quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Porto de abrigo

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Todos nós temos momentos em que nos sentimos mal. Em que as coisas nos parecem injustas ou cruéis, em que parece que somos os piores ou que fomos abandonados,

São os maus momentos, os momentos de desespero.

Todos nós os temos, mas, regra geral, pensamos que somos os únicos a tê-los e isso piora bastante o nosso mal-estar.

Quando te sentires assim pensa nestas quatro ideias que te proporcionarão um porto de abrigo:

- tudo passa, sim, é um cliché, mas é verdade! Todos os momentos maus são apenas isso, momentos. Não é a tua vida que é má, é apenas aquele momento. Irá passar. A única constante da vida é a sua inconstância!

- tudo é importante, os momentos maus são tão importantes como os momentos bons. Neles aprendemos lições, guardamos memórias que nos ajudarão no futuro e serão, também, eles que construirão a nossa história, edificando-nos enquanto seres individuais e únicos.
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- aceita, Aceita os momentos mais difíceis na sua plenitude. Não disfarces a tua tristeza, mágoa, raiva, inveja. Não disfarces, principalmente para ti próprio. Aceita-os. São sentimentos menos bons, é verdade, mas são sentimentos reais, são os teus sentimentos, são parte de quem tu és. Disfarçares não significa que não os sintas, significa apenas que não admites a sua existência. Ora, isso serve para quê?

- reflete. Debruça-te sobre as razões que te levam a viver esse momento. É porque sentes inveja? É porque te sentes sozinho? É porque te sentes triste, desiludido? Porquê? Onde começa esse sentimento? Qual é a sua raiz? Depois desconstrói. Desmistifica e consciencializa-te sobre: desse mau momento/sentimento, que parte é real? Que parte é apenas a tua mente, o teu ego a querer levar-te no seu caminho?



Também a felicidade é feita de momentos tristes. Também o homem mais perfeito tem sentimentos negativos. A diferença está na forma como aceitas a tua humanidade e como, com humildade, te aceitas quando estás triste e quando manifestas a tua humanidade imperfeita.

Uma vez mais te digo: Não te iludas, tu és perfeito tal como és!
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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Queres ouvir? A mim fez-me viajar.

Sabes o quanto gosto da Flávia, não sabes? Pois é! Gosto da forma como pensa e como se expressa.

Acho que é uma pequena vela que ilumina quem escolhe chegar mais perto dela.

Ela fala para o coração. Às vezes emociona-me.

Neste vídeo deixou-me muito pensativa e fez-me recordar da pequena miúda que fui e do que foi acontecendo até me tornar na mulher que sou hoje.

Queres ouvir? Sim?

Boa viagem ... e não te iludas, tu és um ser maravilhoso!


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Como contorno a pressão do dia-a-dia?

A vida de todos nós é um corre-corre que dificilmente conseguimos evitar.

É a vida familiar com mil e uma exigência, é a vida profissional com horários apertados e muitas obrigações. Temos pouco tempo para nós próprios e ainda procuramos ter espaço para actividades sociais/amigos e cultura/desporto.
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É, sem dúvida, um desafio procurar equilibrar todas estas exigências e vontades.O esforço é tão grande que a maior parte de nós entra em períodos de stress que levam à angustia e à desmotivação.

Não podemos, na realidade, evitar que a vida seja assim, que o ritmo seja elevado. Podemos procurar viver no agora e reduzir ao máximo as actividades para podermos desacelerar, mas as exigências continuam lá e isso stressa-nos.

Então como conseguir aliviar esta pressão?

Haverá com certeza mil e uma formas de o fazer, mas eu apenas posso falar daquelas que para mim dão muito resultado. Se darão para ti, não sei, mas pela minha experiência e pelas maravilhas que fizeram para o meu bem-estar eu recomendo-as.

1 - Ter uma rotina da manhã - ajuda-me a saber exactamente o que tenho de fazer, pela ordem que devo fazer e proporciona-me um início de dia mais relaxado.

2 - Limitar a informação (redes sociais/jornais/televisão) - uma grande parte da informação que nos chega é desnecessária. Ser seletivo em relação às fontes e ao tipo de informação que queremos, permite-nos filtrar tudo o que não é importante e que só servirá para aumentar a pressão e encher espaço.

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3 - Listas de actividades diárias, com referência a um planeamento mais alargado (semanal/mensal/anual) - as listas permitem-nos agir sem tomar decisão e com a segurança de que estamos a fazer o correto na altura certa. Estas listas foram feitas por nós e obedecem a um plano de organização maior, que nós próprios delineámos, por isso, são fiáveis.

4 - Ter tempo para descansar - o descanso é fundamental se queremos uma vida equilibrada e mais protegida do stress exagerado e prejudicial. Quer em casa, quer no trabalho mantenho-me off (a minha vida on-line é consciente, ou seja, eu escolho com consciência os momentos em que quero ter uma presença on-line. Não tenho notificações nem nada que me puxe para o on-line sem ser a minha própria vontade consciente). Procuro ter tempo para as minhas atividades de fluxo (normalmente ler e escrever) e descansar realmente com momentos do nada. Acredito que só assim poderemos repor energia.

5 - Aprender qualquer coisa - procuro estar sempre a aprender qualquer coisa, mas sem qualquer expectativa, apenas para adquirir conhecimento e evoluir pessoalmente. Tenho momentos em que me debruço sobre maquilhagem, ioga, receitas saudáveis, livros, roupas, organização, planeamento, tudo aquilo que me suscitar interesse. Mas não misturo, ou seja, quando estou num período em que me dedico às receitas saudáveis, nessa altura apenas procuro desenvolver conhecimento sobre isso.

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6 - Não fazer multitasking - procuro cultivar a concentração e o foco. Considero que este é o caminho para conseguirmos apreciar o momento e vivermos de forma prazerosa todos os pequenos e maravilhosos pormenores que a vida nos proporciona. 

7 - Meditação - pratico meditação de atenção plena, normalmente com ênfase no body scan e de pranayama. Esta prática ajuda-me a ter um dia mais tranquilo e mais virado para mim própria, para o que sinto. Reconhecendo o que sinto, através das manifestações do meu corpo, mais facilmente detecto mal-estar e consigo actuar sobre ele.

Nem sempre é fácil manter-me fiel a estes "princípios de vida", mas os resultados quando o faço são bem reveladores do seu benefício.

Também tens pequenos segredos como estes que te ajudam no dia-a-dia? Ai, sim, quais são?

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Decidir cansa!

Já reparaste que estamos sempre a tomar decisões? E sabias que a tomada de decisão pressupõe um mecanismo mental complexo que consome muita energia e produz stress? Ora, o stress e a fadiga são fenómenos que se acumulam e que, por isso, produzem muito desgaste que só pode ser contrariado pelo descansar/desligar. Se o descanso não é proporcional ao desgaste dá-se a fadiga da decisão que irá levar o nosso organismo a querer poupar energia, levando-nos a tomar decisões menos ponderadas e, por isso, susceptíveis de serem más decisões.
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Depois de alguns, muitos, momentos de fadiga e de extenuação pelo exagero de decisões que tomava, tornou-se claro, para mim, que se estava a tornar um problema e que só havia uma forma de evitar, diminuindo o número de decisões a que me sujeitava.

Sim, eu sei que parece curioso, mas vê bem, quando optas por beber água quando chegas a casa em vez de ires logo descalçar os sapatos, estás a tomar uma decisão. Os nossos dias são feitos de pequenas, mas muitas decisões e são estas que nos geram cansaço. Não são tanto as grandes decisões, como a vou entrar na licenciatura de engenharia ou de direito, nem mesmo aquelas médias, como compro ou não compro este vestido. A mim parece-me que aquilo que nos mais fatiga são as pequenas decisões que preenchem o nosso dia-a-dia.

Quando tomei consciência deste facto, comecei a procurar diminuir o meu cansaço associado à tomada de decisões. Como? Assim:

- reduzi as escolhas: quanto menos escolhas tenho, menos decisões tomo, por exemplo, queria ter momentos offline, por isso fechei a ligação à net no telemóvel. Assim não tenho que decidir quando estou offline, estarei sempre que não estou a usar um computador.

- planeio: com o planeamento consegui diminuir a tensão da decisão em cima da hora e com isso reduzo o stress associado, por exemplo, preparo as roupas que eu e a pequena vamos usar no dia anterior, bem como as lancheiras. Tenho uma ementa mensal com as refeições predefinidas e coordeno-a com uma lista de compras mensais (já viste quantas decisões poupo aqui?!).
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-  optei por ter rotinas e fazer to do lists - quer as rotinas quer as listas reduzem substancialmente as decisões que se tomam por dia porque, quando são confiáveis, são seguidas cegamente sem se ter que recorrer a qualquer decisão no momento.  Isto permite o descanso do cérebro e a tranquilidade por sabermos que tudo está a ser bem encaminhado.

- priorizo as decisões - procuro que as decisões importantes sejam tomadas quando me sinto descansada e guardo as pequenas decisões para o fim do dia.

- partilha de decisões - nos assuntos em que posso não decidir sozinha, procuro partilhar a responsabilidade da decisão e quando o faço confio plenamente na decisão do outro. Por exemplo, é altura de decidir se devo ou não comprar a bicicleta para a pequena, falo com o meu marido e exponho as minhas opiniões e deixo que ele decida.

Desde que assumi este caminho que me canso menos e, confesso, reduzi bastante as minhas más decisões ou decisões imponderadas, o que me tem proporcionado muito bem-estar.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Não te iludas!

Não te iludas!

Tu és quem és e isso é maravilhoso.

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É comum esquecermo-nos de admirarmos a pessoa que somos, pela nossa individualidade e particularidades. 

As redes sociais são como montras de vidas maravilhosas que parecem atirar-nos para o grupo dos aborrecidos. Mas isto é um engano, aquilo que vemos nas redes sociais são apenas os momentos gravados que os outros querem que vejamos das suas vidas. Quantas vezes, por detrás de uma fotografia de sorriso iluminado se esconde uma solidão a que se procurou fugir pela partilha publica de uma felicidade que não é real? 

Mas mais, as redes sociais trazem-nos mil e uma ideias de como preencher o nosso tempo, proporcionam-nos tanta variedade que ficamos confusos e perdemos o norte de quem verdadeiramente somos. Daquilo que nos preenche e nos dá sentido. Acabamos por fazer o que julgamos ser mais aceitável socialmente e a preterir aquilo que, por natureza, era importante para nós. 

Isto leva-nos a um sentimento de frustração e desilusão. Culpamos a falta de tempo, escudamo-nos nas mil e uma obrigações que temos para não conseguirmos levar a cabo aquilo que queremos fazer. Mas uma boa parte das vezes isso não é verdade. 

A verdade é que não sabemos o que queremos fazer porque usamos critérios de comparação social para definir as nossas actividades e esquecemo-nos de nos conhecermos e de ouvirmos o que temos a dizer sobre nós próprios. 

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Se calhar, o que temos que fazer é repensar a forma como ocupamos o tempo. Mas para isso precisamos de saber exactamente quem somos e o que realmente queremos fazer.

É provável que não saibas o que realmente interessa para ti, estás tão disperso em interesses e em novidades que perdeste a ligação a ti próprio.

Se assim é, deverás começar a prestar atenção aquilo que sentes. Aquela atividade faz com que te sintas cansado? Entusiamado? Excitado? Triste? Alegre? Solitário? Esgotado?

Se te sentires esgotado é porque não é uma atividade certa para ti. Aquilo que nos consome energia e nos cansa não é certo para nós.

Se sentires que, apesar de fazeres muito, essa atividade aumenta as tuas energia e vontade, dando-te uma sensação de realização pessoal, então essa será a atividade certa.

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O que nos proporciona a sensação de satisfação é sermos nós próprios, mesmo que aquilo que fazemos nada tenha a ver com as tendências sociais. Respeitar-nos primeiramente e fazermos o que gostamos de acordo com quem somos é o que nos dará a tranquilidade e a sensação de realização e harmonia.

Quando reconhecemos quais são os nossos valores, estes irão guiar as nossas decisões e as nossas escolhas. De fato, é possível fazer tudo, mas para isso temos que saber bem o que é o tudo para nós.

Podes ter a sensação de que deverias ser diferente, fazer mais, ser mais interessante, mas a verdade é que tu és aquilo que é suposto seres, neste preciso momento.  Daqui a um mês já serás diferente, terás acumulado mais experiências, mais conhecimento e isso irá acrescentar mais características à tua personalidade. Mas neste momento presente não existe mais certo do que aquilo que és. Abraça-te e permite-te existires assim, seres individual e único. Permite-te seres genuíno e verdadeiro. Verás que sentir-te-ás muito mais feliz.


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Como aumentar a produtividade no trabalho

Quando procuramos ser produtivos profissionalmente devemos, em primeiro lugar, definir o que é o nosso trabalho e depois o que é importante para nós enquanto profissionais. Esta definição não deverá servir para te recusares a levar a cabo actividades que te pedem e que estão fora do alcance das tuas funções, mas apenas para te ajudar a ter foco e a saber em que áreas é que queres aplicar o teu esforço.
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A partir do momento em que assumes qual é o teu rumo a nível profissional deverás organizar-te por forma a conseguires atingir a produtividade que pretendes, quer em termos de qualidade, quer em termos de quantidade.

Esta organização é tanto mais importante quanto será o fator chave do teu sucesso, sem ela acabarás por andar à deriva, sujeito às urgências e às agendas dos outros.

Em posts anteriores debrucei-me sobre a definição de prioridades, essencial para a gestão pessoal e sobre a organização no trabalho, em termos de ferramentas e gestão de tempo. Hoje o que quero partilhar contigo é um conjunto de ideias que, embora sejam mais gerais, podem servir-te de pilar. Pelo menos comigo têm funcionado muito bem, desde que me agarrei a elas que o trabalho tem fluído melhor, tenho sido mais produtiva, o stress diminuiu bastante e, sem dar horas a mais, tenho saído do trabalho com uma sensação muito reconfortante de dever cumprido e metas atingidas, portanto de realização.

A primeira ideia, que até pode parecer absurda quando se fala de produtividade, mas que eu acredito ser fundamental, é que é preciso tempo para descansar. Tens que garantir que tens tempo para descansar. Nestes períodos, que devem ser de 5 a 15 minutos, aproveita para esticar as pernas e alongar o corpo, para beber um café ou um chá e dar dois dedos de conversa com um colega, ou para ir até à janela olhar para a rua. Qualquer coisa que sirva para desanuviar a mente, aliviar a concentração e diversificar o dia. Após estes momentos de descanso a tua capacidade para executar, reflectir, enfim, produzir terá aumentado porque repuseste energia. Não te esqueças que qualquer actividade que faças consome energia e que esta precisa de ser reposta.
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A segunda ideia é a de não seres perfeccionista. Com isto não quero dizer que deixes de te importar com a qualidade do teu trabalho. Não, nada disso! Aliás, para existir real produtividade as tarefas devem ser feitas tanto com foco no cumprimento do prazo como na qualidade do que estamos a produzir. Se fizermos dentro do tempo mas mal feito, então não existe real produtividade. O que quero dizer, quando refiro não ser perfeccionista, é que deves aceitar que desde que faças o teu melhor e procures aprender para desenvolveres as tuas capacidade e competências, não é saudável que ambiciones o irreal. Esta ambição pode prejudicar o teu desempenho, a tua motivação e, eventualmente, poderá minar a tua auto-confiança.

Agora, vamos focar-nos em ideias mais concretas. Para mim tem sido essencial:

- o uso de duas listas. Uma para as atividades do dia e a outra para abranger todos os assuntos pendentes que irão ser distribuídos pelas listas diárias.

- o uso do sistema de projetos para atividades que exigem várias etapas para a realização.

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- na planificação das tarefas tenho consideração pelas rotinas da instituição, pelo ritmo do meu organismo (picos de energia e períodos de descanso), pela existência de urgências e outras eventualidades. Para mim funciona muito bem quando estipulo uma hora para ter todas as actividades feitas, pressupondo que sou moderada na composição da minha lista de actividades diárias. Desta forma, tenho espaço para reuniões que não esperava e outras eventualidades que não domino nem posso evitar. Quando termino as atividades e me sobra tempo escolho uma outra actividade da lista dos pendentes que consiga realizar dentro do tempo que tenho disponível. É importante aqui que assentes tudo o que fazes na lista diária para que possas ter uma visão do que realmente fizeste. 


- Ter cuidado com o email. Esta é uma das nossas maiores armadilhas. Estamos habituados a que haja uma resposta rápida aos emails e, por isso, é dada prioridade a este meio de comunicação. Mas atenção, um e-mail não é necessariamente uma coisa urgente, por isso, recomendo que vejas a tua caixa de correio em intervalos regulares, mas que não interrompas o que estás a fazer.

- Organizar o email e os documentos de referência, bem como o arquivo digital e fisico. Este é o segredo de quem consegue dar respostas rápidas e ser eficiente e eficaz.
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- Ter um bom sistema para controlo das actividades/projetos e as suas diferentes etapas. Uso alertas para respostas que estou a aguardar e para momentos de controlo de status dos assuntos.

Mas mais do que qualquer outra coisa, o verdadeiramente importante é que saibas que profissional queres ser e que, consoante essa definição, consigas gerir o tempo e a qualidade que conferes ao que produzes diariamente.

Só mais uma coisa,... a produtividade consegue-se através do esforço constante. Não interessa aplicares-te a 200% numa semana e a 25 % na outra. Mantém-te estável e concentrado e verás que terás tempo para o que é mais importante para ti.



quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Ser produtivo vs Estar ocupado

Sempre que ouço alguém dizer "fiz tanto e parece que não fiz nada", na minha mente surge logo a pergunta, ainda que silenciosa: O que é que te está a ocupar e a impedir de seres produtivo?

Produtividade não é sinónimo de muitos afazeres. Ser produtivo é produzir com sentido, é conseguir que as nossas acções resultem num produto, naquele produto que queremos. Quando a trabalhar, somos produtivos quando conseguimos os resultados a que nos propomos, dentro da esfera do trabalho. Posso passar o dia ocupada com assuntos pessoais, numa azáfama enorme e cansativa, no entanto chego ao final do dia de trabalho e não produzi trabalho, não fui por isso produtiva.
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Da mesma maneira, estar de férias e não largar o e-mail ou o computador é não ser produtivo, porque afinal nas férias o produto pretendido é descansar e relaxar, verdade?

Se assim é, procurar ser uma pessoa produtiva é tentar atingir os resultados/produtos desejados em cada uma das nossas esferas de ação. Desta forma, ser produtivo é dar um conteúdo cheio de significado aos nossos dias, à nossa vida.

E é por isso que para mim é tão importante ser produtiva.

Aqui ficam algumas dicas para aumentar a produtividade, mas tem bem presente que o primeiro passo a dar é saberes, em boa consciência, o que pretendes obter em cada esfera da tua vida. Só quando tens isso bem definido é que consegues alinhar-te e tornar-te produtivo.

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As dicas:

- Não deixes que as redes sociais te roubem tempo. Estipula o que queres delas, todas!, e usa-as em teu proveito, não permitas que sejam as redes sociais a comandar o teu tempo.
- Reserva tempo para descansar. O descanso não é uma perda de tempo, pelo contrário. Garantindo que tens o descanso necessário conseguirás maior lucidez e maior capacidade de execução.
- O mesmo para atividades de lazer. Não caias no erro de só querer fazer. O lazer é parte essencial do nosso bem estar e da nossa felicidade. Não descures. Também aqui é fundamental que sejas produtivo - dedica-te seriamente à produção do teu lazer.
- Responsabiliza-te pelo teu tempo. Não vale a pena dizer que não conseguiste fazer isto ou aquilo porque a vizinha te apanhou nas escadas e não se calou, ou porque a colega resolveu que era dia de por a conversa em dia. Na verdade és tu quem decides o que queres produzir, por isso és tu quem tem responsabilidade na gestão do teu tempo. Ninguém te obriga a ter uma conversa que não queres ter. Sê assertivo.
- Organiza-te. Sem teres um sistema de organização que esteja adequado à tua personalidade, muito facilmente irás perder o norte e no meio da confusão acabarás por estar muito ocupado sem seres produtivo.
- Estabelece as tuas prioridades. Só com as tuas prioridades bem definidas poderás dizer não ao que é menos relevante e concentrares-te na área em que realmente queres ser produtivo.


Ser produtivo não é fazer muito, é fazer o que é importante para ti!

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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

2016 - Simplificar

De há uns anos para cá atribuo uma intenção, a mim mesma, para cada ano. Em 2013 foi desintoxicar-me, em 2014 responsabilizar-me, em 2015 foi concretizar
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Foram três passos/anos no meu rumo de crescimento pessoal. Nestes três anos aprendi muito e evoluí muito em termos de organização, de gestão pessoal, de responsabilidade pela minha felicidade, pelos meus pensamentos, pelas minhas emoções. Dei muitos passos no caminho que escolhi e muitos deles levaram-me mais longe do que imaginei à partida. Tomei decisões que me pareciam pequenas mas cujas repercussões se relevaram gigantescas.

Cheguei ao fim de 2015 com uma sensação esmagadora de felicidade, de missão cumprida e sonhos concretizados. Não que pense que concluí, mas, como me consciencializei de que a felicidade é um caminho e não um destino, os meus sonhos vão sendo cumpridos, alterados e transformados dando lugar a outros que antes nunca teria imaginado. E é neste caminho, cheio de pormenores que me alegram e me aquecem, de alegrias e tristezas que aceito sem questionar e de aprendizagens constantes que me abanam e atrapalham, mas acrescentam, que sinto um borbulhar constante na alma. É o borbulhar da alegria, da felicidade de viver.

Mas claro, sou humana, quero mais. E que mais quero eu? Quero simplificar-me. Mas o que é simplificar? Quero simplificar-me não em termos de minimalizar, que claro, quero. Mas em 2016 a minha intenção é simplificar-me no sentido de descomplicar. 

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Do que tenho tido oportunidade de aprender, há muitas coisas que complicamos. Eu pelo menos complico quando quero fazer multitasking, mas também quando me nego a fazer multitasking. Complico quando racionalizo uma relação interpessoal, quando a devo apenas viver. Complico quando procuro a melhor rotina para fazer ioga e acabo por não fazê-la por não encontrar a tal rotina perfeita. Enfim, complico, complico, complico.

Por isso este ano, vou dedicar-me à simplificação (descomplicação!). Vou aproveitar a onda do ano para a simplicidade e vou dedicar-me de corpo e alma a esta intenção. Em janeiro vou começar com a prática de ioga. Pergunto a mim mesma, queres praticar ioga com regularidade? SIM! Então 'bora lá! Simples, não é? Nada complicado.

Que tenhas um 2016 maravilhoso!