quinta-feira, 28 de julho de 2016

De Amor e Sangue - Lesley Pearse

Esta é a história de Hope. 

Nascida como fruto de um adultério de uma aristocrata, Hope é acolhida numa família pobre e cresce numa mentira.

O decorrer da vida leva-a a momentos de desespero e de angústia, mas o seu carácter e a sua força interior levam-na a ultrapassar obstáculos e a encontrar o seu lugar.

Como habitualmente, Lesley Pearse traz-nos uma mulher carismática e cheia de força de vontade e generosidade.
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A escrita fluida e agradável leva-nos a querer acompanhar a vida de Hope, tornando, muito curtas, as 662 páginas da edição Asa. Lesley faz magia com a escrita. Enreda-nos na história, aprisiona-nos, fazendo crescer a vontade de continuar a ler para acompanhar Hope nas suas aventuras e desventuras. É a constante batalha entre as razões para o desânimo pelas circunstâncias que Hope vive e o espírito forte e alegre que a personagem tem e a levam a manter-se fiel a si mesma.

Sempre que fechava o livro, a história de Hope acompanhava-me. Era como uma amiga que eu estava sempre desejosa de ter tempo para reencontrar.

A trama da história não é deslumbrante e penso que nem pretende ser. Lesley insinua-se calma e docemente no nosso pensamento através do carácter das suas personagens. Leva-nos a viver as suas histórias como se fossem reais e isso impele-nos a mantermo-nos ligados e com vontade de continuar agarrados ao livro.

De Amor e Sangue é um bom livro que te aconselho a ler!

Sinopse

Somerset, 1836.
A recém-nascida Hope é a prova viva do adultério da mãe, a aristocrata Lady Harvey. A sua chegada a este mundo não é festejada e as lágrimas em seu redor não são de alegria. Imediatamente arrancada àquele meio privilegiado e entregue nas mãos dos Renton, uma família pobre mas acolhedora, Hope cresce sem saber a verdade sobre as suas origens. E quando chega o dia em que também ela tem de começar a contribuir para o sustento da família, é precisamente para os Harvey que trabalha. Deslumbrada perante a mansão luxuosa, a elegância dos seus patrões e a beleza que os rodeia, Hope enfrenta com brio e gratidão a extenuante rotina de trabalho.
Mas a descoberta de uma ligação proibida vai lançá-la sozinha para as ruas, para uma vida de miséria e solidão. É na adversidade, porém, que descobre uma força interior que desconhecia, bem como um talento para ajudar os mais fracos. Trata-se de um dom que não passa despercebido ao Dr. Bennett, que a leva consigo para a Crimeia, para ajudar a tratar dos feridos vindos dos sangrentos campos de batalha. Mas os segredos do passado teimam em vir ao de cima, e Hope tem ainda um longo caminho a percorrer na tentativa de enfrentar o legado do seu nascimento.


terça-feira, 26 de julho de 2016

Não consigo estar sossegada!

Olá.

Já te aconteceu tirares um momento para descansar e não conseguires? Às vezes não conseguimos porque nos pedem para fazermos mais alguma coisa, outras vezes é por não conseguimos fazer as nossas tarefas todas e acabamos por prescindir do tempo de descanso para terminar o que nos falta. Mas há vezes que não conseguimos porque simplesmente não conseguimos estar quietos. 

Porque será isto?

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O nosso quotidiano é, habitualmente, preenchido com tarefas e rotinas que nos impelem a correrias e stresses. Habituamo-nos a viver assim e quando acordamos sabemos que temos isto e aquilo para fazer. Mas e quando acordamos e nada temos para fazer porque decidimos reservar o dia para descansar? Ui! Isso é que é um problema! Parece que perdemos o norte e o rumo. Não temos diretrizes de movimento, nem to do lists para nos servirem de guião. Dei, por mim, muitas vezes neste dilema, parecia uma barata tonta pela casa e o dia demorava imenso a passar.

Será isto normal? Normal é, penso que todos nós já passámos por isso. Mas e desejável, é? Claro que não é desejável. Não é desejável porque significa que relacionamos a importância da nossa vida com as listas de tarefas que temos para concluir. A importância das tarefas já não está no resultado que elas proporcionam, mas nelas próprias. E isso, para mim, não tem sentido.
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Quando me apercebi desta incapacidade para estar quieta, preocupei-me e esforcei-me por alterar a situação. O que fiz?

Fiz perguntas a mim própria:

- porque não consegues estar quieta?
- o que te preocupa quando estás quieta?
- quais são as sensações físicas e psicológicas que tens?
- qual é o significado do descanso para ti?
- como é que procuras descansar?
- será que manteres-te ocupada não é uma forma de te esconderes?


Fui honesta comigo própria e respondi com total sinceridade a estas perguntas e constatei que não conseguia viver verdadeiramente o significado do descanso porque não estava habituada a descansar. Porque tinha um conjunto de ideias preconcebidas que me faziam dizer, a mim própria, que quando estava sem fazer nada estava na preguiça, ou estava a ser indolente e a tornar-me inútil. 

E foi nesse momento que comecei a treinar-me para o descanso. Sim, é verdade! Parece um pouco doido, não é? Mas é verdade. Comecei devagarinho com descansos curtos e selecionados. Primeiro desliguei as redes sociais, depois fiz listas de tarefas domésticas com dias específicos, se não fosse aquele dia não podia fazer e comecei aos poucos a conseguir desligar.

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E isso foi magia. Hoje consigo descansar verdadeiramente, a minha mente já não me atropela porque sabe que aquele é momento off.

Assim que comecei a conseguir descansar, comecei a conseguir apreciar mais os momentos e a conseguir produzir muito melhor. Acho que é porque sei que terei o meu merecido descanso depois...!

Parece-me que é por isso que as pessoas que, por norma, respeitam os seus períodos de descanso são
aquelas que mais facilmente conseguem relaxar e tirar prazer em estar sem nada fazer. É tudo uma questão de hábito. Resume-se tudo às nossas opções, àquilo que optamos dar ênfase no nosso dia-a-dia.

E tu, diz-me, consegues descansar? Dás a ti próprio a oportunidade de relaxar, de te desocupares e conseguires sentir-te bem?



quinta-feira, 21 de julho de 2016

Como estão as minhas rotinas.

Estive a fazer uma retrospectiva da minha organização e a conclusão a que chego é que a organização é uma questão de hábito e que, quando se torna rotina, deixa de implicar esforço e passa a ser uma forma de estar na vida.
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É essencial que sejamos perseverantes e esforçados no início, mas, depois, começa a ser tão natural que nem damos por estar a fazer aquelas pequenas tarefas. Se ainda não consegues ser bem organizado, não desesperes, persiste que lá chegarás. 

Desde que escrevi este post até hoje muitas coisas mudaram, mas o que, para mim, mais significado tem é que, naquela altura, eu precisava de olhar para "cábulas" e as rotinas eram estilo horários que eu tinha que cumprir, enquanto que agora faço as mesmas coisas mas como está tudo tão interiorizado não dou conta de as estar a fazer, tudo fluí naturalmente. Parece magia! 

Estive a ver ao pormenor, com o que escrevi então e acho curioso comparar:

Rotina da Manhã, com ela garanto que a manhã é tranquila. Deixei de fazer Yoga e o Roteiro de Vida, mas mantenho: 
- Tratar do corpo (incluí banho, vestir e maquilhagem)
- Fazer lancheiras (agora é só a minha)
- Acordar filha
- Pequeno almoço
- Arranjar a pequena
Incluí a meditação. Faço pelo menos 10 minutos de meditação de manhã.

Rotina da Tarde, mudou bastante, principalmente o seu significado. Antes o objetivo desta rotina era o permitir encontrar tempo para estar em lazer com a pequena e ainda fazer as "obrigações". Agora tudo mudou. A nova escola da pequena tem uma estrutura pedagógica diferente e as atividades terminam mais tarde, eu passei a sair mais tarde do trabalho e a miúda deixou de dormir a sesta, pelo que tem de ir para a cama mais cedo e com isso a família janta "com as galinhas", bem cedo.  Com tudo isto a happy hour desapareceu.
Mantém-se na rotina:
- Banho da pequena
- Preparar as mochilas/lancheira para o dia seguinte
- Preparar as roupas (minhas e da miúda) para o dia seguinte
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- Jantar (tudo o que está relacionado com o jantar e a arrumação/limpeza da cozinha)
- Preparar jantar de amanhã (descongelar algo que precise para o dia seguinte ou lista de compras)
Incluí, já há bastante tempo, beber a minha chávena de chá (é sagrado e coloca-me em estado zen).

Rotina da Noite, é tempo de lazer.
- Tempo com a filha (após o jantar estou com a pequena o tempo que houver até à hora dela dormir)
- Deitar a pequena
- Momento Zen (dedico-me aos meus hobbies: scrapbook, leitura e o blog)

A Rotina de Segunda-Feira desapareceu, mas a Rotina de Sexta-Feira mantém-se com o objetivo de garantir que a semana seguinte está planeada e decorrerá sem sobressaltos.
- Ementa Semanal
- Lista de Compras Semanais
- Revisão Semana
- Planear próxima semana


Desisti das Rotinas de Sábado e de Domingo e optei pela Rotina de Fim de Semana que incluí, apenas:
- Limpeza da casa
- Passar a roupa a ferro

Mas a maior prioridade ao fim de semana é gozar tempo de lazer em família. Como o tempo que tínhamos durante a semana foi reduzido, procuro que o fim de semana seja dedicado a atividades em conjunto. Quero usufruir da sua companhia o mais que conseguir.

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Já não faço voluntariado. Gostava muito de fazê-lo, mas a minha noção de compromisso com os outros gerava-me muita ansiedade e dava por mim a não ter tempo para a filhota. Achei que estava em desacordo com a minha intenção de vida. Pode ser que um dia mais tarde consiga integrar esta atividade. Tenho esperança!

Mantenho a Rotina Mensal que me dá uma imagem ampla da minha vida em termos de planeamento e me permite não ter pendentes descontrolados. Aqui incluo:
- Verificar o planeamento financeiro
- Fazer as compras on line mensais (para a semana ficam apenas os frescos e os imprevistos)
- Preparar o mês no Bullet Journal (compromissos e to do lists)
- Verificar o E-Faturas
- Descarregar as fotografias que fui tirando na área da família.

Assim são as minhas rotinas. E sabes um segredo? Tenho dias em que olho para o meu Bullet Journal e penso, mas hoje não tenho nada para fazer? É verdade! Acredita. A organização e o planeamento exigem esforço inicialmente, mas quando os interiorizas dão-te liberdade e tranquilidade. São uma grande mais-valia!






terça-feira, 19 de julho de 2016

Tudo de bom!

Olá!

Podes dar-me os parabéns...hoje faço 41 anos!

Confesso: este foi um dos melhores anos da minha vida. Muita coisa encaixou. Muito serenou. Fiz transições que me assustaram mas que me levaram a realidades muito ricas e de onde retirei muitas lições e conhecimento.

Encantei-me com tanta coisa!! 
Coisas simples, que estavam mesmo ali, à minha frente. Outras, mais complexas, foram revelando-se e deixaram-me ver a sua maravilhosa natureza.

Sim! Tive dias muito maus. Tive sentimentos negativos. Tive tristezas e ansiedades. Tive tudo isso. Mas isso tudo só fez com que o meu ano fosse ainda melhor. Não lhe retirou nenhuma beleza.

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Ontem, quando após o jantar, fui com a miúda à rua andar de bicicleta, o sol ainda estava quente e enquanto sentia o abafado da pele, a dificuldade em respirar um ar tão quente, lembrei-me que em casa estava fresco e que dali a pouco lá estaríamos. Esta certeza deu-me a tranquilidade para poder viver aquele momento, de fim de tarde, sem ansiedade nem desconforto. 

Então percebi que aquilo que fez com que este ano fosse tão bom foi isso mesmo, foi ter a confiança que qualquer desconforto era passageiro e que não tardaria muito eu estaria novamente bem. 

O que fez deste ano tão bom foi sentir isto...sinto-me em casa e isso é tudo de bom!....




segunda-feira, 18 de julho de 2016

A Trilogia - As Crónicas de Bridei de Juliet Mariller

Acho que vou mudar algumas coisas aqui nos meus suspiros. Vou manter os temas mas vou soltar um pouco a rédea.

Uma das coisas que mais senti falta neste tempo em que estive off do blog foi o conversar contigo e por isso o que mais quero agora é falar-te espontaneamente, quero falar-te com a alma e não tanto com o raciocínio. Parece-te bem?

Assim sendo, hoje quero falar-te de uma "coisa" que me apaixonou...as Crónicas de Bridei.

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Quando em janeiro de 2015 fui desafiada por um clube de leitura para ler um livro de fantasia escolhi a autora, que desconhecia completamente, Juliet Marillier e o seu livro O Espelho Negro, o primeiro da trilogia As Crónicas de Bridei. 

Logo na altura o livro tirou-me a respiração! Adorei. A forma como a autora escreve, a doçura e profundidade que imprime às personagens é absolutamente admirável. Gostei tanto que prometi a mim própria que leria os três livros, cada um no início do um ano.

Cumpri em 2016. Janeiro começou com o livro A Espada de Fortriu e com ele aprofundei a relação com Bridei, com Tuala, mas principalmente com Faolan, o guarda costas, espião do rei Bridei. Vou dizer-te sem pudor, apaixonei-me! 

Como qualquer mulher apaixonada não consegui esperar um ano para reencontrar Faolon e foi assim que em junho me rendi e me perdi nas páginas do terceiro livro, O Poço das Sombras! Quando terminei, suspirei, abracei o livro e tomei consciência que Juliet Marillier conseguiu, com esta trilogia, fazer-me voar e viver intensamente. Namaste, Juliet que me proporcionaste uma experiência tão intensa e marcante!



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Sinopse:

O Espelho Negro
Escócia, século VI. Bridei tem quatro anos quando os seus pais o confiam a Broichan, um poderoso druida do reino de Fortriu, com quem aprenderá a ser um homem erudito, um estratega e um guerreiro. Bridei desconhece que a sua formação obedece ao desígnio de um conselho secreto de anciãos e que está destinado a desempenhar um papel fundamental no destino do instável reino de Fortriu. Entretanto, Bridei encontra uma criança, ao que tudo indica abandonada pelos Boas-Gente. Crescem juntos e a bebé Tuala transforma-se numa bela mulher que irá desempenhar um papel importante no futuro de Bridei e do reino.



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A Espada de Fortriu
O reino de Fortriu gozou de cinco anos de paz desde que Bridei chegou ao trono. Agora, o rei prepara-se para uma guerra há muito esperada que, segundo pensa, banirá para sempre do Ocidente os invasores Galeses. A princesa Ana, refém de Fortriu desde a sua infância, é enviada para Norte, para se casar, estrategicamente, com um líder que nunca viu, e com isso ganhar um aliado. A sua escolta é conduzida por um homem que ela despreza: o enigmático Faolan, assassino e espião de Bridei. A expedição é infortunada e, quando Ana chega junto do líder a quem fora prometida, numa fortaleza perdida nos Bosques de Briar, ela não se sente à vontade. Trata-se de um lugar cheio de segredos.




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O Poço das Sombras
Quando segue o rasto de um poderoso clérigo cristão que pode ser uma ameaça para a estabilidade do reino pagão de Bridei, Faolan torna-se responsável por uma criança, um cão e Eile, uma jovem perturbada e desconfiada. Para Eile, a viagem a Fortriu é uma confrontação. Acostumada a uma vida de privações e labuta, a jovem vê-se perante um mundo estranho, cheio de lições novas, onde o principal desafio é aprender a confiar nas pessoas. Na corte de Bridei, em Monte Branco, notícias perturbadoras vindas do reino vizinho de Circinn, levam o Rei a convocar a conselho os seus chefes-de-guerra. 





Cada um dos livros é um mundo, mas os três juntos são um universo de histórias de amor, de personagens fascinantes e complexos, de intrigas, de emoções fortes e fantasia numa narrativa muito bem conseguida e repleta de diálogos absorventes e deliciosos.



quarta-feira, 13 de julho de 2016

Conta-me coisas!

De regresso, aquilo que me apetece mais fazer é pôr a conversa em dia. Mas tenho tantas coisas para te contar, do que aprendi, do que mudou, que não conseguirei fazer tudo de uma só vez.

Vamos por partes, sim?

Então, em primeiro lugar: o que é que me aconteceu? Em fevereiro quando me afastei não te disse o que estava a acontecer, mas agora quero dizer-te.

Por todas as coincidências (eu diria mais movimentos cósmicos ou fluxos do destino, mas isto sou eu e as minhas crenças!) tive uma oportunidade de mudar de emprego numa altura em que a minha filha teve a oportunidade de mudar de escola. Pois, isso mesmo! Assim, mudámos as duas e agora estamos lado a lado. Do meu novo trabalho (que simplesmente adoro) até à escola da minha pequena (que ela simplesmente adora) vou a pé. E tudo isto fica a 10 minutos de casa. Sim, sim, isso mesmo! L'a vie est belle! 

Eu não sou muito dada a mudanças! Sou quase, quase um Velho do Restelo. Faço resistência e mais resistência. Mas desta vez foi como se uma janela se abrisse. Aceitei sem dúvidas, com receios mas de peito aberto e ainda bem!
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As rotinas como deves imaginar sofreram bastante. Passei a trabalhar mais horas (mas nem isso me chateia, porque me sinto verdadeiramente bem, em paz) os locais por onde passo mudaram completamente e por isso tive que ajustar tudo. Passaram, mais ou menos, quatro meses e penso que sobrevivemos muito saudavelmente à barafunda que é um novo ritmo de vida.

Deixei cair algumas coisas e libertei-me bastante! Estou bastante renovada, parece que foi um agitar de penas para esta coruja que agora volta, quem sabe, talvez, um pouco mudada. Depois dir-me-ás, ok?

E contigo, que se tem passado? Deixa comentários, conta-me coisas! Estou desejosa de saber de ti.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Olá!

Olá! Viva!

Como tens andado? Tens aproveitado a vida? Tens vivido com intensidade? Tens apreciado os pormenores e os detalhes desta experiência maravilhosa que é viver?

Tens?! Fico tão feliz por ti!

Eu por cá ando...encantada! Apaixonada por cada dia que nasce e grata por cada noite que chega.

Tenho sentido saudades tuas.

Recolhi-me e fiz bem, vivi a nova etapa dedicada, absorvi as aprendizagens e encontrei o meu espaço neste novo momento.

Mas agora quero conversar contigo. Sinto-te a falta. E tu sentiste a minha?

Shiu! Não digas nada. Vem cá, dá-me a mão e escuta, tenho tanto para te contar!