sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Até janeiro!

Que novidade, post à sexta-feira!!!

Pois é. Todas as rotinas podem ser quebradas. Há que ser flexível.😏

Hoje venho desejar-te umas festas felizes e um bom início de 2017.

Bem sabes que gosto de apreciar a vida. Os momentos especiais são, para mim, para serem vividos como tal, como especiais. Nessas alturas quebro as rotinas, viro o quotidiano de pernas para o ar e vivo intensamente o momento especial.

As festas que se aproximam são, para mim, um momento muito especial. Trata-se de um momento de fantasia, em que a magia parece pairar sobre as nossas cabeças. Em que as luzes se tornam brilhantes e iluminam o nosso dia-a-dia. É tão doce para a minha alma.
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Tanto o Natal como a Passagem de Ano são importantes para mim. O Natal pela minha religião e espiritualidade, pela desculpa que me dá para oferecer prendas e atenções, pela oportunidade que tenho para festejar em família. A Passagem de Ano pelo ritual que simboliza. Na minha vida prática, a mudança de ano é muito mais em setembro do que em janeiro, no entanto e no que concerne às reflexões e ao rumo de vida é agora, nas últimas semanas de dezembro, que a viragem acontece.

É um pouco estranho ter estas duas facetas, não é? A vida prática e a vida espiritual com diferentes momentos de transição. É algo que ainda não consegui perceber muito bem, mas como acontece naturalmente, aceito e deixo fluir.

É talvez por isso que desde há muito anos que faço sempre um período de férias entre as duas festas e este ano não será excepção. Entrarei de férias na próxima semana e regressarei apenas na primeira semana de janeiro. São quase duas semana de pausa, para reflexão e para me deleitar com a vida, com a família e com toda a magia que anda no ar.

É por isso que te digo, até janeiro. Vive intensamente todos os dias, mas não deixes de tornar alguns dias mais especiais e vive-os assim, apreciando-os com alma e dedicação.

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A morte de um apicultor - Lars Gustafsson

Uma escrita calma e tranquila. Uma história que nos é narrada na primeira pessoa a olhar para o passado.

Uma demonstração de sabedoria no jogo das palavras, na prosa poética e na reflexão de sentimentos e pensamentos. Profundidade, seria a palavra com que eu descreveria este livro. Maturidade também.

Trata-se da história de um indivíduo que, durante um processo de descoberta da doença, se debruça sobre o desenrolar da sua vida, reflecte sobre alguns momentos chave do seu percurso e se questiona sobre possibilidades.

Através da escrita são-nos transmitidas as suas recordações, os seus anseios e as suas dúvidas. Algumas esperanças e as dores físicas que sente.

Há muitas pessoas que conseguem construir histórias, muito boas histórias. Há muitas pessoas que conseguem escrever magnificamente bem. Mas a forma como este livro foi construído e escrito, poucos autores o conseguirão fazer.

Deixo umas pitadas:

"Só como enigma o ser humano assume toda a sua grandeza e transparência. Só uma antropologia mística lhe pode fazer justiça."

"Mas a grande pergunta a fazer é, evidentemente: 
Quando amamos alguém, ou melhor, nos apaixonamos por alguém, por que é que nos apaixonamos verdadeiramente?
É uma ideia da pessoa amada, ou é a pessoa propriamente?
Talvez só sejamos capazes de viver com as nossas ideias. Talvez sejam sempre as nossas ideias que amamos."


Sinopse
Lars Westin está a morrer; embora se recuse a ler a carta enviada pelo hospital, que confirma o seu diagnóstico, ele sabe que tem cancro e que não irá viver até ao final da primavera seguinte.
Não aceita, porém, entregar o tempo que lhe resta ao espaço impessoal de um hospital, preferindo tomar o controlo do seu próprio destino e prosseguir com a sua vida solitária e reflexiva.
Abandona a carreira de professor e inicia uma nova vida como apicultor. Prescindindo de qualquer tratamento médico, Lars continua a sua vida simples e recolhida, na sua casa de campo, em pleno cenário rural sueco.
Esta é uma história sobre a vida, em particular a vida que antecede a morte. É sobre como, com a linguagem, se esconde a verdade. É sobre a forma como a dor pode revelar o nosso verdadeiro eu.


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Como foi? Exercício dos Cinco Dias

Prometido é devido, verdade?

Por isso aqui estou a cumprir o que te prometi quando te desafiei para o exercício dos cinco dias.

Venho contar-te como tudo correu.

Bem, em primeiro lugar tens que ter em mente que já venho a destralhar e a ter uma visão minimalista das minhas poses há algum tempo. Supostamente já nem deveria ser preciso fazer qualquer exercício deste género, mas a realidade é que destralhar, simplificar e minimalizar não é um ato isolado, é um processo contínuo que se assume como um modo de vida.

O que constatei é que, muito embora o volume do que destralho ou organizo seja bastante diminuto, em relação ao que tinha que fazer inicialmente, mesmo tendo uma postura diária de minimalizar, a tralha ainda aparece! 

Para não ser exaustivo, nem aborrecido, deixo apenas o exemplo das minhas gavetas do trabalho.

Aqui vês como estavam:


Gaveta 1 
É onde guardo os utilitários de que necessito ocasionalmente e aqueles "auxiliares" de vida (como seja o creme para as mãos, os lenços e os toalhetes) 





























Gaveta 2
Esta é a gaveta do bem-estar. Aqui guardo os snacks, a escova/pasta de dentes, o desodorizante, a caixa dos comprimidos, a lancheira elétrica e a minha caneca para o chá. 


Agora como ficaram.


Muito mais arrumadinha, não é? Mas, para além da organização, repara que agora, com a tralha tirada, posso mexer em qualquer coisa, acesso direto, sem interferir com nenhum outro objeto. Isso é muito bom, porque os meus movimentos ficam clean. Se, cada vez que tiro o agrafador, tiver que mexer no furador, isso significa que para aquela ação (tirar o agrafador) preciso de muito mais movimentos.

E agora repara na gaveta debaixo. Que maravilha para os olhos, não achas? Adoro espaços desocupados, transmitem-me a ideia de possibilidade e de organização. 

Tudo no seu devido lugar. Paz de alma!




quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

12 Leituras - Desafio 2017

Não gosto muito destas coisas mas também sei que o início do ano é sempre difícil. Tempo frio, chuva e dias pequenos e escuros. Eu sou uma criatura do verão. Nasci em pleno julho, gosto do calor, de blusas de alças, de muito sol, muita luz, sinto-me livre assim. No inverno sinto-me mais presa, mais limitada e o mês de fevereiro custa-me muito a passar.

Como já te disse, tenho vindo a constatar que, ao contrário do que é a minha inclinação natural, a de não estabelecer objetivos, a existência de metas com as quais nos comprometemos, com outros mas também connosco próprios, funciona como uma motivação e incentivo à acção e esta é meio caminho andado para a felicidade.

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Mas mais, uma das lições que melhor aprendi este ano de 2016 foi a de que é através de desafios que nos são colocados que nós ultrapassamo-nos e crescemos. Aprendemos muito fora da nossa zona de conforto. Um bom exemplo é o que aconteceu quando conheci o Bridei, em 2015. Nunca me passaria pela cabeça ler fantasia e no entanto como me desafiaram a fazê-lo acabei por conhecer o que é hoje uma das minhas autoras preferidas e um estilo literário que tanto prazer e conforto me proporciona.

Por isso resolvi levar-me para fora do meu casulo e em 2017 desafiar-me a:

1. Acabar um livro que comecei mas não levei até ao fim
2. Ler um livro que tenho na estante há muito tempo e ainda não peguei
3. Ler um livro de terror
4. Ler um livro que tenha sido adaptado ao cinema
5. Ler um livro premiado
6. Ler um livro de um autor que não conheço
7. Ler um livro de autor português 
8. Ler um livro de contos
9. Ler um livro acabado de publicar
10. Ler um livro de comédia
11. Ler um clássico
12. Ler um livro cuja história seja passada num local que eu gostava de conhecer

Sim, é um livro por mês. Não quero exagerar no número de livros, quero apreciá-los e quero ter tempo para ler outros que nada tenham que ver com este desafio. A numeração não é para cumprir, ou seja, quero acabar de ler um livro que comecei e não acabei (acho que vou apostar no Comboio Nocturno para Lisboa - Pascal Mercier) mas não precisa ser em janeiro. O desafio é cumprir estas indicações durante o ano de 2017.

E tu, também fazes estes desafios a ti próprio? Queres fazer este comigo?

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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Minimalismo - Exemplos

Quando há um ano escrevi sobre os benefícios do minimalismo fiz questão de deixar claro que, para mim, ser minimalista é reduzir ao essencial a nossa forma de viver e pensar, mas que esse mínimo varia de pessoa para pessoa.

Quanto mais aprofundo este tipo de vida, mais constato que o minimalismo é uma forma de vida muito democrática, todos podem adoptá-la não havendo limitações de nenhuma ordem e podendo ser adaptada a todos os estilos de vida, de preferências e, mesmo, de necessidades.

A variedade da prática do minimalismo é unida num só desejo, abandonar as frivolidades e focarmo-nos no essencial.

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Hoje deixo-te cinco exemplos de mulheres que optaram por uma vida minimalista e que partilham a sua viagem no youtube.

Espreita, pode ser que te inspire.

- Samantha Lindsey

- Lia's Loft

- More Melody

- Lavendaire

- Ligth by Coco

Muito do caminho para a simplicidade cruza-se com o minimalismo e estes dois andam a braços dados com a opção por uma vida mais organizada.

É quase um cliché, mas garanto-te que é verdade, uma vez com o pé no minimalismo já não conseguirás voltar a viver sem pensar minimalista. É uma forma de pensar e de ver o mundo à nossa volta e a nós próprios.

É refrescante.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Dia um na Cozinha - Deliciosas Prendas de Natal (comestíveis claro)

Ho Ho Ho.

Ainda falta um bocadinho para o Natal, é bem verdade, mas também é verdade que o planeamento é o segredo dos capazes e se queremos que tudo corra bem no dia, o melhor é preparar e testar as nossas receitas. Não é?

Pois bem, no Dia Um na Cozinha a malta andou de volta das receitas, das panelas e de tudo o que faz o nosso Natal mais doce. O desafio este mês era Deliciosas Prendas de Natal (comestíveis claro), pois claro.

E este é o meu resultado. Resolvi testar tudo aquilo que gostaria de dar este ano e diversifiquei o mais que consegui. Por isso temos:

Granola de Aveia
Licor de whisky caseiro
Bolachas
Sal aromatizado de coentros



 Já experimentei tudo e devo dizer que, sem modéstia nenhuma, ficou tudo uma delícia!

As receitas aqui ficam, as doses são pequenas porque como estava em testes, resolvi ser comedida nas medidas:

Granola de Aveia
100g de flocos de aveia
2 colheres de sopa de sementes de sésamo
2 colheres de sopa de sementes de linhaça
1 colher de sopa de canela
30g de açúcar mascavado
1 colher de sopa de óleo vegetal
2 colheres e 1/2 de mel

Misturar bem os flocos de aveia, as sementes, a canela e o açúcar. Acrescentar o óleo e o mel e misturar muito bem até estar tudo bem envolvido e húmido. Espalhar bem num tabuleiro (forrei com papel vegetal para não agarrar) e levar ao forno, pré-aquecido, a 180º durante cerca de 10 a 15 minutos. Mexer de vez em quando para uniformizar a granola. Retirar do forno e deixar arrefecer bem antes de guardar.

Licor de whisky caseiro
1 lata de leite condensado tradicional
3/4 de medida da lata de whisky
1 colher de sobremesa de café solúvel
1 colher de sobremesa de chocolate em pó

Misturar todos os ingredientes muito bem, ajuda bastante utilizar uma vara de arames. Guardar numa garrafa e voilá!

Bolachas
150g de farinha
100g de manteiga à temperatura ambiente
50g de açúcar

Juntar a farinha e a manteiga de modo a ficar esfarelada. Depois acrescentar o açúcar e amassar bem até ficar uma bola uniforme e maleável. Enfarinhar a bancada e estender a  massa até ter cerca de 3mm de altura. Cortar as bolachas com a forma desejada e levar ao forno (forrei o tabuleiro com papel vegetal) durante cerca de 10 minutos a 180º. Retirar e deixar arrefecer. Podem ser decoradas, mas eu preferi deixá-las ao natural.

Sal aromatizado de coentros
3 colheres de sopa de sal
2 colheres de sopa de coentros frescos picados

Na picadora juntar o sal e os coentros. Picar até ficarem bem misturados mas não desfeitos e está prontinho!

Adorei este tema, deu-me muita  luta, tive que fazer a granola três vezes até ficar ao meu gosto e até tive que fazer Baba de Camelo ( shiuuuu, é que ao comprar o leite condensado enganei-me e comprei o cozido. Paciência, lá tive que comer a Baba de Camelo que nunca tinha feito e que ficou...divinal!)

Que maravilha, foi um happy happy day! 😋😋😋

O que mais gostei de ler em 2016

Talvez ainda seja um pouco cedo para fazer o meu top de 2016. Ainda falta um mês até ao fim do ano e posso ter uma surpresa avassaladora. Tenho a minha pilha de livros para ler organizada e não creio que lá esteja um tesouro daqueles magníficos, mas claro as surpresas são isso mesmo, surpresas. Se entretanto aparecer um desses tesouros, não deixarei de fazer um post sobre ele.

Quando estava a pensar fazer este post, comecei a pensar sobre os livros que tinha lido e quais os que mais me tinham marcado e fiquei muito admirada com as minhas escolhas e mais ainda como as conclusões que tirei no fim.
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Os livros que mais gostei, porque me surpreenderam, porque me enredaram, me envolveram e prenderam, de tal  maneira, a minha atenção que não queria largá-los foram: 

- A Trilogia das Jóias Negras de Anne Bishop

- A Trilogia As Crónicas de Bridei de Juliet Marillier (já tinha lido o primeiro livro em 2015 e em 2016 devorei os dois seguintes)

- O Hipnotista de Lars Kepler

- Deixei-te ir de Claire Mackintosh

Curioso que são quatro livros (bem na verdade são mais porque no caso de Anne Bishop e Juliet Marillier são trilogias) de dois estilos literários específicos, a fantasia e o thriller. O que para mim é curioso porque eu pensava que não gostava da fantasia, mas assim que peguei na Juliet a primeira vez, apaixonei e hoje é um estilo a que recorro muitas vezes. O que só prova que a mudança e experimentar leituras novas é sempre uma aventura e a maior parte das vezes proporciona-nos verdadeiros tesouros.

Quanto ao thriller, há muito que tinha deixado para segundo plano e o Hipnotista e o Deixei-te ir resgataram-no e colocaram-no na ribalta das minhas preferências literárias.

Outra coisa curiosa que constatei é que as minhas autoras predilectas que são Dorothy Koomson, a Lesley Pearse e a Joanne Harris não têm lugar no meu top. Li bastante destas três autoras, adorei cada um dos livros delas (quer dizer, excepto o Valete de Copas e Dama de Espadas - Joanne Harris) que li com prazer e alma e no entanto quando penso nos meus preferidos os seus livros não aparecem...curioso. Mas no entanto, se me tirassem todos os livros e me dissessem que só podia escolher cinco autores para ler em 2017 eu escolheria, sem  qualquer pensamento, estas três autoras. Enfim.... Deixo aqui os meus autores favoritos de 2016:




Foi um excelente ano de leituras. Cresci enquanto leitora e diversifiquei. Li frases lindíssimas, histórias marcantes. conheci personagens que me apaixonaram e outras que trago no coração como amigos. E tu?