sexta-feira, 28 de julho de 2017

Um novo recomeço...até setembro

Cá chegámos. Férias!

Estou a precisar de desligar, de deixar as rotinas, de deixar os horários e de me esquecer que sou organizada e que tenho um sistema montado para me gerir, para gerir todas as minhas vertentes.

Este mês, as férias, são um ponto importante porque se não fossem elas talvez não conseguisse manter-me tão na linha o ano todo. Este é, enfim, o meu prémio por me ter esforçado e mantido no trilho, fazendo com que a minha vida tenha andado em ordem e a fluir, cada vez melhor.

Durante todo o ano, vou desligando um ou dois dias, é fácil desconectar da vida virtual e de tudo o que são compromissos, já não vejo dificuldade nenhuma nisso, mas no diz respeito às rotinas já é mais complicado. Consegui fazê-lo e faço-o pontualmente, mas cada vez que desligo significa que quando voltar a ligar tenho que recuperar o que não foi feito e isso por vezes é cansativo. Acredito que é um ponto que tenho de desenvolver, conseguir desligar sem depois ter que recuperar, é mais uma aprendizagem a fazer. 

Esta pausa agora em agosto é, por tudo isso, muito entusiasmante. Primeiro porque é preparada. Estou em finais de julho e já comecei a preparar o regresso em setembro. Os livros encomendados, o material escolar a ser comprado, as listas e as ementas a serem preparadas, os postes do Suspiro a ficarem em draft. Todas as áreas estão a ser preparadas para parar e um mês depois recomeçar sem grandes necessidades, para tudo ser mais fácil.

Mas o que ainda mais me motiva para esta pausa é que este é para mim o verdadeiro fim de ano. Já te falei sobre isto aqui. Por isso para mim, fazer esta pausa em agosto é como despedir-me do passado e em setembro ter um novo recomeço. Ter a oportunidade de começar tudo de novo, com todas as aprendizagens no ano passado e com um novo ânimo, cheia de força e de vontade para novas descobertas e principalmente para usufruir do dom que é viver.

Lembra-te disso durante este mês.Viver é um privilégio, usa-o com sabedoria!

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

TBR de verão

Como te disse na terça-feira passada, estou preparada para o meu período de descanso. Todos os guerreiros precisam descansar, de repor baterias e de fugir da rotina. Esta guerreira, meu amigo, não é excepção.

Todas as atividades irão parar, até o scrapbook, que tanto me relaxa, vai ficar parado, a participação no grupo de culinária também, as idas à biblioteca municipal e à piscina municipal também. Acredito, verdadeiramente, que precisamos de desligar da nossa rotina e de desviar a nossa atenção, para que os nossos interesses se renovem e as ideias recuperem a sua originalidade.

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Mas há uma coisa que não consigo deixar em off ...ler. Os livros vão acompanhar-me e hoje trago-te a minha ambiciosa TBR. 

Em agosto pretendo ler:

- Pilares da Terra vol I - Ken Follet

- Pilares da Terra vol II - Ken Follet

- O Nariz - Nikolai Gógol

- Aquário e Sagitário - Agustina Bessa-Luís

- Saga vol. 1 - Fiona Staples e Brian K. Vaughan

- Harry Potter e a Pedra Filosofal -  J. K. Rowling

- O Ladrão de Sombras - Marc Levy


Que te parece?

terça-feira, 25 de julho de 2017

Agenda - desconectar!

Bem, estamos a chegar a agosto. Tem sido um ano muito preenchido e temos reflectido bastante sobre a gestão pessoal e temo-lo feito com bastante mais foco do que era costume. 
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Em março, quando decidi mudar um pouco o blogue, sentia que precisava dar maior coerência ao Suspiro, acreditava que assim daria, também a mim, enquanto blogueira, um rumo mais definido, uma linha para seguir. Decidi, então, dar mais consistência ao blogue e ter uma linha de publicação com um sentido mais delineado e planeado. Defini o rumo, a gestão pessoal. A abrangência dos temas é vasta, mas a abordagem é sempre por este ângulo, a forma como nos gerimos enquanto pessoas. 

Quis ir ainda um pouco mais longe e defini uma linha editorial mensal, cada mês dedicado a uma área da gestão pessoal. Esta decisão revelou-se muito importante, não só porque permitiu a minha consistência na área da gestão pessoal, mas também porque me ajudou a aprofundar os temas e a reflectir sobre eles com maior cuidado. A aprendizagem é, para mim, um enorme motor de vida.

O que é engraçado é que este ímpeto, para a consistência e para o foco, não ficou satisfeito. Quanto mais concentrada estava em termos de publicação no Suspiro de Coruja, menos sentido fazia, para mim, desviar-me e diversificar a minha presença enquanto blogueira. Foi por isso que, este mês, resolvi fazer mais umas mudanças e abdiquei da minha presença no facebook. Esta decisão não foi fácil porque pressupõe perder uma das grandes janelas para o blogue. Tive que ponderar se o risco de perder leitores era compensado pela oportunidade de me aprofundar e concentrar no tema que me apaixona, a gestão pessoal. 

Esta decisão levou-me, pois e uma vez mais, a reflectir sobre o significado do Suspiro de Coruja para mim. E sabes, cada vez mais tenho a certeza de que aquilo que aqui procuro não é ter um grande número seguidores ou de visualizações, o que eu procuro no Suspiro é manter o ímpeto de aprender e de explorar a gestão pessoal e de, com isso, poder partilhar aquilo que vou aprendendo, certa de que haverá alguém que poderá aprender com o meu trilho.

É neste sentido que a pausa de agosto também é tão importante. Se eu procurasse o bom resultado das estatísticas, não poderia parar de postar um mês inteiro. Mas como aquilo que eu quero é fazer uma boa gestão pessoal, o mês de agosto será dedicado, uma vez mais, a uma parte muito relevante e muitas vezes negligenciada da gestão pessoal. A capacidade para desconectar.
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Quer para a gestão de ti próprio, quer para a gestão da tua família, é importante que consigas desconectar-te das redes sociais e das tuas actividades quotidianas e por algum tempo permitires a ti mesmo o simples usufruto e à tua família a permissão de apreciar a tua presença sem outras distracções. Esse elo que conseguirás fortalecer, contigo mesmo e com a tua família, será preponderante para o resto do ano e permitirá que, mais habitualmente, consigas fazer estas pausas sem receio do que irás perder. Porque sabes, perderás muito mais se perderes momentos marcantes com a tua família/amigos do que se perderes os últimos postes do Suspiro ou de qualquer outro lugar on line.

Desconecta-te, tu mereces!



sexta-feira, 21 de julho de 2017

Bom fim-de-semana - 18


Só quando danço me liberto do tempo: esvoaçam as memórias, levantam voo de mim. 
Mia Couto

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Que tal se este fim-de-semana deixasses esvoaçar as tuas memórias e de libertasses do tempo? Dança. Coloca uma música que te agite a energia, que te liberte a alegria e te solte desses carrascos que são os preconceitos.

Não interessa se a música é foleira, ou se está na moda. Só interessa uma coisa, que te faça dançar livremente.

Aceitas?
Vamos dançar?

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Príncipe da Neblina - Carlos Ruiz Zafón

Passados muitos anos voltei a ler Carlos Ruiz Zafón e uma vez mais o amor reacende-se. Este autor é simplesmente magnífico. Traz poesia tanto na escrita como nas histórias. A escrita é suave, tranquila, totalmente despojada de agressividade ou stress. É, simplesmente é, e é esta existência simples que a torna tão bonita. Não é pretensiosa, não procura ser melodiosa, nem erudita. Não procura mostrar nada e nessa simplicidade e nesse desapego é maravilhosa.

A história, como todas as que já li deste autor, tem uma áurea de segredo, de cumplicidade, de sentimentos que não se dizem, sentem-se. Não existe uma grande preocupação em construir os personagens. Eles vão constituindo-se ao longo do livro sem que, no entanto, se possa dizer que ficam personagens complexos. Ao ler o livro fiquei com a impressão que os personagens, por si próprios, não eram importantes. Na maior parte dos livros, os personagens são parte estrutural das obras e vamos conseguindo construí-los verdadeiramente, aliás é, normalmente, um dos critérios com que avalio os livros. Mas neste, como em todos os outros que li de Zafón, os personagens são secundários. A peça importante é a história. É pela história que nos cativa, é pela história que nos prende e nos leva até ao fim.

O engraçado com os livros de Zafón é que aquilo que me marca é, realmente, a história, que fica retida na minha memória, mas através dela consigo recordar passagens dos livros, recordar o cenário que imaginei ao ler uma descrição e os personagens. E isto é para mim deslumbrante, porque afinal parece apenas uma história, mas não é, é um marcos que fica na memória e que acompanhará enquanto leitora. Marcante!

Sinopse
(retirei da Wook)

Um diabólico príncipe que tem a capacidade de conceder e realizar qualquer desejo... a um preço muito elevado. 
O novo lar dos Carver, numa remota aldeia da costa sul inglesa, está rodeado de mistério. Respira-se e sente-se a presença do espírito de Jacob, o filho dos antigos donos, que morreu afogado.
As estranhas circunstâncias dessa morte só se começam a perceber à medida que os jovens Max, a irmã Alicia e o amigo Roland vão descobrindo factos muito perturbadores sobre uma misteriosa personagem de seu nome… o Príncipe da Neblina.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Gestão Familiar - festividades e lazer

A semana passada vimos como gerir a vida familiar em termos de rotinas e compromissos. Reflectimos sobre a importância desta gestão e de como, através dela, podemos ter um quotidiano mais tranquilo, sem correrias e, principalmente, sem urgências.

Esta semana vamos mudar de ângulo e vamos pensar em como gerir o lazer e as festividades, aquelas que não geram obrigatoriamente um compromisso, mas que podem compor a tradição familiar. Será que vale a pena gerir esta área da vida familiar? Não será uma tontice? Não deveria haver lugar ao deixar andar, deixar fluir?
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Vou ser franca. Não é essencial gerir esta parte da nossa vida. Conseguimos ter uma vida bem organizada, tudo bem encaminhado, sem atropelos mesmo que decidamos que o lazer não deve ser alvo de horários e agendas. Mas eu também organizo esta área. E porquê? Porque gosto de fazê-lo, a antecipação da festividade, o seu planeamento e a sua preparação dão-me tanto gosto quanto a sua vivência. Mas por mais uma razão. Eu gosto de conseguir dar o máximo significado às festividades e enraíza-las de modo a que se tornem numa tradição. Parece-me que esta tradição ajuda-nos a reconhecer a nossa identidade, a dar-nos uma raiz e fazer-nos sentir acolhidos e incluídos. 

Então e de que festividades estou a falar? Bem, falo das festividades que nos levam ao seio familiar e à intimidade do lar. Cá em casa quais são as festividades? Por exemplo, o Natal, a Páscoa, o dia São Martinho, o dia dos Reis, o início da Primavera e qualquer dia que seja para comemorar um feito de um dos elementos da família ou os aniversários.

Todas estas festividades podem ser programadas e planeadas: para nós o Natal pressupõe o Calendário do Advento e dentro desse há atividades como fazer bolachas para oferecer aos vizinhos, ou postais de natal para dar aos amigos, enfim... Todas estas atividades se forem planeadas serão feitas mais calmamente. Dou-te o exemplo de como planeio o Calendário do Advento:

1º tenho no google calendar no início de novembro o alerta (com recorrência anual) para planear Calendário de Advento. Assim, no início de novembro começo a pensar em como quero fazer o calendário e que atividades quero incluir.

2º escolho o formato do calendário e decido os materiais que preciso e compro.

3º escolho as atividades que quero incluir no calendário e confronto com a agenda da família (não vale a pena ter no calendário fazer bolachas para uma 5ª feira à noite, só irá gerar stress porque irá colidir com a rotina diária. Assim, irei programar as bolachas para um fim-de-semana, o mais próximo possível do natal).

4º normalmente, no 3º fim-de-semana de novembro fazemos o calendário (gosto de fazer com esta antecedência porque se algo correr mal, tenho um fim-de-semana para poder fazer outro calendário, sem atropelos, nem correrias, ou seja, estou a dar espaço para o erro).

5º no dia 1 de dezembro está tudo pronto e ansioso para começar a contagem decrescente! ;-)

Este é um exemplo, mas todas as festividades são mais ou menos iguais. Planeio com cerca de um mês de antecedência para ter tempo de pensar, planear, adquirir o que é preciso e fazer. 
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Claro que depois há o lazer propriamente dito, sem contar com festividades e para isto a conversa é outra. O planeamento já não é tão forte. Gosto de ter na agenda sempre uma atividade familiar por fim-de-semana, com a correria do dia-a-dia é muito fácil de esquecermo-nos de fazer coisas em família apenas por lazer. Para isto, tenho uma lista na minha agenda com possibilidades de passeios e atividades e sempre que me falta a inspiração vou lá espreitar.

Também tenho na minha agenda um espaço por dia para estar apenas com a filhota. Se é preciso fazer isto? Não, não é. Mas sabes, eu quero ter sempre presente que a minha prioridade máxima é ter tempo de qualidade com ela. Tudo o resto pode esperar e gosto de ter presente que agi conscientemente e encontrei tempo para o que é mais importante para mim.

Essa é, afinal, a verdadeira razão para gerir a vida familiar, é garantir que o mais importante fica em primeiro lugar.



sexta-feira, 14 de julho de 2017

Bom fim-de-semana - 17


E cá estamos nós novamente, à beira do fim-de-semana. Se espreitares, com cuidado!, já consegues ver o que ele te trará. Até já o sentes, não é?


Se, nestes dois dias que se aproximam, tiveres um minuto e se quiseres refletir um pouco sobre o teu rumo e sobre o que tens tens feito por ti, deixo-te esta leitura

É um texto muito leve, mas que pode levar-te a pensares sobre o que fizeste por ti próprio e pela tua sanidade física, mental e emocional, ao longo deste ano. 

A acompanhar, e como poderás verificar no post que te indico, junto esta mensagem, simples e muito visual, talvez te ajude a ter aquela vida saudável que tanto tens desejado.
 😉



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Uma casa na Irlanda de Maeve Binchy

Há muito tempo que não lia um livro deste tipo. São o que eu considero livros de família. São livros que nos trazem a história de uma família, que nos vão mostrando a forma como a dinâmica da família se desenrola ao longo do tempo.

Neste caso a história está mais focada em Ria e é através da sua história que as histórias da sua família e dos seus amigos serão narradas.

Não sei se podemos considerar um spoiler, acho que não, mas tem atenção porque se esperas uma história sobre as duas mulheres, a Ria e a Marylin, vais ficar desapontado. A Marylin aparece já a metade do livro passou. A história da Ria foi-nos contada e estamos no momento presente. É aí que a Marylin aparece. A história de Ria vamos vendo acontecer, a história da Marylin é-nos contada para percebermos o presente. São perspectivas diferentes.

Não obstante este pequeno pormenor, que verdadeiramente não tem nada a ver com o livro apenas com a publicidade à volta dele, o livro é muito, muito bom.

Maeve Binchy ganhou mais uma fã. Tem uma escrita muito clara, sem floreados, mas muito assertiva. A história é bem contada. Gostei particularmente da forma como intercala dois episódios grandes com outros pequenos que apenas servem para nos ir situando do que se passa paralelamente aos que nos está a contar. É como se fossem janelas muito breves para tomarmos conhecimento das sinuosas curvas da história. Por vezes um diálogo de três falas serve para nos inteirar de um facto, sem grandes demoras de descrição ou narração. Francamente, gostei desta opção da autora. Assim como gostei que a autora nos tivesse dado, através dessas janelas, a indicação de um acontecimento que não concretiza e que até ao fim não desvenda inteiramente. Aliás, nunca chega a desvendar, muito embora nos faça supor, através de outro acontecimento, a forma como se desvendaria. Muito bom!

A trama é também boa. Não muito densa, mas também não é totalmente clara. Vai sendo descoberta. Aos pouco vão sendo retirados os véus e vamos conhecendo mais e mais e mais. Maeve consegue manter o leitor interessado e sempre muito agarrado à história. Recomendo.


Sinopse
(retirei da Wook)

Ria e Marylin não se conhecem - vivem a milhares de quilómetros de distância, separadas pelo oceano Atlântico: um numa grande e acolhedora casa vitoriana em Tara Road, Dublin, a outra numa casa moderna em Nova Inglaterra. Seria difícil encontrar duas mulheres mais diferentes; a vida de Ria centra-se na sua família e nos seus amigos, enquanto a de Marylin conheceu muito sofrimento. Mas quando cada uma delas precisa de sair do ambiente que as rodeia, uma troca de casas parece ser a solução ideal. Juntamente com as casas emprestadas surgem os vizinhos e os amigos, os mexericos e as especulações quando Ria e Marylin trocam de casas durante o Verão.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Os compromissos de família

Quando falamos de gestão da vida familiar, um dos aspetos que temos presente são os compromissos da família e, por isso, entendemos consultas médicas (as de rotina), compromissos sociais (festas de aniversários, convívios), exigências da vida profissional/escolar (festas de fim-de-ano da escola) e por aí adiante. 

Todos estes compromissos integram a vida familiar e criam necessidades e períodos de tempo ocupados. Se não procurarmos gerir estes compromissos o mais certo é depararmo-nos, constantemente, com surpresas e urgências.
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Uma das maneiras de gerir estes compromissos é a de ter uma agenda e nela apontar com antecedência todos estes "eventos". Como eu faço? Tenho o google calendar onde anoto todos os compromissos fixos e faço recorrência sempre que necessário. Por exemplo, anoto a data de aniversário de uma amiga da minha filha e faço recorrência anual. Assim, todos os anos aparecerá a anotação do aniversário dessa amiga e eu poderei, muito mais atempadamente, comprar a prenda e estar livre no fim-de-semana para a festinha. 

Outro exemplo, todos os anos faço o meu check-up médico, já vi qual a altura do ano em que me é mais fácil fazer e agendo para o início do mês X com uma recorrência anual. Todos os anos, no início desse mês sou relembrada, pela agenda, de que tenho de fazer o check-up.

Mas as consultas poderão até ser  mais simples. Por exemplo, quando vou fazer a higiene oral, marco logo a consulta seguinte e coloco na agenda. Assim, não tenho de perder tempo a telefonar e a marcar, fica logo pronto, basta um lembrete na agenda uma semana antes da data marcada para não ser apanhada de surpresa. 

Mas há outras áreas de planeamento da vida familiar e uma boa parte delas podem ser resolvidas com um conjunto de rotinas bem estabelecido. A atividade escolar da minha filha pressupõe atividades como ginástica e natação que exigem mochilas e vestuário específico. Para não correr o risco de me esquecer de alguma coisa, anoto na minha to do list de domingo preparar mochilas. Assim, ao domingo arrumo as mochilas com tudo o que é preciso para a atividade específica. Isto corre tão melhor quanto aproveito e organizo as roupas que usaremos durante a semana, também ao domingo. Faço 5 looks e destino-lhes um dia da semana consoante aquilo que teremos que fazer nesses dias (uma vez mais recorro à agenda para saber o que irá acontecer previsivelmente essa semana). Por exemplo se é dia de natação, a filhota irá o mais prática possível para ser fácil vestir e despir. Se tenho agendada uma atividade que exigirá caminhar bastante, destinarei para esse dia um look mais prático.

De facto, as rotinas podem ajudar-nos bastante porque, uma vez estabelecidas, tornam-se tão automáticas que não custam nada a fazer e exigem de nós o mínimo de pensamento. Um bom exemplo disso é a rotina de fim-de-tarde que implementei lá em casa. Quando chego a casa, retiro tudo o que está na marmita e mochilas. Vamos para o banho e colocamos uma roupa mais prática e agradável para estar em casa (os cérebros têm que saber que chegámos ao lar), depois retiro do armário a roupa destinada para o dia seguinte de forma a que de manhã esteja mesmo, mesmo acessível. Vou para a cozinha preparo as coisas para a marmita (tudo o que preciso levar fica juntinho no frigorífico - de manhã é só esticar a mão), para a mochila da pequena e para o pequeno-almoço (sim, repara ainda não comecei o jantar e já estou preocupada com o pequeno-almoço, mas, sabes, o jantar é o início da rotina da noite e eu não quero estender a preparação do dia seguinte para a noite, quero terminá-la à tarde!). Quando está tudo bem encaminhado, levo as malas e mochilas que estão prontas para o pé da porta, de manhã é só pegar e sair. A marmita, fica na bancada da cozinha para que de manhã não me esqueça de a encher e levar.
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Quando entramos na rotina da noite, o jantar começa a ser feito, verifico se preciso fazer alguma coisa para o jantar do dia seguinte, como tirar carne para descongelar, faço um check nas minhas agenda e lista de to do (isto é a revisão do dia) e espreito para o dia seguinte. Fecho a agenda e tudo o que são compromissos e obrigações terminaram. O jantar fica pronto e começa o período de tempo de família!

Parece uma loucura, bem sei, mas é tão fácil quando tudo está  bem engrenado que nem sentes as tarefas passar. Tudo fluí.





sexta-feira, 7 de julho de 2017

Mudanças

Quando em março escrevi este post, mostrei a minha vontade em consolidar o Suspiro de Coruja. Até aqui, tenho conseguido fazer o que tinha planeado. A linha editorial tem sido cumprida e tenho postado todas as terças, quintas e sextas-feiras. Estou contente com o caminho percorrido até aqui. 

No entanto tenho pensado que gostaria de escrever todos os dias, no blogue, que é o que eu mais gosto de fazer. Mas para fazê-lo vou consumir muito mais tempo, porque o blogue é uma das redes mais exigentes. Há que refletir, há que pesquisar, há que aprender, há que escrever e reler. É um trabalho que exige tempo e dedicação. Mas é, de facto, aquilo que eu gosto de fazer e onde eu consigo expressar melhor o que quero transmitir.

Por isso tomei uma decisão e deixarei a página de facebook. Deixarei de publicar lá e passarei a dedicar-me apenas ao blogue.

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Desta forma poderei esforçar-me para conseguir os 5 post semanais, passando para aqui um pouco do que estava na página facebook e ficará desta forma:

2ª feira - Motivacional/Inspiração
3ª feira - Reflexão, seguindo a linha editorial
4ª feira - Dicas e coisas breves, relacionadas com o tema da semana
5ª feira - Leituras
6ª feira - Sugestões para o fim-de-semana

A página de facebook terminará hoje, segunda já não farei post. A nova linha de publicação para o blogue só terá início em setembro. Julho está a correr e em agosto, como sempre vou parar e, apenas, usufruir.

A mudança é sempre entusiasmante, mesmo que não venha a ter os frutos que pretendemos, pelo menos faz a nossa mente expandir e pensar diferente. 😉

Bom fim-de-semana - 16

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Proponho-te que este fim-de-semana comeces a preparar-te para as férias que se aproximam.

E que tal se fizesses uma lista das coisas que gostarias de fazer durante estas férias?

Onde gostarias de ir?
O que gostarias de fazer? Ir à praia? Ir a um museu?
Com quem gostarias de estar?
Algum projeto que queiras levar a cabo? Pintar o teu quarto? Transformar a tua varanda num jardim suspenso?

Começa a sonhar.....

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Desafio 12 leituras - Fim de junho

Em maio dei conta de que não tinha avançado quase nada no desafio de 12 leituras a que me tinha comprometido para 2017. Quando escrevi este post ainda não tinha terminado qualquer leitura no âmbito do desafio e estava a sentir que o meio do ano se aproximava e se tornava difícil cumprir o que tinha estipulado. Foi assim que decidi comprometer-me a ter concluído a leitura de cinco livros até ao fim do mês de junho, ou seja, em cerca de 1 mês e meio tinha de ler estes livros que se seguem:

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1. Acabar um livro que comecei mas não levei até ao fim - Valete de Copas e Dama de Espadas

2. Ler um livro que tenho na estante há muito tempo e ainda não peguei - O Preço da Felicidade de Danielle Steel 

4. Ler um livro que tenha sido adaptado ao cinema Comboio Nocturno para Lisboa de Pascal Mercier 

6. Ler um livro de um autor que não conheço O Último Cabalista de Lisboa de Richard Zimler 

9. Ler um livro acabado de publicar Escrito na Água de Paula Hawkins


Confesso-te que pensei que era impossível. Acreditei que fazer um desafio tão exigente iria puxar por mim e levar-me a ler mais, mas não acreditei, verdadeiramente, que seria capaz. 


Mas sabes, fui.

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E ainda consegui ler mais um que não tinha estipulado para este mês mas que estava dentro do desafio das 12 leituras em 2017:

3. Ler um livro de terror - Meia noite e dois de Stephen King.

Pois é. Acredita que quando queremos e nos esforçamos vamos muito além do que pensamos ser capazes.

Agora que tomei o gosto, já me inscrevi num outro desafio na plataforma Goodreads, no grupo Leituras Partilhadas. Chama-se Book Bingo | Leituras ao Sol e consiste em completar as leituras do esquema aqui embaixo. Os mais audazes poderão fazer o cartão todo e BINGO, mas os outros, como eu, poderão tentar apenas fazer uma linha. Quem sabe?

Já me comprometi com estas leituras: 

- Livro que se passe num local onde gostarias de passar férias – Uma casa na Irlanda de Maeve Binchy

- Livro emprestado (da biblioteca, de um familiar ou amigo...etc) - O Príncipe da Neblina Trilogia da Neblina - Vol. I – Carlos Ruiz Záfon (Pedi emprestado da Biblioteca Municipal)

- Livro recomendado por alguém - Pilares da Terra I de Ken Follet 

- Livro adaptado a cinema ou tv - Pilares da Terra II de Ken Follet

- Livro do teu género preferido - O Executor de Lars Kepler

Claro que como bem vês, a última linha fica quase, fica a faltar o Autor Lusófono, mas começo já a apontar para para outras duas leituras na primeira linha Local onde gostarias de passar férias e Recomendado na terceira linha. Diga o que disser, estou a jogar para BINGO! 




terça-feira, 4 de julho de 2017

Gerir a vida familiar...sim ou loucura?

Pois, pois, compreendo que possa parecer loucura, mas não é. 

A vida familiar fluí com muito mais tranquilidade se for gerida e planeada. O dia-a-dia é muito, muito ditador. Tendemos a andar em correrias e se o âmbito familiar não for tratado como uma prioridade e bem organizado, o momento de encontro ao fim do dia e aos fins-de-semana pode tornar-se caótico e não servir de descanso para ninguém. 
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Este é o objetivo desta gestão. Não é aprisionar a família a uma rotina ou horário como se estivessem a trabalhar, é garantir que tudo o que a família precisa está em ordem, incluindo os seus momentos de descanso e lazer em conjunto.

A família, no sentido daquele conjunto de pessoas que vivem dentro da mesma casa e que tem vida comum, existe em diferentes âmbitos:

- profissional e escolar
- saúde e bem-estar
- festividades e compromissos
- lazer e tempo de qualidade

Vamos a um exemplo bem simples mas que penso bem ilustrativo. 

Quando o tempo frio chega é preciso trocar de guarda-roupa e, nessa altura conforme se faça a mudança de estação, as nossas necessidades podem ser imediatas e urgentes. Se não tivermos planeado bem esta passagem o mais certo é que quando for precisa, a roupa não estar lavada, nem passada, ou mesmo comprada, com a agravante que por ser uma altura em que todos os membros da família precisam de roupa nova, e quem tem crianças sabe bem do que estou a falar, poderemos não ter o montante de dinheiro disponível sem rebentar com o orçamento do mês ou ir ao cartão de crédito. 

Pois bem, se planeares a vida familiar também a este nível, a questão da troca de guarda-roupa pode ser suave e quase nem se sentir, gerando nenhum stress. 

O que é que esse planeamento significa? Bem, apenas isto:
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- agendar, por exemplo, para um mês antes da temperatura, previsivelmente, mudar a troca de guarda-roupa

- garantir um saldo nesse mês suficiente para as compras que se advinham

- fazer uma lista das roupas que precisarás comprar, sempre que uma estação termina, assim quando chega a altura de trocar de guarda-roupa, bastará puxares essa lista e já saberás o precisas comprar para a estação que inicia em breve. 

Pois bem, não parece difícil, pois não?

É verdade, não deixamos a vida fluir livremente, antecipamos, agendamos e planeamos. Mas sabes, não sinto que isso retire a mínima liberdade à minha vida. Pelo contrário. Agora, raramente tenho urgência familiar e se tenho, por exemplo, agendada uma ida às compras de roupa um fim-de-semana e quando chego lá não me apetece ou tenho outra atividade que me parece bem mais divertida, não faço as compras e porquê? Porque como planeei, a compra da roupa não é uma urgência e posso fazê-la no fim-de-semana seguinte. Como tal tenho a liberdade de escolher e a qualidade de vida de ter tudo em ordem com pouco esforço e sem nenhum stress. 

E isto acontece como? Gerindo a vida familiar.  Nas próximas semanas veremos como fazer esta gestão de forma a que a tua vida decorra suavemente.

sábado, 1 de julho de 2017

Dia um ... na Cozinha - Gelado de Limão

Chegámos ao dia 1 de julho e com ele mais uma edição do Dia um...na cozinha, desta feita sob o tema gelados de fruta e para refrescar trago-vos um .... 

Gelado de Limão

Ingredientes:
- 1 lata de leite condensado
- 1 chávena de sumo de limão
- 3 claras
- 3 colheres de sopa de açúcar
- 1 pacote de natas

Preparação:

Junta o leite condensado e o sumo de limão misturando muito bem e reserva.

Bate as claras em castelo e, não desligando a batedeira, vai juntando devagar o açúcar. 

Junta, depois, as natas mexendo com cuidado com uma colher de pau. 

Quando estiver tudo bem ligado, junta este preparado à mistura inicial do leite condensado e do limão, mexendo suavemente até ficar um creme homogéneo.

Leva ao congelador por algumas horas e voilá...podes deliciar-te!




sexta-feira, 30 de junho de 2017

Bom fim-de-semana - 15

Uma das coisas que tenho aprendido e que mais impacto positivo tem tido na minha tranquilidade tem sido a aceitação. A aceitação não é estar conformado, nem encostado à espera que algo aconteça.

Aceitar é a humildade de compreender que a vida flui à sua maneira e que nem sempre compreenderemos o seu caminho.

Aceitar é a humildade de não querermos ter tudo sobre o nosso controlo.

Pensa nisto este fim-de-semana e aceita.
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quinta-feira, 29 de junho de 2017

O preço da felicidade - Danielle Steel

Nunca tinha lido Danielle Steel. Já tinha ouvido falar muito sobre a autora, sempre opiniões positivas e foi com grande curiosidade que comprei este livro.

Logo no início senti-me muito desiludida. O estilo de escrita é bastante descritivo, não deixa nada à descoberta, o que me desapontou bastante. Eu gosto de livros que deixam, ao leitor, um papel mais ativo. As personagens são exaustivamente descritas, quer fisicamente, quer em termos psicológicos, quer mesmo em termos da sua história. Os locais são também muito descritos e até mesmo os sentimentos que os personagens têm ao longo dos diálogos não os apreendemos como fruto da nossa interpretação de leitor, mas são nos transmitidos, pormenor por pormenor, pela autora. Enfim, nada é deixado ao livre pensamento do leitor e só isso para mim já retira bastante prazer à leitura.

A história é muito ligeira. Não o conteúdo da história, mas digamos os floreados. Ou seja, Danielle mostra-nos personagens perfeitas. São excelentes pessoas, muito competentes, muito bonitas. São casais que quando entram num restaurante todos param para olhar o belo casal, enfim... É tudo idílico de uma forma muito conservadora.

A história, no entanto, no seu cerne é interessante, principalmente porque a autora se debruça sobre o tema da paternidade/maternidade de uma forma muito realista. Diferentes perspectivas, muitos problemas, opções de abordagem e de resolução diferentes. A este nível gostei da estrutura da história e deixa-me a esperança que sobre outro tema, aqueles aspetos dos quais não gostei possam ser atenuados, mas confesso fiquei com muito pouca vontade voltar a ler Steel.


Sinopse
(retirei da Wook)
Logo a seguir ao seu casamento com Andrew, Diana sugere em tom de brincadeira que irá engravidar durante a lua-de-mel. Muito tempo depois, ainda não está grávida. E enquanto cada mês que passa lhes traz uma nova desilusão, Diana e Andrew terão de questionar até onde estarão dispostos a ir por um filho. 
Charlie sonha com uma casa cheia de filhos. Porém, a sua noiva tem outros planos. Quando Charlie descobre que é estéril, terá de repensar os seus valores - e o seu casamento com uma mulher que não partilha os mesmos sonhos que ele. 
Ao fim de dez anos de vida em comum, Pilar decide casar com Brad Coleman, 19 anos mais velho do que ela e pai de dois filhos adultos. Apesar de a vida a dois ter sido satisfatória, Pilar não consegue deixar de pensar se algum dia se arrependerá de não ter tido filhos com Brad. Contudo, será uma gravidez tão tardia arriscada? E que diz do facto de o marido estar prestes a ser avô? 
Através da vida destes casais, Danielle Steel mostra-nos as venturas e desventuras de quem pretende constituir uma família.

terça-feira, 27 de junho de 2017

O teu Ninho

E assim foi que junho passou e chegámos ao fim do capítulo sobre gestão da casa. Hoje é o último post sobre este assunto, em julho vamos reflectir sobre a gestão familiar. Mas antes de fechar este capítulo não podia deixar de te dizer isto:

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A tua casa é tua, 
é suposto ser o teu ninho, 
o local onde vais recuperar energia, 
onde chorarás ou suspirarás quando te sentires triste, 
onde poderás saltar e fazer figuras engraçadas quando te sentires alegre e entusiasmado. 
A tua casa é o local onde podes ser tu mesmo sem qualquer disfarce ou vestimenta. 
Vive-a assim. 

É certo que precisamos de nos organizar, de gerir tudo o que envolve a casa, mas não nos podemos esquecer de uma coisa, gozar a casa, usufruir desse consolo, desse divertimento.

Trata a tua casa como ela merece, é o teu tesouro, é o teu lar. Preocupa-te com o tornares esse espaço acolhedor, confortável e feito à tua medida. Não interessam as ideias preconcebidas de uma casa tem de ter isto ou aquilo. Nada. Nada digo-te eu, a casa não precisa de nada que não seja aquilo que tu queres.

Diziam-me que uma casa tem de ter uma sala de jantar. Nada. Tirei a sala de jantar que só roubava espaço e coloquei uma mesa mais robusta com cadeiras mais confortáveis na cozinha. Quem disse que não se pode receber bem na cozinha? Já alguns anos que assim tenho e não me têm faltado as festas, as comemorações e os convidados. Tens apenas que ter consciência do que estás a fazer. Por exemplo, agora está calor e eu vou ser anfitriã de um convívio ao fim da tarde. Claro que terei todo o cuidado com a ementa. Procurarei uma ementa que não exija trabalho de forno nem de fogão durante aquele dia para não aquecer aquela divisão. Irei tentar ter tudo preparado antes do tempo para poder limpar a cozinha e arejá-la antes de por a mesa. São estes os pequenos cuidados e as vantagens são inúmeras, por exemplo não existe necessidade de grande deslocação de coisas (como pratos) entre a sala e a cozinha, facilmente tiro e devolvo ao frigorífico os alimentos que quero se mantenham frescos, etc.

Para mim, casa tem que ser um lar, confortável e muito acolhedor. Por isso criei um conjunto de hábitos que me permitem ter este ambiente sem grande esforço. Estou muito atenta ao odor da casa, à frescura do ambiente, à existência de plantas que criem pequenos nichos de natureza dentro de portas. Para mim, é importante ter as janelas abertas, principalmente, com o cair da tardinha, porque é nessa altura que tudo se acalma e que se sente o abrandar da vida na brisa de fim de tarde. É por isso que temos mosquiteiras nas janelas, se assim não fosse ou desistia dessa brisa que me conforta, ou seríamos invadidos por mosquitos.
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Mas esta é a minha conceção de casa-lar, a tua poderá ser totalmente diferente e as tuas necessidades serem opostas às minhas. Sei que hoje as casas de inspiração nórdica estão na moda, e acredita que tenho uma faceta bastante minimalista de vida, mas aquele tipo de decoração não serve para mim. Eu preciso que a minha casa conte uma história, a minha/nossa história e isso não se coaduna com aquele tipo de despojamento. É lindo, confesso que adoro ver fotografias com aquele tipo de decoração, mas não serve para mim porque não sinto a alma aquecida!

Assim, quando estiveres a pensar na gestão da tua casa não te esqueças, em primeiro lugar tens que pensar o que queres dela, o que tu precisas para ser feliz nela, o que ela significa para ti e como podes torná-la no teu NINHO.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Bom fim-de-semana - 14

Para este fim-de-semana:

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# Jantar com amigos
# Visitar os pais,
# Levar a miúda ao karaté
# Compras no hipermercado
# Café com a prima
# Engomar
# Limpar a casa
# Ir ao cinema

Já ficaste cansado com a lista para este fim-de-semana?

Eu fiquei e por isso decidi contrariar. Este fim-de-semana sugiro que te revoltes e que contraries.

Para este fim-de-semana sugiro que ocupes o teu calendário com o relaxar. 

Para mim poderá ser colorir uma mandala. E para ti?

Como gostas de relaxar e de te deixar ir, assim, calmamente sem stress nem correria, só porque apetece?

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Valete de Copas e Dama de Espadas - Joanne Harris

Absolutamente perturbador é o que penso sempre que procuro dar a minha opinião sobre este livro. Joanne Harris, uma das minhas autoras predilectas, consegue sempre imbuir os seus livros com elementos que, pela magia e pelo exotismo, nos espicaçam e nos incomodam, mas este foi, de longe, aquele que, até hoje, mais me perturbou.


A mente humana, os seus desvarios e desvios são sempre retratados por Harris, a magia, pelo menos a sua insinuação, está também sempre presente, mas em Valete de Copas e Dama de Espadas, a autora supera-se e mostra-nos a faceta humana mais crua e perturbada. O livro é um complexo retrato das paixões e loucuras humanas, dos sentimentos que não se controlam, dos impulsos que vencem a razão e da culpa que nos esmaga quando agimos contra os valores da nossa educação.


Joanne Harris é prodigiosa a relatar-nos o combate das emoções humanas, as guerras internas que se travam quando temos que tomar decisões entre a razão e o impulso. Leva-nos numa viagem ao pormenor das emoções que ditam as decisões, quando nos faz acompanhar o diálogo interno constante que cada um dos personagens tem, revelando-nos o íntimo dos seus pensamentos ao longo do desenrolar da história.

Como todos os livros de Joanne Harris que já li, e já foram alguns, a história é bem pensada e construída, o enredo é complexo, as descrições são muito bem conseguidas permitindo-nos cheirar e ouvir. Os personagens, entre as quais não há heróis, são complexos e são nos revelados aos poucos, as características físicas são nos transmitidas, mas as psicológicas e emocionais vamos construindo ao longo da história. 

O Valete de Copas e Dama de Espadas não é, para mim, o melhor livro desta autora, mas é com toda a certeza o mais perturbador.

Sinopse
(Retirei da Wook)
Henry Paul Chester é um artista vitoriano cujo passado esconde um segredo terrível que deixou marcas profundas nele próprio e na sua arte. A sua obsessão em pintar raparigas jovens e "inocentes" vai conduzi-lo a Effie, uma menina de nove anos, que passa a usar como modelo. Dez anos depois, Chester e Effie casam, e é precisamente neste momento que a relação entre ambos azeda. Effie procura, então, consolo junto de um rival de Chester, o inescrupuloso Moses Zachary Harper. Mas não vai ser ele a confortá-la e sim Fanny Miller, a dona de um bordel, que revê na doce Effie a filha assassinada dez anos antes. Juntas tentam desvelar o sombrio passado de Chester e esboçar um sinistro plano para o desmascarar. Mas o uso da magia acarreta sempre o perigo do oculto… Os vitorianos são famosos por terem construído o conceito de infância tal como a encaramos presentemente. Bem ao seu jeito provocador, Joanne Harris descreve -nos a forma como alguns desses mesmos vitorianos perverteram a sua própria criação.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Lá em casa tudo fluí?

A casa dá muito trabalho! São as compras, são as refeições, são as limpezas, é tudo! É uma estafa.

Concordo. A casa dá muito trabalho, porque a sua gestão é bastante complexa. São várias áreas de diferentes âmbitos a precisarem de controlo e de gestão. Esta gestão é fundamental. Com ela conseguimos viver, sem ela sobrevivemos um pouco ao sabor dos acontecimentos.
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Não tem sido uma jornada fácil, a de perceber como posso ter a dinâmica da casa sempre em andamento com harmonia e a fluir, tenho dado alguns trambolhões, feito muitas inversões de marcha, mas a evolução tem se visto e hoje estou bem melhor do que estava o ano passado. Ainda não cheguei à meta do "é isto mesmo", aliás penso que nunca chegarei lá porque a vida vai andando e as necessidades da família vão mudando e eu vou aprendendo e querendo experimentar outras formas de fazer o mesmo.

Mas sentir que ainda tenho muito para aprender não me preocupa, pelo contrário entusiasma-me saber que posso evoluir e melhorar, principalmente porque já me sinto confortável onde estou e não sinto urgências. Sei que a casa está a ser bem gerida porque as nossas necessidades estão todas cuidadas e tudo flui, quase sempre, pacificamente.

Como é que cheguei aqui...uiui amigo, tem sido um longo caminho, mas as chaves-mestras são:

- listas
- planeamento
- rotinas

Como assim? Bem, desta forma. As listas são importantíssimas para nos orientar e guiar, mas também porque podem ir sendo feitas.

Dou um exemplo. Era sempre uma luta a lista de compras. Uma canseira cada vez que ia às compras andar pelos armários a ver o que faltava e depois de chegar das compras verificava que me tinha esquecido de apontar qualquer coisa. Assim, optei por ir fazendo a lista. Tenho um bloco pequeno (o bloco da lista das compras) na cozinha e sempre que se prevê a necessidade de comprar em breve, quer porque se abriu o último pacote de guardanapos, quer porque os cereais estão quase a acabar, apontamos nesse bloco o que falta. E a lista vai ganhando forma. Todas as terças-feiras faço compras na mercearia do bairro. Nesse dia de manhã pego na lista que foi sendo feita e voilá, estou pronta, sem mais chatice, para sair. Isto funciona porque estipulei um dia certo para ir às compras e com isso solidificou-se uma necessidade cíclica de compras, não há urgência, há um fluir entre a compra e o seu gasto. Facilmente comprovas, neste exemplo, aquelas chaves-mestra, as listas, o planeamento e as rotinas, não é verdade?

O planeamento é de facto preponderante porque permite depois criar a rotina/hábito e com isso fazer com que  não custe nada manter tudo em andamento.

Através do planeamento que mais faço?

- faço a ementa semanal (assim é também mais fácil compor a lista de compras que falei anteriormente)

- faço a preparação de refeições (como fiz a ementa, consigo em cerca de 1h do fim-de-semana, fazer as bases das refeições da  semana, por exemplo faço o preparada de salmão e congelo e durante a semana basta-me descongelar e adicionar e deixar cozer o arroz, o jantar fica feito em 20 minutos) 
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- preparo as roupas (todos os dias à noite preparo as roupas para o dia seguinte, minhas e da pequena, mas nessa altura eu estou cansada e sem vontade de looks, então ao fim-de-semana, em cerca de 20 minutos monto os looks para a semana toda e guardo tudo no roupeiro (conjunto para 2ª feira, 3ª feira etc, etc) assim durante a semana quando vou preparar tudo para o dia seguinte, tiro o cabide respeitante ao dia e coloco à mão de semear, no meu caso é na porta do quarto, na caso da pequena é em cima da sua cómoda).  

Tudo isto são circuitos que se criam e que depois se automatizam, é como se fosse uma engrenagem que está sempre em funcionamento. E tal como se fosse uma máquina, nem sempre é fácil pensá-la e montá-la, mas uma vez construída, é uma ajuda preciosa.  

A casa fluí como que por magia.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Bom fim-de-semana - 13

Agora que tanto se procura a felicidade, que tanto se fala e escreve sobre ser capaz de encontrar, de viver a felicidade, deixo-te esta reflexão sobre o tema. Uma forma diferente de abordar a felicidade.

O que é isso, a felicidade?

Bom fim-de-semana.




quinta-feira, 15 de junho de 2017

Comboio Nocturno para Lisboa - Pascal Mercier

Este foi um dos livros que não consegui terminar em 2016. Peguei-lhe duas vezes e duas vezes, após a leitura de poucas páginas, voltei a colocá-lo na prateleira. Não percebia porquê. Desabafei, em novembro passado sobre o assunto. Era incompreensível como é que à alegria inicial de pegar no livro seguia-se um desânimo que me impelia a desistir. Longe estava de pensar que o motivo para esta dificuldade em lê-lo se prendia com a complexidade filosófica do livro.

Pascal Mercier encerrou tantas ideias/teorias, tantas reflexões, tantas filosofias e questionamentos que tornou o livro difícil de ler. Este livro, para poder ser devidamente apreciado, como bem merece, não é um livro para se ler como um romance, é uma obra para ir lendo, captando os seus pormenores, as suas nuances.

Este livro está muito perto da genialidade por vários motivos. A história está bem contada e bem construída. O autor leva-nos numa viagem por duas história, uma que conta a outra e consegue, sem se perder, ir avançando sem percalços e com muita sabedoria literária. As personagens vão sendo construídas aos poucos, com o avançar da história vão sendo acrescentados novos episódios que nos dão a conhecer melhor as personagens.

Mas a história central é a de um homem que se questiona sobre tudo, que vive em reflexão sobre a vida, a existência, os valores, tudo! É por este homem que entramos em longas reflexões filosóficas que nos tiram a fôlego à narrativa, impelindo-nos à divagação no mundo das ideias.

O tom do romance é todo ele rebuscado, fala-se/escreve-se em modo reflexivo e os próprios diálogos não são diretos, nem simples. Nada é simples, nestas páginas, mas tudo é de uma beleza invulgarmente profunda.

Tinha decidido incluir o Comboio Nocturno para Lisboa no Desafio 12 Leituras em 2017 como o Ler um livro que tenha sido adaptado ao cinema e senti, por isso, curiosidade em ver o filme. Acabei o livro e vi o filme dois dias depois. Queria estar um pouco afastada da leitura, mas com a história nos seus pequenos pormenores ainda bastante viva. E assim foi...

O filme é bom, mas em comparação com o livro é uma pequena e muito modesta sombra. Tanto ficou por retratar no filme, tantas pequenas coisas com forte impacto na história. Mas enfim, normalmente é assim, não é? Os livros têm muito mais intensidade e conteúdo do que os filmes. 

Adorei ver Lisboa filmada neste contexto e mais ainda de ver a história de Portugal contemporâneo servir de base para um romance tão complexo.

Sinopse
(Adaptei da Wook)

Mas tudo começa numa manhã chuvosa. Uma mulher prepara-se para saltar de uma ponte de Berna. Raimund Gregorius, um banal professor de grego e latim de 57 anos, evita o acto desesperado e fica surpreendido com o som de uma palavra. Português, responde ela, ao ser questionada sobre a língua que fala.

Antes de desaparecer da história ainda tem tempo de escrever um número de telefone na testa deste míope professor que descobre, por acaso, um livro de um autor português, Amadeu Inácio de Almeida Prado, intitulado Um Ourives das Palavras. Sem conseguir explicar porquê, entra num comboio para Lisboa atrás deste médico que morreu 30 anos antes, em 1975, pouco depois da Revolução, numa descoberta do outro que acaba por ser uma descoberta de si próprio.

Amado pelos pobres que atendia de graça no seu consultório, Amadeu passa a ser rejeitado pelo povo no dia em que aceita tratar o "Carniceiro de Lisboa", assim conhecido por ser chefe da polícia política. Integrará posteriormente a resistência contra o regime de Salazar.



terça-feira, 13 de junho de 2017

Organização da Casa - O Espaço

O espaço da nossa casa deve ser o reflexo da nossa personalidade e deve estar adequado às nossas necessidades. Não há um certo, nem um errado. Tens que te sentir bem no teu ninho, tens que ter vontade de lá estar. Se assim não for, então há qualquer coisa que não está adequado a ti. 
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Eu acredito que a organização e a limpeza de uma casa são factores preponderantes para que nos sintamos bem. Podemos não gostar de arrumar, nem de limpar, mas isso não significa que consigamos encontrar alento numa casa desarrumada ou suja. Pode é ser mais difícil para nós arrumá-la/limpá-la do que propriamente viver no meio da sua confusão.

Organizar, arrumar e limpar não são a mesma coisa. Organizar é criar uma estrutura para o espaço para que nele consigamos desenvolver a dinâmica doméstica de forma harmoniosa, por exemplo destinar o armário X da cozinha para os temperos. Arrumar é cumprir a estrutura que definimos, por exemplo devolver os temperos, depois de usados, ao armário X. Limpar é manter o armário X limpo e higiénico. Estas são os três pilares da manutenção de uma casa. Mas há mais um que, embora não seja essencial, eu considero preponderante para o nosso bem-estar. Refiro-me ao pilar do conforto. É preciso criar e proporcionar que na nossa casa se possam viver momentos/sensações de conforto que nos embalem na doçura do lar. E aqui tudo vale, desde que nos traga essas sensações. 

Há alguns segredos que considero básicos, mas que por vezes são descurados e negligenciados. São eles:

- devolver, imediatamente, ao sítio aquilo que retiraste por precisares usar

- dar um lugar a cada uma das coisas que tens em casa, para assim saberes sempre onde pertence e poderes devolver ao lugar sem dificuldade

- nunca te deitares sem antes teres arrumado a sala e a cozinha

- não deixares loiça suja no lava-loiça e muito menos largada pela casa

- assim que despes coloca a roupa no seu sítio certo, conforme o seu estado e necessidade 

- faz a cama logo de manhã (deixa-a arejar um pouco, sabes eu após arejada ainda lhe aspirjo um pouco de água de colónia, quando abro a cama à noite, solta-se aquele odor maravilhoso....conforto!) 

- deita o lixo fora todos os dias 

- não tenhas gaveta da tralha (essa malandra, a tralha, não pode existir lá em casa, se é tralha vai fora, destralha)

- usa 15 minutos do teu dia, apenas isso, para pequenas tarefas que nada custam mas que te ajudarão, e muito, a manter a casa arrumada e limpa (sacudir tapetes, passar produto do lavatório da casa-de-banho e na sanita, passar o pano no chão, etc, etc.)

Estes pequenos pormenores, que não são mais do que isso, pormenores, irão fazer uma diferença gigantesca na tua casa, no teu bem-estar e no teu dia-a-dia.

Mas há outras coisas que deverás ter em conta e talvez a mais importante é não juntares coisas/posses só por juntar. Tudo aquilo que estiver dentro da tua casa irá influir sobre o ambiente e pode sobrecarregá-lo e torná-lo sem sentido.
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Assim, sempre que olhares para as tuas coisas pensa:

- realmente uso isto?
- terei este objecto repetido?
- facilita a minha vida?
- vale o espaço que ocupa?

Por exemplo, eu costumava ter um conjunto muito grande de toalhas de casa-de-banho até ter começado a pensar assim. Neste momento, tenho apenas dois conjuntos para cada membro da família e mais duas para o uso comum de lavatório. Já assim é há três anos e digo-te, nunca senti a falta de qualquer outra toalha e agora cabem num lugar bem pequenito.

Também pensas assim? 
Como fazes para ter a tua casa organizada, arrumada e limpa? 

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Bom fim-de-semana - 12

Este fim-de-semana sugiro que dês um passeio. Que faças as tuas pernas mexer, que delicies os teus olhos com bonitas paisagens, que deixes os teus pulmões respirarem ar puro e que permitas à tua mente descansar das obrigações, planos e projetos.

Deixa-te ir!

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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Meia Noite e Dois - Stephen King

Uma das leituras que coloquei no Desafio 12 Leituras 2017 foi o género terror. Não que tivesse particular interesse ou curiosidade, mas porque considerei que sair da minha zona de conforto poderia ser muito bom para mim, em termos de desenvolvimento pessoal e de abertura de horizontes e gostos. O mesmo tinha acontecido quando me encantei com o género de fantasia, que li apenas porque tinha sido desafiada a fazê-lo, porque não tentar outra vez? pensei.

Fui à minha arca de tesouros, a Biblioteca Municipal e lá fui encontrar Stephen King com Meia Noite e Dois.

Este livro tem dois contos, o Os "Langoliers" e o Janela Secreta, Jardim Secreto, ambos são de arrepiar e suster a respiração, não pelo terror imediato de perigo físico, mas pelo terror mental de uma ideia que começa a ganhar consistência e cuja realidade se nos aparece impossível, inusitada e terrível.

Em Os "Langoliers" deparamo-nos com um conjunto de pessoas que se encontram num avião e que juntos vão viver uma terrível realidade e uma pior ainda possibilidade de futuro. Em Janela Secreta, Jardim Secreto somos defrontados com um thriller psicológico de grande intensidade que se vai adensando ao longo das páginas.

O livro em si é muito bom. King não tem preocupações literárias, no sentido de beleza da escrita, da composição frásica. A preocupação de King é a da criação de uma picardia intelectual e de germinação de um incómodo na nossa mente que vai aumentando com a leitura. Acredito que os livros de Stephen King, pelo menos este é assim, dependem muito dos seus leitores. A forma como está escrito faz com que a capacidade de visualização do leitor seja preponderante para que a leitura venha a resultar no impacto pretendido. Quanto mais capacidade de visualizar, maior o impacto do thriller e do factor terror.

Gostei bastante do livro. Fácil de ler, sem momentos monótonos. No entanto acabei o livro um pouco desiludida na medida em que procurava que o ingrediente terror fosse mais marcante. Mas claro, talvez seja eu que enquanto leitora não o consiga fazer brotar em toda a sua intensidade, até porque consigo facilmente imaginar estas histórias no grande écrãn e seriam, com toda a certeza arrepiantes, tal como o Shining foi.

Sinopse
(retirei da Wook)

Os dois primeiros contos do livro Meia-Noite e Quatro: no primeiro, os passageiros de um avião comercial acordam num mundo vazio, presos numa fenda no tempo; no segundo conto, uma personagem psicopata acusa o seu autor de plágio.