terça-feira, 29 de novembro de 2016

Projeto - Destralhar e Simplificar em Dezembro

Nunca fui muito adepta do estabelecimento de objetivos, nem de planos de acção detalhados. Ainda não estou totalmente convencida mas tenho de reconhecer que ter um alvo de acção, mais do que apenas um Rumo, nos proporciona maiores aprendizagens e nos impele bastante a agir.
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Quando comecei a entrar em grupo que tinham objetivos específicos, como um de culinária (por mês há um desafio que temos que cumprir e foi assim que me aventurei a fazer risotto), de scrapbook (a última coisa que aprendi foi a fazer penpals) e de leitura (nunca teria lido Juliet Mariller se não tivesse sido desafiada por um grupo de leitura) percebi que os desafios que nos são lançados levam-nos a ultrapassar a nossa zona de conforto e a aprender a fazer novas coisas, ajuda-nos a crescer.

Quando tomei consciência de toda a aprendizagem que tinha feito a partir do estabelecimento destes objetivos de grupo, comecei a reflectir sobre como tudo isto tinha operado em mim mudanças positivas, de crescimento.

Agora estou pronta para fazer um teste, para verificar de que modo o estabelecimento de objetivos me pode ajudar a crescer.

Para começar vou agir em dois sentidos, um para destralhamento e outro enquanto leitora. Na quinta-feira revelarei o meu plano para a leitura em 2017. Hoje venho falar-te do desafio que criei para mim própria: Destralhar e Simplificar em Dezembro.

Pois, pois, é isso mesmo. Vou destralhar e simplificar durante o mês de dezembro. A minha casa e todos os meus ambientes já estão bastante destralhados e simplificados, mas ultimamente tenho sentido algum desconforto porque há áreas que estão a ficar um pouco "carregadas". Há uma gaveta na cozinha na qual, para chegar à concha da sopa, tenho que afastar os sacos plásticos e as colheres de servir. Enfim não será nada de grave nem de alarmante, mas para mim que gosto de tudo simples começa a causar-me um formigueiro.

O mesmo com o material do scrapbook. Tenho folhas e mais folhas de papel que estão desorganizadas e para chegar àquela que eu quero demoro mais tempo do que o que pretendo. O que pretendo é não ter que procurar, o meu lema é querer e agarrar porque sei exactamente onde está. 

Com este sentimento incómodo em mente e com esta ideia/lema vou partir para o destralhamento (tirar tudo o que não interessa) e para a simplificação (tornar mais simples o uso das coisas) da minha casa. Quero chegar ao fim-de-semana do Natal com o projeto concluído. Durante as férias das festas quero já usufruir do prazer de ter tudo simplificado e "clean".
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O plano é usar os fins-de-semana desta forma:

1º fim-de-semana (3 e 4 de dezembro)
𑂽 despensa
𑂽 cozinha
𑂽 sala

2º fim-de-semana (10 e 11 de dezembro) 
𑂽 quarto casal (inclusive roupas)
𑂽 quatro da miúda (inclusive roupas) 

3º fim-de-semana (17 e 18 de dezembro) 
𑂽 wc
𑂽 ninho da coruja (é onde trabalho para a Coruja, o blog e o scrapbook, principalmente)

Um bocadito ambicioso? Sim, é. Mas tem em conta que a minha casa já foi destralhada muitas vezes e que tenho sempre muito cuidado para não acumular. Não é um trabalho de destralhamento de raiz, é antes um trabalho de manutenção!

Queres acompanhar-me? Eu adorava a tua companhia.



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Aqueles que não consegui ler

Já sabes que hoje é dia de opinião de leitura, não é?

Tenho vindo a contar-te o que tenho lido e o que considerei da leitura e dos livros que li.

Pois bem, hoje venho fazer uma coisa diferente, venho falar-te dos livros que não consegui acabar de ler em 2016. 

Há razões diferentes e alguns deles ainda estão na minha estante para ler. Tenho esperanças de que seja só uma fase.

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Aqui ficam:

A praia do destino - Anita Shreve 
Não gostei da forma de escrever, nem do enredo que surgiu logo de início. Sempre que pensava em ir lê-lo arranjava uma desculpa para não o fazer. O livro pura e simplesmente não me atraiu. Conto voltar a pegar na autora, não neste livro em particular, e espero estar mais na onda na próxima tentativa.

A Promessa - Brunonia Barry
Simplesmente não gostei. Senti que as páginas estavam em branco, sem conteúdo de história nem beleza literária. Tinha comprado o livro e doei-o passada uma semana. Uma grande desilusão.

Valete de Copas e Dama de Espadas - Joanne Harris
Não sei porquê...adoro Joanne Harris, adoro as suas histórias e a sua escrita e este livro já lhe peguei duas vezes e não consigo continuar. A história fica na minha cabeça, não a apaguei, mas sempre que pretendo pegar novamente para ler sinto uma indolência que me impede de ler. Ainda não desisti!

Comboio Nocturno para Lisboa - Pascal Mercier 
Outro que não consigo explicar. Começo a ler, entusiasmo-me durante uma semana e depois a alegria de lê-lo desaparece e perco todo o gosto e interesse no livro. A história é muito interessante e a escrita, apesar não não ser poética nem com uma beleza marcante é bem construída e clara. Não sei o que me impede de lê-lo, mas não consigo continuar a leitura. Ainda assim, vou tentar outra vez.

Um dos traidor dos nossos - John Le Carré
Estava tão desejosa para ler este autor e senti um desgosto tão grande...não avancei mais de 50 páginas, não valia a pena porque da história até estava a gostar mas da forma de escrever é que não. Trata-se de uma escrita nada poética e sem qualquer beleza literária. Vou dar-lhe mais uma tentativa, numa altura em que esteja preparada para a crueza e simplicidade literária, mais virada para o conteúdo do que para a forma da escrita.

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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Mais um passo para a simplicidade: O fim-de-semana

Vamos continuar a simplificar? 'Bora!  Verás como a tua vida irá melhorar. Como os dias fluirão melhor.

Se fizeste o exercício dos 5 dias já começaste o trilho. A caminhada para uma vida melhor já foi iniciada e agora só precisas de continuar. Mas não te esqueças, continua devagarinho. Mantém a vontade de fazer o caminho mas não te dediques de forma obsessiva. Se o fizeres, o mais provável é cansares-te e desmotivares. Um passo de cada vez, saboreando os sucessos e o processo em si mesmo, combinado?
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Com o exercício do 5 dias descomplicaste 5 áreas da tua vida:

1º dia: Carro - Espaços em que vives
2º dia: Mala/carteira - Vida Pessoal
3º dia: Mesa/gavetas do trabalho - Vida Profissional
4º dia: Telemóvel - Vida Social
5º dia: Banheira/móvel da wc - Bem-estar

Muito bem, agora vamos começar um nível diferente, mais difícil mas também muito mais gratificante. Vamos começar a simplificar o nosso tempo, ou seja, a forma como "gastamos" o nosso tempo, como o utilizamos.

Mas como estamos no início e queremos fazer todo este processo de forma ponderada e sustentável, vamos começar pela forma como vivemos o fim-de-semana.

Ansiamos pelo fim-de-semana durante toda a semana e criamos grandes expectativas para aqueles dois dias, no entanto, a maior parte das vezes, chegamos à segunda-feira de manhã com um sentimento de incredibilidade, "não acredito que já seja segunda-feira! O fim-de-semana passou a correr!!" 

Por isso, a primeira coisa a fazer é seres realista. O fim de semana são 2 dias, tão simples quanto isto. E nesses 2 dias tens obrigações para fazer, não te podes esquecer delas. Ser realista é programares as atividades que queres fazer no teu fim-de-semana tendo em conta que são 2 dias e dentro deles tens tempo que usarás para obrigações. Só o restante é livre para passares como melhores desejas.

Assim e sempre com o pensamento realista deverás:

Analisar os teus compromissos - quais são mesmo obrigatórios? quais são mesmo do teu agrado? Descarta-te de todos os que não sejam nem uma, nem a outra coisa. Lembra-te o fim-de-semana é curto não o desperdices a fazer "fretes".

Analisa e planeia as tuas obrigações - eu sei que todos os fins-de-semana tenho que passar a ferro. Não adianta ignorar. Por isso quando faço planos para o fim-de-semana conto sempre com cerca 1 a 2 horas para passar a ferro. Às vezes organizo-me e passo a ferro logo às 8h00 da manhã de domingo e às 10h00 já estou livre para outras coisas, outras vezes quero sair logo de manhã então deixo a tarefa para o fim de tarde. 

Pergunta a ti próprio o que te faz falta - se passares o fim-de-semana a fazer algo que não é aquilo que precisas, sentir-te-ás estafado no final do domingo. Se estiveres a precisar de sossego e alguma reclusão, num tempo mais íntimo, e passares o fim-de-semana no centro comercial ou em festas, quando chegares à noite de domingo sentirás que não tiveste fim-de-semana. Se, pelo contrário, estiveres a precisar de convívio e passares o tempo isolado, sentir-te-ás frustrado.

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Diverte-te - seja o que for que te divertir utiliza uma parte do tempo do fim de semana para usufruíres dessa forma. A diversão é parte fundamental no nosso bem-estar. Tendemos a menosprezá-la e a considerá-la um momento não produtivo, mas garanto-te que essa perceção é um erro e causa, a maior parte das vezes, uma tristeza contínua, miudinha que pode resultar em depressão. Tanto o descanso como a diversão são indispensáveis no equilíbrio do ser humano, tornando-o mais capaz e mais produtivo.

Deixa espaços em branco - não planeies todas as horas dos dois dias, deixa espaço para poderes descansar e para imprevistos. Não deixes que a vontade de estar em fim-de-semana te leve a sobrecarregares a tua agenda durante esses dois dias. Relaxa e descomprime. Deixa que o tempo passe mais devagar e sem tanto stress como é saltar de um encontro para outro.

Assim escrito até parece que é mais complicar do que simplificar, não é? Mas na realidade não é. Inicialmente este tipo de "plano" exige alguma concentração, mas depois passa a ser intuitivo e começas a conseguir fazê-lo sem grandes reflexões. Quando assim for, verás que quando chegar à noite de domingo sentir-te-ás mais realizado e satisfeito, com uma vontade redobrada de iniciar a semana.

Chegar ao fim-de-semana não deve ser o nosso objetivo semanal, porque se assim for significa que os cinco dias da semana não têm valor para nós e isso é deixar a vida passar. O fim-de-semana é isso mesmo, são os dias com os quais a semana termina, que servem de transição entre duas semanas e nos quais temos mais tempo livre, juntamente com todos aqueles de quem mais gostamos.

Aproveita-os com sabedoria e simplicidade! 😉


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Saudades de Nova Iorque - Pedro Paixão

Uma das, muitas, vantagens em frequentar a biblioteca municipal é que posso conhecer autores pelos quais, embora tenha curiosidade, não sinto que irei gostar, verdadeiramente, da sua escrita e que, por isso, não tenho intenção de comprar os livros.

Pedro Paixão é um desses autores. Não é que o desconsidere enquanto escritor. Não, não é isso, tenho-lhe, aliás, uma grande admiração. Mas o seu estilo literário está longe do que gosto de ter na minha pequena biblioteca (lembras-te que procuro simplificar a minha vida e que na minha biblioteca quero ter, apenas, aqueles livros que me marcam mais profundamente). 

Foi neste pressuposto que requisitei o livro e o levei para casa e foi como pensava, uma leitura agradável, mas que não me emocionou ou me fez querer reler.
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Trata-se de um diário, no qual o autor nos vai relatando, para além do que faz, o que vai sentindo. Os sentimentos/emoções transmitidos são intensos e a escrita é muito interessante com construções frásicas invulgares como esta: "Atirado para dentro de um táxi, o meu corpo". Gostei!

Também achei muito interessantes os pensamentos transmitidos enquanto reflexões do autor, como este "Para quem nunca guardou rebanhos, guardar rebanhos é muito bucólico". Reflecti e concordei, Sim, de facto, é bastante bucólico.

Não obstante ter-me divertido ao lê-lo e ter sido levada a reflectir, umas vezes pela forma de escrever, outras vezes pelos pensamentos transmitidos, senti que lhe faltava aquele toque especial que me faz encantar.

É um livro que se lê muito bem numa tarde de domingo. Agora que o outono está a avançar e nos vai brindando com umas tardes de fim-de-semana mais nostálgicas e caseiras, parece-me um excelente momento para agarrar este diário e dar um pulinho a Nova Iorque.

Sinopse
(retirei da Wook)
"Saudades de Nova Iorque" está escrito como se de um diário se tratasse. Os textos começam sempre com a referência a uma data e a um lugar, na primeira parte, ainda em Portugal, e depois só com uma data, na segunda parte, já em Nova Iorque. Mas "não é um diário". São "estilhaços de um espelho que se quebrou sem querer", pequenas histórias, "teorias precárias", memórias (inventadas), avisa Pedro Paixão na p. 9, resultantes de uma viagem à "big apple" "com o fito de realizar um triplo trabalho: recolher material para um livro, fazer uma série de fotografias, gravar e filmar para a posterior edição de uma curta-metragem". Estas são as razões de superfície. Está aí o livro, para ir descobrindo as razões "mais profundas", e outras. 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Vamos simplificar a nossa vida em 5 dias?

Um dos meus pilares de vida, aos quais me agarro e pelos quais me norteio é a simplicidade.

Foi ao procurar ter uma vida mais simples, simplificando-me enquanto pessoa, que aprofundei o conhecimento sobre mim própria, que desenvolvi a aceitação e o amor próprio e que consegui atingir um ponto de tranquilidade que me permite viver um dia de cada vez, saboreando os momentos. Mesmo os menos bons.

Para mim, esta simplicidade e tudo o que ela me proporcionou foi uma descoberta valiosa, aliás, inestimável, que gostaria que todos pudessem fazer.

Este caminho para a simplicidade não é difícil, mas exige-nos perseverança. São precisos, apenas, pequenos passos. Mas estes devem ser constantes, coerentes e consistentes.

Assim, o que te proponho hoje, se quiseres fazer este passeio, é um exercício que te durará uma semana. Serão cerca de 20 minutos por dia que poderão mudar a forma como vês o que te rodeia, permitindo-te ganhar poder sobre a tua vida.

O exercício é simplificar áreas da tua vida. Poderás destralhar e/ou melhorar aquela área para conseguires simplificar algumas das tuas atividades.
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Por exemplo, no primeiro dia deverás destralhar o teu carro. Temos tendência para acumular tralha no carro. São lenços de papel, são recibos, são cds, é tudo e mais alguma coisa que a maior parte das vezes não tem qualquer utilidade e que nos poluí a visão e nos faz estar num espaço pouco arrumado, no qual não existe "clareza".

Assim, o que sugiro é que retires tudo o que é tralha do carro. Bons cds serão tralha no carro que não os ouvires. Os recibos e coisas dessas é mesmo lixo. Três guarda-chuva é tralha. Basta um. E por aí em diante. 

Depois pensa, de que forma é que usas o carro e procura simplificar essas actividades. Levas os teus filhos à escola, então se calhar ter toalhetes no carro, um pacote lenços de papel e sacos para guardares o lixo será uma forma de melhorares o teu dia-a-dia. Tornará as tuas viagens para/da escola mais simples.

Exercício 5 dias:

1º dia: Carro
2º dia: Mala/carteira
3º dia: Mesa/gavetas do trabalho
4º dia: Telemóvel
5º dia: Banheira/móvel da wc


Estas cinco áreas ligam-se à nossa vida:
1º dia: Espaços em que vives
2º dia: Vida Pessoal
3º dia:Vida Profissional
4º dia: Vida Social
5º dia: Bem-estar

Estes exercícios poderão servir como uma porta de entrada, menos complicada, para começares a simplificar a tua vida. É com certeza mais fácil começar por simplificar  a carteira do que ir diretamente ao armário da roupa. Quando tiveres os músculos da simplificação mais fortes será mais fácil passares para exercícios mais exigentes.

Já fiz estes exercícios muitas vezes, mas isto da vida simples é um exercício constante e, por isso, também vou embarcar na viagem e irei cumprir os 5 dias.

Depois contar-te-ei como tudo se passou. Combinado?

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Não Te Movas - Margaret Mazzantini

Não te movas de Margaret Mazzantini é um livro marcante.

Dificilmente me esquecerei desta história. Já o li há mais de um ano e continua gravado na minha memória como se tivesse sido ontem.

A narrativa é a de um pai que se confessa à filha que se encontra entre a vida e a morte. A história, que o pai conta, é uma complexidade de sentimentos e acções, que nos incomodam os sentidos e a moral. A força da história e da narrativa é tal que me atrevo a dizer que gerou em mim emoções viscerais, como, até hoje, mais nenhum livro conseguiu.

A autora revela o dom de conseguir passar ideias fortes, de sensações e impressões com um jogo poderoso de adjectivos que nos faz repensar a ideia da escrita.

Consegui detestar uma das personagens, chegar ao ponto de sentir nojo por empatia para com as impressões que uma outra personagem tinha dela, para mais tarde, me sentir totalmente próxima daquela personagem que me enojava, chegando a admirá-la pelas suas características.

Vi-me obrigada a retroceder no livro para voltar a ler certas passagens, só para ter a certeza de que as tinha lido, tal era a reviravolta que os meus sentimentos, enquanto, leitora tinham dado.

Um achado, empolgante, perturbador e marcante!
Não considero o meu livro preferido, mas é, com certeza, o livro que mais me abalou emocionalmente.


Sinopse
(retirei da Wook)
Escrito na primeira pessoa, "Não te Movas" é um pungente monólogo de um homem, um cirurgião, falando com a sua filha de quinze anos. Depois de um acidente de mota, ela é levada para o mesmo hospital onde o pai trabalha. Agora, numa sala adjacente ao bloco operatório, ele espera enquanto um amigo a opera ao cérebro. Ela está gravemente ferida e pode morrer. Enquanto espera, petrificado pelo terror e pela dor, ele começa um diálogo interior com a filha, revelando o seu mais secreto íntimo. Subitamente, o respeitado profissional, o tépido marido de uma brilhante jornalista, o distraído pai de uma adolescente como tantas outras, é forçado a por a nu, perante a filha e ele próprio, uma verdade há muito omitida. Sozinho, no silêncio que o envolve, ele fala com a sua filha Angela, dizendo-lhe para não morrer, para não se mover. Lentamente ele revela um segredo doloroso, cuidadosamente escondido, que agora volta, cortante e vívido, como um bisturi que penetra a carne viva das recordações.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

As minhas inspirações, queres saber quais são?

Por vezes perguntam-me onde vou à procura de conhecimento, quais são os canais que mais me ensinam.

É difícil responder. São tantos e tão variados. Depende do que quero aprender, depende do meu estado de espírito.

Mas quanto mais me faziam esta pergunta, mais me convencia de que deveria partilhá-lo.

Por isso, aqui vai. Deixo-te as minhas grandes fontes de inspiração e de conhecimento:
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Livros:
Livros de OSHO
Livros de Augusto Cury
Dominique Loreau - A Arte das Listas e A Arte da Simplicidade
Maria José da Silveira Núncio - Gestão de Tempo para mulheres (muito) ocupadas
Marie Kondo - Arrume a sua casa, Arrume a sua vida
Marcus Buckingham - As Mulheres que têm Tudo
Tal Ben-Shahar - Em busca da perfeição
Eckhart Tolle - O Poder do Agora
Helena Águeda Marujo, et all -  Educar para o optimismo
Gonçalo Gil Mata - Ainda não tive tempo
Paul Martin - Pessoas Felizes
Richard Carlson - Sim podes ser feliz

Youtube:
Brian Johnson
Flávia Melissa
TEDx Talks

Blogs:
No Sidebar
Vida Organizada
A Felicidade é o Caminho


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A Culpa é das Estrelas - John Green

Apesar de toda a publicidade e de toda a fama nunca senti vontade de ler este livro. Não sei explicar porquê. 

Quando foi a febre do filme baseado no livro de Cidades de Papel, continuei sem vontade de conhecer o autor. Também não sei porquê.

Um dia, (já deves estar à espera, isto acontece-me tantas vezes...) estava eu na Biblioteca Municipal a aguardar que terminassem a minha requisição de livros quando espreito para a estante dos destaques e lá está ele a olhar para mim.
Foi um impulso, o corpo reagiu e ouvi-me a dizer, espera Anália, quero levar mais este. E foi, levei-o para casa.

Andei dois ou três dias para lhe pegar sem conseguir decidir-me a lê-lo até que respirei fundo e abri-o e li-o, foi de uma assentada.

Um bom livro, sem dúvida. Uma escrita muito agradável, mas principalmente uma escrita que nos transmite boa disposição, que nos dá leveza de espírito e, atenção!, estamos a falar de um livro sobre doenças terminais, que aborda bem de perto a tragédia da perda de entes queridos e de sabermos estar perto de morrer.

Apanhei-me muitas vezes a sorrir, a lacrimejar, a refletir. Foi um livro que me tocou, não pelo tema, mas pela forma como John Green o aborda, como construiu as personagens, pela sua sensibilidade e a naturalidade que imprime a cada cena, a cada momento, a cada característica e a cada diálogo. Os diálogos são bons, muito bons. O enredo muito simples mas muito real sobre o que é a complexidade humana, dos seus sentimentos e emoções.

Fiquei com cenas gravadas na memória. Ao ler certas passagens formei uma cena na minha mente e, por mais que o tempo passe, essas cenas mantém-se vivas em mim e o mais curioso é que, por vezes, tenho dificuldade em situá-las no contexto do livro. É como se tivessem ganho vida própria e existissem por si só com um valor absoluto em si mesmas. 

É espantoso como um autor consegue criar este valor todo num livro que se lê fácil e rapidamente. Um livro leve mas cheio de valor. 

Sinopse
(retirei da Wook)
Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.



terça-feira, 1 de novembro de 2016

Dia Um ... Na Cozinha - Pão Doce

Ora cá estamos nós outra vez.

Hoje é dia de Pão por Deus!

Hoje é dia de Pão Doce, meus amigos.



Aqui fica a minha participação na edição de novembro de Dia Um ... na Cozinha.

Ingredientes:

. 250 ml leite morno
. 2 ovos
. 1 colher de sopa de margarina
. 40 ml de óleo (usei de girassol)
. 3 colheres de sopa de açúcar
. 1 pacote de fermento de padeiro
. 1 kg de farinha de trigo

Preparação:



Bater bem o leite, os ovos, a margarina, o óleo, o açúcar e o fermento.
Aos poucos, ir juntando a farinha até ao ponto de não ficar presa nas mãos.
Amassar durante algum tempo, até a massa ficar uniforme, com um aspecto liso e moldável.
Moldar os pãezinhos e deixar descansar durante 1 hora.
Levar ao forno, a cerca de 180º, durante, aproximadamente 20m.
Não prolongues o tempo no formo, porque os pãezinhos podem ficar um pouco duros se estiverem demasiado cozidos.

Uma delícia. Esta quantidade deu para mais ou menos 15 pães, pequenitos claro! Dei alguns e outros congelei e tenho comido uma delícia destas ao pequeno almoço. Também ficam muito bem torrados, a companhar uma chávena de chá.

Uma bela receita para os dias chuvosos.

Ser bem sucedido no trabalho.

Na terça-feira passada falei-te de como podes trabalhar com gosto partindo de dentro de ti. Daquilo que depende, tão somente, das tuas atitudes para te manteres em ambiente confortável, prazeroso e seguro. 

Hoje, quero refletir sobre o que devemos fazer para nos sentirmos bem sucedidos. Atenção, o que entendo por bem sucedido não é chegar o topo da carreira e ganhar ziliões. Para mim ser bem sucedido é sentirmo-nos realizados, ativos e que marcamos o nosso lugar. Não somos indispensáveis, ninguém é, mas a nossa atuação profissional é um benefício para quem depende de nós direta e diariamente, para a nossa organização e, claro, para nós próprios.
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O que eu considero essencial que faças:

- encontra a referência dos teus valores pessoais e aplica-os ao teu Eu profissional. Pergunta a ti mesmo: "De que forma a minha atuação profissional diária (as tarefas e atividades que desempenho diariamente) se alinha com os meus valores?" E foca-te na tua resposta. Isto criará em ti motivação e sentimento de propósito.

- define que tipo de profissional queres ser? Quais são as caraterísticas pelas quais queres ser reconhecido? Tem atenção, o que ambicionas ser não pode ser contrário a quem és verdadeiramente. Tu ages em diferentes círculos, com diferentes intenções mas, recorda-te, tu és só uma e sempre a mesma pessoa.

- identifica os teus objetivos, poderás fazê-lo semanalmente ou mensalmente. A regularidade com que verificas se os estás a cumprir e com que os redefines é importante porque te dá um indicador constante de como te estás a comportar e o que estás a conseguir.

-  escolhe os teus instrumentos com cuidado e conscientemente. Não vás em modas, nem no que "parece bem". Os teus instrumentos de trabalho devem ser os teus aliados, têm que estar adequados a ti, à forma como o teu cérebro funciona, de maneira a que se encaixem na tua dinâmica sem esforço. Mas uma coisa é indispensável, apontamentos. Faz no suporte que quiseres, no método que melhor funcionar para ti. Mas usa apontamentos, não fiques a depender da tua memória, primeiro porque é falível e depois porque estarás a sobrecarregar-te e a não permitires-te desligar e isso actuará contra ti.
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- mantém-te alerta para as mudanças. Tanto tu, mas como a organização em que trabalhas estão em constante mudança. É preponderante que consigas perceber estas mudanças e possas calibrar os teus objetivos e expectativas.

- atualiza-te e continua a aprender. O mundo não pára, aquilo que aprendemos ontem rapidamente é atualizado e novas informações são "lançadas". Não percas o barco e investe em ti próprio.

O principal de tudo o que aqui escrevi é: descobre o teu rumo profissional, foca-te nele e investe em ti.