sexta-feira, 28 de abril de 2017

Bom fim-de-semana - 6

Tens feito tudo o que podes por ti? Culpas tudo e todos, as faltas de oportunidade, etc etc.., excepto a ti mesmo?

Tens investido em ti?

Conversa com a Joyce, ela tem uma boa abordagem ao assunto e depois pensa bem no que podes fazer para ti próprio.




quinta-feira, 27 de abril de 2017

A última carta de Amor - Jojo Moyes

Fazia muito tempo que queria conhecer Jojo Moyes. As opiniões que ouvia, sempre muito positivas, as sinopses que lia interessavam-me.

Por isso, foi um enorme prazer que tive quando, uma bela tarde o meu marido chega a casa com esta surpresa para mim. Sim, que doce de marido!

A escrita de Jojo é muito boa. Agarra-nos e é com mestria que conta a história deixando-nos, estrategicamente pendurados a querer saber o resto. Claro, que assim, o regresso ao livro é sempre o mais rápido que conseguimos.

A leitura é fácil. A escrita é fluída e simples. As emoções são bem tratadas, as personagens bem construídas se bem que com pouca profundidade/complexidade.

A história propriamente dita é absolutamente maravilhosa, romântica, doce, doce. Não há descrições exageradas, não há diálogos exagerados, aliás, eu gostei muito dos diálogos, porque a autora conseguiu através das frases ditas, transparecer emoções. Gostei muito da forma como escolheu ir contando a história aos poucos. Conta-nos uma parte e depois interrompe. Mais tarde num outro contexto, conta outra parte que tinha omitido inicialmente e nós, a seu belo prazer, vamos juntando o puzzle. Muito bom.

Foi um prazer conhecer-te Jojo Moyes, estou certa de que estaremos juntas  muitas mais vezes.

Sinopse
(retirei da Wook) 

Algumas palavras podem terminar uma relação ou fazer renascer um amor perdido

Inglaterra, 1960. Quando Jennifer Stirling, uma mulher de vinte e sete anos, acorda no hospital, após um trágico acidente de automóvel, não tem qualquer lembrança da sua vida passada. Não reconhece o marido, não recorda a sua própria casa e tão-pouco se identifica com a vida que lhe dizem ser a sua. Quando encontra uma carta apaixonada, escrita por um homem que assina apenas «B» e que lhe pede para abandonar o marido, irá a todo o custo tentar descobrir a identidade desse homem, enquanto enfrenta os preconceitos sociais estabelecidos.

Anos volvidos, em 2003, uma outra mulher, Ellie, descobre nos arquivos poeirentos do jornal onde trabalha a mesma carta enigmática. Fica de imediato obcecada pela história, que lhe permitirá escrever um artigo que relance a sua carreira e talvez até a ajude a lidar com a sua própria vida amorosa. Afinal, se aquela história tiver tido um final feliz, quem lhe garantirá que o homem com quem se envolveu não acabe também por deixar a mulher?

Uma história de amor apaixonante e arrebatadora, com um final absolutamente inesperado.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Tu és o verdadeiro inimigo do teu tempo

A gestão de tempo tem os seus inimigos. Nós podemos ter um bom planeamento, podemos gerir tudo bem, encaixando e otimizando a nossa agenda, mas se nos deixarmos apanhar por estas armadilhas, dificilmente conseguiremos o resultado que estamos a desejar.

Podemos falar de redes sociais, de trânsito, de falta de instrumentos, de tanta, tanta coisa.

O mais determinante, destes amigos da onça, aquele que mais impede a nossa eficiente gestão de tempo é a procrastinação. A procrastinação é o adiarmos o que precisamos fazer. É inventarmos mil e uma desculpa para não estarmos a fazer o que deveríamos.
Mas tem atenção a isto, a procrastinação não existe por si mesma. Há fatores que a geram, que levam a que exista e são eles que devemos procurar conhecer e combater.

Quando gostamos de fazer alguma coisa ou quando nos sentimos entusiasmos com algo não procrastinamos. Há pessoas que ainda assim o fazem, mas nesse caso estaremos perante uma questão de atitude, de energia que deve ser observada, não vá esconder algo mais profundo que leva a uma tão grande desmotivação.

Então, quero dizer que a procrastinação advém de não teremos entusiasmo a fazer algum coisa? Sim, quero. Mas quero ir mais além. É que por falta de entusiamo eu não quero significar que a culpa é da atividade ou da tarefa que temos em mão, pelo contrário. Quero dizer que há algo em nós que não nos deixa ver sentido naquilo que estamos a fazer.

E este, penso eu, é o verdadeiro cerne da procrastinação. Procrastinamos porque não vemos sentido, propósito, no que temos para fazer. Este é o verdadeiro vilão na gestão de tempo.

Termos uma agenda cheia, um conjunto de tarefas a executar e não conseguirmos discernir o sentido para fazer aquilo, retira-nos a energia e leva-nos a protelar e a protelar, até termos tantas coisas para fazer que nos sentimos ameaçados e o nosso instinto nos dá o motivo certo para agirmos, isso mesmo, a nossa sobrevivência.

Assim sendo, o que aqui te alerto é para isto, quando queres gerir o teu tempo tens que dar sentido às tuas opções. Certo, certo, não vês sentido na limpeza da casa, uma vez que assim que limpas fica logo suja outra vez, é uma tarefa cansativa, aborrecida e monótona. Mas vê bem. Não é um prazer teres a casa sempre limpa e arrumada. Não é bom saberes que a casa está higiénica, que proteges a tua família de doenças e que o teu lar proporciona bem-estar e ninho a ti, à tua família e aos teus amigos? Sim, se vires assim então a limpeza da casa já tem um sentido muito válido, verdade? 

Poderás ver todas as atividades que tens desta forma e caso haja alguma atividade para a qual não encontres mesmo sentido, se calhar deverias repensar a sua existência na tua agenda, não te parece?
Vamos ver outro exemplo. Não gostas do teu trabalho. Certo, certo. É enfadonho e não estás a fazer o que gostarias, muito bem, ou melhor muito mal, mas diz-me trabalhas para quê? Tens um sentido para trabalhar, verdade? Poderá ser tão, simplesmente, porque precisas do dinheiro para viver. E para viver significa o quê? Comeres, ter casa, roupa, passeares...e isso não é ter significado?

Vamos mais profundamente. Trabalho porque preciso mas apesar desse significado, não me reconheço nas tarefas que faço, por isso não tenho vontade de fazê-las. Pois bem, até pode ser. Mas e não tens brio? Não tens gosto em seres bom no que fazes? Não digo excelente, perfeito. Nada disso. Não gostas de sentir que fazes a tua parte, que és uma pessoa em quem os outros podem contar? Isso não é ter sentido?

Poderia estar aqui a noite/dia todo a dar-te exemplos. Mas não vale a pena, seria sempre este o caminho. O que quero mesmo transmitir-te é isto:

O pior inimigo da tua gestão de tempo és tu próprio quando não consegues dar sentido às tuas atividades. Todas elas existem por uma razão, todas elas têm mais do que um sentido. Resta-te a tarefa de procurares aquele sentido que te motivará a agir e focares-te nele.


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Bom fim-de-semana - 5


Imagem
Ainda está muito presente a ideia de que uma boa vida, com significado, tem que ser uma vida cheia de eventos, compromissos, posses, enfim, cheia e movimentada. 

Sinceramente não concordo e tenho para mim que uma vida para ter significado tem de estar alinhada com quem nós genuinamente somos. Para uns será muito rebuliço, muito convívio, muitas coisas. Para outros será maior recolhimento, maior tranquilidade, menos coisas.

Hoje que o fim-de-semana já está a bater à porta deixo-te esta pequena reflexão de Brian Gardner, no blog No Sidebar,  It’s Ok to Be Happy with a Quiet Life.

Bom fim de semana, vive-o de forma a que tenha significado na tua vida, vive-o intencionalmente.




quinta-feira, 20 de abril de 2017

Mar me quer - Mia Couto


Mar me quer é um conto, um conto especial, cheio da magia indolente dos ritmos africanos de viver. Mia Couto não escreve, ele entrega-nos uma história através da melodia. É doce a sua escrita, é como uma brisa suave no nosso rosto quente. 

É cheio de nostalgia sem choro. Cheio de emoções que já não se exaltam. Calmas, é um conto que nos acalma e nos leva assim de mansinho.

Não custa ler, é como se Mia Couto estivesse a falar connosco. A sua escrita não revela qualquer esforço de composição frásica. É simples, simples. São usadas expressões que não existem no português escrito de Portugal, mas que me fizeram fechar os olhos de tão lindas e tão certeiramente aplicadas, retiram a carga negativa e carregam-na da aceitação de vida, tal como ela é.

Aqui ficam exemplos:

Já se antigamentara = já morrera
Minhas visitas são para lhe caçar um descuido na existência = apanhá-la desprevenida
Esse serviço de confeitar vestes = ser costureira

É mágico, Mar me quer....

Sinopse
(retirei da Wook)
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 8º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.

Um dia o padre Nunes me falou de Luarmina, seus brumosos passados. O pai era um grego, um desses pescadores que arrumou rede em costas de Moçambique, do lado de lá da baía de S. Vicente. Já se antigamentara há muito. A mãe morreu pouco tempo depois. Dizem que de desgosto. Não devido da viuvez, mas por causa da beleza da filha. Ao que parece, Luarmina endoidava os homens graúdos que abutreavam em redor da casa. A senhora maldizia a perfeição de sua filha. Diz-se que, enlouquecida, certa noite intentou de golpear o rosto de Luarmina. Só para a esfeiar e, assim, afastar os candidatos. 

Depois da morte da mãe, enviaram Luarmina para o lado de cá, para ela se amoldar na Missão, entregue a reza e crucifixo. Havia que arrumar a moça por fora, engomála por dentro. E foi assim que ela se dedicou a linhas, agulhas e dedais. Até se transferir para sua atual moradia, nos arredores de minha existência.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Gerir o tempo

Hoje vou deixar-te dois vídeos do youtube, do canal brasileiro Tamo Junto, que penso irão ajudar-te bastante se estiveres a iniciar ou a procurar melhorar a tua gestão do tempo.

São muito claros e objectivos. Dar-te-ão exercícios e sugestões muito importantes e explicar-te-ão os motivos porque determinados factores são tão importantes quando falamos de gestão de tempo.

Vale a pena assistires. Aqui fica a minha sugestão.


Como gerenciar melhor o tempo



~
Como planejar as tarefas do seu dia-a-dia


sexta-feira, 14 de abril de 2017

Bom fim-de-semana - 4

Estamos em fim-de-semana prolongado. Não interessa o que vemos neste fim-de-semana, se uma celebração religiosa, se um momento de reflexão, se uma festa em família, se apenas um fim-de-semana de três dias.

O que verdadeiramente interessa é que tens estes três dias para viver. A minha sugestão para este fim-de-semana é:


atenta aos pormenores, dos momentos, das pessoas, das conversas, das coisas, do tempo
observa e aprecia
saboreia

Imagem

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Quem me dera ser onda - Manuel Rui

Quem me dera ser onda é uma novela deliciosa. Conta as peripécias de uma família angolana que, farta da mesma comida, resolve criar um porco no apartamento para poder usufruir da sua carne por altura do carnaval. E esse fica o nome do porco, Carnaval.

A história é por si só engraçada e mais se torna pela escrita de Manuel Rui. Toda a narrativa está escrita em "português angolano", lê-se como se estivéssemos a ouvir. Uma delícia! Os diálogos são alegres e cheios de ritmo, ritmo africano. 

Dou-vos um pequeno exemplo:

"A dona virou os olhos para o leitão. Magicava nessa duvida. Como era possível criar assim um porco num sétimo andar? Prédio tudo de gentes escriturária, secretária. Funcionários de ministérios. Um assessor popular, e até um seguras num carro com duas antenas, fora os militantes do Partido?

- Isto ainda vai dar uma maka com o Instituto de Habitação? "

É uma novela que se lê num instante e que nos anima num prazer gostoso de espreitarmos a cultura angolana e de "ouvirmos" a história do porco Carnaval.

Sinopse
(retirei na Wook)

Um romance delirantemente divertido e luminosamente redentor.
Angola, poucos anos depois da independência. Estamos mais precisamente em Luanda, em anos de esquemas de sobrevivência. Um pai de família desencanta um porco e leva-o para o seu apartamento, no sétimo andar de um prédio. Os filhos, Zeca e Ruca, apaixonam-se perdidamente pelo porquinho.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Não tenho tempo!

Quando ouvimos alguém dizer "não tenho tempo", o que realmente estamos a ouvir é "não consigo gerir o tempo que tenho". Na verdade todos temos tempo, não é? Temos todos as mesmas 24 horas diárias, os mesmos 7 dias por semanas, os mesmos 12 meses por ano. Então quando alguém diz que acha que não tem tempo, o que deveria fazer era parar e refletir sobre o que anda a fazer com o seu tempo.

Em primeiro lugar, querer fazer atividades que demoram previsivelmente 3 horas, em 1 hora não é realista, nem sensato e conduz à frustração e à incapacidade de concretizar o planeamento. Depois, querer fazer todas as atividades sem critério nem escolha, também só tem um resultado possível, o fracasso.
Imagem

Assim, a primeira ideia que temos que ter bem presente quando queremos gerir melhor o nosso tempo é que devemos consciencializarmo-nos do tempo que temos e selecionarmos as atividades que são, realisticamente, possíveis de concretizar. Mas afinal, o que é esta consciencialização do tempo?

Isto significa que para fazeres o tempo agir em teu benefício tens que:

- ser realista quanto às tuas necessidades de sono (não adianta quereres reduzir o teu tempo de sono para quereres ter mais tempo acordado, se depois não tens a energia e não consegues estar verdadeiramente ativo)

- analisares as tuas atividades fixas diárias e estabelecer o número de horas que te consomem e o horário em que têm de ser feitas (o dia pode ter 24 horas, mas dentro dessas dormes 8h, trabalhas 8h, terás mais tempo de deslocação, de higiene, de refeições, e outros afins. Assim as tuas 24 horas iniciais reduzem-se para, mais ou menos, 3 horas livres por dia, isto numa visão otimista! e mesmo essas só poderão ser usufruídas em consonância com o teu horário fixo. Não será, na maioria dos casos,  a meio da tarde)

- conhecer o teu próprio ritmo (se és um pessoa que a partir das 21h começa a ficar sonolenta e sem atividade, não adianta quereres pôr nesse horário atividades que exigem concentração ou criatividade)

- contar com imponderáveis (há sempre a possibilidade de acontecer algo inesperado, uma fila de carros, uma caixa de supermercado mais lenta, uma birra do filho, enfim...., tens que contar com isso se queres que a tua gestão de tempo seja verdadeiramente fiável e consistente. Deixa sempre um espaço livre entre as atividades, não sobrecarregues o teu horário) 

- ter um rumo (a gestão de tempo exige que saibas o que é importante para ti, qual o sentido em que queres agir, qual o resultado que procuras. A boa gestão de tempo é, sem dúvida, um exercício de escolhas e para que as tuas escolhas sejam bem direcionadas, tens que saber qual a estrada que queres seguir. Sem este conhecimento andarás à deriva e acabarás por não ter tempo pois perdê-lo-ás em distrações que pouco interesse têm para o destino que queres alcançar).

A partir do momento em que tomes consciência destes 5 fatores, a tua gestão de tempo será praticamente intuitiva e fluirá naturalmente. O tempo passará a ser teu aliado, deixarás de ter a sensação de que o tempo de aprisionada e limita.

Imagem

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Bom fim-de-semana - 3

Imagem

O minimalismo é um estilo de vida muito em voga mas ainda cercado de mitos e de alguma confusão sobre o seu verdadeiro significado. O minimalismo é, para mim, um caminho de saber viver e de viver consciente e no agora. O minimalismo é um acrescentar significado ao ato de viver.

O que te proponho para este fim-de-semana é que procures conhecer um pouco melhor esta forma de estar na vida. Deixo-te este post não por ser o melhor que já li, mas porque enumera de forma clara e sucinta as vantagens que podes retirar desta forma de vida. E sim, é verdade tudo o que aqui se diz. Posso garantir-te!


quinta-feira, 6 de abril de 2017

O Vendedor de Sonhos - Augusto Cury

Sempre gostei das palestras, entrevistas e livros "técnicos" deste autor. Fiz as suas doze semanas e esse constituiu-se um momento crucial do meu desenvolvimento pessoal. Através do livro e dos exercícios aí propostos ultrapassei uma etapa importante da minha vida e virei uma página rumo a um novo mundo, isto, claro, na esfera da mente e da emoções.
Imagem

Considero-o um indivíduo centrado na emoção humana, na sua compreensão e no seu uso desenvolvido e desapegado de vícios e armadilhas. Através das suas palavras, Augusto Cury, dá-nos acesso aquilo que defende serem os grandes segredos para uma vida mental saudável.

Com este romance, o autor traz-nos todas essas ideias mas apresenta-as através de uma história. A narrativa é suave, sem grandes desenvolvimentos, nem suspense. A escrita é pouco elaborada, é, exatamente, como se estivéssemos a ouvir Cury e não a lê-lo. Reconheci, entre as várias linhas do livro, frases que o tenho ouvido dizer, tanto em palestras como em entrevistas.

Este livro não é, na minha opinião, um verdadeiro romance, mas uma teoria que para melhor compreensão e maior disseminação foi incorporada numa história de um homem que se diz um Vendedor de Sonhos.

A história está bem estruturada, as personagens, criadas com objetivos específicos, foram construídas para retratarem a realidade, mas sem necessidade de profundidade ou de complexidade, pois o objetivo do livro não é contar uma história, é divulgar uma teoria.

A leitura tende a ser morna. Não há suspense, nem mistério. Não há nada para além da ideia que o autor quer transmitir. Mas tem bem presente, este não há nada para além não significa que desconsidere o livro. Aliás, o livro veio confirmar a minha admiração pelo autor. É um livro genuíno, com um intuito pedagógico e de partilha. É um livro bem escrito, bem estruturado. É um livro agradável de ler e que nos faz refletir e questionar.

Com este livro, Augusto Cury é, ele próprio enquanto autor, um Vendedor de Sonhos.

Sinopse
(retirei da Bertrand)
Um homem desconhecido tenta salvar da morte um suicida. De seguida, espalha a mensagem que a sociedade moderna se tornou num manicómio global. O seu discurso fresco e irreverente conquista as pessoas, habituadas a frases feitas e ao «politicamente correcto», ao mesmo tempo que as assusta. O que pensar de um estranho com ar de pedinte que fala da importância de vender sonhos ao ser humano? Uma ideia maravilhosa, mas invulgar… Numa época em que nos habituamos ao ritmo e às exigências desmesuradas de um relógio que não pára, libertarmo-nos das grilhetas da rotina e recuperarmos a consciência do que é, de facto, importante nesta vida pode ser assustador. Mas é fundamental!

Ao longo deste romance poderá seguir os passos de um Vendedor de Sonhos, uma personagem fascinante que nos deixa na dúvida se se trata de um sábio ou do mais louco dos seres?! Uma história que o fará chorar, rir, e, certamente, mudar a sua vida.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Haja tempo!

Quando falamos de gestão pessoal, normalmente, começamos a pensar em como gerimos os nossos horários, os nossos compromissos, enfim, em como nos gerimos em termos de tempo. Não obstante o tempo ser um fator muito importante, quando procuramos o equilíbrio da nossa vida, não é o único pilar da gestão pessoal. Há outros que, quanto a mim, são muito mais decisivos, estou a lembrar-me da gestão das emoções. Mas lá chegaremos. Por agora vamos mesmo focar-nos no tempo e em como podemos manipulá-lo no nosso interesse.

Como tive oportunidade de referir neste post, o tempo é, por ventura, a ideia menos concreta com a qual lidamos diariamente e aquela que mais peso tem sobre o nosso quotidiano, que mais nos condiciona. Queremos sempre ter mais tempo, queixamo-nos da falta de tempo. Mas esquecemo-nos de fazer esta simples reflexão: o que é o tempo?
Imagem

O tempo por si só não existe, existe o dia e existe a noite, apenas isso. Se tivéssemos decidido que o dia seria composto por 5 noites, então o dia teria a duração de uma semana útil, não é verdade? Não quero entrar em filosofias, mas quero que percebas esta ideia, os parâmetros pelos quais contamos o tempo são gerados por nós, para nosso uso, não existem por si só, não são reais.

Ora se tiveres esta ideia bem interiorizada o que sobra? A tua necessidade, a tua sobrevivência. A partir daí gerires o tempo será utilizá-lo em teu benefício. Queres viver isolado? Não, então tens que aceitar e viver conforme as regras estabelecidas para a contagem do tempo. Ou seja, terás que seguir a contagem da hora, dos meses, do ano, enfim...

Mas não és obrigado a gerir a tua esfera pessoal por uma grelha rígida de tempo. Gerires o teu tempo passa, primeiro, por analisares a tua vida, as tuas atividades, os teus relacionamentos e compromissos e refletires sobre como melhor poderás utilizar o tempo a teu favor.

Qual é a importância disto tudo? Tanta conversa para quê?

Sabes, é que se interiorizares esta ideia, estarás a interiorizar a liberdade que tens para escolheres qual a melhor forma de trabalhares com o tempo, sem estares sempre a batalhar contra ele.

Haverá coisas na tua vida que irás temporizar anualmente, outras mensalmente, trimestralmente outras diariamente.

Há muitas pessoas que organizam o seu tempo por trimestres, para mim não tem aplicação, para a vida que tenho hoje em dia, esse quadro temporal de 3 meses não tem cabimento. Nem mesmo o semestral, mas o anual é fundamental na medida em que a maior parte da minha vida se enquadra no ciclo dos 12 meses.

As horas para mim têm uma aplicação meramente de controlo do fluxo do dia, mas para pessoas que trabalham à hora, esta medida será com certeza fundamental.

A semana para mim também tem uma grande importância, aliás, penso que posso dizer que em termos de gestão de vida/atividades é a semana a minha mais forte baliza. Planeio a ementa semanal, faço compras semanais, planeio as atividades do blog semanalmente, faço a gestão da casa semanal, nomeadamente a limpeza. Como vês, é esta a minha mais forte balança em termos, digamos, práticos da minha vida. Por isso me ouvirás tanta vez dizer que a segunda-feira tem sempre a magia de um novo recomeço. É isso que eu sinto, à segunda-feira, é o renovar do ciclo.
Imagem

Não há segredos bem guardados, nem dicas certeiras que te possam revolver o problema. Cabe-te a decisão de como deves utilizar o tempo, pois apenas tu sabes quais são as tuas atividades, quais as caraterísticas de cada uma delas e, principalmente, és tu quem melhor conheces a tua personalidade e, consequentemente, detém a chave para o teu melhor funcionamento.

Num outro posto, partilharei contigo como uso o tempo a meu favor, contarei as minhas dificuldades e incertezas. Hoje, quero apenas dizer-te para pensares fora da caixa, não fiques pelo preconceito de que o tempo é isto, ou aquilo. Liberta a tua mente dessas condicionantes e olha o tempo com um olhar renovado. Baralha as tuas noções antigas e cria a tua própria forma de trabalhar com o tempo.

sábado, 1 de abril de 2017

Dia Um ... Na Cozinha - Ovos Verdes


E agora que a Primavera já chegou temos uns dias de chuva e uns dias de sol. O dia é mais comprido e apetecem uns piqueniques para aproveitar a natureza.

E a pensar nisto, aproveitei o tema do Dia Um ... Na Cozinha - Ovos e fiz uma receita que, para além de saborosa, é excelente para por no cesto e levar para um dia ao ar livre.

Aqui ficam: 

Ovos Verdes

Ingredientes:
- Ovos (mais um que não irás cozer)
- Salsa
- Vinagre
- Óleo para fritar

Não estranhes a falta de quantidades, não é preciso mesmo, fazes quantos ovos quiseres e o resto é a gosto. Cá em casa gostamos muito de vinagre, é o sabor dele que torna este ovos uma verdadeira delícia.

Preparação:
Cozes os ovos e retiras a casca. Partes os ovos ao meio, em comprimento, e com cuidado retiras a gema para um prato. Reserva as claras.

Às gemas junta a salsa bem picadinha e o vinagre. Mexe bem de forma a ficar um puré muito cremoso. Vai provando e juntando o vinagre a teu gosto.

Quando o preparado estiver a teu gosto, recheia as metades das claras que reservaste. Passa as claras recheadas no ovo que não cozeste, bem batido, e leva-as a fritar. Quando começarem a ficar douradinhas retira e deixa escorrer bem o óleo em papel absorvente.

Podes servir mornos ou frios. São bons de qualquer maneira.

Bom apetite e bons piqueniques!