sexta-feira, 31 de março de 2017

Bom fim-de-semana - 2

Para este fim-de-semana trago-te uma sugestão de leitura. Se chover, podes lê-lo em casa tranquilo e sem pressas, se fizer sol, leva-o para um jardim ou para uma esplanada e aproveita o ar puro que a primavera nos proporciona.

Já aqui escrevi sobre o perfeccionismo, sobre a constante agonia em que aqueles que procuram a perfeição vivem, em como esta busca os pode levar a uma frustração extrema.

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O livro de Tal Bem-Shahar reflecte sobre isso mesmo. Distingue o perfeccionista, aquele que vive em constante pressão, e o otimista aquele que, apesar de procurar fazer bem e estar bem, consegue discernir a impossibilidade da perfeição e viver em aceitação com as limitações, suas e dos outros.

Uma boa reflexão e um ponto de partida para uma postura de vida mais flexível e suave.

Sinopse
(retirei da Bertrand)
QUER QUE A SUA VIDA SEJA PERFEITA?
A sociedade quer que sejamos perfeitos, e nós fazemos o que ela espera de nós. Queremos ser sempre jovens, ter o melhor emprego, o carro a condizer, o sorriso permanente nos lábios. No entanto, essa busca incessante da perfeição pode ser o principal obstáculo à felicidade.

OU QUER APENAS SER MAIS FELIZ?
A partir das mais recentes pesquisas no campo da psicologia positiva, e com as técnicas e métodos que desenvolveu no seu curso, o autor ajuda-nos a escapar a esse círculo vicioso: ensina-nos a distinguir o sucesso do fracasso e mostra-nos o caminho para a verdadeira realização, para a felicidade e a riqueza duradouras.
Neste livro Tal Ben-Shahar oferece-nos exercícios, meditações e questões que nos ajudarão a redescobrir o que realmente queremos para as nossas vidas. E prova-nos, por A+B, que para sermos felizes não precisamos de ser perfeitos.





quinta-feira, 30 de março de 2017

O Duplo - Fiódor Dostoiévski

Este livro tem tanto de inquietante quanto de divertido.

Talvez não seja o mais habitual associar as obras de Dostoiévski a divertimento, mas confesso-te achei-a divertida e para isto contribuiu, decisivamente, a forma com a história é construída e os diálogos que a compõem.

O livro trata da angústia de um homem perante a existência de um colega que lhe rouba a identidade, sendo em tudo a si semelhante. Goliádkin, a personagem à volta da qual toda a história gira, vê-se anulado pela existência de um seu sósia, que ocupará, em todas as áreas, a sua vida e o seu lugar.

A angústia de Goliádkin, a sua histeria e desespero são tornados reais de tão bem retratados pelo autor. O nosso herói, como é referido durante toda a obra, vê-se a braços com uma situação impossível, é como se fosse desaparecendo, sugado pelo seu "rival". Não obstante a sua revolta, Goliádkin não consegue ignorar e seguir em frente, martiriza-se e "rumina" o assunto à exaustão, procurando insistentemente perceber a situação e revertê-la , ficando, cada vez mais, numa situação desconfortável e periclitante.

É uma obra que critica claramente a ditadura de uma sociedade que não valoriza o individual, que usurpa a liberdade de cada um, das suas particularidades próprias, sugerindo que pela sua opressão os indivíduos são levados à insanidade porque se vêm destituídos da sua essência pessoal.

Mas mais, a incoerência dos desejos do nosso herói (tanto despreza os elementos da sociedade como os procura cativar e ser por eles reconhecido, tanto se revolta com o duplo, como o admira pelas suas capacidades e o inveja e o abriga em sua casa) transmite-nos a luta interior do indivíduo que mesmo não querendo ser como eles são, por os achar detestáveis, não consegue libertar-se do desejo de pertencer ao grupo e procura, incansavelmente, ser amado e incluído.

Não é um livro fácil de ler, a narrativa está longe da escrita atual e é marcada por um encadeamento que nos procura transmitir inquietação, ansiedade e angústia e uma dose muito forte de crítica sociológica.

Muito bom.  

Sinopse
(retirei da Wook)
Dostoiévski publicou O Duplo em 1846, quando contava apenas 24 anos, poucos meses depois da publicação do seu primeiro romance Gente Pobre. Muitas das suas inquietações estão já presentes nesta história de um funcionário público obcecado pela existência de um colega, réplica de si próprio, que lhe usurpa a identidade, acabando por levá-lo à insanidade mental e à ruptura com a sociedade. A afirmação da liberdade individual contra instituições e normas existentes é precisamente o tema chave deste romance, ainda que sobressaia a compaixão pela condição dos humilhados, outra recorrência na obra do autor. Este romance é um caso de ruptura com convenções literárias, intensamente criativo, com uma riqueza a nível dos recursos estilísticos, que Nabokov comparou aos de James Joyce.

terça-feira, 28 de março de 2017

Por onde começar?

Sonhos sem projetos produzem pessoas frustradas, servas do sistema. Augusto Cury.

Esta ideia de Augusto Cury tem vindo a tomar corpo na minha mente. Nunca fui adepta de objetivos, mas nos últimos anos tenho constatado o impacto que o estabelecimento de um plano, não vago, mas bem delineado, pode ter na nossa felicidade.
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Um planeamento para seguirmos dá-nos um motivo, um rumo que nos ajuda a fazer acontecer e a satisfação que sentimos quando concretizamos as nossa metas é uma emoção que nos alimentará de sentimentos positivos, de confiança e de esperança em relação ao futuro.

É por isso que já algum tempo defini o meu Rumo Pessoal. O caminho por onde eu quero seguir para ser aquela pessoa que eu quero ser. Assentei-o em quatro pilares fundamentais e por eles me norteio quando tomo decisões e analiso as minhas opções.

Os quatro pilares:


Isto é que o meu trilho. O teu poderá ser outro qualquer. Mas é esta a base da Gestão Pessoal, sem esta base tudo o que fizeres será oco, sem sustentação e facilmente desmoronará.

Não é que a existência dos quatro pilares seja fundamental, não é isso. O fundamental é que definas um plano para ti, para te gerires e para isso precisas saber quais são os teus pilares, os teus valores, qual é o chão que queres pisar. Claro que poderás sempre alterá-los se a certo ponto concluíres que não te reconheces naquele caminho. Essa é uma etapa que quase todos passamos, faz parte da evolução, da aprendizagem.

O ponto de partida, acredito, é a responsabilidade. Deixa de considerar os outros culpados e responsáveis pelas tuas decisões. Não são.  Tu és o único responsável, és tu quem decide e que optas. São as tuas prioridades a funcionar, mesmo que não te apercebas disso. Se, por exemplo, um amigo te pedir um favor e tu não o quiseres fazer, és livre para recusares. Se optas concordar porque não o queres aborrecer ou ver triste, a tua prioridade foi a boa disposição do teu amigo. Mas a decisão foi tua. Responsabiliza-te pela tua vida, torna-te o seu único e verdadeiro senhor.
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Se respondeste às questões que te coloquei aqui e se fizeste o exercício que aí te propus, então tens uma noção muito clara de onde te encontras e de quais são as áreas que maior importância têm para ti e quais as que mais precisas de trabalhar. Tens tudo para definir o teu Plano Pessoal, para estabeleceres a tua direção e os passos que precisas dar para conseguires chegar lá.

É aqui que começa a tua Gestão Pessoal, mas atenção, não te esqueças que tudo isto, a Gestão Pessoal é como montar um puzzle, com diferentes peças que têm de encaixar coerentemente umas nas outras, para nos mostrarem uma imagem cheia de harmonia e sentido, que neste caso serás tu. Em todo este processo mantém a mente aberta e criativa, lembra-te que os conceitos são abstratos e podes usá-los em teu favor.


sexta-feira, 24 de março de 2017

Bom fim-de-semana - 1

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Olá, a semana a acabar e o fim-de-semana à porta. Tens o teu tempo todo contado e programado com compromissos e tarefas?

Bem, se tiveres deixado a tua agenda mais liberta e se te apetecer um leitura simples, nada pesada e com a potencialidade de te despertar e desafiar para a próxima semana, deixo-te aqui duas leituras, ambas com 10 segredos.





Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Arrume a sua casa, arrume a sua vida - Marie Kondo

Como todos os que gostam do tema organização, não podia deixar de ler o livro de Marie Kondo. Li-o, reli-o e consultei-o como apoio já várias vezes. É um bom livro para quem gosta de organização e quer melhorar o seu próprio sistema. É um excelente livro para consultar e adaptar as técnicas sugeridas do método KonMari à nossa própria realidade.

Marie Kondo defende que o destralhe, que deverá anteceder a organização, deve ser radical, "se puser a sua casa em ordem de uma penada, tê-la-á arrumado de uma só penada" (p.16). Justifica que se não o fizermos dessa forma, total de uma só vez, teremos o efeito boomerang e rapidamente voltará a estar desorganizado. Compreendo a sua ideia, mas para mim seria impraticável fazê-lo dessa forma. Primeiro porque não vivo sozinha e não acho justo sujeitar os outros às minhas "loucuras", mesmo que sejam positivas. Depois, porque pela experiência que tenho, após algumas horas de destralhe começo a ficar cansada e perco o discernimento para uma tomada de decisão correta.

Das melhores ideias que retiro do livro, e foram muitas, estão estas duas:  

- arrumar por categoria

- energizar o roupeiro

Quando fala de energizar o roupeiro, Marie refere-se ao respeito pela roupa, à arrumação respeitosa das peças de roupa, à sua disposição harmoniosa e à sua correta dobragem. Aqui, sigo quase à risca as suas indicações e devo dizer que uma das consequências mais marcantes que vi em mim própria foi a redução do impulso da compra e uma crescente afetividade pelas peças que tenho, o que  me leva a vestir com prazer e a usufruir de uma emoção positiva ao longo de todo o dia.

Sinopse
(retirei da Wook)
«Cada coisa no seu sítio!»… quantas vezes não ouvimos as nossas mães ou avós a dizer isso? A verdade é que, no tempo delas, era mais fácil fazê-lo; elas não viviam rodeadas dos gadgets e dos mil e um pequenos objetos que «atafulham» as nossas casas, nem tinham saldos quatro vezes por ano para encher os armários de roupa que nunca se chega a vestir… Temos de o admitir: hoje em dia, a maior parte de nós tem a casa cheia de «tralha». E o problema é que essa tralha que nos rodeia tem uma influência muito subtil mas profundamente negativa na nossa qualidade de vida. Habitar um espaço desordenado faz-nos ser mais desorganizados na maneira de pensar e de nos comportarmos. A fórmula é simples: espaços desarrumados e feios resultam de estados de espírito infelizes, e causam ainda mais infelicidade; espaços bonitos e arrumados resultam numa vida bonita e arrumada. Mas como o conseguir? Afinal, limpar a «tralha» das nossas vidas dá tanto trabalho que a maior parte de nós nem saberia por onde começar… É aqui que entra o método mágico de Marie Kondo, a especialista japonesa em arrumação que está a fazer furor em todo o mundo. Arrume a Sua Casa, Arrume a Sua Vida é o best-seller internacional que está a transformar a vida de milhões de leitores em todo o mundo. Revela os segredos e ferramentas simples, práticos e profundamente sábios de Marie Kondo para deitar fora o que não interessa, cuidar do que interessa e transformar os espaços que habita em ambientes de tranquilidade e ordem.

terça-feira, 21 de março de 2017

O que é Gestão Pessoal?

O ser humano é um sistema por si só. Um sistema de emoções, pensamentos, ações, reações, decisões, enfim....Uma intrincada rede de ligações internas que se exteriorizam através de uma outra complexa teia de concretizações. Quer esta rede, quer este teia retroalimentam-se e produzem um efeito aglomerado que chamamos de vida. Aqui, neste aglomerado tudo funciona em questões abstratas que não são mais do que conceitos que nós mesmos criámos para funcionarmos em conjunto e que ganharam um estatuto de "é assim" que muitas vezes nos prende e condiciona a uma existência que poderia ser muito mais livre se apenas nos apercebêssemos que tudo, tudo, pode ser adaptado e gerido.
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Pois bem, filosofias à parte, é isto que eu entendo por gestão pessoal. Gerir este aglomerado (vida), através da rede e da teia que o constituem, flexibilizando e adaptando aqueles "é assim" às características individuais de cada um e às necessidades que sentimos como importantes.

Ouvimos falar de minimalismo, de destralhe, de organização, de tempo e de planeamento, mas afinal o que é isto tudo? São tudo conceitos que não têm nada de concreto, são abstratos e como tal são passíveis de diferentes interpretações e aplicações.

Mas fiquemos pelo básico. O minimalismo é o quê? É o aderir à ideia de que menos é mais e de que devemos reduzir as nossas posses e atividades ao essencial. Mas atenção, o minimalismo não define o que é o essencial, por isso aqui está, cada um que quer seguir o minimalismo pode fazê-lo à sua maneira, entendendo o essencial de maneiras diferentes.

A organização é também uma ideia abstrata que pressupõe a ordem de alguma coisa, mas essa ordem não é definida, por isso organizar pode ser colocar de qualquer forma, desde que haja uma ordem nisso. O mesmo com o planeamento, que a bem da verdade para existir basta que haja um plano, mesmo que seja mau, se houver plano há planeamento.

E o tempo? Também o tempo é abstrato, aliás, talvez seja esta a ideia menos concreta e que mais nos condiciona. Fazemos tudo pelo tempo, para poupar tempo, para usar o tempo, para otimizá-lo. Mas o que é ele, esse tempo? Nada. Um convénio entre nós para nos conseguirmos entender e conjugar. Mas mesmo dentro e em respeito por este acordo e usando o tempo como definido, podemos, mesmo assim, usá-lo de maneira diferente. Podemos considerá-lo em horas, em dias, em semanas ou mesmo em termos anuais quando estamos a falar de gerirmo-nos. Como? Bem, eu posso optar por me planear em termos semanais, nas 168h, ou em termos mensais, ou então limitar-me à contagem das 24horas.
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Enfim....o que é a gestão pessoal? É agarrar em todas estas opções, escolhas, ideias, conceitos, na rede, na teia e usá-las da forma que for mais conveniente às nossas intenções e necessidades e às nossas características pessoais.

Então, quando procuramos a nossa gestão pessoal o que estamos a fazer é a tentar montar um mecanismo que englobe todas as diferentes áreas da nossa vida, que desejamos seja bem oleado e praticamente auto-suficiente.

A gestão pessoal só tem uma regra, tem que resultar em algo positivo para ti.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Neste fim-de-semana ... conversa com a Flávia.

Já sabes que estou atenta às conversas da Flávia. Gosto muito da sua postura de vida e da sua sinceridade e desapego à fama e à comercialização da sua "amizade". É assim que a vejo. Como uma pessoa que por, sincera amizade, procura ajudar os outros na sua caminhada, conversando com eles, sem dicas ou regras, mas através de questões e de perspectivas. Não há edição de vídeo, não é para ficar bonito, nem apelativo, é para ser o que genuinamente é, a Flávia a conversar connosco.

Um ser humano muito belo, sem dúvida. 





quinta-feira, 16 de março de 2017

Desperdício Zero de Bea Johnson

Uma das minhas predileções e perdições, posso bem dizer, é o gosto por livros técnicos, isto é, por livros que, não sendo ficcionais, nem literários, nem académicos ou históricos, são livros que contêm o saber, de alguém, sobre uma determinada área. É a isto que chamo um livro técnico, aquele que nos fala de técnicas de ou para qualquer coisa. O meu maior gosto são aqueles que versam sobre gestão pessoal, mas por vezes dedico-me a outras áreas que, no momento em que leio, procuro aprofundar por achar pertinente para o meu desenvolvimento pessoal.


Foi sob este prisma que li o livro de Bea Johnson, Desperdício Total - Simplificar a usa vida reduzindo o desperdício em casa. Desconhecia o livro até que a Cris, de O Tempo Entre os Meus Livros escreveu um post dando a sua opinião. Sob o seu conselho, fui a uma livraria, folheei-o e trouxe-o para casa.

Não sou adepta de extremismos, acho que a vida deve ser levada de peito aberto e sem radicalismos. Mas também acho que há diferentes formas de viver e que a postura de vida que temos hoje, não é necessariamente aquela que iremos querer viver amanhã. A Bea traz-nos isso, uma maneira muito particular de viver a vida. É certo que algumas ideias apresentadas no livro não estão de acordo com a minha forma de viver. Talvez ainda não estejam, talvez nunca venham a estar. Mas o que é certo é que são inúmeras as ideias que a Bea nos lança que fazem realmente muito sentido e que nos poderão levar a ter uma vida mais saudável, não só para nós mesmos, mas também para o nosso planeta, que no final somos nós todos mais os nossos descendentes.

A ideia base do livro é apresentada, logo de início, com as 5 regras que, defende Bea e pela ordem indicada, nos levarão a diminuir naturalmente o desperdício em casa.

1ª - Recusar (aquilo que não precisamos)
2ª - Reduzir (aquilo que não precisamos e não podemos recusar)
3ª - Reutilizar (aquilo que consumimos e não podemos reduzir ou recusar)
4ª - Reciclar (aquilo que não podemos reutilizar, reduzir ou recusar)
5ª - Compostar (o resto)

A partir destas regras, Bea leva-nos numa viagem, muito prática e ilustrada com exemplos de fácil entendimento, por cada área da casa e da vida. É uma verdadeira exploração prática, com técnicas, métodos, dicas e até receitas que nos propõe com um só objetivo, a redução do desperdício.

Esta exploração passa pela cozinha, pela casa de banho, quartos, home-office, bem como por atividades como as compras, a lida da casa, as festividades e a higiene pessoal, entre outras.
http://organizarcomligianoia.blogspot.pt/2016/03/destralhar-vida-escolher-ser-feliz.html
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É um livro prático e didático, escrito de forma simples e editado com o cuidado de ser apelativo, agradável e de fácil consulta. Tem tudo para se tornar num livro de recurso, num manual de apoio a uma mudança de atitude de vida.

Gostei muito do livro. Como referi inicialmente, não irei colocar em prática, pelo menos para já, muitas das sugestões, mas já recorri ao livro várias vezes e, quando faço os meus destralhes, a Bea já se insinua na minha mente. Sempre que tenho dúvidas em relação a um objeto dou por mim a questionar-me como a Bea aconselha:

- funciona?
- utilizo com regularidade?
- tenho outro com a mesma função?
- põe a saúde da família em risco?
- vale o tempo que gasto a limpá-lo?
- posso usar o espaço que ocupa para outra coisa mais importante?

É, de facto, uma leitura enriquecedora.

terça-feira, 14 de março de 2017

Em que ponto te encontras?

Quero fazer-te umas perguntas. Não precisas de me responder, mas era bom que refletisses sobre elas. Porquê? Porque através delas poderás aumentar a tua consciência do ponto em que te encontras quanto à tua gestão pessoal. Poderás perceber se te sentes cansado ou esgotado porque procrastinas, ou se te sentes um pouco à deriva porque não és tu quem está, realmente, a decidir sobre o teu horário.
Quando refletires não te esqueças, as respostas são para ti e apenas para te ajudar a melhorar alguma parte que possas sentir que não está bem. Não tem sentido que te escondas atrás de meias respostas. Sê honesto contigo próprio. Responde às perguntas, faz o exercício por escrito e a seguir esquece o assunto. Uns dias depois regressa e avalia as tuas respostas e pergunta a ti mesmo, é mesmo assim, fui sincero?

Bem, as perguntas são estas:

- sentes-te realizado e satisfeito?
- sentes que o dia deveria ter mais horas?
- é frequente dares por ti a sorrir? Ou tens um semblante preocupado?
- a vida tem sido justa contigo?
- o que seria para ti uma semana perfeita?
- o que seria para ti um dia de trabalho perfeito?
- o que gostarias de fazer nas tuas tuas horas livres? Porque não fazes?
- como te ocupas nas horas de lazer?
- a tua vida é, apenas, um conjunto de obrigações?
- tens rotinas? Elas ajudam-te ou prendem-te?
- quantas horas dormes?
- dormes bem? Acordas com alegria ou já cansado?
- segunda-feira é um dia difícil? Ou uma oportunidade?
- tens vontade de conviver?
- quanto tempo ocupas em frente à televisão? E nas redes socias e internet?
- cumpres os teus compromissos? E as tuas obrigações?
- tens muitas urgências?
- sentes-te em controlo da tua vida?
- és feliz? Gostas da vida que estás a viver? O que mudarias?

Depois de cada uma das tuas respostas, questiona-te, "porque é que é assim?".

Agora um exercício para avaliares onde te encontras na tua vida, na tua felicidade.
Numa folha faz um círculo para cada uma das áreas da tua vida (família, profissão, amor, social, etc, tu melhor saberás) e em cada um desses círculos irás colocar a verde um número de 1-10 conforme a importância que essa área tem para ti, sendo o 1 o menos e o 10 o mais (ex. para ti é muito importante a família deverás colocar um 9 ou 10).

Depois de numerares por ordem de importância cada uma das áreas (podes ter várias com o mesmo nível de importância, não estás a ordenar, estás apenas a reconhecer o seu valor para ti), irás com uma cor vermelha indicar, pelo mesmo critério, qual a tua satisfação com o estado atual dessa área. Vejamos, tens tido muitas discussões com os teus pais, o teu filho tem andado muito birrento, poderás dar um 5 à área da família.

Depois de tudo isto poderás, facilmente verificar quais são as áreas que precisam de maior atenção e quais serão os teus grandes focos de stress e descontrolo.

Esta é uma sugestão. Acredito que poderá ser muito útil. Queres experimentar?

quinta-feira, 9 de março de 2017

A história de Belle, em três livros - Lesley Pearse

Lesley Pearse foi uma descoberta magnífica. Sinto-me afortunada por conhecer os seus livros e por ter o privilégio de a ler e ler e ler.
Há uma característica dos seus livros que por vezes me aborrece, as histórias são sempre sobre mulheres muito fortes, perseverantes e corajosas. Por vezes gostava de encontrar nos seus livros uma mulher menos capaz. Talvez esteja lá, eu é que ainda não peguei nesse livro, tenho ainda muitos para ler. Mas sinceramente acredito que esta característica é o cunho mais forte da sua personalidade de escritora, é, verdadeiramente, a transparência da sua experiência de vida e é esta transparência que dá sentido à sua assinatura de autora.

Uma coisa te digo, as capas não fazem justiça à natureza e profundidade dos livros. Não te deixes enganar. Os livros são obras incansáveis de pesquisa, conhecimento, interligação e criatividade.

Tratam-se de histórias, nas quais a trama por si só não é por aí além, mas com um fundo histórico muito marcante. A narrativa é pejada de informação descritiva e factual da historia mundial, com o foco principal no Reino Unido.

Muito embora estes três livros, que se traduzem em cerca de 1.670 páginas não nos sejam apresentados como trilogia, trata-se, de facto, da história contínua da vida de Belle. No primeiro livro encontramo-la aos quinze anos e lemos todas as peripécias que vive enquanto se torna mulher, no segundo vemo-la já adulta com a vida assente e com decisões importantes a tomar, no terceiro apanhámo-la como personagem secundária e mãe de Mariette, uma adolescente rebelde.

É certo que se pode ler cada um dos livros sem ler os restantes, aliás eu comecei pelo último e nem por isso perdi qualquer emoção ou ensejo de leitora. No entanto a leitura dos três torna a construção das personagens excelente e o fio condutor da história global muito rico e bem conseguido.

Através da trama, marcada pelas eventualidades dramáticas vividas pelas várias personagens, Lesley faz-nos um retrato histórico muito pormenorizado e vívido, mas sem entrar em descrições aborrecidas ou monótonas.

A construção das personagens também é muito bem feita. Lesley não se cinge à profundidade da personagem principal, mas dota todos aqueles que são elementos consistentes da história de uma grande densidade de características, emoções, raciocínios e reações.

Estas três histórias são uma leitura muito rica, marcante e muito prazerosa. Todas as características que gosto num livro! 


Sinopses:
(retirei da Wook)

Sonhos Proibidos
Belle tem quinze anos e uma vida protegida. Graças aos cuidados da ama, ela nunca se apercebeu de que a casa onde vive é um bordel, regido com mão de ferro pela sua mãe. Porém, a verdade encontra sempre maneira de se revelar… Para Belle, será no trágico dia em que assiste ao assassinato de uma das raparigas da casa. Ingénua e indefesa, ela fica à mercê do criminoso, que a rapta e leva para Paris, onde se inicia como cortesã. Afastada do único lar que conheceu, a jovem refugia-se nas memórias de infância e acalenta o sonho de voltar aos braços do seu primeiro amor, Jimmy.

Mas Belle já não é senhora do seu destino. Prisioneira da sua própria beleza, é alvo do desejo dos homens e da inveja das mulheres. Longe vão os anos da inocência e, quando é levada para a exótica e decadente cidade de Nova Orleães, ela acaba por apreciar o estilo de vida que o Novo Mundo tem para lhe oferecer. Mas o luxo e a voluptuosidade que a rodeiam não mitigam as saudades que sente de casa e Belle está decidida a tomar as rédeas da sua vida. Um sonho que pode ser-lhe fatal pois há quem esteja disposto a tudo para não a perder. No seu caminho, como barreiras fatais, erguem-se um continente selvagem e um oceano impiedoso. Conseguirá o poder da memória dar-lhe forças para sobreviver a uma viagem impossível?

A Promessa
No início de julho de 1914, a Europa vive os seus últimos dias de inocência.

A jovem Belle realizou os seus sonhos. A uma infância pouco comum seguiram-se anos dramáticos, ao longo dos quais quase cedeu ao desespero. Mas a sua coragem e determinação prevaleceram. A sua vida é agora feliz. Está casada com Jimmy, o seu primeiro amor, e conseguiu abrir a elegante loja de chapéus que sempre desejou. Mas a História do mundo está prestes a mudar. A I Guerra Mundial vai arrastar consigo milhões de pessoas. Belle e Jimmy abdicam de tudo para defenderem o seu país. São ambos destacados para França, onde Jimmy vai arriscar a vida nas trincheiras e Belle conduz uma ambulância da Cruz Vermelha. É um tempo de devastação sem precedentes em que sobreviver a cada dia representa uma vitória. E é quando o passado menos ocupa os seus pensamentos que Belle será obrigada a confrontá-lo pela derradeira vez.

Bastará um momento. Um homem. Um olhar.
Entre a luta pela sobrevivência, uma paixão proibida e a lealdade devida a um grande amor, Belle está perante uma escolha impossível. Mas ao viver na pele um dos mais sangrentos conflitos da História, terá ela poder sobre o seu destino?

És o Meu Destino
1938. A Nova Zelândia é um país belo e tranquilo. Um paraíso de onde Mariette, filha de Belle e de Étienne, só pensa em fugir. Cansada da tacanhez da pequena cidade onde vive, ela está disposta a embarcar para a Europa mesmo sabendo que essa viagem poderá ser-lhe fatal. O mundo prepara-se para a guerra, mas, para a irreverente Mariette, ficar é uma alternativa bem pior.
Chegada a Londres, a jovem depressa se deixa encantar pelas suas tentações e esquece o breve vislumbre que teve do amor. Londres é tudo aquilo com que sempre sonhou. Mas a noite do seu vigésimo-primeiro aniversário vai mudar tudo. Os violentos bombardeamentos nazis transformam a cidade mais vibrante da Europa num pesadelo de terror, devastação e morte. Pela primeira vez, ela sente o peso esmagador da solidão. É dos escombros da guerra, porém, que emergirá uma nova Mariette. A adolescente egoísta dá lugar a uma mulher forte, madura e abnegada que está disposta a tudo - até a morrer - para ajudar os mais desprotegidos. E é no seu momento mais vulnerável que o amor lhe bate à porta. Um amor tão inquieto e desesperado quanto o mundo que a rodeia.


terça-feira, 7 de março de 2017

Dar o salto

Sabes aquelas alturas em que sentes que está na hora de dar um salto? Que sentes, dentro de ti, bem lá dentro, a iminência da mudança, a vertigem da alteração da situação? Que te vês perante um abismo que te urge a saltar para o outro lado? Sim, nesses momentos em que sentes receio, porque, embora tenhas a certeza de que será bom para ti dares o passo, tu sabes que é um passo sem retrocesso, que é um avançar sem direito a regressar ao antigo?

Pois, aqui o Suspiro de Coruja está num desses momentos e é assustador.

A história do Suspiro é simples. Começou e sempre tem sido até hoje um local para eu escrever, para desabafar, daí o nome Suspiro, sobre aquilo que ia aprendendo e fazendo para evoluir enquanto pessoa. Nunca teve uma estrutura fixa, nem linha editorial, nem outra intenção que não fosse deixar a Coruja falar.

Passamos por muitas fases. Começámos em novembro de 2014, já como um significado de salto evolutivo. Tinha um outro blog, a Vida de Koquete, no qual tinha parado de publicar por sentir o que sinto hoje, que estava num ponto de viragem. E estava. Aquele foi um período crucial da minha vida. Um ponto sem retorno.

Assim quando retomei a escrita em blog já não me reconhecia no Vida de Koquete e optei por iniciar o Suspiro de Coruja. Até fevereiro de 2016 fui publicando posts sobre aquilo que aprendia e que me suscitava interesse ou reflexão. Em fevereiro, depois de quase um mês sem publicar, escrevi este post com a decisão de fazer uma nova pausa. Ia embarcar numa grande viagem, numa mudança radical da minha vida e queria concentrar-me, viver e apreciar a mudança. E fi-lo e foi maravilhoso. Uma vez mais um ponto sem retorno.

Em julho regressei. Renovada, "apaixonada por cada dia que nasce e grata por cada noite que chega", como escrevi neste post em julho de 2016.

Aos poucos o Suspiro foi ganhando forma, esta forma reflete os meus gostos e interesses e, claro, também a minha disponibilidade. Publico dois posts por semana, foi o que considerei ajustado dentro da minha agenda, um à terça-feira (reflexão sobre assuntos ligados ao desenvolvimento pessoal, organização, enfim...) e outro à quinta-feira (opiniões sobre livro e outros assuntos relacionados com a minha alma de leitora).

Mas sabes, 2017 é o ano da minha exteriorização e com ela a preocupação com o que trago para fora de mim acentuou-se. O Suspiro é isso mesmo, uma parte da minha exteriorização e sinto que é a altura adequada para consolidar essa forma de me exteriorizar.

É esse o salto que tenho à minha frente, é essa a evolução que estou a pretender.

De que falo, então? Falo disto:

O Suspiro de Coruja mantém a sua definição de: aqui escrevo sobre o que vou aprendendo e descobrindo, mas agora foca-se e passa a centrar-se na Gestão Pessoal.

A área da Gestão Pessoal é, como sabes, muito ampla, podemos falar de gerir emoções, como de gerir tempo, de gerir imagem, enfim, um mundo. Mas este mundo, todas estas áreas podem ser vistas na generalidade ou através de um óculo que as foca num só objetivo, refletir sobre a Gestão Pessoal.

Quanto à identidade do Suspiro a mudança é essa, quanto à sua forma ...vou manter o post à 3ª feira, com as características que já tem (reflexão) e o de 5ª feira irá manter-se como opinião de leituras, mas irei alargar a sua abrangência. Até agora dedicava-me apenas aos livros de ficção e a partir de agora quero abranger os livros técnicos. A publicação do Dia Um ... Na Cozinha manter-se-á tal como está, uma rosa no meio de um jardim de cravos.

Ainda na forma, gostaria de acrescentar uma publicação à 6ª feira, onde partilharia vídeos, posts, livros e outros semelhantes que tenha visto/lido e considere positivos para uma boa gestão pessoal. Não sei se conseguirei, sem me sentir sobrecarregada. Mas vou tentar.

Para além disto, vou adoptar uma linha editorial, para me ajudar a canalizar os esforços, por mês, num sub-tema da Gestão Pessoal. Assim, poderás contar com:

- março: Noções Base na Gestão Pessoal
- abril: Gestão de Tempo
- maio: Gestão Profissional/Pessoal
- junho: Gestão da Casa
- julho: Gestão da Vida Familiar
- agosto: ora, ora, sabes bem que em agosto eu paro tudo e só usufruo!!!!
- setembro: Gestão da Imagem
- outubro: Gestão da Conetividade
- novembro: Gestão Emocional
- dezembro: Gestão de Sonhos (Futuro/Planos)

página de facebook irá acompanhar esta consolidação e intencionalidade e passará a seguir a mesma linha editorial, no seguinte padrão de publicação:

2ª feira: Inspiração da semana
3ª feira: Reflexão
4ª feira: Motivacional
5ª feira: Dica de Gestão Pessoal
6ª feira: Sugestão de Fim-de-semana.

Como vês as mudanças não são significativas por si só, mas no todo, consolidam bastante o Suspiro de Coruja.

Que te parece? Dou passo?


quinta-feira, 2 de março de 2017

A filha da minha melhor amiga - Dorothy Koomson

Ai a Dorothy, um porto seguro, um lar cheio de conforto, a certeza de uma leitura apaixonante.

Não há como apontar defeitos. Já li um conjunto bem significativo de livros desta autora e continuo a ser surpreendida pela magnificência da sua escrita. Em cada livro que leio descubro mais uma razão para o encanto que Dorothy tem. Mais me rendo à sua escrita, mais me deixo deslumbrar pela magia que uma mulher, como tantas outras, pode trazer dentro de si.

Com a leitura deste livro, A filha da minha melhor amiga, descobri aquilo que já sabia, mas que parecia ficar no meu inconsciente quando pensava na autora. Dorothy descreve tudo ao pormenor, mas dá-lhe uma volta e fá-lo perder a qualidade de pormenor e engrandece-o como sendo um elemento que nós, leitores, estamos a ver com os nossos próprios olhos. Não sei como o consegue fazer, mas consegue.

Ela dá-nos todos os elementos para que vejamos as cenas e não as leiamos, pelo menos que nos pareça que estamos a ver em vez de ler. Induz-nos no pormenor dos atos, dando-lhe não um nome, mas uma sequência de movimentos e momentos que nos fazem viver as cenas.

Este truque é mesmo magia, porque tira-nos do cadeirão de leitor e coloca-nos no meio dos acontecimentos.

A filha da minha melhor amiga é um livro portentoso, que nos tira o fôlego e nos faz querer ler, ler, ler. Vivemos a reviravolta das emoções da personagem principal e conseguimos perceber a complexidade dos acontecimentos e dos sentimentos envolvidos. As personagens estão bem estruturadas, melhor dizendo, a personagem principal, a Kamryn está  bem estruturada e bem definida, com todas as caraterísticas do ser humano, a força, a fraqueza, a bondade, a maldade. As restantes personagens, embora bem tratadas e bem interligadas na história, são todas mantidas num plano muito secundário.

Aliás, esta é uma característica da composição de personagem que tenho sempre encontrado nos livros de Dorothy. São histórias sobre as emoções de uma mulher negra. A personagem principal é sempre uma mulher negra e as histórias são sempre à volta das emoções que essa mulher vive, relativamente a uma situação/acontecimento particular que a marca e condiciona. Como vês o enredo e a estrutura não são por aí além. O segredo de Dorothy é mesmo a arte com que escreve, é o dom que tem para, por palavras,  nos tornar seus reféns.

Sinopse
(retirei da Wook)

A forte relação de amizade entre Kamryn Matika e Adele Brannon, companheiras desde os tempos de faculdade, é destruída num instante de traição que marcará as suas vidas para sempre.

Anos depois desse incidente, Kamryn é uma mulher com uma carreira de sucesso, que vive sem ligações pessoais complexas, protegendo-se de todas as desilusões. Mas eis que, no dia do seu aniversário, Adele a contacta... A amiga de Kamryn está a morrer e implora-lhe que adote a sua filha, Tegan, fruto da sua ilícita relação de uma noite com Nate.

Terá ela outra escolha? Será o perdão possível? O que estará Kamryn disposta a fazer pela amiga que lhe partiu o coração?

Uma viagem dolorosa e comovente de autoconhecimento, uma leitura de cortar a respiração.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Dia Um ... Na Cozinha - Cheesecake

Ora, ora, cá estamos nós novamente. O dia um traz sempre delícias para brindar o mês que se inicia. E hoje, tcharam....

Cheesecake de Chocolate e Romã

Ingredientes:
. 200g bolacha maria
. 2 colheres sopa de margarina
. 200g chocolate branco
. 100g natas frescas
. 200g creme de queijo
. 4 colheres de sopa de açúcar
. 4 ovos
. doce de romã

Preparação:
Tritura a bolacha maria e mistura-a com a margarina. Unta cuidadosamente uma forma amovível e forra o seu fundo com a mistura de bolacha e margarina.

Derrete, em banho-maria, o chocolate e junta-lhe as natas frescas até ficar um creme homogéneo.

À parte, bate o creme de queijo com o açúcar e, sem nunca parar de bater
, acrescenta os ovos, um a um. Quando estiver bem misturado, junta o creme de chocolate branco e verte-o para a forma.

Leva ao forno, pré-aquecido e com um tabuleiro de água (este pormenor é importante para que cheesecake não fique seco), em forno médio por cerca de 1 hora.

Depois de arrefecer, cobre-o com o doce de romã (este foi uma prenda da Healthy Tasty Bites, uma delícia!!), leva ao frigorífico e serve-o bem fresco.