quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A Rapariga do Comboio - Paula Hawkins

Bem sei que é quase cliché falar deste livro agora, mas que queres? Só o li a semana passada. Não, ainda não vi o filme, mas pretendo ver.

O livro é bom. Ultimamente tenho lido mais livros de suspense e este é de facto bom. A autora consegue transmitir bem as emoções das narradoras que nos fazem sentir as suas dores, medos e paixões.

É um livro contado pela voz de três mulheres, todas envolvidas na mesma história e esta abordagem permite-nos compreender as situações de uma forma mais completa, na medida em que nos dá a conhecer as diferentes perspectiva do mesmo facto.

A narrativa também é boa. Não é maçadora e mantém-nos atentos e com vontade de saber mais. Não me pareceu, no entanto, um suspense de tirar a respiração e, muito embora, a história se mantivesse na minha cabeça ao longo o dia, não conseguiu criar em mim aquela vontade louca em querer voltar a pegar-lhe como me acontece tantas vezes.

A reviravolta da história é muito boa e Paula demonstra uma excelente capacidade, em termos de trama, de manter a coerência sem nunca deixar perceber as suas intenções, tão contrárias aos indícios com que nos vai alimentando.

Trata-se da história de uma mulher que viaja todos os dias no mesmo comboio, que se habituou a observar as casas do trajecto que percorre diariamente e os seus moradores começaram a ser-lhe familiares. 

Trata-se de uma mulher perdida no meio de sentimentos que a empurram para um poço sem fundo, cuja infelicidade, irá perceber mais tarde, é causada por um motivo muito diferente daquele que sempre julgara.


Sinopse
(retirei da wook)

Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.

Até que um dia... 

Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. 

Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Trabalhar com gosto.

Estamos sempre à espera que criem as condições para trabalharmos bem. Que as funções sejam as que esperamos e sonhamos. Que o espaço seja digno e confortável. Que a equipa seja amigável. Que os instrumentos sejam adequados.

Mas, e nós? Que fazemos nós para melhorar as condições em que trabalhamos todos os dias? Também somos responsáveis por garantir que o nosso tempo profissional é confortável, por defender e proteger o nosso bem-estar. E que fazemos?

Hoje é dia de dicas! Aqui ficam os "pormenores" que acho essenciais para termos um bom espaço/tempo de trabalho diário. São aquelas pequenas obrigações que devemos ter connosco próprios.
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- Tem um espaço alternativo - passamos muitas horas no local de trabalho e, aqueles que como eu trabalham numa secretária e em frente ao computador, acabamos por passar muito tempo na mesma posição. Se queres diminuir os aspetos negativos desta "posição constante", encontra um espaço alternativo para o qual possas fugir para trabalhar durante um bocadito.
                              Ao lado da minha secretária está uma janela cujo peitoral interno percorrer toda a parede e tem cerca de 30cm de profundidade. São muitas as vezes em que me levanto e fico em pé, com os papéis apoiados no peitoral, a consultar regulamentos e outros auxiliares.

- Mantém o teu espaço de trabalho limpo e organizado - não interessa a dimensão do espaço que tens à tua disposição, pode ser um gabinete inteiro, como só uma mesa, como uma pequena ilha de atendimento. Mantém esse espaço limpo e organizado, isso dar-te-á paz de espírito e manter-te-á focado.

- Alimenta os teus prazeres - se tens pequenos prazeres que te dão conforto e um sentimento de lar, procura usufruí-los no teu tempo de trabalho.
                               Eu adoro chá! Por isso tenho um jarro eléctrico e umas saquetas de chá prontos para eu beber. Levei para o trabalho uma caneca que me gera um sentimento de alegria e família e dediquei um pequeno canto do meu espaço a estes objectos da alegria.

- Ergonomia - é fundamental que tenhas cuidado para que a tua secretária, a tua cadeira, o teclado e o monitor estejam adequados para ti, para que possas manter uma posição correcta. Fará maravilhas à tua postura e diminuirá as dores de ombros e a tensão lombar.

- Pequenas pausas - vai beber um café, uma garrafa de água, um chá, vai dar um Olá a um colega do gabinete vizinho, vai consultar o extrato do multibanco, faz como quiseres, mas faz pequenas pausas. Saí da tua cadeira, do teu gabinete, estica o corpo, vê outras pessoas e troca palavras com alguém, uma simples conversa sobre o tempo que fez no fim-de-semana será maravilhosa para ti. Será descanso, será convívio, será um excelente momento para desanuviares. Quando regressares estarás mais capaz para te concentrares, refletires, executares e decidires.




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- Ritual da manhã - inicia o teu dia com um bom ritual de chegada que te faça desejar, com alegria, o teu início de dia profissional e te predisponha numa atitude alegre e produtiva.
                                Assim que chego ao trabalho, ligo o computador e faço um chá verde. Enquanto me delicio com a minha caneca adorada na mão, consulto os e-mails, agenda, to do list, enfim atualizo-me e planeio o meu dia de trabalho.

- Ritual de saída - É importante que saias do trabalho com uma noção de ter deixado tudo organizado, anotado e planeado para o dia seguinte. Evitarás levar pendentes na cabeça a arreliar o teu tempo pessoal. Também quando regressas, no dia seguinte, virás com confiança e bem-estar pois sabes que tens tudo "controlado", não estarás a entrar para o caos.
                                 Eu faço sempre a minha To do list para o dia seguinte. Revejo os meus projetos e incorporo tudo aquilo que preciso na agenda (compromissos e lembretes) e no Bullet profissional (atividades e tarefas). Arrumo tudo pela ordem que desejo encontrar no dia seguinte, limpo o registo do telefone, o histórico da net e as recycle bin. Saío sempre no modo clean e organizado.

- Tem snacks saudáveis e água - comer um bolinho ou um rissol ao bar pode ser um bom momento de descontração e convívio, mas não é benéfico para o teu organismo.Para fugires destes hábitos diários, destas tentações, garante que tens sempre qualquer coisa saudável e saboroso para comer (não interessa ser saudável se não te der prazer) e claro, água, bastante água ao teu dispor.

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- Usa o horário de almoço - talvez não todos os dias, mas uma ou duas vezes por semana sai durante o teu horário de almoço. Encontra um motivo para poderes dar uma escapadela, garanto-te faz maravilhas.
                                   Eu uso para lavar o carro, ir à farmácia, ir à modista, ir à papelaria, ir ao centro comercial, ir ao jardim dar um passeio à beira-mar (simplesmente fantástico!), ou porque não, dar um passeio a pé à volta do edifício onde trabalhas. Já experimentaste?


Como vês, nada tem que ver com as funções que desempenhas, nem com o ambiente que tens ao teu redor. Tem que ver, unicamente, com o respeito com que te tratas e a dedicação que tens em tornar a tua vida mais agradável.




quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Um passo à frente - Colleen McCullough


Foi verdadeiro deleite ler este livro de Colleen McCullough.


Enquanto lia, enquanto mudava as páginas, parecia que o mundo parava a sua agitação e tudo ficava sereno, o que é bastante estranho já que se trata de uma história sobre uma investigação de um "serial killer" bastante perverso. Mas a escrita de Colleen é tão serena, tão madura, tão equilibrada que é como se nos conduzisse no meio de uma tormenta, protegidos numa bolha de tranquilidade. É puro prazer.

A história está muito bem construída, a trama bem enredada e as personagens, bem estruturadas, são nos apresentadas de uma forma muito interessante. Não há grandes descrições, mas, enquanto acompanhamos a investigação, vamos apanhando as pequenas características de cada personagem e acabamos por ir tecendo, por nós próprios, as suas personalidades. 

Adorei a história de amor. Também ela tranquila, sem arremessos de paixão, sem calores assolapados, uma construção bem sustentada, calma e profunda. Adorei.

O fim...bem, metade esperado a outra metade inesperado, uma provocação a qualquer leitor, mesmo ao mais concentrado.


É muito gratificante ter o privilégio de ler as obras de Colleen, pelo conteúdo, sem dúvida, mas para mim, principalmente pela sua escrita tão madura, tão ... falta-me o termo, explico assim, ler este livro foi como estar num barquito de madeira branca, num pequeno lago, num pôr-de-sol de fim de verão, com uma ligeira brisa a embalar-me e a envolver-me...puro prazer! 


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Sinopse
(retirei do site da wook)

Em Holloman, Connecticut, alguém anda a perseguir e a matar adolescentes inocentes.
Num prestigiado centro de investigação de ciências neurológicas, coloquialmente conhecido como "Hug", são descobertas partes do cadáver de uma jovem num dos seus frigoríficos. Rapidamente, o tenente Carmine Delmonico, da polícia local, descobre que têm vindo a ocorrer em todo o Estado uma série de desaparecimentos, todos eles seguindo um padrão semelhante e todos eles com o mesmo final horripilante.

Com as hierarquias de poder do Hug em tumulto e todos os membros do pessoal a esconderem alguma coisa, Delmonico mergulha na vida e no passado de cada um deles. É o maior caso da sua carreira e ele está decidido a resolvê-lo. Mas como se encontra um monstro que não deixa pistas e que está sempre um passo mais à frente?

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Qual é o teu hobby?

Sempre que ouço “estou farto desta rotina, desta vida de obrigações” pergunto: “e qual é o teu hobby?”.

Olham-me com estranheza e respondem, a maior parte das vezes, “eu lá tenho tempo para um hobby?”.

Os hobbies são algo que deixamos para trás, que consideramos um extra da vida quotidiana. Mas não deveria ser assim, porque são essenciais para uma vida sã.
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O que é um hobby? Hobby é uma atividade praticada, por prazer, no nosso tempo livre, com regularidade e paixão. É uma fonte de satisfação e de prazer. É uma atividade de fluxo, durante a qual não sentimos as horas passar. Mas enganas-te se achas que os hobbies são só prazer. Não, não são. O hobby é uma atividade que exige de nós dedicação e esforço. Que só pode ser realizada se formos persistentes e concentrados, focados naquilo que queremos assim que temos um “tempo livre”.

Já descobriste o que mais gostas de fazer no teu tempo livre? Aquela atividade que, embora te exija esforço, quando te dedicas a ela dá-te prazer e um sentimento de realização? Que gera em ti alegria?

Eu andei à nora muito tempo. Dizia que não tinha tempo e que não sabia o que gostava de fazer, até que descobri atividades que quando me dispunha a realizá-las me enchiam a alma de alegria, tranquilidade e me impulsionavam a querer fazer mais e melhor.  Quanto mais as fazia, mais pensava nelas e mais energia traziam para o meu quotidiano que nada tinha a ver com essas atividades. Foi quando percebi que o hobby certo para nós age como uma tomada elétrica, gera energia para utilizarmos em tudo o que fazemos.

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Mas para além de ser uma fonte de energia, o hobby é relevante porque permite-nos desenvolver competências e talentos que não são “puxados” pela nossa atividade “normal”. Por exemplo, uma caixa de supermercado que faz tricot por hobby. Através do seu hobby esta mulher poderá aprofundar características, aptidões e inclinações naturais da sua personalidade, que não são ativadas no seu desempenho profissional, estimulando assim o cérebro.

Através dos hobbies poderás desenvolver as seguintes competências:

# Esforço e dedicação
# Paciência e resiliência
# Autoconfiança e aceitação
# Coragem e vontade de melhorar e descobrir
# Relacionamento
# Mindfulness

Quais são os meus hobbies? Ai que curioso!!

Mas eu partilho contigo:

# ler (leio sempre antes de adormecer, normalmente 30 minutos)
# scrapbook (faço sempre à noite, depois de deitar a pequena, normalmente 1hora por dia)
# o blog (quer no blog propriamente dito, quer a página do facebook, e isso corresponde às leituras que faço para os posts, à redação dos posts, à escolha das fotos, ao planeamento, enfim a tudo, cerca de 5 horas p/ semana)
# filatelia (estou a recuperar o tempo perdido, faço ao fim-de-semana)
# culinária (faço refeições diárias e depois dedico-me a experimentar e a fazer coisas menos habituais, por exemplo ao fim-de-semana, às vezes acordo às 7 da manhã cheia de vontade de ir fazer pão. Se entrares na minha cozinha verás uma maluca toda feliz de sorriso na cara e toda ofegante a amassar a farinha ;D).

São muitos, não é? Mas sabes eu não gosto de televisão. Muito pouca coisa consegue prender-me a atenção. Assim, como não fico sentada em frente à tv, fico com muito tempo livre para os meus hobbies. Opções, não é verdade?

Se ainda não tens um hobby, procura um. Como? Começa por pensar no que gostas de fazer. Sim, sim, uma vez mais o auto-conhecimento é essencial. 

Deixo-te um fruto de um dos meus hobbies, o scrapbook, aqui ao lado. Que achas? Está janota, não está? Eu gosto, mas mais ainda adorei fazê-lo.


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Trilogia das Jóias Negras - Anne Bishop

Já tinha ouvido falar muito de Anne Bishop, mas nunca tinha pegado num livro seu. Até conhecer Juliet Marillier não era grande fã do fantástico e depois, fiquei tão apaixonada por Juliet que me esqueci de explorar outras possibilidades. 

Um dia, nos meus passeios pela biblioteca municipal, deparo-me com esta trilogia e nem pensei duas vezes. Levei-os para casa. Que surpresa!

Anne Bishop faz-nos ver, torna reais as cenas. As suas descrições são tão poderosas, tão bem conseguidas que nos fazem ver o filme à nossa frente. Foram tantos os momentos em que me esqueci que estava a ler e me pareceu que estava a observar as cenas, as personagens, os movimentos, os lugares. Parecia um filme a desenrolar-se à minha frente. Magnífica escrita, poderosa!

E quanto ao estilo...fantasia verdadeiramente, arrojada, corajosa, totalmente destemida. É um mundo diferente que Bishop apresenta ao leitor. Personagens diferentes que são tão bem tratadas, apresentadas e exploradas que aceitamos, a sua diferente realidade, como o algo possível e aceitável. 

Anne introduz-nos uma série de ideias alternativas de comunicação, de existência, de transporte. Brilhante como numa narrativa consegue fazer passar, com a ligeireza que faz, conceitos tão complexos. A ideia dos parentes comoveu-me, deixou-me reflexiva, toucou-me.

A trilogia trata da história de uma rainha, há muito esperada como a salvadora.

As personagens...enfim, adorei-as. A sua complexidade e a essência que lhe foi dada surpreendeu-me, tantas e todas tão bem construídas. Todas com uma complexidade muito grande em termos de pensamento e espírito. São personagens em 3D, nada em Anne Bishop me pareceu linear.

"Bastardinho, Bastardolas", "Beijinho, beijinho", enfim, quem já leu reconhecerá imediatamente as personagens a que me refiro. 

A história é boa, mas o que mais que cativou foi a forma brilhante como Anne nos faz ver um mundo cheio de diferenças como se fosse a mais normal das realidades, sem precisarmos de grande esforço para o imaginar. Está ali à nossa frente, totalmente disponível para podermos desfrutar e explorar.

Magnifíco, Anne Bishop, magnífico. 


Sipnose
(retirei do site da wook)

Volume I - Filha de Sangue
Há setecentos anos, num mundo governado por mulheres e onde os homens eram meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha, na sua teia de sonhos e visões.
Agora o Reino das Sombras prepara-se para a chegada dessa mulher, dessa Feiticeira que terá mais poder do que o próprio Senhor do Inferno. Mas a Rainha ainda é nova, passível de ser influenciada e corrompida. Quem controlar a Rainha controlará o mundo.
Três homens poderosos — inimigos de sangue — sabem isso. Saetan, Lucivar e Daemon apercebem-se do poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. E assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, onde as armas são o ódio e o amor. O preço pode ser terrível e inimaginável.

Volume II - Herdeira das Sombras
Há setecentos anos, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de sonhos e visões.
Jaenelle chegou para ocupar o seu lugar, mas mesmo a protecção dos Senhores da Guerra não impediu que os seus inimigos lhe provocassem um terrível mal. Agora é necessário protegê-la até às últimas consequências. Mas será que ainda é possível recuperar Jaenelle?

Volume III - Rainha das Trevas
Há setecentos anos, num mundo onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de sonhos e visões.
E agora, a Corte das Trevas foi estabelecida.
 Incapazes de atingir Jaenelle, a jovem Rainha, os membros corruptos dos Sangue fazem um jogo perverso de diplomacia e mentira, procurando destruir aqueles que sempre deram tudo por ela. E revertem as culpas para o seu tutor, Saetan, que passa a ser visto como a maior das ameaças ao poder instituído. Com Jaenelle como Rainha, a chacina do povo e a profanação das terras irá terminar. Porém, onde se fechou uma porta poderá abrir-se uma janela... E mesmo que Jaenelle possa contar com os seus aliados, talvez não seja suficiente: só um terrível sacrifício poderá salvar o coração de Kaeleer.





terça-feira, 11 de outubro de 2016

Quando deves simplificar.

Há muitas formas do corpo nos dizer que estamos a ter demais.

Quando te sentes desorientado. Quando o barulho te faz confusão. Quando tens a sensação de não descansar. Quando todos te aborrecem. Quando começas a sentir que há algo em ti que está a crescer e a querer explodir. Quando a tua mente não se cala.
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Tudo isso é o corpo a dizer: BASTA!

A angústia também é um bom indício que tens que mudar algo em ti. Não é nos outros, é em ti!

Que fazer? Deves simplificar.

Já falei muito sobre isto e hoje quero dizer-te apenas isto:

Simplificar não é acabar com tudo à tua volta, viver entre quatro paredes brancas, com um prato e um copo. Não, nada disso.

Simplificares-te é tornares-te uma pessoa mais simples, viveres em simplicidade.

Ou seja.

É escutares o teu corpo, as tuas sensações e viveres de acordo com as tuas necessidades e prazeres simples (para quê comeres pão se te faz mal? - ouve e respeita o teu corpo).

É acreditares no teu coração, no que ele sente (se estás feliz não te questiones, vive essa alegria. Se estás triste, vive essa tristeza não a ignores nem tentes abafar).

É removeres o excesso (seja de amigos que não são amigos, de informação que só te traz insegurança ou infelicidade, compromissos só por conveniências).

É decidires que pensamentos te servem e quais aqueles que apenas te incomodam (para quê viveres entre correntes e fluxos intermináveis de pensamentos que nada te trazem sem ser dores de cabeça?).

Tornares-te mais simples é viveres o agora pelo que ele é, sem te preocupares com o que pensam ou quem pensa. É aproveitares o dia que tens, com gratidão e simplicidade. É procurares a felicidade no dia-a-dia. É aí que ela está.
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Gostas de passear à beira-mar? Passeia. Gostas de escrever no blog? Escreve. Gostas de conversar? Conversa. Gostas de scrapbooking? Fá-lo.

Para viveres mais simples e sem grandes tormentas, na tua cabeça, tens que saber o que te faz feliz e construir o teu dia-a-dia a partir daí. Sem constrangimentos e sem culpabilização.

Não podes agradar a todos, mas podes, com certeza, agradar-te a ti próprio e viver um dia feliz.

É isso que te desejo, hoje e todos os dias, que tenhas um dia feliz.



quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Vinho Mágico - Joanne Harris

Joanne Harris é uma autora fascinante que consegue transformar a narrativa de uma história num ato divertido e curioso.

Vinho Mágico é um bom exemplo desta magia, pois trata-se uma história contada pela voz de uma garrafa de vinho. Começa assim:"O vinho fala. Toda a gente sabe disso." Delicioso, não achas? A mim inebria-me e cativa-me.

A personagem principal, para além da garrafa de vinho, é Jay, um homem que parecia estagnado na vida, cujas recordações e essência se encontram ligadas, irremediavelmente, ao vinho.

Os capítulos vão pulando entre a atualidade (1999) e o passado (a partir de 1975). É nesse passado que Jay ficou retido, onde ficaram aprisionados os seus sonhos e esperança. E é na atualidade que assistimos às angústias e às desilusões de Jay que se substanciam em realidades confusas e na redescoberta de um novo si.

A mestria de Joanne faz-nos viver os cheiros e os ambientes como se fossem reais. A história é simples, mas, com o seu toque de magia e segredos, enreda-nos e faz-nos ler o livro com muito prazer.

É uma história sobre a diferença do que gostaríamos de ser e do que somos, e como esse conflito pode minar a nossa existência, tornando-a desprovida de sentido.

Joanne Harris é um valor seguro para mim. É uma autora que nunca me desilude.

Sinopse
Em Vinho Mágico a história é-nos contada por uma garrafa de Fleurie 1962, um vinho vivo e tagarela, alegre e um pouco impertinente, com um acentuado sabor a amoras.

Jay Mackintosh, em tempos um escritor de sucesso, encontra-se em crise, leva uma vida sem sentido e entrega-se à bebida. Até ao dia em que abandona Londres e se instala em França, na aldeia de Lansquenet (a mesma aldeia que serviu de cenário a Chocolate, o primeiro romance de Joanne Harris). A partir daí a sua vida vai modificar-se, nomeadamente por acção da solitária Marise (que esconde um terrível segredo por detrás das persianas fechadas) e das recordações de Joe, um velho muito especial que conheceu na infância e que lhe ofereceu precisamente essa garrafa de propriedades invulgares e misteriosas...

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Palavras transformadoras, acredita!



Augusto Cury é um brilhante, brilhante homem da mente.

Os seus livros são transformadores. A experiência que tive ao ler o Doze Semanas para Mudar uma Vida foi determinante para mim. Aconselho-te a leitura. 

Através das suas palavras, escritas ou faladas, consegui ver muito mais além. Ajudou-me a perspectivar a minha mente, a deixar de ser comandada pelo cérebro, a duvidar dos meus pensamentos e a reconhecê-los como eles são verdadeiramente, apenas pensamentos.

Ouve as suas palavras! 

Eu oiço e procuro usar as suas ferramentas e os seus conceitos e isso tem vindo a mudar-me, a melhorar-me. 

Foi através dos seus conselhos que eu me apercebi de muitas oportunidades de felicidade e com isso, pude vivê-las e construir uma memória feliz.









sábado, 1 de outubro de 2016

Dia Um ... Na Cozinha - Risotto

Então hoje é dia 1. Hurra, hurra.

Dia de publicar o meu Risotto.

Todos os meses no dia 15, um grupo, no facebook, de pessoas simpáticas e com alma de "tachos e condimentos", chamado Dia Um ... Na Cozinha!, decide um tema e, no dia 1 do mês seguinte, os membros do grupo devem publicar a receita que confeccionaram sobre aquele tema.

Eu fui aceite neste grupo (pelo que estou muito, muito grata) e este mês lá me dediquei de coração ao Risotto. Estava receosa, nunca tinha feito e nem sabia como se fazia. Andei a pesquisar, pela minha adorada Joana Roque, adoro!, e encontrei esta receita de Risotto de courgette e espinafres.

Fiquei curiosa porque juntava duas coisas que não é habitual na minha cozinha, o risotto e a courgette a "envolver".

Fiz umas pequenas alterações, fiz com parmesão e não com queijo da serra, não usei caldo de legumes, não tinha, usei apenas água e juntei-lhe o bacon (estava com receio de que a família não gostasse, era a primeira vez que fazia, e com este ingrediente, normalmente, marido e filha gostam, foi quase como uma rede de segurança).

Aqui fica a receita:

Risotto de courgete, espinafres e bacon

Ingredientes para 2 pessoas:

1 chávena (220ml capacidade) de arroz para Risotto (usei este)
2 colheres de sopa de manteiga
1 courgete pequena
1 cebola
1 dente de alho
50g de espinafres
150g cubinhos bacon
2 colheres de sopa de manteiga
sal e pimenta q.b.
água q.b.
50g de queijo parmesão

Preparação:

o texto da preparação é da Joana Roque, só adaptei com as alterações que fiz à receita ;-)

Descasque a courgete e corte-a em cubinhos. Reserve 1/4 dos cubinhos e salteie os restantes na manteiga temperando-os com um pouco de sal e pimenta. Quando estiverem cozinhados e dourados retire-os com a ajuda de uma colher.  Triture depois com a varinha mágica e reserve.
Na mesma manteiga junte a cebola e o dente de alho picado e deixe refogar, junte depois o bacon e deixe, novamente, refogar. Acrescente o arroz e mexa bem envolvendo na gordura e até o arroz ficar translúcido. Junte os cubinhos de courgete reservados e os espinafres e, sem parar de mexer, vá acrescentando a água aos poucos e poucos  - juntando mais apenas quando o anterior tiver sido absorvido - até o arroz estar cozinhado e cremoso.
Junte agora o puré de courgete, o queijo e misture bem rectificando os temperos.

Deixe repousar dois minutos e sirva.

Fiquei fã de Risotto, uma verdadeira delícia!!!!