quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Fortalece a tua network

O que é network? Bem, é uma teia, uma rede de contactos que normalmente associamos à esfera profissional. Mas o seu sentido é mais lato. Quando falo de network, entende que o que quero dizer é a relação que estabelecemos com os outros com um fim específico, sem que isso signifique que seja uma "cunha" ou uma amizade falsa. Significa, apenas, que tu sabes que não consegues fazer tudo sozinho e reconheces que a tua vida será muito mais agradável e bem conseguida se a viveres acompanhado de amigos e de pessoas com quem manténs uma relação de reciprocidade, pode ser uma amizade profunda, pode ser um laço familiar, pode ser apenas uma afinidade profissional, enfim, uma ligação entre duas pessoas que funciona nos dois sentidos.

Mas esta rede, que afinal não é mais do que os teus amigos e conhecidos, deverá ser construída de forma genuína, é essencial sermos verdadeiros com os outros, só assim a nossa rede será fiável, sólida e segura.
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Queres aumentar ou aprofundar a tua network, chamemos-lhe "rede de confiança"? Pois bem, então o melhor é começares por tomar conscienciar do que verdadeiramente pretendes obter dessa rede e do que lhe tens para oferecer, das tuas próprias características, necessidades e vontades. Assim que faças este auto-reconhecimento, ficará desde logo muito claro o  rumo que deverás seguir na construção da tua rede.

Aqui ficam algumas dicas a adoptares no teu rumo:

- faz uma lista dos núcleos da tua vida que pretendes englobar - irás restringir-te ao teu presente ou queres englobar o passado e manter contactos com colegas da escola? Pensa bem onde queres colocar o teu esforço, manter uma rede muito lata exige muito de ti, principalmente do teu tempo e do teu foco.

- cria metas e compromissos contigo próprio - tenho que ir a x eventos por exemplo a nível profissional, isto facilitará consolidar a tua presença como um membro daquele círculo, no caso da organização, e as tuas relações ficarão mais fortes e, consequentemente, irão expandir-se. 

- reflecte sobre as ferramentas que tens ao teu dispor e escolhe as mais adequadas aos teus objetivos e à tua realidade - podes escolher grupos de facebook, podes optar pelo linked in, ou por encontros específicos. A diversidade é enorme, escolhe sabiamente.

- mantém-te informado sobre os assuntos que dizem respeito aos teus núcleos e, principalmente, em relação às pessoas - conhecer as pessoas e estar atento aos seus percursos e vida é uma forma de mostrar interesse e ajudar-te-á a não cometeres erros grosseiros.

- nutre a tua rede de confiança - não adianta fazeres os contactos se depois não te empenhas em que se mantenham sadios. 

- toma a iniciativa - não fiques à espera que as oportunidades venham ter contigo, cria-as.
A melhor dica que tenho para te dar é: Empenha-te! Dedica-te! Dares consistência à tua network é um trabalho de paciência, é um edifício que deverá ir sendo construído, tijolo a tijolo, bem apoiado na tua genuinidade, disponibilidade e na evidência de que és uma pessoa de confiança.

Dá trabalho? Sim, dá. Principalmente, ocupa tempo e exige empenho. Vale a pena? Sim, vale a pena. A tua vida será diferente, estarás sempre com uma rede de segurança que te irá apoiar, incentivar e acarinhar.



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Dá o teu melhor aos outros

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Ligarmo-nos aos outros, relacionarmo-nos, movimentarmo-nos na esfera social é muito mais do que receber, é principalmente dar. O nosso ponto de partida para nos conetarmos deverá ser sempre aquilo que nós temos para dar, para oferecer ao outro. Poderá ser amizade, poderá ser companheirismo na esfera profissional, poderá ser a nossa boa disposição para passarmos momentos divertidos. Poderá ser tudo ou muito pouco, o que interessa é que seja o nosso melhor. Não dês aos outros a tua pior faceta, presenteia-os com o teu melhor lado.

Mostra a tua alegria, o teu entusiasmo, deixa-te conquistar pela excitação que é viver e contactar com os outros. Sê humilde, mostra claramente que não pretendes ser melhor do que ninguém, que és apenas tu, por isso sê genuíno. Tem coragem para mostrar as tuas particularidades, aqueles pormenores que te distinguem dos outros. Sê gentil, deixa vincado que não interessa quanto dinheiro tem na conta bancária, nem a profissão que tem para merecer a tua simpatia e delicadeza.

Abre o coração aos outros, não precisas contar a tua vida, precisas apenas de seres quem és e de mostrares que aquela pessoa, que ali está à tua frente, é importante e que lhe dás valor.

Dá o teu melhor.


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Ferramentas digitais - quais uso

A semana passada falei-te sobre o meu percurso do papel para o digital, mas não te contei quais são as minhas ferramentas hoje em dia. O post de hoje é para te contar isso mesmo, quais são as ferramentas digitais que utilizo para me organizar.

Evernote - como já te falei aqui esta ferramenta conquistou-me completamente. Assim que consegui dominar o básico da sua funcionalidade, facilmente percebi as suas potencialidades e a forma com iria simplificar a minha vida. Uso-o para :

. todas as atividades que requerem mais do que um passo, os chamados projetos 
. a planificação do blog e a sua linha editorial
. projetos e atividades profissionais (utilizo bastante os lembretes neste ponto, na medida em que me ajuda a garantir que estou em cima dos prazos)
. projetos pessoais de casa (como destralhar livreiro, por exemplo)
. listas e planificações da gestão da casa
. as metas de vida e objetivos mensais
. as listas do To do Mensal


Como vês, o Evernote consegue abranger toda a minha vida, dá-me uma noção de coerência e congrega as várias facetas de quem eu sou e do que faço.


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ColorNote 
Apesar de todas as potencialidades do Evernote, havia uma coisa que eu sentia falta, habituada que estava ao bullet journal, as listas do que tinha para fazer no dia e na semana. Querendo deixar, por completo o papel, encontrei o ColorNote que resolveu totalmente o meu problema. O ColorNote é um aplicativo para o telemóvel que permite criar post'it no visor. Assim que desbloqueio o telemóvel, no visor encontro dois post'it digitais, um com o que tenho para fazer durante a semana (e o CN permite que vá riscando as tarefas à medida que as vou fazendo) e outro com aquelas notas que não posso esquecer. Tornou-se um must no meu dia-a-dia.

Calendário do Google 
Aqui tenho todos os compromissos e como é partilhada com o meu marido, conseguimos ter uma visão muito clara das atividades e compromissos de cada um o que permite uma gestão da vida familiar mais fluída. Mas também uso este calendário para as rotinas, como? Bem. As minhas rotinas giram à volta de tarefas quase obrigatórias e que eu devo fazer mesmo em determinado horário. Tenho o ginásio, que se não seguir o horário que defini, dificilmente conseguirei cumprir o meu plano, por isso marco no calendário que naquele dia àquela hora estarei no ginásio. O mesmo, por exemplo, para o período em que estipulei ser o desejável para ir às compras, ou para fazer a revisão semanal. Não são compromissos, é verdade, mas são atividades que eu sei que se forem feitas naquele horário tudo irá correr mais facilmente, então bloqueio no calendário para quase me forçar a fazê-las naquele período.

Memorando 
Esta ferramenta é quase dispensável e uso-a apenas pela agilidade que me dá em certos momentos. Tanto o ColorNote, quanto o Evernote, em locais com pouca rede e nenhuma internet tendem a ficar lentos e há informações que eu preciso sejam fáceis de aceder para facilitar o meu dia, por exemplos NIB habituais para transferências, ou o registo de despesas para o Kakebo. É para estes casos que mantenho o uso do Memorando que é um aplicativo original do telemóvel.

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Email 
Tenho duas caixas de email, a profissional e a pessoal. A profissional uso-a para gerir totalmente a minha atividade. É aqui que registo as tarefas, que coloco alerta para prazos, que controlo o fluxo dos projetos e que agendo compromissos e atividades recorrentes. Um mundo!

Quanto ao pessoal, para além de caixa de entrada de mensagens, uso-o também para arquivador da informação que pretendo estar organizada e muito acessível quando estou a usar o computador.

Drive
Esta ferramenta uso-a como o meu arquivo, é aqui que está tudo arquivado e organizado e que não faz parte do meu planeamento, ou seja não tem informações operacionais, é apenas arquivo geral.

Que te parece? Simples? Complicado? Como fazes tu? Adorava quem me contasses.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Organiza a tua conetividade

O âmbito social não será, com toda a certeza, a área da tua vida que penses que precisa ser organizada. Normalmente, pensamos que é uma área que deverá fluir ao sabor da maré, mas será mesmo?

Eu acredito que é muito importante que organizemos a nossa conetividade, porque acredito, e tenho visto isto acontecer demasiadas vezes, que senão a organizarmos tendemos a deixá-la largada sem destino e sempre relegada para último lugar, perante as mil e uma urgências do dia-a-dia.

Mas nós somos seres integrais, inteiros e precisamos de nos relacionar, de estar conetados com os outros. O ser humano é um ser social e mais do que precisar de comunicar por prazer, a comunicação é a fonte, por excelência, da aprendizagem de vida.

Por isso te digo que esta é uma boa altura para refletires sobre os teus relacionamentos. Podes perguntar-te se:

- os teus relacionamentos são maus ou bons? Ou seja fazem-te bem ou mal?
- quanto aos maus, ainda os manténs porquê?
- quanto aos bons, estás a dar-lhes a devida atenção, a nutri-los, a apreciá-los?
- gostavas de aumentar a tua esfera social?
- gostavas de aprofundar os teus já existentes relacionamentos?

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Não é uma reflexão difícil, aliás é simples, podes até fazê-la enquanto andas de autocarro, ou aguardas num consultório médico. Talvez o mais difícil será saberes ao certo o que tu queres realmente e reconheceres que esta ou aquela pessoa, que apesar de tu admirares e de ser ultra e mega ativa e famosa, a sua presença gera-te mau estar, intoxicando a tua boa disposição. 

É nisso que tens que apostar, conheceres-te e reconheceres o impato que os outros têm na tua vida. Se é tóxico afasta-te, se é positivo aprofunda. Por exemplo, bloqueia um tempo na tua semana para fazeres um telefonema a um amigo, marca o compromisso de um jantar mensal. Compromete-te, porque se for positivo para ti esse compromisso acaba por ser com a tua felicidade.

Na realidade, uma vivência social sã tem efeitos muito marcantes nossa tua vida, porque através dela aumentamos o nosso sentimento de felicidade, fortalecemos o nosso sistema imunitário, reforçamos a nossa resistência a contrariedades e tornamo-nos pessoas mais positivas.

E se entretanto considerares que a tua convivência social não dá resposta às tuas necessidades, então mexe-te, toma a iniciativa e cria as sementes para que daqui a uns tempos consigas estar melhor do que estás hoje. Junta-te a grupos com a mesma afinidade, com os mesmos interesses. Semeia e rega com cuidado, verás que crescerão lindas flores no teu jardim.




segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Faz hoje!

Tudo aquilo que não fizeres hoje irá carregar o teu dia de amanhã. Sê amigo de ti próprio, facilita o teu dia seguinte, faz hoje para não teres que juntar essa tarefa às que terás amanhã. Evita procrastinar porque a bola de neve que irás deixar rolar serás tu quem a terá que empurrar.

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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Do papel para o digital

Sempre fui menina de papel. De cadernos, post'it, de caneta em punho, riscos e rabiscos. Pensei, mesmo, que não conseguiria afastar-me do papel e que a organização, o meu planeamento pessoal, teria sempre que passar pelo papel, pelas agendas, pelas listas em bloquinhos, pelo bullet journal, o que quer que fosse, desde que fosse em papel.

Mas algo começou a fazer comichão na minha mente. O minimalismo, a busca pelo essencialismo e pela leveza do dia-a-dia. A simplificação. A certa altura deixou de fazer sentido ter uma agenda a pesar na mala, a ser carregada todos os dias, a ter que estar no balcão da cozinha, ou na minha secretária. Tinha que andar sempre colada a mim. E depois, claro, papel puxa papel, e a agenda ficava cheia de post'it e de papéis com recaditos, com listas, com horários. A agenda dobrava de tamanho e pesava toneladas dentro da mala e era eu quem a carregava todo o santo dia.

Para quem busca a simplicidade, uma situação destas não tem qualquer sentido e foi quando constatei que aquela mala, aquele peso diário e aquela prisão à agenda era contrária ao rumo que eu queria dar à minha vida, que mudei radicalmente e de menina do papel, passei a menina do digital.
A minha organização, hoje, faz-se quase inteiramente por instrumentos digitais e a única coisa que preciso ter sempre comigo é o telemóvel, mas isso, bem isso já não é novidade para ninguém.

É claro que a transição não foi fácil. Precisei desapegar do meu sentimento de controlo, pois com o digital a maior parte da organização é feita pela delegação. Por exemplo, eu delego no calendário da Google a tarefa de me recordar dos compromissos, dos eventos. Não abro a agenda para ver o que se passa, eu confio que o calendário digital me irá avisar atempadamente do evento em questão. Obviamente que não é no instrumento que estou a confiar, eu estou a confiar que a minha decisão de organização e de estipulação de regras de lembretes foi bem feita, que fui eficiente. Não me interessa que o calendário me avise de um compromisso para as 17h00, apenas às 16h50 se precisava comprar uma prenda para essa festa. Preciso de registar não só o evento como a necessidade de comprar a prenda. É neste sentido que o cruzamento das diferentes ferramentas digitais é tão importante, digo mais, é vital para a nossa organização e bom planeamento.

Mas quanto às ferramentas, bem fica para um post futuro, ok?

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Liga-te

Entrámos em outubro e a nossa linha editorial diz-nos que começamos o tema Conetividade. Bem, bem, e o que é isso?

Quando refiro conetividade estou a incluir todo o momento e meios que utilizamos para nos ligarmos ao outro. O homem é um ser social, por muito que tenhamos momentos de isolamento, a nossa natureza é de cariz social, de nos relacionarmos uns com os outros. Para isso, e ainda mais com a complexidade crescente do nosso modo de vida, há diversas formas de o fazermos. Mas gostemos mais de lidar cara a cara, ou via virtual, de conversar com um amigo ou de conviver em grandes grupos, todos nós temos momentos em que nos relacionamos com os outros criando uma conexão, ainda que temporária.

Para alguns, esta ligação é natural e fácil, para outros, mais individualistas e solitários, o relacionamento com os outros nem sempre é simples. Temos que lidar com diferenças de opinião, de perspetiva, de histórico de vida, de cultura e de comportamento, um mundo imenso de pequenos pormenores que condicionam a nossa comunicação. 

Se queres desenvolver as tuas capacidades de relacionamento e se te parece uma tarefa difícil e cheia de armadilhas, digo-te isto, há pequenas bengalas que te podem ajudar, mas a mais importante de todas é seres genuíno.
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Mas quanto as bengalas...aqui ficam :

- quando estás com alguém, seja pessoal, virtualmente ou por telefone, foca-te na pessoa, na sua conversa, foca-te nela e dá-lhe a tua atenção plena

- aceita os outros como eles são, não os julgues 

- sê assertivo, não só no que concerne o que dizes, mas também como dizes, lembra-te que todos somos diferentes, adaptares o teu discurso é meio caminho andado para o teu sucesso

- sê simpático, custa alguma coisa dizer bom dia e sorrir? 

- tem a iniciativa. 

As crianças conseguem fazer amigos muito facilmente, os adultos nem tanto, já procuraste perceber porquê? Eu digo-te, eles seguem estas bengalas, não julgam, aceitam, quando estão a brincar pode passar um terramoto que elas não ouvem e, claro, têm iniciativa. Sempre que há um primeiro contacto entre crianças há sempre esta pergunta: "queres brincar comigo?". Tão simples, não é?

Porque não experimentas, toma a iniciativa e liga-te.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Paz de alma

Aquilo a que chamamos felicidade consiste na harmonia e na serenidade, na consciência de uma finalidade, numa orientação positiva, convencida e decidida do espírito, ou seja na paz da alma.

Thomas Mann

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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

O meu amigo Evernote

Não sou uma pessoa muito tecnológica. Gosto do papel e de escrever, de rabiscar e riscar. Mas o Evernote conquistou-me.

Já há muito que ouvia falar nesta ferramenta e ouvia sempre maravilhas sobre o seu impato na produtividade, mas ainda não tinha tido o impulso de procurar perceber como funcionava e como o seu sistema fluía.

Quando finalmente me debrucei sobre a ferramenta compreendi as suas potencialidades , ainda maiores para alguém como eu que tem como meta de vida simplificar. 

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O Evernote permite:

- ter listas com os vários projetos que temos em mão, nas suas diferentes etapas
- ter check-list que nos ajudarão em rotinas mais exigente
- ter listas de compras automatizadas
- ter lista de tarefas diária, semanal, etc.

Enfim, com o Evernote podemos ter um conjunto de notas que nos vão dar a base da organização e gestão da nossa vida. Com a mais valia de que, como é uma ferramenta digital, podemos acessá-la em qualquer lado, não correndo o risco de não a trazermos connosco. Mas mais, a possibilidade dos lembretes dá-nos a certeza de que não nos esqueceremos e que podemos limpar a nossa mente para atividades bem mais criativas, pois o Evernote é nosso amigo e está a tomar conta do assunto. 

Na verdade, o que sinto com o Evernote é que basta ter o telemóvel comigo que tenho a informação toda que preciso para ter um plano claro da minha vida, tarefas, andamento de projetos, etc.

Já usas o Evernote? Já espreitaste as suas funcionalidades? Aqui fica o link, explora e decide.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Olha-te ao espelho

A nossa imagem não é mais do que a nossa exteriorização. O nosso corpo é pois a nossa identidade, a forma como nos representamos, como nos damos a conhecer aos outros e é, por isso mesmo, que a nossa imagem acaba por deter tanta importância para nossa identidade e para a forma como nos reconhecemos a nós próprios.

O corpo é uma fachada social, é a nossa existência pública, mas é também a forma como ocupamos o nosso lugar, é através do nosso corpo que detemos um lugar no mundo, sem ele, seriamos apenas fumo. E é este corpo, o nosso, que acompanha a nossa vivência e que, por isso se torna o centro do mundo, do nosso mundo. A nossa vida parte toda de um núcleo, de um ponto específico e esse local é o nosso corpo.

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Assim sendo o nosso corpo é também a ponte que existe entre nós e os outros, é como se fosse o intermediário, o canal que leva a nossa mensagem e, só por isso, é determinante no nosso sucesso.

Ora, é por todas estas razões que o corpo e, mais simplesmente a nossa imagem, assume uma importância tão grande para o impacto que pretendemos ter no mundo exterior. Assim sendo, manipular a nossa exteriorização é um ato natural, que a maior parte das vezes nem é pensado, fluí da nossa própria forma de existir.

Como bem vês, o teu corpo não é apenas esse conjunto de membros e órgãos que carregas debaixo da pele, protegidos pelos ossos, o teu corpo, essa máquina perfeita e complexa, é quem tu és verdadeiramente e a forma como o tratas determina a forma como os outros te vêem e como tu próprio te sentes e te reconheces.

Por isso, digo-te: Olha-te ao espelho. Reconheces-te? Aquilo que estás a mostrar é quem tu verdadeiramente és?

As escolhas que fazes diariamente, de alimentação, exercício, roupa, gestos e reações estão de acordo com a pessoa que és? Estás a respeitar a tua identidade?

Sabes, podemos sempre melhorarmo-nos enquanto ser humanos, quer seja fisicamente quer seja a nível do comportamento ou mesmo da mente, mas o núcleo dessa mudança tem que existir e ser respeitado, o cerne da tua existência és tu. 

Olha-te ao espelho, amigo, e diz-me quem é que tu vês?


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A liberdade está em ti

Não é por a semana de trabalho estar a começar que a tua liberdade se perdeu. 

A verdadeira liberdade está dentro de ti. É certo que a maior parte de nós tem um horário a cumprir e obrigações/rotinas familiares a apertar o tempo livre. Mas também é verdade que a semana tem muitas horas e nem todas estarão ocupadas se forem bem otimizadas. 

Gere o teu tempo com sabedoria. Analisa as atividades, gere as prioridades e descobre onde anda esse tempo que tens e que não encontras e que te dará o espaço que precisas para usufruíres da tua liberdade.

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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Tudo tem um sentido

Todos nós adiamos tarefas. Todos nós temos momentos em que não temos vontade de fazer, de ir, de decidir. O que leva umas pessoas a ultrapassar esta falta de vontade é o conseguirem estabelecer um sentido, uma razão para aquilo que precisam fazer. 

Ir trabalhar pode ser difícil se não encontramos razão para o fazer. Ganhar dinheiro nem sempre é a razão certa, porque poderíamos ganhar dinheiro de outras outras e por vezes olhar o trabalho apenas como um meio de ganhar dinheiro é ainda mais desanimador.

É importante encontrar um sentido, um verdadeiro sentido, para fazer determinada coisa. Eu vou trabalhar, para ganhar dinheiro, mas mais do que isso, vou trabalhar para desenvolver esta ou aquela capacidade, para concluir estes projetos ou executar aquelas tarefas que são importantes e representarão uma mais valia e uma melhoria significativa para a organização. Assim eu sou importante. A minha presença, enquanto profissional, é relevante.

Depois de encontrar esse sentido, facilmente conseguirás ter uma noção clara do que precisas fazer naquele dia, encontrarás o teu foco e isso, meu amigo, será a tua mola impulsionadora, a tua motivação. E isto aplica-se tanto às tuas obrigações e compromissos, como ao teu lazer, porque afinal o que estarás a fazer é a dar sentido à tua vida.


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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Usa-os com intenção

Roupa, acessórios, penteados, maquilhagem, telemóveis, sapatos, carros, óculos e por aí fora, tudo isto são "coisas" que podes usar, mas que se o fizeres deverás fazê-lo intencionalmente. E repara, mesmo se não os usares a sua ausência é, também ela, uma forma intencional de os usares, se bem que pela negativa. Tudo isto são formas de exteriorização de quem nós somos e ganham ainda mais importância porque são escolhas nossas e por isso revelam a intenção que temos em nos afirmarmos perante os outros.
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Há quem saiba fazê-lo maravilhosamente, sabendo exatamente o que usar e não usar, e como fazê-lo para projetar a imagem que deseja. Se queres que te vejam como uma pessoa desinteressada das questões de moda e beleza, darás pouco uso a bijuterias, a maquilhagem e a acessórios. Mas não penses que com isso estarás a transmitir uma ideia de que não te importas com a tua imagem. Porque meu amigo, não é disso que se trata. Apresentares-te "despojadamente" dá um alerta a todos os que te vêm de que te recusas a seguir a moda e te revoltas com estas "tiranias" da imagem. Mas claro que a preocupação com a imagem que transmites é bem vincada, neste caso de revolta.

Agora, se queres fazer uso de todos estes instrumentos para compores a imagem que irás transmitir aos outros, há dois aspetos que penso serem fundamentais:

- autoconsciência
- noção da realidade

Se não souberes quem és e o que te faz sentir bem, podes esforçar-te ao máximo e até andar na moda, comprar a roupa certa, penteares-te com inteligência, mas dificilmente conseguirás projetar uma imagem coerente, porque aquele tipo não está de acordo com quem tu és. E quando a nossa imagem não é coerente, os outros desconfiam e não aceitam o que vêm como genuíno, logo rejeitam, ainda que o façam inconscientemente. Por isso a autoconsciência é tão importante. Tens que ter consciência de quem és, conheceres o teu estilo verdadeiro, a tua essência para  a poderes trazer para fora.

Bem, bem, mas talvez ainda mais importante é teres noção da realidade. Andares com uns sapatos, o último grito da moda, mas que te causam sofrimento e te roubam toda a energia que precisas para uma dia passado a andar, não é usares as ferramentas com inteligência. Não vais martelar com uma chave de parafusos, pois não? 

Tens que ter noção da tua vida, da tua realidade. Tens um bebé e andas com uma saia branca...pois amiga, vais andar com pequenas nódoas de certeza e a tua imagem não vai ser aquela que tanto desejas.

Mas mais, adoras aquelas calças largas que fazem maravilhas a mulheres magras com 1.70m, mas vais usá-las quando és gordinha e nem chegas ao 1.60m? Usa as ferramentas com inteligência, faz esse favor a ti próprio!

Por isso, meu amigo, usas todos estes maravilhosos instrumentos que temos ao nosso dispor para mostrares aos outros quem tu és, da forma que tu desejas que eles vejam, mas usa-os com intenção, com consciência e com muita noção da realidade.
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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Qual é o teu esforço?

Quando na próxima sexta-feira olhares para trás e revires a semana que hoje começa, lembra-te que aquilo que conseguiste resultou, maioritariamente, da tua vontade. Amigo, esforça-te!

"Há várias medidas para medir a vontade humana. A mais exacta e a mais segura é a que se exprime por esta questão: de que esforço sois capazes?"
William James


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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Bom fim-de-semana - 20

Depois das férias o ritmo custa a instalar-se, não é?
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Depressa sentimos o cansaço a chegar e parece que as férias foram há tanto, tanto tempo.

Mas nós podemos mudar isso. Nós podemos fazer com que o
mundo do trabalho não seja um papão que nos suga a energia. Podemos tomar algumas decisões, agir de determinada forma e, com isso fazer, do trabalho uma atividade menos stressante.

Deixo-te esta sugestão de leitura para o fim-de-semana. Quem sabe se poderá inspirar-te e na próxima segunda-feira começares a mudar um pouco e sentires-te mais tranquilo?

Aqui fica. Clica aqui para leres este post do blog No Sidebar chamado When Less Becomes More at Work de Paige Donahue.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Aquário e Sagitário - Agustina Bessa-Luís

Nunca tinha lido Agustina Bessa-Luís e tinha uma imensa curiosidade. A ideia que tinha era a de uma escrita pausada e poética e a minha primeira impressão da autora não ficou muito longe do que tinha antecipado. Bem sei que não é o seu livro mais caraterístico, mas abriu-me a porta para a sua escrita e gostei.

A história é muito simples, um homem foi assassinado e um seu amigo, que não quer deixar o assunto cair no esquecimento, procura, incessantemente, resolver o mistério. 

Não fiquei deslumbrada, mas achei a escrita muito tranquila e muito amadurecida e isso agrada-me sempre. Apesar de não ser o seu estilo literário habitual, verdade seja dita, tem todos os componentes para um bom suspense. Temos uma boa trama, bem apresentada, com pequenos pormenores que fazem toda a diferença e que ligam os diferentes momentos da narrativa. Os personagens não são muito explorados, mas a dimensão do livro/conto é tão pequena que não permitiria que fosse de outra maneira. Mesmo assim, nas poucas páginas a autora conseguiu caracterizar cabalmente os personagens, conseguiu criar mistério e conseguiu gerar suspense. Muito bem feito.

Gostei, também, bastante da forma com faz as descrições, são calmas mas pormenorizadas sem maçar. Como se faz isso? Dando relevo a determinada caraterística que, por ser mais marcante, irá distinguir aquele pormenor aumentando-o como se fosse o todo.

Os diálogos também estão bem construídos e ajudam a consolidar os personagens, na medida em que deixam transparecer as personalidades de cada um. Também os sentimentos são descritos da forma predominante do livro, calma, madura e assertiva. 

Gostei do livro/conto e fiquei com vontade de ler outros livros da autora.


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Dica: Controlar do orçamento familiar

Conseguires ter uma percepção real dos teus gastos e do dinheiro que tens disponível para gastar é essencial para conseguires levar uma vida agradável e sem surpresas e ao mesmo tempo conseguires gozares os teus prazeres preferidos.
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Mas se és como eu, sempre à nora com as despesas, quando pouca capacidade para decorar preços e gastos, é indispensável que procures um instrumento que te permita fazer esse controlo.

Poderás fazê-lo uma tabela em excel, podes registar tudo numa agenda ou planner, ou encontrar um outro qualquer meio criado por ti. Eu tentei e nenhum resultou perfeitamente, porquê? Porque a própria estrutura do registo estava viciada pela minha forma, distorcida, de ver as finanças pessoais.

Tomando consciência disso, optei por recorrer a um instrumento que saísse da minha área de influência e me obrigasse a olhar os gastos de forma mais lúcida e menos pessoal.

Foi assim que optei pelo Kakebo e confesso-te, muita coisa mudou na minha percepção e na minha forma de encarar e gastar o dinheiro.

Deixo-te a dica! Espreita. Apenas um pormenor, se fores como eu e te organizares por ano letivo, podes sempre optar pela versão do Kakebo sem ano e isso significa que os meses são indicados como mês 1 e 2, por aí a adiante. Assim já não ficarás preso ao janeiro, fevereiro. 😉


terça-feira, 12 de setembro de 2017

O teu som

Mesmo sem intenção estamos sempre a comunicar. Quando te recusas a comunicar e te isolas, informas os outros a tua indisponibilidade, da tua não vontade em te relacionares com eles. Por isso, mesmo que não queiras, mesmo que nunca saias de casa, haverá sempre informação a fluir de ti, mais que não seja os teus vizinhos perceberão, "aquele nunca sai de casa". Não há forma de não comunicares. A nossa comunicação, a passagem de informação de nós para os outros existe sempre, queiramos ou não.

Bem vês, então, que a comunicação abarca uma esfera muito lata da nossa existência e não lhe prestarmos atenção é negligenciarmos uma parte importante de quem somos exteriormente.

Não digo que devemos controlar tudo aquilo que transmitimos, nada disso. O que digo é que consciencializarmo-nos do que emitimos, da imagem que passamos, pode ser um exercício muito interessante e valioso, tanto mais que nos permite compreender as reacções que provocamos nos outros.
Por exemplo, podes pensar que és uma pessoa que não ataca ninguém, metida na sua. Mas ao analisares melhor a imagem que emites perceberás que o som da tua voz, a forma como a projetas é alto e muito vibrante, dando-lhe uma sonoridade grave e violenta. Não estranharás, então, se verificares que há pessoas que reagem aos teus comentários como se fossem ofensivos. Verdade é que o seu conteúdo não o é, mas a sua forma sim.

A partir do momento em que tomes esta consciência tens dois caminhos possíveis: aceitas, é assim que sou não me interessa, ou, escolhes suavizar aquela caraterística de modo a minimizar as possibilidades de gerar má informação entre ti e os outros.

Se optas pela segunda tem especial atenção a estes pormenores que, verdade seja dita, são enormes:

- a vibração que emites (quer seja pelo teu estado de espírito, quer seja pelo som que produzes), a energia que emana de nós é essencial na comunicação com os outros. Por exemplo, se és uma pessoa bem disposta mas que anda sempre a bater com as portas e que fecha as gavetas com força, a tua alegria pode deixar de ser a tua marca e podes passar a ser percebida como uma pessoa bruta, sem maneiras. Da mesma forma, podes não fazer mal a uma mosca, mas se estás sempre abatida e triste, a tua presença poderá significar um peso para os outros porque arrastas contigo essa áurea de desolação.
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- o som que produzimos é parte preponderante da forma como os outros nos recordam. A minha avó tinha uma gargalhada maravilhosa que marcou a memória de todos os que com ela conviveram. Da mesma forma, uma pessoa que grita muito ou que fala muito baixo marca aqueles que a rodeiam deixando-lhes essa marca de si própria, no primeiro caso provavelmente de uma pessoa altamente nervosa e bruta, no segundo caso de uma pessoa insegura e "apagada".

Não descures o som que fazes nem a vibração que emites, porque serão decisivos na percepção que os outros terão de ti, na medida em que serão, inconscientemente, marcados na memória que guardarão da tua presença, portanto de ti.



segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Página em branco

E cá estamos, página virada e agora uma página em branco.

O que irás escrever nesta nova página? O que farás nesta nova semana que te proporcione momentos felizes e te ajude a construir a vida que queres viver?

Um passo de cada vez.

És tu que determinas o teu rumo, há sempre uma opção, há sempre uma escolha, uma decisão. No final, serás sempre tu o responsável pelo caminho que traçares esta semana.

Não desistas de ti. Empenha-te.

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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Bom fim-de-semana - 19

Sexta-feira!!! A semana terminou e agora vem o merecido e tão desejado descanso.

Mas será que descansas mesmo? Será que fazes o que é preciso para tanto o teu corpo, como a tua mente descansarem e se revitalizarem?

Será mesmo?

Deixo-te esta pequena conversa com a Joyce para te ajudar a refletir sobre a forma como descansas e o impacto que esse tempo de fazer nada poderá ter em ti.

Bom fim-de-semana.
Descansa bem!


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

A Rapariga que Roubava Livros - Markus Zusak

Não sou grande fã de romances desta época histórica, no entanto, como adoro o tema dos livros, senti uma grande atração por este romance. Para mais, já tinha ouvido falar muito do livro e sempre com excelentes críticas. Tudo levava a que a minha curiosidade se tornasse enorme e não conseguisse passar-lhe ao lado. Mas a gota de água foi mesmo quando o vi na estante dos destaques da Biblioteca Municipal. Não havia mais nada a fazer...senão levá-lo para casa.

Gostei do livro, mas nada que me deslumbrasse. Está bem escrito e é muito original a opção que o autor fez para narrador. Foi inteligente até porque lhe permitiu dar um cunho de opinião sem no entanto fazê-la parecer política, trata-se de uma opinião sobre o desperdício de vidas humanas...sim, gostei muito desta opção.

Também gostei da vertente alemã. Normalmente a  literatura romanceada sobre esta época não vê o prisma alemão não nazi e gostei da abordagem do autor e dos focos que deu às emoções e à impotência, conseguiu, sem grandes genialidades, ser muito eficaz na transmissão dos sentimentos e dos pensamentos dos personagens. 

A estrutura do livro é boa, mas como é pouco profundo e pouco intrincado, é como se fosse uma linha que se vai seguindo. Tudo é ameno. A estrutura é boa, amena. Os personagens estão bem caracterizados e construídos, amenos. As descrições são eficazes e não maçam, amenas. Os diálogos são ilustrativos e dinâmicos, amenos.

Há dois aspectos que brilharam mais. 

Primeiro, o narrador conta o fim dos momentos mais importantes antes de terminar a sua narrativa. Isto é bom porquê? Porque dá-nos um baque no coração e depois suaviza-nos a emoção quando nos narra o que sucedeu para chegar ali. Gostei muito disto!

Segundo, entre os personagens não há heróis nem maus. Há pessoas, com ruindade no agir, com amargura no sentir, mas também com muita doçura e humanização. Há passagens no livro que são, lá está, amenas, mas que me despertaram uma emoção quente e segura, no meio da insegurança que é aquele tempo histórico. É como se nos transmitisse a gratidão que há em poder ter um momento sereno e doce, uma troca de sentimentos afáveis com outra pessoa, mesmo que se corra o risco de ser efémero.


Sinopse
(retirei da Wook)

Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Dica: Uma lista de tarefas eficiente

Pois, bem sei que todos nós sabemos fazer uma lista de tarefas. Basta ir escrevendo as tarefas e depois é só riscar a que fizemos.

Será mesmo? Se assim for, porque é que algumas pessoas conseguem cumprir as suas listas e ser produtivas e outras não?

A verdade é que se não pensares na melhor forma de listar as tuas tarefas, talvez acabes por ter uma lista que, apesar de ter todas as tarefas que precisas fazer, não está adequada ao teu ritmo , nem ao teu quotidiano. E isso, meu amigo, acaba por ser muito contraproducente.

Deixo-te a reflexão da Thaís Godinho sobre o assunto.




terça-feira, 5 de setembro de 2017

Imagem pessoal - como gerir

Ao contrário do que se possa pensar, gerir a nossa imagem não é, apenas, ter cuidado com a roupa que compramos, ou com os acessórios que usamos. Claro que tanto a roupa como os acessórios são importantes, mas não são os mais preponderantes.

Será importante falarmos de gerir a imagem? Ou será a imagem algo natural, que nasce connosco e que temos de aceitar. Bem, nem tanto ao mar nem tanto à terra.

A imagem é algo que, como todas as outras facetas da nossa vida, podem e devem ser geridas. Em tudo o teu empenho e esforço serão notados, e tudo aquilo que deixares ao acaso também será, por isso mesmo, reparado. Resta-te decidir como queres que te vejam e te reconheçam. É, como sempre, uma escolha tua.
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Há muito que pensar em termos de imagem, há o primeiro impacto, e a este nível o aspecto com que te apresentas é essencial, a roupa, o cabelo, os acessórios, tudo é relevante para a primeira impressão, e há, mais importante ainda, a postura e a linguagem não verbal.

Quererás que te considerem decidido e dono das tuas próprias ideias, então a postura direita, as passadas largas mas calmas, os gestos pausados e não exagerados serão ótimos aliados. Mas quererás que te vejam como alguém a temer ou como uma pessoa simpática e afável? Se for a última opção, deverás cuidar para ter um sorriso sincero e aberto, uma postura de abertura e gestos de transparência. 

Isto é um campo muito vasto que poderá não ter tanto interesse explorar neste post. O que quero partilhar contigo é o seguinte: gerir a tua imagem é essencial para te responsabilizares pelo que te acontece, é como se optasses por deixar de ser uma vítima ("nasci assim") para passares a ser quem controla e quem escolhe, porque a imagem que transmites é uma escolha tua.

E para gerir a imagem há tantos, tantos aspetos a ter em conta que te surpreenderás quando começares a analisá-los. É um mundo de opções e de caminhos, é uma descoberta sobre ti mesmo. É muito entusiasmante.

Este ano decidi que o meu foco estaria no Exteriorizar-me e com isso mergulhei de cabeça na gestão da imagem e encontrei mil e uma opções para trazer para o mundo exterior o melhor de mim. Sim, não adianta queres ser uma pessoa que não és, não conseguirás aguentar a farsa, para mim o segredo é dares ao mundo, ao exterior, o melhor que há de ti e naquilo que poderes, melhorares-te.

Mas vejamos, sinteticamente, o que abarca gerir a imagem:

- o aspeto (roupa, cabelo, maquilhagem, postura, acessórios, etc)

- a vibração (o estado de espírito que transmites, o teor das conversas que tens, as tuas reações, etc)

- o som (voz, riso, o assobio, o cantar, o barulho que os teus movimentos fazem ao teu redor, por ex. bates com as portas?)

- a saúde (tens olhos cansados? o teu corpo está em forma - não é se está tonificado, mas se está com um aspeto saudável?)

- a presença (a tua postura, a forma como conversas, como ouves, como te movimentas, os teus gestos)


Tudo isto são aspetos que envolvem a tua imagem exterior, mas a maior parte nascem no teu interior. Se viveres com um espírito amargo não conseguirás disfarçar e com certeza a tua vibração não será acolhedora. Se não conseguires encontrar alegria no trabalho, é natural que a tua postura transpire essa desmotivação, esse cansaço e aborrecimento.
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Para mim, gerir a imagem é ter em conta o que trago para fora, mas o primeiro trabalho está em gerires o que está dentro de mim. Resolve as tuas questões interiores, limpa a tua energia, olha a vida de forma positiva e verás que a tua imagem irá, naturalmente, tornar-se mais radiosa. Depois, bem, depois é só fazeres um esforço, bem pequeno, para limares os pormenores, como escolheres as roupas certas ou consciencializares-te dos teus movimentos e timbre de voz.

A chegada de setembro e o regresso ao trabalho em força são um bom momento para começares esta viagem.

Aqui no Suspiro, este mês será dedicado à imagem. Os próximos postes serão sobre Comunicar, Usar e Sentir, sempre com o ênfase na exteriorização de nós mesmos.

Vens comigo?

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Borboletas no estômago

Lembras-te do entusiasmo com que, em criança, começavas o ano letivo? Lembras-te das borboletas no estômago, da expectativa de saber quem seria a tua turma nova?

Lembras-te de como nessa altura o regresso à escola era entusiasmante e o vivias com intensidade e alegria?

Lembras-te de como era bom, depois de umas férias bem passadas e vividas com a máxima intensidade que podias, a chegada de setembro e o fim do descanso era compensado pela excitação de um novo recomeço?

Será que tu terás mudado assim tanto para que o regresso ao trabalho seja tão maçador? Será que a tua vida é assim tão difícil que trabalhar é um castigo?

Ou será que simplesmente te habituaste a reclamar em cada regresso ao trabalho?

É a tua atitude que comanda o teu estado de espírito, sabias? Deixa-te de lamurias.

Vê o regresso ao trabalho como antes vias o início do ano letivo. Deixa-te seduzir pelo novo recomeço, por todas as suas possibilidades e oportunidades.

Vive com alegria e ... escuta, viver é um privilégio. Aproveita-o.

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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Um novo recomeço...até setembro

Cá chegámos. Férias!

Estou a precisar de desligar, de deixar as rotinas, de deixar os horários e de me esquecer que sou organizada e que tenho um sistema montado para me gerir, para gerir todas as minhas vertentes.

Este mês, as férias, são um ponto importante porque se não fossem elas talvez não conseguisse manter-me tão na linha o ano todo. Este é, enfim, o meu prémio por me ter esforçado e mantido no trilho, fazendo com que a minha vida tenha andado em ordem e a fluir, cada vez melhor.

Durante todo o ano, vou desligando um ou dois dias, é fácil desconectar da vida virtual e de tudo o que são compromissos, já não vejo dificuldade nenhuma nisso, mas no diz respeito às rotinas já é mais complicado. Consegui fazê-lo e faço-o pontualmente, mas cada vez que desligo significa que quando voltar a ligar tenho que recuperar o que não foi feito e isso por vezes é cansativo. Acredito que é um ponto que tenho de desenvolver, conseguir desligar sem depois ter que recuperar, é mais uma aprendizagem a fazer. 

Esta pausa agora em agosto é, por tudo isso, muito entusiasmante. Primeiro porque é preparada. Estou em finais de julho e já comecei a preparar o regresso em setembro. Os livros encomendados, o material escolar a ser comprado, as listas e as ementas a serem preparadas, os postes do Suspiro a ficarem em draft. Todas as áreas estão a ser preparadas para parar e um mês depois recomeçar sem grandes necessidades, para tudo ser mais fácil.

Mas o que ainda mais me motiva para esta pausa é que este é para mim o verdadeiro fim de ano. Já te falei sobre isto aqui. Por isso para mim, fazer esta pausa em agosto é como despedir-me do passado e em setembro ter um novo recomeço. Ter a oportunidade de começar tudo de novo, com todas as aprendizagens no ano passado e com um novo ânimo, cheia de força e de vontade para novas descobertas e principalmente para usufruir do dom que é viver.

Lembra-te disso durante este mês.Viver é um privilégio, usa-o com sabedoria!

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

TBR de verão

Como te disse na terça-feira passada, estou preparada para o meu período de descanso. Todos os guerreiros precisam descansar, de repor baterias e de fugir da rotina. Esta guerreira, meu amigo, não é excepção.

Todas as atividades irão parar, até o scrapbook, que tanto me relaxa, vai ficar parado, a participação no grupo de culinária também, as idas à biblioteca municipal e à piscina municipal também. Acredito, verdadeiramente, que precisamos de desligar da nossa rotina e de desviar a nossa atenção, para que os nossos interesses se renovem e as ideias recuperem a sua originalidade.

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Mas há uma coisa que não consigo deixar em off ...ler. Os livros vão acompanhar-me e hoje trago-te a minha ambiciosa TBR. 

Em agosto pretendo ler:

- Pilares da Terra vol I - Ken Follet

- Pilares da Terra vol II - Ken Follet

- O Nariz - Nikolai Gógol

- Aquário e Sagitário - Agustina Bessa-Luís

- Saga vol. 1 - Fiona Staples e Brian K. Vaughan

- Harry Potter e a Pedra Filosofal -  J. K. Rowling

- O Ladrão de Sombras - Marc Levy


Que te parece?

terça-feira, 25 de julho de 2017

Agenda - desconectar!

Bem, estamos a chegar a agosto. Tem sido um ano muito preenchido e temos reflectido bastante sobre a gestão pessoal e temo-lo feito com bastante mais foco do que era costume. 
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Em março, quando decidi mudar um pouco o blogue, sentia que precisava dar maior coerência ao Suspiro, acreditava que assim daria, também a mim, enquanto blogueira, um rumo mais definido, uma linha para seguir. Decidi, então, dar mais consistência ao blogue e ter uma linha de publicação com um sentido mais delineado e planeado. Defini o rumo, a gestão pessoal. A abrangência dos temas é vasta, mas a abordagem é sempre por este ângulo, a forma como nos gerimos enquanto pessoas. 

Quis ir ainda um pouco mais longe e defini uma linha editorial mensal, cada mês dedicado a uma área da gestão pessoal. Esta decisão revelou-se muito importante, não só porque permitiu a minha consistência na área da gestão pessoal, mas também porque me ajudou a aprofundar os temas e a reflectir sobre eles com maior cuidado. A aprendizagem é, para mim, um enorme motor de vida.

O que é engraçado é que este ímpeto, para a consistência e para o foco, não ficou satisfeito. Quanto mais concentrada estava em termos de publicação no Suspiro de Coruja, menos sentido fazia, para mim, desviar-me e diversificar a minha presença enquanto blogueira. Foi por isso que, este mês, resolvi fazer mais umas mudanças e abdiquei da minha presença no facebook. Esta decisão não foi fácil porque pressupõe perder uma das grandes janelas para o blogue. Tive que ponderar se o risco de perder leitores era compensado pela oportunidade de me aprofundar e concentrar no tema que me apaixona, a gestão pessoal. 

Esta decisão levou-me, pois e uma vez mais, a reflectir sobre o significado do Suspiro de Coruja para mim. E sabes, cada vez mais tenho a certeza de que aquilo que aqui procuro não é ter um grande número seguidores ou de visualizações, o que eu procuro no Suspiro é manter o ímpeto de aprender e de explorar a gestão pessoal e de, com isso, poder partilhar aquilo que vou aprendendo, certa de que haverá alguém que poderá aprender com o meu trilho.

É neste sentido que a pausa de agosto também é tão importante. Se eu procurasse o bom resultado das estatísticas, não poderia parar de postar um mês inteiro. Mas como aquilo que eu quero é fazer uma boa gestão pessoal, o mês de agosto será dedicado, uma vez mais, a uma parte muito relevante e muitas vezes negligenciada da gestão pessoal. A capacidade para desconectar.
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Quer para a gestão de ti próprio, quer para a gestão da tua família, é importante que consigas desconectar-te das redes sociais e das tuas actividades quotidianas e por algum tempo permitires a ti mesmo o simples usufruto e à tua família a permissão de apreciar a tua presença sem outras distracções. Esse elo que conseguirás fortalecer, contigo mesmo e com a tua família, será preponderante para o resto do ano e permitirá que, mais habitualmente, consigas fazer estas pausas sem receio do que irás perder. Porque sabes, perderás muito mais se perderes momentos marcantes com a tua família/amigos do que se perderes os últimos postes do Suspiro ou de qualquer outro lugar on line.

Desconecta-te, tu mereces!



sexta-feira, 21 de julho de 2017

Bom fim-de-semana - 18


Só quando danço me liberto do tempo: esvoaçam as memórias, levantam voo de mim. 
Mia Couto

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Que tal se este fim-de-semana deixasses esvoaçar as tuas memórias e de libertasses do tempo? Dança. Coloca uma música que te agite a energia, que te liberte a alegria e te solte desses carrascos que são os preconceitos.

Não interessa se a música é foleira, ou se está na moda. Só interessa uma coisa, que te faça dançar livremente.

Aceitas?
Vamos dançar?

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Príncipe da Neblina - Carlos Ruiz Zafón

Passados muitos anos voltei a ler Carlos Ruiz Zafón e uma vez mais o amor reacende-se. Este autor é simplesmente magnífico. Traz poesia tanto na escrita como nas histórias. A escrita é suave, tranquila, totalmente despojada de agressividade ou stress. É, simplesmente é, e é esta existência simples que a torna tão bonita. Não é pretensiosa, não procura ser melodiosa, nem erudita. Não procura mostrar nada e nessa simplicidade e nesse desapego é maravilhosa.

A história, como todas as que já li deste autor, tem uma áurea de segredo, de cumplicidade, de sentimentos que não se dizem, sentem-se. Não existe uma grande preocupação em construir os personagens. Eles vão constituindo-se ao longo do livro sem que, no entanto, se possa dizer que ficam personagens complexos. Ao ler o livro fiquei com a impressão que os personagens, por si próprios, não eram importantes. Na maior parte dos livros, os personagens são parte estrutural das obras e vamos conseguindo construí-los verdadeiramente, aliás é, normalmente, um dos critérios com que avalio os livros. Mas neste, como em todos os outros que li de Zafón, os personagens são secundários. A peça importante é a história. É pela história que nos cativa, é pela história que nos prende e nos leva até ao fim.

O engraçado com os livros de Zafón é que aquilo que me marca é, realmente, a história, que fica retida na minha memória, mas através dela consigo recordar passagens dos livros, recordar o cenário que imaginei ao ler uma descrição e os personagens. E isto é para mim deslumbrante, porque afinal parece apenas uma história, mas não é, é um marcos que fica na memória e que acompanhará enquanto leitora. Marcante!

Sinopse
(retirei da Wook)

Um diabólico príncipe que tem a capacidade de conceder e realizar qualquer desejo... a um preço muito elevado. 
O novo lar dos Carver, numa remota aldeia da costa sul inglesa, está rodeado de mistério. Respira-se e sente-se a presença do espírito de Jacob, o filho dos antigos donos, que morreu afogado.
As estranhas circunstâncias dessa morte só se começam a perceber à medida que os jovens Max, a irmã Alicia e o amigo Roland vão descobrindo factos muito perturbadores sobre uma misteriosa personagem de seu nome… o Príncipe da Neblina.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Gestão Familiar - festividades e lazer

A semana passada vimos como gerir a vida familiar em termos de rotinas e compromissos. Reflectimos sobre a importância desta gestão e de como, através dela, podemos ter um quotidiano mais tranquilo, sem correrias e, principalmente, sem urgências.

Esta semana vamos mudar de ângulo e vamos pensar em como gerir o lazer e as festividades, aquelas que não geram obrigatoriamente um compromisso, mas que podem compor a tradição familiar. Será que vale a pena gerir esta área da vida familiar? Não será uma tontice? Não deveria haver lugar ao deixar andar, deixar fluir?
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Vou ser franca. Não é essencial gerir esta parte da nossa vida. Conseguimos ter uma vida bem organizada, tudo bem encaminhado, sem atropelos mesmo que decidamos que o lazer não deve ser alvo de horários e agendas. Mas eu também organizo esta área. E porquê? Porque gosto de fazê-lo, a antecipação da festividade, o seu planeamento e a sua preparação dão-me tanto gosto quanto a sua vivência. Mas por mais uma razão. Eu gosto de conseguir dar o máximo significado às festividades e enraíza-las de modo a que se tornem numa tradição. Parece-me que esta tradição ajuda-nos a reconhecer a nossa identidade, a dar-nos uma raiz e fazer-nos sentir acolhidos e incluídos. 

Então e de que festividades estou a falar? Bem, falo das festividades que nos levam ao seio familiar e à intimidade do lar. Cá em casa quais são as festividades? Por exemplo, o Natal, a Páscoa, o dia São Martinho, o dia dos Reis, o início da Primavera e qualquer dia que seja para comemorar um feito de um dos elementos da família ou os aniversários.

Todas estas festividades podem ser programadas e planeadas: para nós o Natal pressupõe o Calendário do Advento e dentro desse há atividades como fazer bolachas para oferecer aos vizinhos, ou postais de natal para dar aos amigos, enfim... Todas estas atividades se forem planeadas serão feitas mais calmamente. Dou-te o exemplo de como planeio o Calendário do Advento:

1º tenho no google calendar no início de novembro o alerta (com recorrência anual) para planear Calendário de Advento. Assim, no início de novembro começo a pensar em como quero fazer o calendário e que atividades quero incluir.

2º escolho o formato do calendário e decido os materiais que preciso e compro.

3º escolho as atividades que quero incluir no calendário e confronto com a agenda da família (não vale a pena ter no calendário fazer bolachas para uma 5ª feira à noite, só irá gerar stress porque irá colidir com a rotina diária. Assim, irei programar as bolachas para um fim-de-semana, o mais próximo possível do natal).

4º normalmente, no 3º fim-de-semana de novembro fazemos o calendário (gosto de fazer com esta antecedência porque se algo correr mal, tenho um fim-de-semana para poder fazer outro calendário, sem atropelos, nem correrias, ou seja, estou a dar espaço para o erro).

5º no dia 1 de dezembro está tudo pronto e ansioso para começar a contagem decrescente! ;-)

Este é um exemplo, mas todas as festividades são mais ou menos iguais. Planeio com cerca de um mês de antecedência para ter tempo de pensar, planear, adquirir o que é preciso e fazer. 
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Claro que depois há o lazer propriamente dito, sem contar com festividades e para isto a conversa é outra. O planeamento já não é tão forte. Gosto de ter na agenda sempre uma atividade familiar por fim-de-semana, com a correria do dia-a-dia é muito fácil de esquecermo-nos de fazer coisas em família apenas por lazer. Para isto, tenho uma lista na minha agenda com possibilidades de passeios e atividades e sempre que me falta a inspiração vou lá espreitar.

Também tenho na minha agenda um espaço por dia para estar apenas com a filhota. Se é preciso fazer isto? Não, não é. Mas sabes, eu quero ter sempre presente que a minha prioridade máxima é ter tempo de qualidade com ela. Tudo o resto pode esperar e gosto de ter presente que agi conscientemente e encontrei tempo para o que é mais importante para mim.

Essa é, afinal, a verdadeira razão para gerir a vida familiar, é garantir que o mais importante fica em primeiro lugar.