

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É, portanto, uma relação estreita, o corpo fala à mente o que precisa e a mente informa-me sobre o que é preciso para manter as actividades e a disposição saudável.

Sim. Eu distancio-me do corpo e da mente. Eu, eu propriamente dita, não me identifico nem com o meu corpo, que não é mais do que uma máquina bem oleada e de perfeita criação, nem com a minha mente, que não é mais do que um computador que transmite e processa informações. Mas eu não sou nem um nem o outro, eu sou a minha alma, o meu espírito, eu sou o que sinto através da minha energia.

Talvez por isto, para mim seja tão simples a ideia de ter de cuidar do meu corpo e da minha mente, para mantê-los sãos e, ao mesmo tempo, reconhecer que eu posso, percebendo-os, levá-los a uma performance excepcional para os meus intentos de vida.

Bem, assim sendo o que considero relevante no pilar de vida saudável?

Quando refiro que o meu foco se mantém neste pilar, como uma estrutura de apoio ao meu Rumo Pessoal, estou a querer significar que dou importância a:

- ter uma alimentação cuidada e de acordo com as necessidades do meu organismo e da minha mente, procurando retirar-lhe tudo o que constatar que não traz benefícios ou que prejudica (mas atenção não sou radical, o gelado não traz benefícios físicos, mas traz benefícios mentais, é agradável, dá prazer e pode ser um momento muito especial no meu convívio, por exemplo, com a minha filha. Nada como sair do trabalho ir buscá-la e sentarmo-nos num parque a deliciarmo-nos com um gelado antes da brincadeira começar.)

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- ter uma higiene cuidada (higiene corporal, higiene oral, higiene material - espaços onde estou habitualmente e coisas que tenho - , higiene mental. Sim, pois, higiene mental. De que serve termos tantos cuidados para não termos os dentes estragados, quando temos pensamentos totalmente poluídos? Se retiramos a questão da imagem, é preferível ter uma mente saudável e os dentes estragados do que o contrário.)

- promover o bem estar físico (acompanhamento médico regular, exercício físico e ar livre.)

- cuidar da hidratação, quer pelo consumo de líquido, quer pelos cuidados com a pele e com o cabelo (colocar creme na cara e no corpo, fazer uma máscara para o cabelo, tudo isto é hidratação e para mim são tudo cuidados básicos.)

- manter a alegria (este é o aspecto que mais esforço exige e com ele procuro ter sempre pensamentos positivos, manter a tranquilidade, ter um espírito flexível, dar importância aos pequenos pormenores e manter-me sempre consciente da gratidão que sinto por existir e pelo que a vida me tem dado.)

- respeitar o descanso que a minha mente e o meu corpo precisam (esta é a base fundamental de tudo. Preciso manter o descanso, quer em horas de sono, quer em momentos de pausa diária. Para isso é preciso escutar o que o corpo e a mente nos dizem, com muita, muita atenção.).
É assim. Estas são as traves-mestre do Pilar Vida Saudável. 

Poderia decompor cada uma delas em muitos pormenores, mas acho cansativo e desnecessário. Fica a ideia geral. 

Quanto às escolhas que tenho feito, com vista a este pilar, ficam para um post futuro, onde gostaria de articular todas as actividades a que me dedico para os quatro pilares, já que se articulam entre si.


Até lá.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Não quero ser especial

Quando escrevi sobre a importância do Rumo Pessoal, referi que, para mim, descobri-lo tinha sido um processo difícil e demorado. Mas que um dia, como o culminar de uma longa jornada de auto-conhecimento e de entrega pessoal, tinha conseguido perceber qual era o caminho que eu gostaria de percorrer. Foi sobre esta descoberta que defini os 4 pilares que, agora, são a minha bússola (aos quais irei dedicar os próximos posts), que me orientam e me ajudam a fazer escolhas e a tomar decisões.

Mas para perceber a escolha que fiz por estas quatro referências há que conhecer um pouco da essência da minha reflexão e daquilo com que me identifico. 

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Desde muito cedo que percebi que a minha ambição não estava de acordo com o comummente visto. Eu não ambicionava uma carreira maravilhosa, nem uma casa enorme, nem um ordenado de meter inveja. Eu não queria muito, eu queria uma vida pacata, meio despojada, com uma vertente muito virada para as relações humanas, para o conhecimento e para o contributo desinteressado.

No entanto, durante muito tempo, envergonhei-me por ser uma pessoa sem ambição. Pensava em mim como preguiçosa, desinteressada e conformada. Muitos me diziam "tens tantas capacidades e não fazes nada com elas!". Estes comentários chocavam-me e derrubavam a minha auto-estima. Eu não queria ser menos dos que os outros, mas sempre que tentava ser daquela forma, ambiciosa, entrava em crises de angustia e de isolamento. 

Até que um dia aceitei o que sou. Eu não quero ser ninguém especial, eu não quero ter nada de especial. Eu quero viver a vida, sentindo-a. Eu quero viver com os que me rodeiam, amando-os abertamente. Eu quero dar sem receber nada em troca, porque estou grata, muito grata, por tudo o que a vida me tem dado. Eu não quero fazer muito, mas quero fazê-lo com toda a alma. 

Deixo um pequeno excerto de um dos textos que me ajudou a chegar aqui. Onde estou hoje.



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Se uma pessoa se aceitar tal como é e usar as suas capacidades para desenvolver a criatividade - e todas as pessoas nascem com certas capacidades, determinados talentos e alguma criatividade será imensamente feliz apesar de não ser ninguém. Um indivíduo não tem de ser forçosamente feliz só porque se converteu no homem mais rico ou no homem mais poderoso do mundo. Estas são as noções infantis do homem primitivo, um fardo que temos carregado até aos dias de hoje. 
Eu gostava de lhe pedir: abandone as palavras «aceitação total». Substitua-as por palavras simples e sinta-se alegre interiormente. No momento em que se alegrar em si mesmo, toda a existência se alegra em si. Terá, então, alcançado a sintonia com a dança harmoniosa que acontece ao seu redor. 
Só o homem se desfez em pedaços, e o motivo por que se desfez tem que ver com o facto de querer ser especial. Se quiser ser especial, terá de aceitar algum tipo de loucura. (Osho)



quinta-feira, 18 de junho de 2015

Reflectir sobre Rumo Pessoal

Como já tenho referido por diversas vezes, não sou adepta de definir objectivos ou metas muito concretas. Penso que a vida está cheia de boas surpresas e que o nosso percurso nos vai trazendo as encruzilhadas que são importantes para o nosso crescimento.

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Esta ideia, a do fluxo da vida como algo interactivo, gera em mim a esperança de que todas as decisões que vou tomando serem determinantes e se assim é e se desconheço o que me surgirá amanhã, definir um objectivo hoje significa que estou a menosprezar a sabedoria da vida e do que ela me traz todos os dias.

No entanto não acredito em vaguear pela vida sem qualquer direcção e por isso mesmo escolhi um Rumo para seguir. Para ter consistência e uma estrutura que me ajude a não desviar a atenção do que quero, reconheci como fundamentais 4 Pilares que sustentam este Rumo, são eles:

# Vida Saudável

# Viver o Agora

# Simplificar-me

# Realizar-me

Os próximos posts serão sobre estes 4 Pilares. A minha intenção é a de reflectir sobre o que pretendo com cada um deles, qual a importância e significado que têm no meu Rumo Pessoal e "conversar" sobre o que tenho feito para concretizá-los.

Esta reflexão é, para mim, muito relevante na medida em que ao escolher o meu Rumo Pessoal eu consegui:

. reconhecer a minha própria identidade e com isso agir com coerência;
. alento no dia-a-dia porque passei a ter um propósito;
. assumir como minha a ideia de querer crescer e evoluir;
. ver reflectido e sempre perceptível tudo o que considero importante.

O Rumo Pessoal que escolhemos é tão mais importante quanto pode determinar a forma como vivemos a vida e como os outros nos reconhecem.

Há dias faleceu uma pessoa de quem eu gostava muito e enquanto nos despedíamos, surgiu uma sua amiga e disse-nos:

"Há uma frase que a Clotilde me disse que nunca vou esquecer, ela queria sair às escondidas e eu disse-lhe não faças isso e ela respondeu-me "porque não?". Nunca consegui responder à sua pergunta e nunca mais me esqueci da sua frase."

A minha tia Clotilde faleceu e deixou-nos, mas o Rumo de Vida que escolheu deixará marcas profundas no meu espírito e nas minhas referências pessoais. Para ela sempre foi um "porque não?" sem limites para descobrir e conhecer mais. Esta foi a sua escolha e viveu em coerência.
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terça-feira, 16 de junho de 2015

Um ano para crescimento espiritual

Este ano decidi que seria um ano de Concretização e tenho arregaçado as mangas e, no meu próprio tempo, devagarinho, tenho tomado decisões e iniciado actividades que desbravam o caminho que pretendo seguir.

Reiniciei a actividade de yoga e intensifiquei a prática da meditação. Iniciei alimentação seguida por nutricionista, com vista à reeducação alimentar e iniciei exercício físico. Dediquei-me ao voluntariado em ações pontuais e em compromisso fixo com uma instituição. Reduzi os meus compromissos e tenho vindo a simplificar, aos poucos para ser consistente, as minhas rotinas. Tenho procurado agir com significado no âmbito dos quatro pilares do meu Rumo Pessoal.
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Chegado ao meio do ano senti que tinha consolidada a atitude concretizadora, o que me deixou bastante feliz e motivada para continuar e aprofundar. Não quero sobrecarregar-me, nem ser demasiado ambiciosa e exigente, porque afinal o meu intento é o de este ano ser concretizadora na construção da minha tranquilidade emocional, quero ser mais desapegada dos interesses materiais

Assim decidi propor-me um calendário mensal de foco espiritual. O que é isto?

É assim: em cada mês dedico-me a uma ideia que me guiará na reflexão e na atitude durante todos os dias desse mês, assim:

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Junho - Tranquilidade 
Julho - Liberdade
Agosto - Alegria
Setembro - Flexibilidade
Outubro - Vontade
Novembro - Humildade
Dezembro - Amor
Janeiro - Autoconfiança
Fevereiro - Fé
Março - Paciência
Abril - Gratidão
Maio - Compaixão



O relacionamento dos meses e das ideias está interligado com a minha vida e com as exigências que cada mês traz para o meu bem-estar. Por exemplo, setembro é o regresso ao trabalho, após as férias, o retorno às rotinas apertadas, é o início do ano escolar com as actividades extracurriculares e toda a envolvente. Por isso, proponho-me a que nesse mês eu me dedique à flexibilidade, procurando ser flexível perante novas situações e novas exigências não enquadradas nas rotinas já existentes.

Também o mês de fevereiro é habitualmente muito difícil para mim. A falta de sol começa a ter a sua influência no meu estado de espírito, as exigências das datas festivas e dos compromissos de época começam a pesar-me e o cansaço começa a retirar-me a energia. Então para esse mês eu escolhi a Fé, reconheço que tudo tem o seu propósito e acredito que o que é, é porque deve ser.

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Este mês, junho, dediquei-o à tranquilidade, procurando manter-me tranquila em qualquer situação. É com esta ideia em mente que tenho observado a minha atitude perante as situações/pessoas e procurado desenvolver técnicas que me ajudem a manter a tranquilidade. A meditação e o yoga têm sido fundamentais, mas a regularidade da alimentação e as actividades prazerosas também têm contribuído decisivamente. A primeira porque me permitiu deixar de ter ataques de fome e gula e consequentemente de remorsos e culpa. Tenho-me mantido saciada e o meu organismo tem reagido de forma muito estável à alimentação regrada. A segunda porque me tem fornecido escapes ao cansaço e portanto à irritabilidade e tem permitido que usufrua da companhia de quem gosto e me dedique a actividades de fluxo, em que perco a noção do tempo.

Este é o meu calendário com vista ao meu crescimento espiritual. E tu tens um?


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Ideia para organização de mala.

Sou uma pessoa naturalmente organizada e sinto um bem-estar enorme quando consigo melhorar a minha organização pessoal.

Se por qualquer motivo me sinto nervosa ou confusa, um dos melhores tranquilizantes para mim é o ato de organizar. Não é de limpar, nem de arrumar. Mas o de organizar. Pode ser uma gaveta, pode ser a bagageira do carro ou mesmo o meu guarda-roupa. Qualquer coisa!

Acredito que o ato de organizar me transmita uma ideia, ainda que falsa, de controlo e de "tudo está no seu devido lugar". Sinceramente, não ligo muito ao facto de poder ser um estratagema psicológico assente em falsa percepção. Cada dia que passa racionalizo menos e procuro sentir mais. E se há uma coisa que eu sei me faz sentir melhor em momentos mais conturbados é o organizar. Por isso, bem...organizo.

Posto isto é escusado dizer que muitas das pesquisas que faço são sobre alternativas e ideias de organização. Gostei muito da que aqui deixo hoje. Considero o meu sistema de organização de mala bastante eficiente, quer no dia-a-dia, quer quando faço troca de malas, mas confesso que fiquei bastante tentada a experimentar a dica da Ana.

A partir de agora vou estar atenta às alternativas que existem à bolsinha que ela mostra, com certeza que a ideia poderá ser melhor adaptada às minhas necessidades. Ando sempre com água na mala e uma coisa que me aborrece é a garrafa andar sempre a cair, queria que ficasse presa, por isso se encontrar um bolsa com um suporte de velcro que sirva para segurar garrafas, para mim será uma maravilha!

Excelente dica Ana, inspirei-me!


terça-feira, 9 de junho de 2015

Viver o momento


“Qualquer homem que consegue conduzir com segurança enquanto beija uma linda mulher simplesmente não está a prestar a atenção que o beijo merece” 

Albert Einstein


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terça-feira, 2 de junho de 2015

Como posso aliviar o stress?

Vivi durante muito tempo assoberbada pelo stress. Não é que tivesse mais para fazer do que tenho hoje, pelo contrário, não é que tivesse menos tempo livre do que tenho hoje, pelo contrário, mas tinha a mente em stress e não conseguia lidar com isso.

Aos poucos fui descobrindo o caminho para me relaxar e conseguir viver o dia-a-dia sem o autoritarismo do stress.
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Antes estava sempre desejosa de um dia sem nada para fazer, a não ser relaxar e descansar, "curtir o dia". Hoje já não procuro grandes momentos, hoje aproveito os muitos pequeninos momentos que tenho diariamente e o curioso é que já não tenho necessidade de grandes momentos.

Pequenos momentos de relaxe são o segredo, pelo menos para mim.

Com a vida que tenho, filha, marido, casa, trabalho e restantes, pouco tempo tenho para estar sozinha, como sempre gostei. Gosto do silêncio, aprecio a melodia do silêncio e aprecio a liberdade da solidão. Antes, fechava-me em casa e nem o telefone atendia e mesmo assim, no fim do dia parecia que não tinha sido suficiente, porquê? Porque a mente não estivera quieta. Hoje em dia aproveito os 15 minutos que tenho entre deixar a pequena no infantário e a minha hora de entrada no trabalho para ficar sozinha. Às vezes faço um pequeno (muito pequeno mesmo, mas que me dá muita energia) passeio, ou fico sentada no carro a ler, ou faço uma pequena meditação ou fico, simplesmente, sentada no carro ou na rua a ouvir o silêncio da solidão.

Aproveito outros momentos do dia para me aquietar e me silenciar. Aproveito o período do almoço. Gosto de almoçar sozinha e, felizmente, o sítio onde trabalho tem uma sala reservada para quem traz marmita, como eu. Ali fico, durante os 30 minutos que tenho para almoçar. Como, procurando estar em atenção plena e fazendo-o o mais lentamente que consigo e estou comigo própria, observo a natureza que vejo pela janela, bonitas e frondosas azinheiras, ou, se a mente estiver muito irrequieta naquele dia, faço 5/10 minutos de meditação. E hurra, estou pronta para viver a tarde de trabalho com energia e boa disposição.
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Gosto, também, muito do momento em que me desmaquilho, como escrevi aqui, acho-o tão relaxante e tão íntimo que me deixa como um banho de imersão em sais de banho!!

São todos momentos em que antes nada fazia, em que não aproveitava em que não vivia o presente. Agora, aproveito cada um desses minutos para relaxar e me descontrair.

O que acho que é importante para conseguirmos relaxar e ter uma vida mais calma, serena e alegre é:

- fazer meditação (não precisa ser muito tempo, apenas o suficiente para acalmar a mente, houve um aplicativo que resultou muito bem para mim, o Calm no telemóvel.

- procurar estar em atenção plena, principalmente no que concerne à respiração (no início ajudou-me bastante o aplicativo Bell of Mindfullness no computador do trabalho).

- ter um hobby (ajuda a relaxar e a investir pensamento e tempo em algo que realmente gostamos).

- dedicar tempo a algo com significado (ocuparmos algum do nosso tempo com algo que consideramos dar significado à nossa vida dá-nos sentido e realização).

- procurar ser criança outra vez (eu sei, tenho uma vantagem muito grande em ter uma pequena em casa e ninguém me achar esquisita por andar a correr no jardim atrás das bolinhas de sabão e me deitar no chão a rebolar...é tão bom a leveza de espírito. Quem não tem crianças pode não conseguir libertar-se tão facilmente, mas se se empenhar há muitas actividades que nos transportam para a liberdade da infância e, garanto, vale a pena).

- o maior segredo de todos .... conseguir reconhecer a importância das coisas simples.
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