terça-feira, 30 de maio de 2017

Ser organizada!

Aqui no Suspiro de Coruja o mês de maio foi dedicado à organização da vida profissional/pessoal. Reflectimos sobre a pertinência da dicotomia entre profissional e pessoal, tecemos considerações sobre como organizar a nossa área de vida profissional e partilhei contigo a minha rotina no trabalho. 

O mês está a acabar e neste último post antes de junho, o mês dedicado à Gestão da Casa, gostaria de te dar a conhecer o que considero essencial para que possamos ter uma boa organização pessoal.
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É imprescindível que tenhas:

- uma boa noção da realidade: sem ela irás elaborar um planeamento que não estará adequado a ti nem à tua realidade. Isto pode acontecer quer por achares que o tempo estica, quer por não teres em conta imprevistos, ou por não colocares espaço para descanso. Mas também pode significar que tiveste um planeamento pessimista e que ficou aquém das tuas capacidades e isso poderá desmotivar-te, tirando-se o foco. É, por isso, importante que tenhas também uma visão realística quanto às tuas limitações e competências e é por isso que acho que o auto-conhecimento é tão importante. 

- auto-conhecimento aprofundado: este ponto talvez devesse ser o primeiro da lista. Sem um auto-conhecimento aprofundado será impossível conseguirmos fazer um planeamento realmente adequado para nós. E isto deve-se, não apenas ao que já mencionei no ponto anterior, mas também à importância que o estabelecimento de prioridades tem para a gestão pessoal, porque para que isto funcione temos que saber o que é realmente importante para nós e isso não tem que ver com o valor intrínseco das coisas, mas apenas com o que as elas significam para nós e para o nosso caminho. 

- um bom estabelecimento de prioridades: tal como referi anteriormente, as prioridades são essenciais, são  a verdadeira chave da boa gestão pessoal. Não conseguimos fazer tudo se nesse tudo quisermos abarcar o universo. Mas conseguiremos se, por tudo, almejarmos o tudo que é importante para nós. As nossas prioridades. Temos que ter sempre presente o nosso rumo pessoal.

- capacidade de auto-motivação: ao contrário do que muitas vezes pensamos a auto-motivação não precisa ser inata. Quando o é, maravilha! Mas quando não é temos que a desenvolver e para isso basta que procuremos os factores que fazem diferença para nós e que nos motivarão a agir. Sem esta auto-motivação (não podemos estar à espera que algo exterior nos faça mover, não achas?) facilmente cairemos na armadilha da procrastinação. 

- flexibilidade e resiliência: nem tudo vai correr bem, nem precisa, nada é prefeito. O que é preciso é que te consigas adaptar, sendo flexível e que persistas nas tuas intenções, mesmo que sejas obrigado a mudar um pouco a forma do teu planeamento. 

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No que concerne ao que chamamos de vida pessoal e tal como acontece para a esfera profissional é essencial que te munas dos instrumentos/ferramentas certas. Para mim, aquilo que faz toda a diferença é a Agenda. Esta é a peça chave da  minha organização. Nela estão os compromissos, as rotinas, as to do list, o rumo mensal, os MITs - Most Important Things e o planeamento do Suspiro de Coruja. Este é o verdadeiro cerne da minha organização, se bem que depois tenha outros auxiliares, também eles muito importantes, como a ementa, as listas de compras, etc.

O Google Calendar também ocupa um lugar importante mas apenas porque facilita a minha vida em termos de partilha de compromissos com o meu marido e lembrança de compromissos recorrentes, também aqui para alimentar a agenda. Tanto o google calendar quanto os outros instrumentos não são essenciais. Consigo viver bem e organizada sem eles. O mesmo não se passa com a agenda, sem ela fico desnorteada e não consigo ter uma visão consolidada da minha vida e dos meus afazeres.



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Bom fim-de-semana - 10

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"Doing nothing. The mere thought gives you a sudden twitch, right?

Me too, my friend, but despite the twitch, I would like to make a proposal: for one day out of each week, you do absolutely nothing. This doesn’t mean you don’t go anywhere, or just sit on your couch and stare at the wall. It means, simply, that you clear your calendar and make space for what could happen." 
Hilary Barnett @ No Sidebar

Deixo-te esta leitura e pergunto:
- Conseguirias cumprir?
Desafio-te!




quinta-feira, 25 de maio de 2017

O Último Cabalista de Lisboa - Richard Zimler

Há duas semanas escrevi um post com o estado da nação no que diz respeito ao Desafio de 12 Leituras em 2017. Logo nesse momento comprometi-me a ler para o ponto 6 (Ler um livro de um autor que não conheço) O Último Cabalista de Lisboa de Richard Zimler. 

Assim o prometi e assim o fiz. Devo dizer que entretanto fui à Biblioteca Municipal e lá me distraí das minhas intenções e agora ando de volta de Stephen King,vamos ver se não me perco por causa disto.

O Último Cabalista de Lisboa é tão somente um dos melhores livros que já li. Atrevo-me a dizer que é brilhante. É brilhante pela sua escrita, não só pela forma e construção mas pelo cuidado com que escolhe as palavras, a sua diversidade. Vê-se claramente que não vai escrevendo, mas que pensa e amadurece o ato de escrever. É admirável.

É brilhante a complexidade da história. As personagens bem construídas e apresentadas, por vezes, em pequenos pormenores, não nos são entregues, nós vamos descobrindo-as ao longo do livro, somos envolvidos. A história em si, a complexidade, a densidade da trama. O conteúdo que não cansa mas parece, também, não se esgotar. As descobertas constantes. Um fôlego inesgotável que nos faz querer respirar o livro.

Mas mais brilhante ainda, a descrição histórica. Zimler levá-nos para Lisboa do século XVI. Sentimos o cheiro, vemos as paredes, os hábitos, os costumes. É absolutamente brilhante. 

O que falta? Para mim faltou apenas uma coisa, o toque de cor que eu tanto gosto e que me deixa rendida. Mas talvez aqui, neste livro, nesta história, esse toque de cor lhe fosse tirar toda a sua grandeza. É o seu tom "sépia" que a mim me cativou e me raptou para Lisboa quinhentista entre os bairros judeus.

Muito grande, este livro. Soberbo.



Sinopse
(retirei da Wook)
Em abril de 1506, durante as celebrações da Páscoa, cerca de dois mil cristãos-novos foram mortos num pogrom em Lisboa e os seus corpos queimados no Rossio. Reinava então D. Manuel, o Venturoso, e os frades incitavam o povo à matança, acusando os cristãos-novos de serem a causa da fome e da peste que flagelavam a cidade.

Berequias, sobrinho e discípulo de Abraão Zarco - iluminador e membro respeitado da célebre escola cabalística de Lisboa -, vai encontrar o tio e uma jovem desconhecida mortos na cave que servia de templo secreto desde que a sinagoga fora encerrada pelos cristãos-velhos. Um valioso manuscrito iluminado também desapareceu do seu esconderijo. Estarão os dois incidentes relacionados? Terá sido um cristão ou um judeu, como os indícios fazem crer, a assassinar o tio? Quem será a rapariga morta?

Publicado originalmente em Portugal, O Último Cabalista de Lisboa é um extraordinário romance histórico, que catapultou o seu autor para um sucesso internacional, tendo sido publicado em toda a Europa, nos Estados Unidos e Brasil, onde depressa se tornou um bestseller.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Girl @ work

Hoje não te trago divagação nenhuma. Este post é muito prático, com ele quero partilhar, contigo, a minha rotina do trabalho.

Chego ao trabalho entre as 09h00 e as 09h30 e saio entre as 17h30 e as 18h00, com 1h para almoço. Estas são as balizas do meu "tempo profissional". Dentro delas como me organizo?
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Em primeiro lugar, quais são os meus instrumentos:

- calendário de mesa (para compromissos e datas que não me posso esquecer)
- calendário no email (para alertas de atividades recorrentes, verificação de status e pedidos de feedback - todos agendados para o início da manhã para poderem ser incorporadas no plano do dia)
- bullet journal (para plano do dia e MITs - Most Important Things )
- bloco de apontamentos (para to do list e apontamentos de recados ou outros pormenores rápidos)
- folhas de controlo de execução de projetos

Quanto à organização do tempo de trabalho:

Rotina de Chegada (com a minha chávena de chá verde com canela a acompanhar)
- atualizo-me (correio - eletrónico e físico, sites e redes profissionais e notícias online)
- revejo o plano do dia (que elaborei no fim de tarde anterior)
- finalizo o plano do dia, a to do list diária e as minhas duas MITs (acrescento o que for preciso depois da atualização e estabeleço prioridades)

Despacho (chegou a hora de tratar dos urgentes e rápidos e de fazer os contactos)
- consoante as prioridades que estabeleci vou despachar:
1º os urgentes e muito importantes
2º os urgentes e rápidos
3º estabelecer contactos (tanto pode ser um telefonema, como um e-mail a pedir uma informação)

Projeto (período de concentração e foco)
- agora entra o período em que me debruço sobre o projeto mais prioritário que tenho em mãos e levo-o até à rotina de almoço

Rotina de Almoço (antes da pausa para almoço faço um check point)
- consulto caixas de entradas (mails e outros documentos que me tenham chegado entretanto)
- encaixo o resultado da tarefa anterior no plano do dia e na to do list
- se tiver tempo, despacho algum assunto que seja rápido de fazer
- quando regresso da pausa, dou uma vista de olhos pelos e-mails para ter a certeza de que não me escapa nada importante/urgente

Projeto (período de concentração)
- retomo o projeto em que trabalhei antes de almoço. No caso de ter outro projeto em mãos que seja, também, importante e urgente, debruço-me agora sobre ele.

Área de Abrandamento (este período só existe nos momentos em que todos os projetos estão controlados e a avançar num ritmo desejado)
- como estou a ficar cansada e já estou concentrada a algum tempo, tiro uns minutos para lanchar e dedico-me a atividades menos exigentes (pode ser arquivo, elaboração de estruturas de tabelas e de quadros, pesquisa de informação, etc)

Rotina de Saída (mais ou menos 30 minutos antes de sair)
- faço ponto de situação dos projetos
- vejo e-mails
- analiso a execução do plano do dia, das MITs e da to do list
- planeio o dia seguinte
- fecho todos os meus instrumentos de trabalho e sorrio...mais um dia de trabalho concluído!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Bom fim-de-semana - 9

Este fim-de-semana sugiro-te que te mimes.
Aproveita todas as pequenas oportunidades para dizer a ti mesmo que te amas.
Faz um bom pequeno-almoço, usa uma boa toalha, loiça que te dê prazer, não poupes para te agradar.
Vais passear? Não vás de qualquer maneira, podes ir bem prático mas mesmo assim com um aspeto cuidado.
Vais beber um café, senta-te e aprecia.
Vais ficar em casa, acende uma vela e deixa o seu aroma inundar o teu ambiente.
Agradar-te é um ato de carinho para ti próprio. Não te esqueças de ti mesmo. És o melhor que tu tens e terás nesta vida.

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

O Crime de Lorde Savile - Óscar Wilde

De vez em quando tenho que parar as minhas leituras habituais e saltar de cabeça para um livro mais ligeiro, normalmente policial, mas não um policial qualquer, tem que ser um "clássico", como são os da Agatha Christie, por exemplo.

Desta vez, optei por Óscar Wilde, O Crime de Lorde Savile. Não sei se o diria um policial, acho que não é, trata de um mistério de facto, mas é, para mim, mais uma novela. Porquê novela? Porque acaba por ser uma narrativa de ação, com cuidado estético na escrita e com descrição total de acontecimentos que se sucedem, mas muito mais curto do que um romance. 

Uma das coisas que gostei desta novela e penso que é do estilo de Wilde, da sua forte inclinação para a peça de teatro, é a riqueza do diálogo na compreensão da cena. Ou seja, ao longo do livro senti que mais do que me serem descritos os locais e as personagens, eu fui intuindo as suas características através do conteúdo dos diálogos. É nesses momentos, que nos são veiculadas informações essenciais para a construção dos personagens ou das situações.

E depois, claro, como é possível não apreciar a ironia desta trama? Como é possível chegar ao fim da novela e não esboçar um sorriso irónico?

Uma leitura muito agradável que se lê num ápice, uma boa companhia para uma tarde à beira-mar.

Sinopse

Na última recepção oferecida por Lady Windermere antes da Primavera na Bentinck House, Lorde Savile é apresentado ao Sr. R. Septimus Podgers. Sr Podgers é um quiromante que ao ler a mão de Lorde Savile lhe diz que no futuro ele cometerá um assassínio. O Lorde vê-se então perante um dilema, quer casar-se com a sua adorada Sibila, mas acredita que não tem o direito de fazê-lo até que tenha cumprido o destino e cometido o assassinato... 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Gerir a vida profissional

Como tenho vindo a mencionar, cada vez mais opto por não fazer grandes dicotomias entre a minha vida pessoal e profissional. Tenho mesmo muita dificuldade em separar as águas porque quando o tento fazer há um conjunto de facetas minhas que não tenho onde encaixar.
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Vamos ver assim. O que é o meu eu profissional? Sou eu no trabalho, das 09h00 às 17h00? Ou também devo considerar o meu investimento para o blogue como trabalho? Não ganho nada é bem verdade, mas será ainda só um hobby? Ou há todo um trabalho, um investimento, uma dedicação que o retira do plano hobby e entra no plano do trabalho? Bem vês que isto de rotular pode ser um problema, principalmente quando estamos a procurar gerir melhor a nossa vida. Assim sendo, qual a minha solução?

O que tenho reconhecido como melhor para mim é não levantar barreiras muito delineadas em termos de gestão de tempo e de atividades, mas funcionar em termos de projetos em todas as frentes. Claro que quando me perguntam qual o meu trabalho eu digo, sou Assessora de Direção, mas se há espaço na conversa e abertura no meu interlocutor apresso-me a dizer que tenho também uma atividade paralela que é a de blogger. Isto porque apesar de saber que é enquanto assessora que eu ganho um salário, tenho plena consciência que enquanto blogger eu evoluo e motivo-me para ser uma melhor assessora. Estranho? Não, nada estranho. É que nós somos seres complexos, entre raciocínio, emoções e vontades há tanto vai e volta que é quase impossível separar as águas.

Já tive oportunidade de escrever algumas vezes sobre a gestão do trabalho:

- aqui fiz a dicotomia entre Ser produtivo vs Estar ocupado


- dei algumas dicas sobre como Trabalhar com gosto

- e também te confidenciei sobre a minha opinião sobre Ser bem sucedido no trabalho 

Em suma, aquilo que eu defendo é que, também, em termos profissionais o que devemos almejar é a qualidade e não tanto a quantidade. Devemos procurar fazer o melhor que nos é possível e isso só conseguimos quando o fazemos com alegria, dedicação e orgulho.

Para que consigas este sucesso profissional, qualidade e usufruto no trabalho, sugiro que:
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- invistas na tua formação, na tua aprendizagem nas áreas que vais considerando importantes ao teu bom desempenho;

- escolhas os teus instrumentos e mecanismos com cuidado e em total harmonia com quem tu és, para que tudo flua naturalmente;

- invistas no teu espaço de trabalho de modo a que fique funcional e agradável para ti;

- preocupes em fazer bem, o melhor que consegues, e com a melhoria continua do trabalho que executas. 

Em 2015 escrevi sobre como organizava o meu dia de trabalho, mas entretanto muito mudou e acho que está na hora de um update. Mas isso fica para a próxima semana. Até lá.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Bom fim-de-semana - 8


Já há algum tempo tenho sentido uma mudança desenvolver-se dentro de mim. Eu adorava bolos e chocolates e doçuras e era muito compulsiva na minha alimentação. Há uns tempos tomei consciência de que não comia bolos há muito tempo, sem isso ser uma consequência de fazer dieta ou estar a evitar o açúcar, mas simplesmente porque não me apetecia. Desde essa altura que ando a ter mais consciência do que como e do que me apetece e, por incrível que pareça, a minha vontade de comer sofreu, sem que eu encontre razão, uma mudança muito brusca.

Resolvi embrenhar-me um pouco nisto, gostava de me orientar para este meu novo apetite e forma de estar com a comida. Assim, este fim de semana vou dedicar-me a este livro, considero-o como um primeiro passo. Não, não estou a desviar-me do meu foco do Desafio 2017, as leituras para o desafio são os romances, este tipo de livros técnicos não se misturam, pelo menos na minha cabeça e nas minhas características enquanto leitora. Assim, pergunto-te, queres lê-lo comigo?



SINOPSE
(retirei da Wook)

Está na lista das "quero mas não consigo"? Então este livro é para si. Apontamentos úteis de como conseguir a figura que persegue mas teima em fugir. Da alimentação passando pela auto-estima obrigatória em tudo. Vai ver que consegue! O equilíbrio do corpo alido ao da mente. As dicas e os truques simples e eficazes de quem acreditou e conseguiu a motivação para alcançar os benefícios de uma alimentação saudável. Uma história real com final feliz.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Como vai o 12 Leituras - Desafio 2017

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Pois, é verdade que me comprometi. E tenho gerido bem o meu compromisso?

A ver vamos.

O desafio é:

1. Acabar um livro que comecei mas não levei até ao fim
2. Ler um livro que tenho na estante há muito tempo e ainda não peguei
3. Ler um livro de terror
4. Ler um livro que tenha sido adaptado ao cinema
5. Ler um livro premiado
6. Ler um livro de um autor que não conheço
7. Ler um livro de autor português
8. Ler um livro de contos
9. Ler um livro acabado de publicar
10. Ler um livro de comédia
11. Ler um clássico
12. Ler um livro cuja história seja passada num local que eu gostava de conhecer

Bem, bem. Devo dizer que ainda não cumpri nenhum dos 12 livros. Então, estando em maio, se calhar está na altura de deixar de andar a ler à deriva e focar-me neste objetivo que tracei no fim de 2016.

Assim, vou destinar para: 

1. Acabar um livro que comecei mas não levei até ao fim - Valete de Copas e Dama de Espadas
de Joanne Harris 
2. Ler um livro que tenho na estante há muito tempo e ainda não peguei - O Preço da Felicidade de Danielle Steel 
4. Ler um livro que tenha sido adaptado ao cinema Comboio Nocturno para Lisboa de Pascal Mercier 
6. Ler um livro de um autor que não conheço O Último Cabalista de Lisboa de Richard Zimler 
9. Ler um livro acabado de publicar Escrito na Água de Paula Hawkins

Que te parece? Uma boa lista? Já leste algum? O que achaste?

Mas eu bem sei que há sempre muitas distrações, novas leituras e uma série de tentações ao meu foco. Por isso vou me comprometer um pouco mais, gostava mesmo de cumprir o desafio destas 12 leituras em 2017, e vou dizer que no final de junho (ai a Feira do Livro para me abalar...) terei que ter lido estes 5 livros. Acreditas?

terça-feira, 9 de maio de 2017

Vida profissional x Vida pessoal

Durante muito tempo fui adepta de não misturar as áreas da minha vida. Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque. Mas aos poucos, e como um ensinamento de vida, fui aprendendo que, pelo menos para mim, esta distinção não faz sentido.

Eu sou uma só pessoa, com uma só vida. É bem verdade que a minha vida tem diferentes áreas, mas todas elas me compõem neste momento, umas são mais importantes, outras mais constantes, mas todas elas integram este pequeno universo que sou eu.
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Enquanto fazia a distinção sentia que estava a defender a minha vida pessoal, mas aos poucos comecei a perguntar-me: "estás a defender a tua vida pessoal do quê? e a tua vida profissional, não defendes?". Paulatinamente fui interiorizando que o que me fazia distinguir as áreas de forma tão estanque era eu não me reconhecer na minha vida profissional e considerá-la, de facto, uma afronta, uma obrigação que me era imposta, talvez porque precisava ganhar dinheiro, mas mesmo assim imposta. E foi quando me apercebi deste sentimento de base que comecei a perceber outras realidades que habitavam no meu inconsciente.

Antes desta defesa da vida pessoal, eu tinha passado por uma fase em que a vida profissional tinha tido prevalência. Levava muito trabalho para casa, ficava no trabalho fora de horas e as questões profissionais ocupavam o meu pensamento. Nessa altura, eu dizia que tinha brio profissional e que a minha forma de viver era investir na carreira. Mas vim a consciencializar-me de que aquilo que eu fazia de facto era negligenciar tudo o que não era trabalho. E porquê? Porque é que eu dava uma primazia tão marcada ao trabalho nessa altura? Concluí, mais tarde, que era porque o trabalho me ajudava a definir-me. Que tinha poucas referências fora do trabalho que eu considerasse ser merecedoras de me identificarem. Faltava-me autoconhecimento, faltava-me equilíbrio.

E foi quando eu me olhei ao espelho e, honestamente, me interroguei sobre o motivo para o meu desequilíbrio e para as minhas ações extremistas que eu pude, genuinamente, conhecer-me como ser integral.

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Hoje reconheço-me como uma pessoa complexa com vários focos de ação cujo equilíbrio passa por permitir momentos de desequilíbrio. Como é que é isto na prática? Bem, a questão é que levo a vida como se fosse uma malabarista de projetos, cada um desses projetos sou eu numa vertente minúscula da minha vida. Assim, o ótimo é quando todas as partes de mim estão fluídas, num ritmo cadenciado e harmonioso e eu consigo manter-me estável sem esforço. Mas há momentos em que um dos projetos exige um esforço maior, seja porque é altura de uma festividade familiar (que exige muito planeamento, telefonemas, listas, organização, contratação de serviços), ou porque me atrasei na composição dos posts do blogue e tenho uma série inteira para fazer, ou porque há um projeto profissional que exige a minha total concentração e muitas horas de trabalho.

Nesse momento, em que uma das vertentes exige essa atenção especial, eu permito o desvio. Permito o desequilíbrio  e tanto poderás ver-me em casa à noite agarrada ao computador a trabalhar, como durante o horário do trabalho a fazer um telefonema para encomendar o bolo de aniversário da minha filha. Da mesma maneira, tanto posso ficar no trabalho para lá do meu horário para completar um projeto, como posso sair mais cedo para assistir ao desfile de Carnaval da escola da pequena.

A harmonia de todas estas facetas que são a nossa vida, não é o resultado de uma situação estanque. Mas antes, é o resultado de um movimento coordenado e de um pensamento capaz de prever, planear e executar as prioridades certas no momento oportuno.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Bom fim-de-semana - 6

Para mim o fim-de-semana não é para estar agarrada ao computador, nem à televisão, nem a tarefas domésticas, nem aos livros. Para mim o fim-de-semana é para estar a fazer tudo e não fazer nada. Tenho a liberdade de escolher o meu caminho e a forma como passo o meu tempo. Certo, tenho obrigações, mas não duram o fim-de-semana, certo que quero sempre ler, mas não todas as horas dos dois dias. Sim, é isso, encontrar o equilíbrio certo para o fim-de-semana me trazer prazer em viver.

Deixo-te uma sugestão de leitura. É curto, é para ficar a residir na tua mente, para pensares sem grande concentração no assunto. É para deixares amadurecer, claro se assim desejares.

Chamo a tua atenção para o pequeno parágrafo Embrace vulnerability. Este é, para mim, um dos grandes segredos das pessoas que conseguem manter-se tranquilas e felizes, mesmo em momentos de stress, frustração, tristeza e erro.


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Metamorfose - Franz Kafka

Franz Kafka tem aquela forma peculiar de escrever. Eu gosto. É uma escrita pouco direta, sinto como se andasse a contornar a história, espicaça-me, arrelia-me. Eu gosto.

Já li este livro três vezes. Das três vezes tive impressões diferentes, interpretações diferentes. E esta é uma das característica que me fazem leitora de Kafta. Os seus livros não são histórias, são teses, por isso consoante o momento que vivemos assim o livro nos
afetará. 

O autor enreda-nos numa história, inquietante e que nos irá marcar. É através dessa inquietação que nos leva a reflectir. Mesmo que nos pareça que estamos, apenas, a desfrutar da história, a verdade é que Kafka está a imiscuir-se no nosso pensamento. 

Acredito que por detrás da história está um complexo pensamento filosófico que sustenta os acontecimentos da narrativa e que nos vai incomodando o espírito. Sim, é isso, Kafka insinua-se. 

A Metamorfose é, neste contexto, uma história muito bem construída e apresentada. A linguagem é a habitual neste autor e transpira sempre inquietação. A sequência dos acontecimentos está bem estruturada e leva-nos a um final que dá que pensar.

Lê, vale a pena, porque mesmo que não aprecies, tenho a certeza que te deixará umas sementes de inquietação e de comichão mental!

Sinopse
(retirei da Wook)
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Franz Kafka é um dos mais carismáticos autores do século XX. O corpo das suas obras - na sua maioria, publicadas postumamente - destaca-se entre as mais influentes da literatura deste século. Os seus temas por excelência centram-se em torno do absurdo, da alienação, da obsessão e da culpa que geram nas suas personagens um sentimento de estranhamento. As suas obras definem uma boa parte do que ainda hoje se considera como «literatura moderna» e é considerado um precursor do realismo mágico. A Metamorfose (1912) narra o estranho caso de um caixeiro-viajante que uma manhã acorda transformado num monstruoso insecto.


terça-feira, 2 de maio de 2017

Quantas pessoas és tu?

A vida é equilíbrio. Saber viver é encontrar o equilíbrio certo para nós. É sabermos qual é o ponto certo para ficar, para inclinar para a esquerda ou para a direita, de modo a não cairmos. O equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal é também encontrado assim, o ponto certo!

Com este post quero apenas perguntar-te como equilibras estas duas esferas? 
Distingues por fronteiras bem definidas? 
As duas estão misturadas? 
Como geres a tua vida por estes dois prismas? 
Há outras distinções? Quais?

Mas mais importante:
O que é a vida pessoal para ti?
O que é a vida profissional para ti?
Que pessoa és na tua vida pessoal?
Que pessoa és na tua vida profissional?

Serás muitas? Ou és apenas uma, uma só pessoa?

Falamos depois! 😉