sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Até janeiro!

Que novidade, post à sexta-feira!!!

Pois é. Todas as rotinas podem ser quebradas. Há que ser flexível.😏

Hoje venho desejar-te umas festas felizes e um bom início de 2017.

Bem sabes que gosto de apreciar a vida. Os momentos especiais são, para mim, para serem vividos como tal, como especiais. Nessas alturas quebro as rotinas, viro o quotidiano de pernas para o ar e vivo intensamente o momento especial.

As festas que se aproximam são, para mim, um momento muito especial. Trata-se de um momento de fantasia, em que a magia parece pairar sobre as nossas cabeças. Em que as luzes se tornam brilhantes e iluminam o nosso dia-a-dia. É tão doce para a minha alma.
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Tanto o Natal como a Passagem de Ano são importantes para mim. O Natal pela minha religião e espiritualidade, pela desculpa que me dá para oferecer prendas e atenções, pela oportunidade que tenho para festejar em família. A Passagem de Ano pelo ritual que simboliza. Na minha vida prática, a mudança de ano é muito mais em setembro do que em janeiro, no entanto e no que concerne às reflexões e ao rumo de vida é agora, nas últimas semanas de dezembro, que a viragem acontece.

É um pouco estranho ter estas duas facetas, não é? A vida prática e a vida espiritual com diferentes momentos de transição. É algo que ainda não consegui perceber muito bem, mas como acontece naturalmente, aceito e deixo fluir.

É talvez por isso que desde há muito anos que faço sempre um período de férias entre as duas festas e este ano não será excepção. Entrarei de férias na próxima semana e regressarei apenas na primeira semana de janeiro. São quase duas semana de pausa, para reflexão e para me deleitar com a vida, com a família e com toda a magia que anda no ar.

É por isso que te digo, até janeiro. Vive intensamente todos os dias, mas não deixes de tornar alguns dias mais especiais e vive-os assim, apreciando-os com alma e dedicação.

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A morte de um apicultor - Lars Gustafsson

Uma escrita calma e tranquila. Uma história que nos é narrada na primeira pessoa a olhar para o passado.

Uma demonstração de sabedoria no jogo das palavras, na prosa poética e na reflexão de sentimentos e pensamentos. Profundidade, seria a palavra com que eu descreveria este livro. Maturidade também.

Trata-se da história de um indivíduo que, durante um processo de descoberta da doença, se debruça sobre o desenrolar da sua vida, reflecte sobre alguns momentos chave do seu percurso e se questiona sobre possibilidades.

Através da escrita são-nos transmitidas as suas recordações, os seus anseios e as suas dúvidas. Algumas esperanças e as dores físicas que sente.

Há muitas pessoas que conseguem construir histórias, muito boas histórias. Há muitas pessoas que conseguem escrever magnificamente bem. Mas a forma como este livro foi construído e escrito, poucos autores o conseguirão fazer.

Deixo umas pitadas:

"Só como enigma o ser humano assume toda a sua grandeza e transparência. Só uma antropologia mística lhe pode fazer justiça."

"Mas a grande pergunta a fazer é, evidentemente: 
Quando amamos alguém, ou melhor, nos apaixonamos por alguém, por que é que nos apaixonamos verdadeiramente?
É uma ideia da pessoa amada, ou é a pessoa propriamente?
Talvez só sejamos capazes de viver com as nossas ideias. Talvez sejam sempre as nossas ideias que amamos."


Sinopse
Lars Westin está a morrer; embora se recuse a ler a carta enviada pelo hospital, que confirma o seu diagnóstico, ele sabe que tem cancro e que não irá viver até ao final da primavera seguinte.
Não aceita, porém, entregar o tempo que lhe resta ao espaço impessoal de um hospital, preferindo tomar o controlo do seu próprio destino e prosseguir com a sua vida solitária e reflexiva.
Abandona a carreira de professor e inicia uma nova vida como apicultor. Prescindindo de qualquer tratamento médico, Lars continua a sua vida simples e recolhida, na sua casa de campo, em pleno cenário rural sueco.
Esta é uma história sobre a vida, em particular a vida que antecede a morte. É sobre como, com a linguagem, se esconde a verdade. É sobre a forma como a dor pode revelar o nosso verdadeiro eu.


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Como foi? Exercício dos Cinco Dias

Prometido é devido, verdade?

Por isso aqui estou a cumprir o que te prometi quando te desafiei para o exercício dos cinco dias.

Venho contar-te como tudo correu.

Bem, em primeiro lugar tens que ter em mente que já venho a destralhar e a ter uma visão minimalista das minhas poses há algum tempo. Supostamente já nem deveria ser preciso fazer qualquer exercício deste género, mas a realidade é que destralhar, simplificar e minimalizar não é um ato isolado, é um processo contínuo que se assume como um modo de vida.

O que constatei é que, muito embora o volume do que destralho ou organizo seja bastante diminuto, em relação ao que tinha que fazer inicialmente, mesmo tendo uma postura diária de minimalizar, a tralha ainda aparece! 

Para não ser exaustivo, nem aborrecido, deixo apenas o exemplo das minhas gavetas do trabalho.

Aqui vês como estavam:


Gaveta 1 
É onde guardo os utilitários de que necessito ocasionalmente e aqueles "auxiliares" de vida (como seja o creme para as mãos, os lenços e os toalhetes) 





























Gaveta 2
Esta é a gaveta do bem-estar. Aqui guardo os snacks, a escova/pasta de dentes, o desodorizante, a caixa dos comprimidos, a lancheira elétrica e a minha caneca para o chá. 


Agora como ficaram.


Muito mais arrumadinha, não é? Mas, para além da organização, repara que agora, com a tralha tirada, posso mexer em qualquer coisa, acesso direto, sem interferir com nenhum outro objeto. Isso é muito bom, porque os meus movimentos ficam clean. Se, cada vez que tiro o agrafador, tiver que mexer no furador, isso significa que para aquela ação (tirar o agrafador) preciso de muito mais movimentos.

E agora repara na gaveta debaixo. Que maravilha para os olhos, não achas? Adoro espaços desocupados, transmitem-me a ideia de possibilidade e de organização. 

Tudo no seu devido lugar. Paz de alma!




quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

12 Leituras - Desafio 2017

Não gosto muito destas coisas mas também sei que o início do ano é sempre difícil. Tempo frio, chuva e dias pequenos e escuros. Eu sou uma criatura do verão. Nasci em pleno julho, gosto do calor, de blusas de alças, de muito sol, muita luz, sinto-me livre assim. No inverno sinto-me mais presa, mais limitada e o mês de fevereiro custa-me muito a passar.

Como já te disse, tenho vindo a constatar que, ao contrário do que é a minha inclinação natural, a de não estabelecer objetivos, a existência de metas com as quais nos comprometemos, com outros mas também connosco próprios, funciona como uma motivação e incentivo à acção e esta é meio caminho andado para a felicidade.

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Mas mais, uma das lições que melhor aprendi este ano de 2016 foi a de que é através de desafios que nos são colocados que nós ultrapassamo-nos e crescemos. Aprendemos muito fora da nossa zona de conforto. Um bom exemplo é o que aconteceu quando conheci o Bridei, em 2015. Nunca me passaria pela cabeça ler fantasia e no entanto como me desafiaram a fazê-lo acabei por conhecer o que é hoje uma das minhas autoras preferidas e um estilo literário que tanto prazer e conforto me proporciona.

Por isso resolvi levar-me para fora do meu casulo e em 2017 desafiar-me a:

1. Acabar um livro que comecei mas não levei até ao fim
2. Ler um livro que tenho na estante há muito tempo e ainda não peguei
3. Ler um livro de terror
4. Ler um livro que tenha sido adaptado ao cinema
5. Ler um livro premiado
6. Ler um livro de um autor que não conheço
7. Ler um livro de autor português 
8. Ler um livro de contos
9. Ler um livro acabado de publicar
10. Ler um livro de comédia
11. Ler um clássico
12. Ler um livro cuja história seja passada num local que eu gostava de conhecer

Sim, é um livro por mês. Não quero exagerar no número de livros, quero apreciá-los e quero ter tempo para ler outros que nada tenham que ver com este desafio. A numeração não é para cumprir, ou seja, quero acabar de ler um livro que comecei e não acabei (acho que vou apostar no Comboio Nocturno para Lisboa - Pascal Mercier) mas não precisa ser em janeiro. O desafio é cumprir estas indicações durante o ano de 2017.

E tu, também fazes estes desafios a ti próprio? Queres fazer este comigo?

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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Minimalismo - Exemplos

Quando há um ano escrevi sobre os benefícios do minimalismo fiz questão de deixar claro que, para mim, ser minimalista é reduzir ao essencial a nossa forma de viver e pensar, mas que esse mínimo varia de pessoa para pessoa.

Quanto mais aprofundo este tipo de vida, mais constato que o minimalismo é uma forma de vida muito democrática, todos podem adoptá-la não havendo limitações de nenhuma ordem e podendo ser adaptada a todos os estilos de vida, de preferências e, mesmo, de necessidades.

A variedade da prática do minimalismo é unida num só desejo, abandonar as frivolidades e focarmo-nos no essencial.

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Hoje deixo-te cinco exemplos de mulheres que optaram por uma vida minimalista e que partilham a sua viagem no youtube.

Espreita, pode ser que te inspire.

- Samantha Lindsey

- Lia's Loft

- More Melody

- Lavendaire

- Ligth by Coco

Muito do caminho para a simplicidade cruza-se com o minimalismo e estes dois andam a braços dados com a opção por uma vida mais organizada.

É quase um cliché, mas garanto-te que é verdade, uma vez com o pé no minimalismo já não conseguirás voltar a viver sem pensar minimalista. É uma forma de pensar e de ver o mundo à nossa volta e a nós próprios.

É refrescante.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Dia um na Cozinha - Deliciosas Prendas de Natal (comestíveis claro)

Ho Ho Ho.

Ainda falta um bocadinho para o Natal, é bem verdade, mas também é verdade que o planeamento é o segredo dos capazes e se queremos que tudo corra bem no dia, o melhor é preparar e testar as nossas receitas. Não é?

Pois bem, no Dia Um na Cozinha a malta andou de volta das receitas, das panelas e de tudo o que faz o nosso Natal mais doce. O desafio este mês era Deliciosas Prendas de Natal (comestíveis claro), pois claro.

E este é o meu resultado. Resolvi testar tudo aquilo que gostaria de dar este ano e diversifiquei o mais que consegui. Por isso temos:

Granola de Aveia
Licor de whisky caseiro
Bolachas
Sal aromatizado de coentros



 Já experimentei tudo e devo dizer que, sem modéstia nenhuma, ficou tudo uma delícia!

As receitas aqui ficam, as doses são pequenas porque como estava em testes, resolvi ser comedida nas medidas:

Granola de Aveia
100g de flocos de aveia
2 colheres de sopa de sementes de sésamo
2 colheres de sopa de sementes de linhaça
1 colher de sopa de canela
30g de açúcar mascavado
1 colher de sopa de óleo vegetal
2 colheres e 1/2 de mel

Misturar bem os flocos de aveia, as sementes, a canela e o açúcar. Acrescentar o óleo e o mel e misturar muito bem até estar tudo bem envolvido e húmido. Espalhar bem num tabuleiro (forrei com papel vegetal para não agarrar) e levar ao forno, pré-aquecido, a 180º durante cerca de 10 a 15 minutos. Mexer de vez em quando para uniformizar a granola. Retirar do forno e deixar arrefecer bem antes de guardar.

Licor de whisky caseiro
1 lata de leite condensado tradicional
3/4 de medida da lata de whisky
1 colher de sobremesa de café solúvel
1 colher de sobremesa de chocolate em pó

Misturar todos os ingredientes muito bem, ajuda bastante utilizar uma vara de arames. Guardar numa garrafa e voilá!

Bolachas
150g de farinha
100g de manteiga à temperatura ambiente
50g de açúcar

Juntar a farinha e a manteiga de modo a ficar esfarelada. Depois acrescentar o açúcar e amassar bem até ficar uma bola uniforme e maleável. Enfarinhar a bancada e estender a  massa até ter cerca de 3mm de altura. Cortar as bolachas com a forma desejada e levar ao forno (forrei o tabuleiro com papel vegetal) durante cerca de 10 minutos a 180º. Retirar e deixar arrefecer. Podem ser decoradas, mas eu preferi deixá-las ao natural.

Sal aromatizado de coentros
3 colheres de sopa de sal
2 colheres de sopa de coentros frescos picados

Na picadora juntar o sal e os coentros. Picar até ficarem bem misturados mas não desfeitos e está prontinho!

Adorei este tema, deu-me muita  luta, tive que fazer a granola três vezes até ficar ao meu gosto e até tive que fazer Baba de Camelo ( shiuuuu, é que ao comprar o leite condensado enganei-me e comprei o cozido. Paciência, lá tive que comer a Baba de Camelo que nunca tinha feito e que ficou...divinal!)

Que maravilha, foi um happy happy day! 😋😋😋

O que mais gostei de ler em 2016

Talvez ainda seja um pouco cedo para fazer o meu top de 2016. Ainda falta um mês até ao fim do ano e posso ter uma surpresa avassaladora. Tenho a minha pilha de livros para ler organizada e não creio que lá esteja um tesouro daqueles magníficos, mas claro as surpresas são isso mesmo, surpresas. Se entretanto aparecer um desses tesouros, não deixarei de fazer um post sobre ele.

Quando estava a pensar fazer este post, comecei a pensar sobre os livros que tinha lido e quais os que mais me tinham marcado e fiquei muito admirada com as minhas escolhas e mais ainda como as conclusões que tirei no fim.
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Os livros que mais gostei, porque me surpreenderam, porque me enredaram, me envolveram e prenderam, de tal  maneira, a minha atenção que não queria largá-los foram: 

- A Trilogia das Jóias Negras de Anne Bishop

- A Trilogia As Crónicas de Bridei de Juliet Marillier (já tinha lido o primeiro livro em 2015 e em 2016 devorei os dois seguintes)

- O Hipnotista de Lars Kepler

- Deixei-te ir de Claire Mackintosh

Curioso que são quatro livros (bem na verdade são mais porque no caso de Anne Bishop e Juliet Marillier são trilogias) de dois estilos literários específicos, a fantasia e o thriller. O que para mim é curioso porque eu pensava que não gostava da fantasia, mas assim que peguei na Juliet a primeira vez, apaixonei e hoje é um estilo a que recorro muitas vezes. O que só prova que a mudança e experimentar leituras novas é sempre uma aventura e a maior parte das vezes proporciona-nos verdadeiros tesouros.

Quanto ao thriller, há muito que tinha deixado para segundo plano e o Hipnotista e o Deixei-te ir resgataram-no e colocaram-no na ribalta das minhas preferências literárias.

Outra coisa curiosa que constatei é que as minhas autoras predilectas que são Dorothy Koomson, a Lesley Pearse e a Joanne Harris não têm lugar no meu top. Li bastante destas três autoras, adorei cada um dos livros delas (quer dizer, excepto o Valete de Copas e Dama de Espadas - Joanne Harris) que li com prazer e alma e no entanto quando penso nos meus preferidos os seus livros não aparecem...curioso. Mas no entanto, se me tirassem todos os livros e me dissessem que só podia escolher cinco autores para ler em 2017 eu escolheria, sem  qualquer pensamento, estas três autoras. Enfim.... Deixo aqui os meus autores favoritos de 2016:




Foi um excelente ano de leituras. Cresci enquanto leitora e diversifiquei. Li frases lindíssimas, histórias marcantes. conheci personagens que me apaixonaram e outras que trago no coração como amigos. E tu?

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Projeto - Destralhar e Simplificar em Dezembro

Nunca fui muito adepta do estabelecimento de objetivos, nem de planos de acção detalhados. Ainda não estou totalmente convencida mas tenho de reconhecer que ter um alvo de acção, mais do que apenas um Rumo, nos proporciona maiores aprendizagens e nos impele bastante a agir.
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Quando comecei a entrar em grupo que tinham objetivos específicos, como um de culinária (por mês há um desafio que temos que cumprir e foi assim que me aventurei a fazer risotto), de scrapbook (a última coisa que aprendi foi a fazer penpals) e de leitura (nunca teria lido Juliet Mariller se não tivesse sido desafiada por um grupo de leitura) percebi que os desafios que nos são lançados levam-nos a ultrapassar a nossa zona de conforto e a aprender a fazer novas coisas, ajuda-nos a crescer.

Quando tomei consciência de toda a aprendizagem que tinha feito a partir do estabelecimento destes objetivos de grupo, comecei a reflectir sobre como tudo isto tinha operado em mim mudanças positivas, de crescimento.

Agora estou pronta para fazer um teste, para verificar de que modo o estabelecimento de objetivos me pode ajudar a crescer.

Para começar vou agir em dois sentidos, um para destralhamento e outro enquanto leitora. Na quinta-feira revelarei o meu plano para a leitura em 2017. Hoje venho falar-te do desafio que criei para mim própria: Destralhar e Simplificar em Dezembro.

Pois, pois, é isso mesmo. Vou destralhar e simplificar durante o mês de dezembro. A minha casa e todos os meus ambientes já estão bastante destralhados e simplificados, mas ultimamente tenho sentido algum desconforto porque há áreas que estão a ficar um pouco "carregadas". Há uma gaveta na cozinha na qual, para chegar à concha da sopa, tenho que afastar os sacos plásticos e as colheres de servir. Enfim não será nada de grave nem de alarmante, mas para mim que gosto de tudo simples começa a causar-me um formigueiro.

O mesmo com o material do scrapbook. Tenho folhas e mais folhas de papel que estão desorganizadas e para chegar àquela que eu quero demoro mais tempo do que o que pretendo. O que pretendo é não ter que procurar, o meu lema é querer e agarrar porque sei exactamente onde está. 

Com este sentimento incómodo em mente e com esta ideia/lema vou partir para o destralhamento (tirar tudo o que não interessa) e para a simplificação (tornar mais simples o uso das coisas) da minha casa. Quero chegar ao fim-de-semana do Natal com o projeto concluído. Durante as férias das festas quero já usufruir do prazer de ter tudo simplificado e "clean".
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O plano é usar os fins-de-semana desta forma:

1º fim-de-semana (3 e 4 de dezembro)
𑂽 despensa
𑂽 cozinha
𑂽 sala

2º fim-de-semana (10 e 11 de dezembro) 
𑂽 quarto casal (inclusive roupas)
𑂽 quatro da miúda (inclusive roupas) 

3º fim-de-semana (17 e 18 de dezembro) 
𑂽 wc
𑂽 ninho da coruja (é onde trabalho para a Coruja, o blog e o scrapbook, principalmente)

Um bocadito ambicioso? Sim, é. Mas tem em conta que a minha casa já foi destralhada muitas vezes e que tenho sempre muito cuidado para não acumular. Não é um trabalho de destralhamento de raiz, é antes um trabalho de manutenção!

Queres acompanhar-me? Eu adorava a tua companhia.



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Aqueles que não consegui ler

Já sabes que hoje é dia de opinião de leitura, não é?

Tenho vindo a contar-te o que tenho lido e o que considerei da leitura e dos livros que li.

Pois bem, hoje venho fazer uma coisa diferente, venho falar-te dos livros que não consegui acabar de ler em 2016. 

Há razões diferentes e alguns deles ainda estão na minha estante para ler. Tenho esperanças de que seja só uma fase.

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Aqui ficam:

A praia do destino - Anita Shreve 
Não gostei da forma de escrever, nem do enredo que surgiu logo de início. Sempre que pensava em ir lê-lo arranjava uma desculpa para não o fazer. O livro pura e simplesmente não me atraiu. Conto voltar a pegar na autora, não neste livro em particular, e espero estar mais na onda na próxima tentativa.

A Promessa - Brunonia Barry
Simplesmente não gostei. Senti que as páginas estavam em branco, sem conteúdo de história nem beleza literária. Tinha comprado o livro e doei-o passada uma semana. Uma grande desilusão.

Valete de Copas e Dama de Espadas - Joanne Harris
Não sei porquê...adoro Joanne Harris, adoro as suas histórias e a sua escrita e este livro já lhe peguei duas vezes e não consigo continuar. A história fica na minha cabeça, não a apaguei, mas sempre que pretendo pegar novamente para ler sinto uma indolência que me impede de ler. Ainda não desisti!

Comboio Nocturno para Lisboa - Pascal Mercier 
Outro que não consigo explicar. Começo a ler, entusiasmo-me durante uma semana e depois a alegria de lê-lo desaparece e perco todo o gosto e interesse no livro. A história é muito interessante e a escrita, apesar não não ser poética nem com uma beleza marcante é bem construída e clara. Não sei o que me impede de lê-lo, mas não consigo continuar a leitura. Ainda assim, vou tentar outra vez.

Um dos traidor dos nossos - John Le Carré
Estava tão desejosa para ler este autor e senti um desgosto tão grande...não avancei mais de 50 páginas, não valia a pena porque da história até estava a gostar mas da forma de escrever é que não. Trata-se de uma escrita nada poética e sem qualquer beleza literária. Vou dar-lhe mais uma tentativa, numa altura em que esteja preparada para a crueza e simplicidade literária, mais virada para o conteúdo do que para a forma da escrita.

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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Mais um passo para a simplicidade: O fim-de-semana

Vamos continuar a simplificar? 'Bora!  Verás como a tua vida irá melhorar. Como os dias fluirão melhor.

Se fizeste o exercício dos 5 dias já começaste o trilho. A caminhada para uma vida melhor já foi iniciada e agora só precisas de continuar. Mas não te esqueças, continua devagarinho. Mantém a vontade de fazer o caminho mas não te dediques de forma obsessiva. Se o fizeres, o mais provável é cansares-te e desmotivares. Um passo de cada vez, saboreando os sucessos e o processo em si mesmo, combinado?
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Com o exercício do 5 dias descomplicaste 5 áreas da tua vida:

1º dia: Carro - Espaços em que vives
2º dia: Mala/carteira - Vida Pessoal
3º dia: Mesa/gavetas do trabalho - Vida Profissional
4º dia: Telemóvel - Vida Social
5º dia: Banheira/móvel da wc - Bem-estar

Muito bem, agora vamos começar um nível diferente, mais difícil mas também muito mais gratificante. Vamos começar a simplificar o nosso tempo, ou seja, a forma como "gastamos" o nosso tempo, como o utilizamos.

Mas como estamos no início e queremos fazer todo este processo de forma ponderada e sustentável, vamos começar pela forma como vivemos o fim-de-semana.

Ansiamos pelo fim-de-semana durante toda a semana e criamos grandes expectativas para aqueles dois dias, no entanto, a maior parte das vezes, chegamos à segunda-feira de manhã com um sentimento de incredibilidade, "não acredito que já seja segunda-feira! O fim-de-semana passou a correr!!" 

Por isso, a primeira coisa a fazer é seres realista. O fim de semana são 2 dias, tão simples quanto isto. E nesses 2 dias tens obrigações para fazer, não te podes esquecer delas. Ser realista é programares as atividades que queres fazer no teu fim-de-semana tendo em conta que são 2 dias e dentro deles tens tempo que usarás para obrigações. Só o restante é livre para passares como melhores desejas.

Assim e sempre com o pensamento realista deverás:

Analisar os teus compromissos - quais são mesmo obrigatórios? quais são mesmo do teu agrado? Descarta-te de todos os que não sejam nem uma, nem a outra coisa. Lembra-te o fim-de-semana é curto não o desperdices a fazer "fretes".

Analisa e planeia as tuas obrigações - eu sei que todos os fins-de-semana tenho que passar a ferro. Não adianta ignorar. Por isso quando faço planos para o fim-de-semana conto sempre com cerca 1 a 2 horas para passar a ferro. Às vezes organizo-me e passo a ferro logo às 8h00 da manhã de domingo e às 10h00 já estou livre para outras coisas, outras vezes quero sair logo de manhã então deixo a tarefa para o fim de tarde. 

Pergunta a ti próprio o que te faz falta - se passares o fim-de-semana a fazer algo que não é aquilo que precisas, sentir-te-ás estafado no final do domingo. Se estiveres a precisar de sossego e alguma reclusão, num tempo mais íntimo, e passares o fim-de-semana no centro comercial ou em festas, quando chegares à noite de domingo sentirás que não tiveste fim-de-semana. Se, pelo contrário, estiveres a precisar de convívio e passares o tempo isolado, sentir-te-ás frustrado.

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Diverte-te - seja o que for que te divertir utiliza uma parte do tempo do fim de semana para usufruíres dessa forma. A diversão é parte fundamental no nosso bem-estar. Tendemos a menosprezá-la e a considerá-la um momento não produtivo, mas garanto-te que essa perceção é um erro e causa, a maior parte das vezes, uma tristeza contínua, miudinha que pode resultar em depressão. Tanto o descanso como a diversão são indispensáveis no equilíbrio do ser humano, tornando-o mais capaz e mais produtivo.

Deixa espaços em branco - não planeies todas as horas dos dois dias, deixa espaço para poderes descansar e para imprevistos. Não deixes que a vontade de estar em fim-de-semana te leve a sobrecarregares a tua agenda durante esses dois dias. Relaxa e descomprime. Deixa que o tempo passe mais devagar e sem tanto stress como é saltar de um encontro para outro.

Assim escrito até parece que é mais complicar do que simplificar, não é? Mas na realidade não é. Inicialmente este tipo de "plano" exige alguma concentração, mas depois passa a ser intuitivo e começas a conseguir fazê-lo sem grandes reflexões. Quando assim for, verás que quando chegar à noite de domingo sentir-te-ás mais realizado e satisfeito, com uma vontade redobrada de iniciar a semana.

Chegar ao fim-de-semana não deve ser o nosso objetivo semanal, porque se assim for significa que os cinco dias da semana não têm valor para nós e isso é deixar a vida passar. O fim-de-semana é isso mesmo, são os dias com os quais a semana termina, que servem de transição entre duas semanas e nos quais temos mais tempo livre, juntamente com todos aqueles de quem mais gostamos.

Aproveita-os com sabedoria e simplicidade! 😉


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Saudades de Nova Iorque - Pedro Paixão

Uma das, muitas, vantagens em frequentar a biblioteca municipal é que posso conhecer autores pelos quais, embora tenha curiosidade, não sinto que irei gostar, verdadeiramente, da sua escrita e que, por isso, não tenho intenção de comprar os livros.

Pedro Paixão é um desses autores. Não é que o desconsidere enquanto escritor. Não, não é isso, tenho-lhe, aliás, uma grande admiração. Mas o seu estilo literário está longe do que gosto de ter na minha pequena biblioteca (lembras-te que procuro simplificar a minha vida e que na minha biblioteca quero ter, apenas, aqueles livros que me marcam mais profundamente). 

Foi neste pressuposto que requisitei o livro e o levei para casa e foi como pensava, uma leitura agradável, mas que não me emocionou ou me fez querer reler.
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Trata-se de um diário, no qual o autor nos vai relatando, para além do que faz, o que vai sentindo. Os sentimentos/emoções transmitidos são intensos e a escrita é muito interessante com construções frásicas invulgares como esta: "Atirado para dentro de um táxi, o meu corpo". Gostei!

Também achei muito interessantes os pensamentos transmitidos enquanto reflexões do autor, como este "Para quem nunca guardou rebanhos, guardar rebanhos é muito bucólico". Reflecti e concordei, Sim, de facto, é bastante bucólico.

Não obstante ter-me divertido ao lê-lo e ter sido levada a reflectir, umas vezes pela forma de escrever, outras vezes pelos pensamentos transmitidos, senti que lhe faltava aquele toque especial que me faz encantar.

É um livro que se lê muito bem numa tarde de domingo. Agora que o outono está a avançar e nos vai brindando com umas tardes de fim-de-semana mais nostálgicas e caseiras, parece-me um excelente momento para agarrar este diário e dar um pulinho a Nova Iorque.

Sinopse
(retirei da Wook)
"Saudades de Nova Iorque" está escrito como se de um diário se tratasse. Os textos começam sempre com a referência a uma data e a um lugar, na primeira parte, ainda em Portugal, e depois só com uma data, na segunda parte, já em Nova Iorque. Mas "não é um diário". São "estilhaços de um espelho que se quebrou sem querer", pequenas histórias, "teorias precárias", memórias (inventadas), avisa Pedro Paixão na p. 9, resultantes de uma viagem à "big apple" "com o fito de realizar um triplo trabalho: recolher material para um livro, fazer uma série de fotografias, gravar e filmar para a posterior edição de uma curta-metragem". Estas são as razões de superfície. Está aí o livro, para ir descobrindo as razões "mais profundas", e outras. 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Vamos simplificar a nossa vida em 5 dias?

Um dos meus pilares de vida, aos quais me agarro e pelos quais me norteio é a simplicidade.

Foi ao procurar ter uma vida mais simples, simplificando-me enquanto pessoa, que aprofundei o conhecimento sobre mim própria, que desenvolvi a aceitação e o amor próprio e que consegui atingir um ponto de tranquilidade que me permite viver um dia de cada vez, saboreando os momentos. Mesmo os menos bons.

Para mim, esta simplicidade e tudo o que ela me proporcionou foi uma descoberta valiosa, aliás, inestimável, que gostaria que todos pudessem fazer.

Este caminho para a simplicidade não é difícil, mas exige-nos perseverança. São precisos, apenas, pequenos passos. Mas estes devem ser constantes, coerentes e consistentes.

Assim, o que te proponho hoje, se quiseres fazer este passeio, é um exercício que te durará uma semana. Serão cerca de 20 minutos por dia que poderão mudar a forma como vês o que te rodeia, permitindo-te ganhar poder sobre a tua vida.

O exercício é simplificar áreas da tua vida. Poderás destralhar e/ou melhorar aquela área para conseguires simplificar algumas das tuas atividades.
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Por exemplo, no primeiro dia deverás destralhar o teu carro. Temos tendência para acumular tralha no carro. São lenços de papel, são recibos, são cds, é tudo e mais alguma coisa que a maior parte das vezes não tem qualquer utilidade e que nos poluí a visão e nos faz estar num espaço pouco arrumado, no qual não existe "clareza".

Assim, o que sugiro é que retires tudo o que é tralha do carro. Bons cds serão tralha no carro que não os ouvires. Os recibos e coisas dessas é mesmo lixo. Três guarda-chuva é tralha. Basta um. E por aí em diante. 

Depois pensa, de que forma é que usas o carro e procura simplificar essas actividades. Levas os teus filhos à escola, então se calhar ter toalhetes no carro, um pacote lenços de papel e sacos para guardares o lixo será uma forma de melhorares o teu dia-a-dia. Tornará as tuas viagens para/da escola mais simples.

Exercício 5 dias:

1º dia: Carro
2º dia: Mala/carteira
3º dia: Mesa/gavetas do trabalho
4º dia: Telemóvel
5º dia: Banheira/móvel da wc


Estas cinco áreas ligam-se à nossa vida:
1º dia: Espaços em que vives
2º dia: Vida Pessoal
3º dia:Vida Profissional
4º dia: Vida Social
5º dia: Bem-estar

Estes exercícios poderão servir como uma porta de entrada, menos complicada, para começares a simplificar a tua vida. É com certeza mais fácil começar por simplificar  a carteira do que ir diretamente ao armário da roupa. Quando tiveres os músculos da simplificação mais fortes será mais fácil passares para exercícios mais exigentes.

Já fiz estes exercícios muitas vezes, mas isto da vida simples é um exercício constante e, por isso, também vou embarcar na viagem e irei cumprir os 5 dias.

Depois contar-te-ei como tudo se passou. Combinado?

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Não Te Movas - Margaret Mazzantini

Não te movas de Margaret Mazzantini é um livro marcante.

Dificilmente me esquecerei desta história. Já o li há mais de um ano e continua gravado na minha memória como se tivesse sido ontem.

A narrativa é a de um pai que se confessa à filha que se encontra entre a vida e a morte. A história, que o pai conta, é uma complexidade de sentimentos e acções, que nos incomodam os sentidos e a moral. A força da história e da narrativa é tal que me atrevo a dizer que gerou em mim emoções viscerais, como, até hoje, mais nenhum livro conseguiu.

A autora revela o dom de conseguir passar ideias fortes, de sensações e impressões com um jogo poderoso de adjectivos que nos faz repensar a ideia da escrita.

Consegui detestar uma das personagens, chegar ao ponto de sentir nojo por empatia para com as impressões que uma outra personagem tinha dela, para mais tarde, me sentir totalmente próxima daquela personagem que me enojava, chegando a admirá-la pelas suas características.

Vi-me obrigada a retroceder no livro para voltar a ler certas passagens, só para ter a certeza de que as tinha lido, tal era a reviravolta que os meus sentimentos, enquanto, leitora tinham dado.

Um achado, empolgante, perturbador e marcante!
Não considero o meu livro preferido, mas é, com certeza, o livro que mais me abalou emocionalmente.


Sinopse
(retirei da Wook)
Escrito na primeira pessoa, "Não te Movas" é um pungente monólogo de um homem, um cirurgião, falando com a sua filha de quinze anos. Depois de um acidente de mota, ela é levada para o mesmo hospital onde o pai trabalha. Agora, numa sala adjacente ao bloco operatório, ele espera enquanto um amigo a opera ao cérebro. Ela está gravemente ferida e pode morrer. Enquanto espera, petrificado pelo terror e pela dor, ele começa um diálogo interior com a filha, revelando o seu mais secreto íntimo. Subitamente, o respeitado profissional, o tépido marido de uma brilhante jornalista, o distraído pai de uma adolescente como tantas outras, é forçado a por a nu, perante a filha e ele próprio, uma verdade há muito omitida. Sozinho, no silêncio que o envolve, ele fala com a sua filha Angela, dizendo-lhe para não morrer, para não se mover. Lentamente ele revela um segredo doloroso, cuidadosamente escondido, que agora volta, cortante e vívido, como um bisturi que penetra a carne viva das recordações.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

As minhas inspirações, queres saber quais são?

Por vezes perguntam-me onde vou à procura de conhecimento, quais são os canais que mais me ensinam.

É difícil responder. São tantos e tão variados. Depende do que quero aprender, depende do meu estado de espírito.

Mas quanto mais me faziam esta pergunta, mais me convencia de que deveria partilhá-lo.

Por isso, aqui vai. Deixo-te as minhas grandes fontes de inspiração e de conhecimento:
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Livros:
Livros de OSHO
Livros de Augusto Cury
Dominique Loreau - A Arte das Listas e A Arte da Simplicidade
Maria José da Silveira Núncio - Gestão de Tempo para mulheres (muito) ocupadas
Marie Kondo - Arrume a sua casa, Arrume a sua vida
Marcus Buckingham - As Mulheres que têm Tudo
Tal Ben-Shahar - Em busca da perfeição
Eckhart Tolle - O Poder do Agora
Helena Águeda Marujo, et all -  Educar para o optimismo
Gonçalo Gil Mata - Ainda não tive tempo
Paul Martin - Pessoas Felizes
Richard Carlson - Sim podes ser feliz

Youtube:
Brian Johnson
Flávia Melissa
TEDx Talks

Blogs:
No Sidebar
Vida Organizada
A Felicidade é o Caminho


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A Culpa é das Estrelas - John Green

Apesar de toda a publicidade e de toda a fama nunca senti vontade de ler este livro. Não sei explicar porquê. 

Quando foi a febre do filme baseado no livro de Cidades de Papel, continuei sem vontade de conhecer o autor. Também não sei porquê.

Um dia, (já deves estar à espera, isto acontece-me tantas vezes...) estava eu na Biblioteca Municipal a aguardar que terminassem a minha requisição de livros quando espreito para a estante dos destaques e lá está ele a olhar para mim.
Foi um impulso, o corpo reagiu e ouvi-me a dizer, espera Anália, quero levar mais este. E foi, levei-o para casa.

Andei dois ou três dias para lhe pegar sem conseguir decidir-me a lê-lo até que respirei fundo e abri-o e li-o, foi de uma assentada.

Um bom livro, sem dúvida. Uma escrita muito agradável, mas principalmente uma escrita que nos transmite boa disposição, que nos dá leveza de espírito e, atenção!, estamos a falar de um livro sobre doenças terminais, que aborda bem de perto a tragédia da perda de entes queridos e de sabermos estar perto de morrer.

Apanhei-me muitas vezes a sorrir, a lacrimejar, a refletir. Foi um livro que me tocou, não pelo tema, mas pela forma como John Green o aborda, como construiu as personagens, pela sua sensibilidade e a naturalidade que imprime a cada cena, a cada momento, a cada característica e a cada diálogo. Os diálogos são bons, muito bons. O enredo muito simples mas muito real sobre o que é a complexidade humana, dos seus sentimentos e emoções.

Fiquei com cenas gravadas na memória. Ao ler certas passagens formei uma cena na minha mente e, por mais que o tempo passe, essas cenas mantém-se vivas em mim e o mais curioso é que, por vezes, tenho dificuldade em situá-las no contexto do livro. É como se tivessem ganho vida própria e existissem por si só com um valor absoluto em si mesmas. 

É espantoso como um autor consegue criar este valor todo num livro que se lê fácil e rapidamente. Um livro leve mas cheio de valor. 

Sinopse
(retirei da Wook)
Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.



terça-feira, 1 de novembro de 2016

Dia Um ... Na Cozinha - Pão Doce

Ora cá estamos nós outra vez.

Hoje é dia de Pão por Deus!

Hoje é dia de Pão Doce, meus amigos.



Aqui fica a minha participação na edição de novembro de Dia Um ... na Cozinha.

Ingredientes:

. 250 ml leite morno
. 2 ovos
. 1 colher de sopa de margarina
. 40 ml de óleo (usei de girassol)
. 3 colheres de sopa de açúcar
. 1 pacote de fermento de padeiro
. 1 kg de farinha de trigo

Preparação:



Bater bem o leite, os ovos, a margarina, o óleo, o açúcar e o fermento.
Aos poucos, ir juntando a farinha até ao ponto de não ficar presa nas mãos.
Amassar durante algum tempo, até a massa ficar uniforme, com um aspecto liso e moldável.
Moldar os pãezinhos e deixar descansar durante 1 hora.
Levar ao forno, a cerca de 180º, durante, aproximadamente 20m.
Não prolongues o tempo no formo, porque os pãezinhos podem ficar um pouco duros se estiverem demasiado cozidos.

Uma delícia. Esta quantidade deu para mais ou menos 15 pães, pequenitos claro! Dei alguns e outros congelei e tenho comido uma delícia destas ao pequeno almoço. Também ficam muito bem torrados, a companhar uma chávena de chá.

Uma bela receita para os dias chuvosos.

Ser bem sucedido no trabalho.

Na terça-feira passada falei-te de como podes trabalhar com gosto partindo de dentro de ti. Daquilo que depende, tão somente, das tuas atitudes para te manteres em ambiente confortável, prazeroso e seguro. 

Hoje, quero refletir sobre o que devemos fazer para nos sentirmos bem sucedidos. Atenção, o que entendo por bem sucedido não é chegar o topo da carreira e ganhar ziliões. Para mim ser bem sucedido é sentirmo-nos realizados, ativos e que marcamos o nosso lugar. Não somos indispensáveis, ninguém é, mas a nossa atuação profissional é um benefício para quem depende de nós direta e diariamente, para a nossa organização e, claro, para nós próprios.
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O que eu considero essencial que faças:

- encontra a referência dos teus valores pessoais e aplica-os ao teu Eu profissional. Pergunta a ti mesmo: "De que forma a minha atuação profissional diária (as tarefas e atividades que desempenho diariamente) se alinha com os meus valores?" E foca-te na tua resposta. Isto criará em ti motivação e sentimento de propósito.

- define que tipo de profissional queres ser? Quais são as caraterísticas pelas quais queres ser reconhecido? Tem atenção, o que ambicionas ser não pode ser contrário a quem és verdadeiramente. Tu ages em diferentes círculos, com diferentes intenções mas, recorda-te, tu és só uma e sempre a mesma pessoa.

- identifica os teus objetivos, poderás fazê-lo semanalmente ou mensalmente. A regularidade com que verificas se os estás a cumprir e com que os redefines é importante porque te dá um indicador constante de como te estás a comportar e o que estás a conseguir.

-  escolhe os teus instrumentos com cuidado e conscientemente. Não vás em modas, nem no que "parece bem". Os teus instrumentos de trabalho devem ser os teus aliados, têm que estar adequados a ti, à forma como o teu cérebro funciona, de maneira a que se encaixem na tua dinâmica sem esforço. Mas uma coisa é indispensável, apontamentos. Faz no suporte que quiseres, no método que melhor funcionar para ti. Mas usa apontamentos, não fiques a depender da tua memória, primeiro porque é falível e depois porque estarás a sobrecarregar-te e a não permitires-te desligar e isso actuará contra ti.
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- mantém-te alerta para as mudanças. Tanto tu, mas como a organização em que trabalhas estão em constante mudança. É preponderante que consigas perceber estas mudanças e possas calibrar os teus objetivos e expectativas.

- atualiza-te e continua a aprender. O mundo não pára, aquilo que aprendemos ontem rapidamente é atualizado e novas informações são "lançadas". Não percas o barco e investe em ti próprio.

O principal de tudo o que aqui escrevi é: descobre o teu rumo profissional, foca-te nele e investe em ti.





quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A Rapariga do Comboio - Paula Hawkins

Bem sei que é quase cliché falar deste livro agora, mas que queres? Só o li a semana passada. Não, ainda não vi o filme, mas pretendo ver.

O livro é bom. Ultimamente tenho lido mais livros de suspense e este é de facto bom. A autora consegue transmitir bem as emoções das narradoras que nos fazem sentir as suas dores, medos e paixões.

É um livro contado pela voz de três mulheres, todas envolvidas na mesma história e esta abordagem permite-nos compreender as situações de uma forma mais completa, na medida em que nos dá a conhecer as diferentes perspectiva do mesmo facto.

A narrativa também é boa. Não é maçadora e mantém-nos atentos e com vontade de saber mais. Não me pareceu, no entanto, um suspense de tirar a respiração e, muito embora, a história se mantivesse na minha cabeça ao longo o dia, não conseguiu criar em mim aquela vontade louca em querer voltar a pegar-lhe como me acontece tantas vezes.

A reviravolta da história é muito boa e Paula demonstra uma excelente capacidade, em termos de trama, de manter a coerência sem nunca deixar perceber as suas intenções, tão contrárias aos indícios com que nos vai alimentando.

Trata-se da história de uma mulher que viaja todos os dias no mesmo comboio, que se habituou a observar as casas do trajecto que percorre diariamente e os seus moradores começaram a ser-lhe familiares. 

Trata-se de uma mulher perdida no meio de sentimentos que a empurram para um poço sem fundo, cuja infelicidade, irá perceber mais tarde, é causada por um motivo muito diferente daquele que sempre julgara.


Sinopse
(retirei da wook)

Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.

Até que um dia... 

Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. 

Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Trabalhar com gosto.

Estamos sempre à espera que criem as condições para trabalharmos bem. Que as funções sejam as que esperamos e sonhamos. Que o espaço seja digno e confortável. Que a equipa seja amigável. Que os instrumentos sejam adequados.

Mas, e nós? Que fazemos nós para melhorar as condições em que trabalhamos todos os dias? Também somos responsáveis por garantir que o nosso tempo profissional é confortável, por defender e proteger o nosso bem-estar. E que fazemos?

Hoje é dia de dicas! Aqui ficam os "pormenores" que acho essenciais para termos um bom espaço/tempo de trabalho diário. São aquelas pequenas obrigações que devemos ter connosco próprios.
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- Tem um espaço alternativo - passamos muitas horas no local de trabalho e, aqueles que como eu trabalham numa secretária e em frente ao computador, acabamos por passar muito tempo na mesma posição. Se queres diminuir os aspetos negativos desta "posição constante", encontra um espaço alternativo para o qual possas fugir para trabalhar durante um bocadito.
                              Ao lado da minha secretária está uma janela cujo peitoral interno percorrer toda a parede e tem cerca de 30cm de profundidade. São muitas as vezes em que me levanto e fico em pé, com os papéis apoiados no peitoral, a consultar regulamentos e outros auxiliares.

- Mantém o teu espaço de trabalho limpo e organizado - não interessa a dimensão do espaço que tens à tua disposição, pode ser um gabinete inteiro, como só uma mesa, como uma pequena ilha de atendimento. Mantém esse espaço limpo e organizado, isso dar-te-á paz de espírito e manter-te-á focado.

- Alimenta os teus prazeres - se tens pequenos prazeres que te dão conforto e um sentimento de lar, procura usufruí-los no teu tempo de trabalho.
                               Eu adoro chá! Por isso tenho um jarro eléctrico e umas saquetas de chá prontos para eu beber. Levei para o trabalho uma caneca que me gera um sentimento de alegria e família e dediquei um pequeno canto do meu espaço a estes objectos da alegria.

- Ergonomia - é fundamental que tenhas cuidado para que a tua secretária, a tua cadeira, o teclado e o monitor estejam adequados para ti, para que possas manter uma posição correcta. Fará maravilhas à tua postura e diminuirá as dores de ombros e a tensão lombar.

- Pequenas pausas - vai beber um café, uma garrafa de água, um chá, vai dar um Olá a um colega do gabinete vizinho, vai consultar o extrato do multibanco, faz como quiseres, mas faz pequenas pausas. Saí da tua cadeira, do teu gabinete, estica o corpo, vê outras pessoas e troca palavras com alguém, uma simples conversa sobre o tempo que fez no fim-de-semana será maravilhosa para ti. Será descanso, será convívio, será um excelente momento para desanuviares. Quando regressares estarás mais capaz para te concentrares, refletires, executares e decidires.




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- Ritual da manhã - inicia o teu dia com um bom ritual de chegada que te faça desejar, com alegria, o teu início de dia profissional e te predisponha numa atitude alegre e produtiva.
                                Assim que chego ao trabalho, ligo o computador e faço um chá verde. Enquanto me delicio com a minha caneca adorada na mão, consulto os e-mails, agenda, to do list, enfim atualizo-me e planeio o meu dia de trabalho.

- Ritual de saída - É importante que saias do trabalho com uma noção de ter deixado tudo organizado, anotado e planeado para o dia seguinte. Evitarás levar pendentes na cabeça a arreliar o teu tempo pessoal. Também quando regressas, no dia seguinte, virás com confiança e bem-estar pois sabes que tens tudo "controlado", não estarás a entrar para o caos.
                                 Eu faço sempre a minha To do list para o dia seguinte. Revejo os meus projetos e incorporo tudo aquilo que preciso na agenda (compromissos e lembretes) e no Bullet profissional (atividades e tarefas). Arrumo tudo pela ordem que desejo encontrar no dia seguinte, limpo o registo do telefone, o histórico da net e as recycle bin. Saío sempre no modo clean e organizado.

- Tem snacks saudáveis e água - comer um bolinho ou um rissol ao bar pode ser um bom momento de descontração e convívio, mas não é benéfico para o teu organismo.Para fugires destes hábitos diários, destas tentações, garante que tens sempre qualquer coisa saudável e saboroso para comer (não interessa ser saudável se não te der prazer) e claro, água, bastante água ao teu dispor.

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- Usa o horário de almoço - talvez não todos os dias, mas uma ou duas vezes por semana sai durante o teu horário de almoço. Encontra um motivo para poderes dar uma escapadela, garanto-te faz maravilhas.
                                   Eu uso para lavar o carro, ir à farmácia, ir à modista, ir à papelaria, ir ao centro comercial, ir ao jardim dar um passeio à beira-mar (simplesmente fantástico!), ou porque não, dar um passeio a pé à volta do edifício onde trabalhas. Já experimentaste?


Como vês, nada tem que ver com as funções que desempenhas, nem com o ambiente que tens ao teu redor. Tem que ver, unicamente, com o respeito com que te tratas e a dedicação que tens em tornar a tua vida mais agradável.