quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Gratidão pela tua amizade...

No seguimento do post Preocupada uma amiga de alma escreveu-me e partilhou comigo o que era a sua perceção do meu mau estar. Trocámos palavras escritas que senti como transmitidas pelo coração.

A beleza da amizade sincera é tão grande que deita por terra todas as barreiras que podem levantar-se e, simplesmente, existe sem lacunas, hiatos ou separações. Existe. Estas amizades, não são amizades, é o amor na sua forma pura, é simplesmente amor sem condições nem condicionalismos, que existe em nós como se fosse o ar que respiramos, entranhado.

A minha amiga sabe que eu gosto de OSHO, que faz parte do meu crescimento e que as suas palavras me tocam verdadeiramente, ecoando na minha mais profunda consciência. Nas suas palavras escreveu-me sobre OSHO "continua a ler (e a ouvir e ver de preferência)". As suas palavras despertaram um desejo profundo, não de ler, mas de ver OSHO e liguei o canal no youtube e foi isto que vi.



Hoje, partilho isto contigo para te dizer que por muito que destralhes, que procures ser minimalista e clean, organizado e planeado não deixes cair as pessoas que falam para o teu coração. Serão elas que iluminarão o teu caminho, que o tornarão mais claro, menos penoso e mais rico. Ouve o teu coração, não a tua mente, não procures conveniências nem relações convencionais, não interessa se está longe, se vive numa esfera diferente, se é tua vizinha, se pensa o mesmo que tu ou é totalmente diferente. Segue o teu coração e deixa-o amar.

Sim, bem sei não é o meu tipo de post, mas hoje para o meu Rumo Pessoal o mais importante e mais marcante foi isto. Esta amizade que resiste e perdura, sem fundamento sem ser o nosso coração e que me fez ver OSHO falar sobre o que considera ser Meditação. Este vídeo marcou o meu dia, modificou o seu decurso e foi mais um passo na minha jornada.

Grata por te ter na minha vida, hoje escrevo-o para quem quiser ler, grata por te ter como amiga, minha doce Sandra. Gratidão sem fim.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Uma citação, apenas!


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Hoje não te trago nada de novo, apenas uma citação de um blog que conheci há pouco mas que tenho lido com muito carinho e com cujas palavras muitas vezes me identifico.

Este é um bom exemplo disso, é como me sinto agora, entre a minha preocupação e a minha vontade concretizadora:

"I don’t have great answers yet, but I see shapes in the distant fog. And for that, I am thankful."

Lê o texto completo no blog da Emily P. Freeman.



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

É altura de destralhar-me

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No seguimento do post de 3ª feira, dediquei-me à reflexão.

Decidi que a melhor ferramenta para mim naquele momento era o brainstorming, no sentido de assentar as ideias que surgem espontaneamente e só depois analisá-las. Para esta análise posterior, optei por fazer uma espécie de radiografia de vida - identificar as várias áreas da minha vida, a sua importância para mim e procurar perceber qual o grau de satisfação que tenho em cada uma elas. A partir daqui, comecei a tomar decisões e a colocá-las em prática. Só através da experiência, do tempo a passar, saberei se foram decisões acertadas para as minhas necessidades, ou não.


Vamos saber como foi?! 'Bora lá.



Tenho quatro pilares de vida que orientam o meu Rumo Pessoal:

# Vida Saudável
# Viver o Agora
# Simplificar-me
# Realizar-me

Muito bem! Quais são as esferas em que atuo:

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# Pessoal (eu - espiritual)
# Familiar ( eu - emocional)
# Bem-Estar (eu - físico)

Assim:
Para o Bem-Estar (ligado ao Pilar da Vida Saudável) preciso:
# Alimentação e Hidratação
# Exercício
# Higiene e Imagem
# Saúde e Sono
# Aquietar-me

Para o Familiar (ligado ao Pilar Realizar-me) preciso:
# Tempo de Qualidade
# Cuidar da Casa
# Fazer a gestão da vida familiar
# Acompanhar a vida e crescimento da miúda

Para o Pessoal (ligado ao Pilar Realizar-me) preciso:
# Escrever
# Ser profissional eficiente
# Evoluir/Aprender
# Desenvolver a criatividade
# Contribuir

Depois disto feito, das esferas de atuação estabelecidas, o que preciso? Preciso de resgatar o meu auto-conhecimento e identificar, dentro destas áreas, o que posso fazer para rumar norteada pelos Pilares Simplificar-me e Viver o Agora.

Vou, com esta base, começar um novo processo de destralhamento. Preciso limpar-me dos excessos e das superficialidades e de me concentrar, conscientemente, no que quero viver. Este é o mês da vontade, é o mês certo para dar uma empurrão enorme no meu desejo para 2015, ser concretizadora.

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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Preocupada

Ultimamente tenho andado preocupada.
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A consciência que fui adquirindo, ao longo dos últimos anos, faz-me perceber que o meu organismo está a reclamar.

Parece que está tudo bem, que tudo corre como desejo, mas ...

há algo que me faz ter dores de cabeça,
há algo que me faz sentir a mente cheia,
há algo que me está a tirar o tempo/vontade de meditar,
há algo que está a tornar-me mais irritável,
há algo que está a incomodar-me!

Estou a trabalhar e desejo ardentemente ir buscar a minha filha para ir brincar com ela.
Chego ao pé da minha filha e à primeira contrariedade, à primeira coisa que ela não faz como eu digo, sinto os nervos a apertar e a minha cabeça a zumbir. Chego a casa e ocupo-me com qualquer coisa para não ter tempo de ir brincar. E enquanto estou a fazer o jantar, estou desejosa de acabar para poder ir brincar, mas depois só me apetece ir para a frente do televisor e ficar a olhar para lá para dentro, sem som, sem legendas a olhar apenas. Mas quando estou lá, em frente ao televisor, só me apetece ir para o meu pequenino e amoroso home office para ler e trabalhar nos meus textos, no meu conhecimento. Mas se ligo a luz e me sento, mal me sento sinto uma pontada no cérebro como se fosse alguém a picar com o dedo..."estás aqui a fazer o quê?". E então lá vou deitar-me, mas não me deito fico a pensar que não conversei nada com o meu marido sem ser de trabalho e dói o coração! E espreito o visor para olhar a minha pequena dormir no quarto ao lado e abre-se a janela da memória na minha mente e lá vem o seu cheiro, a suavidade da sua mão e o poder do amor que tenho por ela. E então, uma lágrima fica a rolar para cá e para lá nos meus olhos, não cai, não seca. Fica ali a rolar. Ponho as palmas das mãos nos olhos, faço a respiração consciente e deito-me. Aninho-me na almofada, abraço-a como se fosse a mim própria enquanto era criança e penso:

"amanhã conseguirás mais, minha querida, amanhã conseguirás mais!"

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Mas estou preocupada, porque quando penso conseguirás mais o que quero eu dizer com isso? Quero mais o quê? Coisas? Não! Atividades? Não!

Então, o que digo eu à pequena Cláudia para que ela adormeça sossegada?

Digo-lhe que amanhã conseguirá mais. Que conseguirá viver mais o amor que tem ao seu redor. Que conseguirá um maior desapego do superficial, do que não tem verdadeiramente valor para ela, para mim.

Disse, ontem, a mim que hoje eu teria mais. Mas para ter mais eu tenho que fazer para ter esse mais e estarei a fazê-lo? Saberei como fazê-lo?

É por isso que ultimamente tenho andado preocupada!

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Augusto Cury - O poder da Mente

Como sabes, estou a fazer o plano das 12 semanas para mudar uma vida proposto por Augusto Cury.

A 5ª semana foi dedicada a Gerir Pensamentos e a questão é tão complexa que me pareceu muito pertinente ouvir o próprio Augusto Cury falar-me sobre a mente humana e as suas ideias sobre a importância de sermos os autores das nossas próprias vidas.

Aqui fica uma pequena janela para a sabedoria deste homem que conseguiu, há muitos anos atrás, quando o li/ouvi pela primeira vez, abalar o meu entendimento e a minha atitude perante a vida e mim própria.

Esta palestra é uma reflexão relacionada, inteiramente, com o que é proposto na 5ª semana. Uma dádiva para quem quer evoluir e viver de forma mais consciente.





terça-feira, 13 de outubro de 2015

Um tesouro que encontrei!



Quem me acompanha sabe que um dos meus passeios preferidos é uma ida à biblioteca municipal com a filhota. Tenho encontrado tantos tesouros que sempre que vejo aquele edifício o meu coração fica logo doce.


Este sábado encontrei esta preciosidade. Gostei tanto e tocou-me tão profundamente que, hoje, venho partilhar convosco.

Não transcrevo o livro todo, apenas umas partes para poderem compreender o sentido da história. Tão, tão lindo. As ilustrações também são absolutamente fantásticas. Um verdadeiro tesouro para adultos num baú destinado a crianças.

Aqui fica, o excerto de Eu, Ming.


Eu poderia ter nascido no Reino de Inglaterra, ter bonitos chapéus, e deixar-me conduzir numa carruagem puxada por dezoito cavalos. Saudaria a multidão com um pequeno gesto da minha mão e sorriria sem razão, pensando na tarte de maçãs que me iriam servir para o chá.

Poderia também ter nascido Crocodilo e crescido na margem do Nilfertiti. Teria devorado todos os turistas barrigudos com os seus calções curtos e chapéus, mais as suas máquinas fotográficas, mal eles pousassem um dedo do pé nas margens da minha instância turística.

Melhor ainda! Poderia ter sido um Emir Rico! Teria dado a volta ao mundo em Rolls-Royce num dos sentidos e em bicicleta banhada a ouro no outro. No resto do tempo, teria contado o meu tesouro na erva do meu magnífico jardim mesmo no meio do deserto.

Poderia ter sido também uma Horrível Velha Feiticeira. teria transformado todas as princesas em mosquitos com a minha vassoura maléfica. E, troçando delas, metê-las-ia no meu celeiro cheio de aranhas.

E continua... até que:

Mas eu sou Ming. Mais ninguém. Vivo no centro da China, nas margens do rio Koukonor. Todos os dias ponho o meu chapéu de bambu entrelaçado e umas calças bem largas. Todos os dias, antes do sol nascer, parto com a minha Nam para a aldeia.

Ela pega com a sua mão pequenina na minha mão e saltita todo o caminho fazendo baloiçar as suas tranças. Caminhamos os dois sem nos apressarmos muito. 

E continua...

Todas as tardes, Nam e eu, subimos o caminho que nos leva a casa. Ela conta-me o seu dia. E canta. E salta ao pé coxinho. Seu riso ziguezagueia na noite que caí suavemente.

É assim a nossa vida. Todos os dias. Mudam apenas a cor dos arrozais e o perfume das caixas de chá.

Esta manhã, quando íamos a caminho da escola, encontrámos um sapo quase azul! Eu também poderia ter sido um Sapo quase Azul! E pensei nas Rainhas de Inglaterra, nos Crocodilos, nos Emires Ricos, nas Feiticeiras, nos Touros, nos Generais, nos Imperadores do Mundo e nos Sapos quase Azuis.

Neste momento eles devem estar a dizer para si próprios: "Ah! Se eu tivesse podido nascer Ming! Seguraria a mãozinha de Nam bem fechada na minha e seria o avô mais feliz do mundo!"

Enquanto Nam dormia, peguei no seu caderno de escola. Escrevi no fundo, na última página, discretamente: P.S. (Pequeno Segredo): Nam, meu anjo, amo-te muito. E assinei com letras muito pequenas: eu, Ming.

O segredo, o grande tesouro está dentro de nós!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A importância da linguagem corporal

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É sabido que 55% da comunicação é feita pela linguagem não verbal, ou seja, comunicamos através do nosso corpo e gestos e não pelas nossas palavras.

No entanto e muito embora estejam sempre presentes, os elementos da linguagem corporal nem sempre são vistos verdadeiramente. Muitas vezes, a nossa mente percepciona-os como intuição, não compreendendo que se tratou de comunicação subtil. Quem é que nunca sentiu desconforto e desconfiança em relação a uma pessoa sem que tenha qualquer motivo racional para assim ser? Acontece que quando isso ocorre atribuímos a sensação à nossa intuição, quando a maior parte das vezes trata-se da leitura, que fazemos inconscientemente, da linguagem corporal da outra pessoa.

A linguagem corporal engloba gestos, tom de voz, postura, olhares, enfim... e se conseguirmos dominar esta linguagem e a sua aplicação poderemos:

- Gerar uma impressão positiva nos outros
- Conseguir gerar empatia
- Ler nas entrelinhas
- Perceber melhor os outros

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De facto, a comunicação não verbal é inevitável e contém normalmente mais informação do que a verbal. De entre todas as suas variáveis, parece-me que a observação da postura é a mais interessante, na medida em que nos permite observar uma conjuntura.

Ao lermos a postura de alguém não só estamos a observar a sua personalidade, mas também a atitude que está a tomar perante determinada situação, os sentimentos que essa pessoa tem em relação às pessoas que a rodeiam e aos acontecimentos que estão a ter lugar naquele momento.

Mas atenção, um erro de principiante é quando analisamos os gestos isoladamente. Eu cruzo os braços, mas isso não quer dizer, obrigatoriamente, que eu estou a distanciar-me ou a defender-me. Pode dizer apenas que estou com frio. Por isso, quando observamos alguém devemos ter em conta a circunstância global em que o gesto é feito.

Não obstante esta salvaguarda, é conhecido que existe um conjunto de reações tipo que poderão servir de guião.

Por exemplo:

Quando se diz uma mentira:

Criança  - tapa imediatamente a boca com as mãos.
Adolescente - roça os dedos na boca.
Adulto - toca no nariz.

Todos recebem a informação do cérebro para bloquear a saída das palavras falsas, no entanto o refinamento da parte motora e do controlo da reacção leva a que tenham gestos diferentes.

A observação da linguagem não verbal é de facto muito interessante e ainda o é mais quando a aplicamos a nós próprios e com ela aprofundamos o nosso auto-conhecimento e percebemos melhor as nossas emoções.

Para quem se interessou, aconselho este livro, muito esclarecedor.


terça-feira, 6 de outubro de 2015

O poder do pensamento

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Muitos de nós queixam-se por não conseguirem o que pretendem. Culpam o exterior, culpam a conjuntura, culpam o passado, culpam a falta de oportunidades, culpam os amigos, culpam a família.

Mas esses, nós, que todos culpam, não reparam que ao culparem os outros estão a focar-se no negativo e, por isso, a atrair o negativo.

Muito se fala da Lei da Atração. Mas o que é isso?

Pela Lei da Atração acredita-se que atraímos o que pensamos. Se pensarmos no negativo, atraímos o negativo. Se, pelo contrário, nos focarmos no positivo e no que desejamos, pela positiva, então conseguiremos atrair o positivo.

O que acontece é que a maior parte das pessoas pensa no que não quer e não no que quer e, assim, acaba por receber o que não quer.

A Lei da Atração baseia-se na ideia de que o Universo escuta o pensamento nuclear, ou seja, escuta o nosso pensamento dominante, aquilo em que estamos focados. Se estamos sempre a pensar, "eu não quero este trabalho" o universo escuta que estamos a pedir este trabalho. Se queremos mudar de trabalho, por exemplo, quero trabalhar no hospital X como enfermeira, então devemos pensar "eu quero trabalhar o hospital X como enfermeira".

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O nosso foco deve estar sempre virado para o que queremos concretamente.

Nós somos energia e como tal vibramos em certas frequências e é essa frequência que o Universo escuta.

Para que a Lei da Atração funcione positivamente para nós temos que estar conscientes dos nossos pensamentos e sabermos, verdadeiramente, o que desejamos.

A ideia fundamental é a de que para obter mudanças seja no que for, devemos mudar por dentro e emitir um novo sinal aos nossos pensamentos, para que estes possam emitir uma nova vibração.


"Tudo aquilo que somos é o resultado daquilo que pensámos" 
Buda











quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Outubro - mês da vontade

O mês de outubro começou e assim inicio o mês da vontade.

Refiro-me muitas vezes à Produtividade, à Concretização, à Procrastinação e à Motivação, mas nunca me debrucei sobre a vontade. Porém, aqueles conceitos têm a sua manifestação prática baseada na Vontade. A nossa vontade de agir, de fazer, enfim a nossa força de vontade.
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Quando não conseguimos atingir os nossos objetivos temos, por hábito, defensivo, responsabilizar os outros, as circunstâncias, enfim tudo excepto a nós mesmos. Com isto procuramos desresponsabilizarmo-nos, pouparmos-nos à responsabilidade pela não concretização do que desejamos.

No entanto, aquilo que tenho percebido e que se tornou muito claro em setembro, é que tudo depende de nós, pois a vontade, a força de vontade depende de nós próprios, da nossa atitude perante a vida, da energia que colocamos na nossa vontade de concretizar.

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É muito comum ouvirmos fumadores dizerem que não têm força de vontade para deixarem de fumar, ou outros que dizem não ter força de vontade para iniciar uma vida saudável. Mas seja qual for o caso, é sempre uma falácia que contamos a nós próprios. Todos temos vontade e exercitá-la e desenvolvê-la depende, unicamente, do nosso querer.

Na verdade, a força de vontade não é mais do que a nossa capacidade de esforço para concretizar as nossas ideias. É pela vontade que conseguimos atingir a nossa plena liberdade.

É claro que há pessoas com maior intensidade de vontade, que quase naturalmente injectam energia na sua vontade e conseguem concretizar. Outros há que não dispõem dessa energia natural, mas que podem desenvolvê-la, basta para isso que a exercitem, tal como se faz quando se quer desenvolver os músculos.

Como podemos exercitar a nossa vontade?

- Podemos esforçarmo-nos para executar tarefas rotineiras com energia e alegria.
- Podemos fazer as actividades a que nos propomos, mesmo que não tenhamos vontade para o fazer.
- Podemos dar início à concretização  do que gostávamos de ver acontecer mas para o que estamos sempre a inventar obstáculos.

Para mim, será assim durante o mês de outubro

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