sexta-feira, 28 de julho de 2017

Um novo recomeço...até setembro

Cá chegámos. Férias!

Estou a precisar de desligar, de deixar as rotinas, de deixar os horários e de me esquecer que sou organizada e que tenho um sistema montado para me gerir, para gerir todas as minhas vertentes.

Este mês, as férias, são um ponto importante porque se não fossem elas talvez não conseguisse manter-me tão na linha o ano todo. Este é, enfim, o meu prémio por me ter esforçado e mantido no trilho, fazendo com que a minha vida tenha andado em ordem e a fluir, cada vez melhor.

Durante todo o ano, vou desligando um ou dois dias, é fácil desconectar da vida virtual e de tudo o que são compromissos, já não vejo dificuldade nenhuma nisso, mas no diz respeito às rotinas já é mais complicado. Consegui fazê-lo e faço-o pontualmente, mas cada vez que desligo significa que quando voltar a ligar tenho que recuperar o que não foi feito e isso por vezes é cansativo. Acredito que é um ponto que tenho de desenvolver, conseguir desligar sem depois ter que recuperar, é mais uma aprendizagem a fazer. 

Esta pausa agora em agosto é, por tudo isso, muito entusiasmante. Primeiro porque é preparada. Estou em finais de julho e já comecei a preparar o regresso em setembro. Os livros encomendados, o material escolar a ser comprado, as listas e as ementas a serem preparadas, os postes do Suspiro a ficarem em draft. Todas as áreas estão a ser preparadas para parar e um mês depois recomeçar sem grandes necessidades, para tudo ser mais fácil.

Mas o que ainda mais me motiva para esta pausa é que este é para mim o verdadeiro fim de ano. Já te falei sobre isto aqui. Por isso para mim, fazer esta pausa em agosto é como despedir-me do passado e em setembro ter um novo recomeço. Ter a oportunidade de começar tudo de novo, com todas as aprendizagens no ano passado e com um novo ânimo, cheia de força e de vontade para novas descobertas e principalmente para usufruir do dom que é viver.

Lembra-te disso durante este mês.Viver é um privilégio, usa-o com sabedoria!

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

TBR de verão

Como te disse na terça-feira passada, estou preparada para o meu período de descanso. Todos os guerreiros precisam descansar, de repor baterias e de fugir da rotina. Esta guerreira, meu amigo, não é excepção.

Todas as atividades irão parar, até o scrapbook, que tanto me relaxa, vai ficar parado, a participação no grupo de culinária também, as idas à biblioteca municipal e à piscina municipal também. Acredito, verdadeiramente, que precisamos de desligar da nossa rotina e de desviar a nossa atenção, para que os nossos interesses se renovem e as ideias recuperem a sua originalidade.

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Mas há uma coisa que não consigo deixar em off ...ler. Os livros vão acompanhar-me e hoje trago-te a minha ambiciosa TBR. 

Em agosto pretendo ler:

- Pilares da Terra vol I - Ken Follet

- Pilares da Terra vol II - Ken Follet

- O Nariz - Nikolai Gógol

- Aquário e Sagitário - Agustina Bessa-Luís

- Saga vol. 1 - Fiona Staples e Brian K. Vaughan

- Harry Potter e a Pedra Filosofal -  J. K. Rowling

- O Ladrão de Sombras - Marc Levy


Que te parece?

terça-feira, 25 de julho de 2017

Agenda - desconectar!

Bem, estamos a chegar a agosto. Tem sido um ano muito preenchido e temos reflectido bastante sobre a gestão pessoal e temo-lo feito com bastante mais foco do que era costume. 
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Em março, quando decidi mudar um pouco o blogue, sentia que precisava dar maior coerência ao Suspiro, acreditava que assim daria, também a mim, enquanto blogueira, um rumo mais definido, uma linha para seguir. Decidi, então, dar mais consistência ao blogue e ter uma linha de publicação com um sentido mais delineado e planeado. Defini o rumo, a gestão pessoal. A abrangência dos temas é vasta, mas a abordagem é sempre por este ângulo, a forma como nos gerimos enquanto pessoas. 

Quis ir ainda um pouco mais longe e defini uma linha editorial mensal, cada mês dedicado a uma área da gestão pessoal. Esta decisão revelou-se muito importante, não só porque permitiu a minha consistência na área da gestão pessoal, mas também porque me ajudou a aprofundar os temas e a reflectir sobre eles com maior cuidado. A aprendizagem é, para mim, um enorme motor de vida.

O que é engraçado é que este ímpeto, para a consistência e para o foco, não ficou satisfeito. Quanto mais concentrada estava em termos de publicação no Suspiro de Coruja, menos sentido fazia, para mim, desviar-me e diversificar a minha presença enquanto blogueira. Foi por isso que, este mês, resolvi fazer mais umas mudanças e abdiquei da minha presença no facebook. Esta decisão não foi fácil porque pressupõe perder uma das grandes janelas para o blogue. Tive que ponderar se o risco de perder leitores era compensado pela oportunidade de me aprofundar e concentrar no tema que me apaixona, a gestão pessoal. 

Esta decisão levou-me, pois e uma vez mais, a reflectir sobre o significado do Suspiro de Coruja para mim. E sabes, cada vez mais tenho a certeza de que aquilo que aqui procuro não é ter um grande número seguidores ou de visualizações, o que eu procuro no Suspiro é manter o ímpeto de aprender e de explorar a gestão pessoal e de, com isso, poder partilhar aquilo que vou aprendendo, certa de que haverá alguém que poderá aprender com o meu trilho.

É neste sentido que a pausa de agosto também é tão importante. Se eu procurasse o bom resultado das estatísticas, não poderia parar de postar um mês inteiro. Mas como aquilo que eu quero é fazer uma boa gestão pessoal, o mês de agosto será dedicado, uma vez mais, a uma parte muito relevante e muitas vezes negligenciada da gestão pessoal. A capacidade para desconectar.
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Quer para a gestão de ti próprio, quer para a gestão da tua família, é importante que consigas desconectar-te das redes sociais e das tuas actividades quotidianas e por algum tempo permitires a ti mesmo o simples usufruto e à tua família a permissão de apreciar a tua presença sem outras distracções. Esse elo que conseguirás fortalecer, contigo mesmo e com a tua família, será preponderante para o resto do ano e permitirá que, mais habitualmente, consigas fazer estas pausas sem receio do que irás perder. Porque sabes, perderás muito mais se perderes momentos marcantes com a tua família/amigos do que se perderes os últimos postes do Suspiro ou de qualquer outro lugar on line.

Desconecta-te, tu mereces!



sexta-feira, 21 de julho de 2017

Bom fim-de-semana - 18


Só quando danço me liberto do tempo: esvoaçam as memórias, levantam voo de mim. 
Mia Couto

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Que tal se este fim-de-semana deixasses esvoaçar as tuas memórias e de libertasses do tempo? Dança. Coloca uma música que te agite a energia, que te liberte a alegria e te solte desses carrascos que são os preconceitos.

Não interessa se a música é foleira, ou se está na moda. Só interessa uma coisa, que te faça dançar livremente.

Aceitas?
Vamos dançar?

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Príncipe da Neblina - Carlos Ruiz Zafón

Passados muitos anos voltei a ler Carlos Ruiz Zafón e uma vez mais o amor reacende-se. Este autor é simplesmente magnífico. Traz poesia tanto na escrita como nas histórias. A escrita é suave, tranquila, totalmente despojada de agressividade ou stress. É, simplesmente é, e é esta existência simples que a torna tão bonita. Não é pretensiosa, não procura ser melodiosa, nem erudita. Não procura mostrar nada e nessa simplicidade e nesse desapego é maravilhosa.

A história, como todas as que já li deste autor, tem uma áurea de segredo, de cumplicidade, de sentimentos que não se dizem, sentem-se. Não existe uma grande preocupação em construir os personagens. Eles vão constituindo-se ao longo do livro sem que, no entanto, se possa dizer que ficam personagens complexos. Ao ler o livro fiquei com a impressão que os personagens, por si próprios, não eram importantes. Na maior parte dos livros, os personagens são parte estrutural das obras e vamos conseguindo construí-los verdadeiramente, aliás é, normalmente, um dos critérios com que avalio os livros. Mas neste, como em todos os outros que li de Zafón, os personagens são secundários. A peça importante é a história. É pela história que nos cativa, é pela história que nos prende e nos leva até ao fim.

O engraçado com os livros de Zafón é que aquilo que me marca é, realmente, a história, que fica retida na minha memória, mas através dela consigo recordar passagens dos livros, recordar o cenário que imaginei ao ler uma descrição e os personagens. E isto é para mim deslumbrante, porque afinal parece apenas uma história, mas não é, é um marcos que fica na memória e que acompanhará enquanto leitora. Marcante!

Sinopse
(retirei da Wook)

Um diabólico príncipe que tem a capacidade de conceder e realizar qualquer desejo... a um preço muito elevado. 
O novo lar dos Carver, numa remota aldeia da costa sul inglesa, está rodeado de mistério. Respira-se e sente-se a presença do espírito de Jacob, o filho dos antigos donos, que morreu afogado.
As estranhas circunstâncias dessa morte só se começam a perceber à medida que os jovens Max, a irmã Alicia e o amigo Roland vão descobrindo factos muito perturbadores sobre uma misteriosa personagem de seu nome… o Príncipe da Neblina.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Gestão Familiar - festividades e lazer

A semana passada vimos como gerir a vida familiar em termos de rotinas e compromissos. Reflectimos sobre a importância desta gestão e de como, através dela, podemos ter um quotidiano mais tranquilo, sem correrias e, principalmente, sem urgências.

Esta semana vamos mudar de ângulo e vamos pensar em como gerir o lazer e as festividades, aquelas que não geram obrigatoriamente um compromisso, mas que podem compor a tradição familiar. Será que vale a pena gerir esta área da vida familiar? Não será uma tontice? Não deveria haver lugar ao deixar andar, deixar fluir?
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Vou ser franca. Não é essencial gerir esta parte da nossa vida. Conseguimos ter uma vida bem organizada, tudo bem encaminhado, sem atropelos mesmo que decidamos que o lazer não deve ser alvo de horários e agendas. Mas eu também organizo esta área. E porquê? Porque gosto de fazê-lo, a antecipação da festividade, o seu planeamento e a sua preparação dão-me tanto gosto quanto a sua vivência. Mas por mais uma razão. Eu gosto de conseguir dar o máximo significado às festividades e enraíza-las de modo a que se tornem numa tradição. Parece-me que esta tradição ajuda-nos a reconhecer a nossa identidade, a dar-nos uma raiz e fazer-nos sentir acolhidos e incluídos. 

Então e de que festividades estou a falar? Bem, falo das festividades que nos levam ao seio familiar e à intimidade do lar. Cá em casa quais são as festividades? Por exemplo, o Natal, a Páscoa, o dia São Martinho, o dia dos Reis, o início da Primavera e qualquer dia que seja para comemorar um feito de um dos elementos da família ou os aniversários.

Todas estas festividades podem ser programadas e planeadas: para nós o Natal pressupõe o Calendário do Advento e dentro desse há atividades como fazer bolachas para oferecer aos vizinhos, ou postais de natal para dar aos amigos, enfim... Todas estas atividades se forem planeadas serão feitas mais calmamente. Dou-te o exemplo de como planeio o Calendário do Advento:

1º tenho no google calendar no início de novembro o alerta (com recorrência anual) para planear Calendário de Advento. Assim, no início de novembro começo a pensar em como quero fazer o calendário e que atividades quero incluir.

2º escolho o formato do calendário e decido os materiais que preciso e compro.

3º escolho as atividades que quero incluir no calendário e confronto com a agenda da família (não vale a pena ter no calendário fazer bolachas para uma 5ª feira à noite, só irá gerar stress porque irá colidir com a rotina diária. Assim, irei programar as bolachas para um fim-de-semana, o mais próximo possível do natal).

4º normalmente, no 3º fim-de-semana de novembro fazemos o calendário (gosto de fazer com esta antecedência porque se algo correr mal, tenho um fim-de-semana para poder fazer outro calendário, sem atropelos, nem correrias, ou seja, estou a dar espaço para o erro).

5º no dia 1 de dezembro está tudo pronto e ansioso para começar a contagem decrescente! ;-)

Este é um exemplo, mas todas as festividades são mais ou menos iguais. Planeio com cerca de um mês de antecedência para ter tempo de pensar, planear, adquirir o que é preciso e fazer. 
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Claro que depois há o lazer propriamente dito, sem contar com festividades e para isto a conversa é outra. O planeamento já não é tão forte. Gosto de ter na agenda sempre uma atividade familiar por fim-de-semana, com a correria do dia-a-dia é muito fácil de esquecermo-nos de fazer coisas em família apenas por lazer. Para isto, tenho uma lista na minha agenda com possibilidades de passeios e atividades e sempre que me falta a inspiração vou lá espreitar.

Também tenho na minha agenda um espaço por dia para estar apenas com a filhota. Se é preciso fazer isto? Não, não é. Mas sabes, eu quero ter sempre presente que a minha prioridade máxima é ter tempo de qualidade com ela. Tudo o resto pode esperar e gosto de ter presente que agi conscientemente e encontrei tempo para o que é mais importante para mim.

Essa é, afinal, a verdadeira razão para gerir a vida familiar, é garantir que o mais importante fica em primeiro lugar.



sexta-feira, 14 de julho de 2017

Bom fim-de-semana - 17


E cá estamos nós novamente, à beira do fim-de-semana. Se espreitares, com cuidado!, já consegues ver o que ele te trará. Até já o sentes, não é?


Se, nestes dois dias que se aproximam, tiveres um minuto e se quiseres refletir um pouco sobre o teu rumo e sobre o que tens tens feito por ti, deixo-te esta leitura

É um texto muito leve, mas que pode levar-te a pensares sobre o que fizeste por ti próprio e pela tua sanidade física, mental e emocional, ao longo deste ano. 

A acompanhar, e como poderás verificar no post que te indico, junto esta mensagem, simples e muito visual, talvez te ajude a ter aquela vida saudável que tanto tens desejado.
 😉



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Uma casa na Irlanda de Maeve Binchy

Há muito tempo que não lia um livro deste tipo. São o que eu considero livros de família. São livros que nos trazem a história de uma família, que nos vão mostrando a forma como a dinâmica da família se desenrola ao longo do tempo.

Neste caso a história está mais focada em Ria e é através da sua história que as histórias da sua família e dos seus amigos serão narradas.

Não sei se podemos considerar um spoiler, acho que não, mas tem atenção porque se esperas uma história sobre as duas mulheres, a Ria e a Marylin, vais ficar desapontado. A Marylin aparece já a metade do livro passou. A história da Ria foi-nos contada e estamos no momento presente. É aí que a Marylin aparece. A história de Ria vamos vendo acontecer, a história da Marylin é-nos contada para percebermos o presente. São perspectivas diferentes.

Não obstante este pequeno pormenor, que verdadeiramente não tem nada a ver com o livro apenas com a publicidade à volta dele, o livro é muito, muito bom.

Maeve Binchy ganhou mais uma fã. Tem uma escrita muito clara, sem floreados, mas muito assertiva. A história é bem contada. Gostei particularmente da forma como intercala dois episódios grandes com outros pequenos que apenas servem para nos ir situando do que se passa paralelamente aos que nos está a contar. É como se fossem janelas muito breves para tomarmos conhecimento das sinuosas curvas da história. Por vezes um diálogo de três falas serve para nos inteirar de um facto, sem grandes demoras de descrição ou narração. Francamente, gostei desta opção da autora. Assim como gostei que a autora nos tivesse dado, através dessas janelas, a indicação de um acontecimento que não concretiza e que até ao fim não desvenda inteiramente. Aliás, nunca chega a desvendar, muito embora nos faça supor, através de outro acontecimento, a forma como se desvendaria. Muito bom!

A trama é também boa. Não muito densa, mas também não é totalmente clara. Vai sendo descoberta. Aos pouco vão sendo retirados os véus e vamos conhecendo mais e mais e mais. Maeve consegue manter o leitor interessado e sempre muito agarrado à história. Recomendo.


Sinopse
(retirei da Wook)

Ria e Marylin não se conhecem - vivem a milhares de quilómetros de distância, separadas pelo oceano Atlântico: um numa grande e acolhedora casa vitoriana em Tara Road, Dublin, a outra numa casa moderna em Nova Inglaterra. Seria difícil encontrar duas mulheres mais diferentes; a vida de Ria centra-se na sua família e nos seus amigos, enquanto a de Marylin conheceu muito sofrimento. Mas quando cada uma delas precisa de sair do ambiente que as rodeia, uma troca de casas parece ser a solução ideal. Juntamente com as casas emprestadas surgem os vizinhos e os amigos, os mexericos e as especulações quando Ria e Marylin trocam de casas durante o Verão.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Os compromissos de família

Quando falamos de gestão da vida familiar, um dos aspetos que temos presente são os compromissos da família e, por isso, entendemos consultas médicas (as de rotina), compromissos sociais (festas de aniversários, convívios), exigências da vida profissional/escolar (festas de fim-de-ano da escola) e por aí adiante. 

Todos estes compromissos integram a vida familiar e criam necessidades e períodos de tempo ocupados. Se não procurarmos gerir estes compromissos o mais certo é depararmo-nos, constantemente, com surpresas e urgências.
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Uma das maneiras de gerir estes compromissos é a de ter uma agenda e nela apontar com antecedência todos estes "eventos". Como eu faço? Tenho o google calendar onde anoto todos os compromissos fixos e faço recorrência sempre que necessário. Por exemplo, anoto a data de aniversário de uma amiga da minha filha e faço recorrência anual. Assim, todos os anos aparecerá a anotação do aniversário dessa amiga e eu poderei, muito mais atempadamente, comprar a prenda e estar livre no fim-de-semana para a festinha. 

Outro exemplo, todos os anos faço o meu check-up médico, já vi qual a altura do ano em que me é mais fácil fazer e agendo para o início do mês X com uma recorrência anual. Todos os anos, no início desse mês sou relembrada, pela agenda, de que tenho de fazer o check-up.

Mas as consultas poderão até ser  mais simples. Por exemplo, quando vou fazer a higiene oral, marco logo a consulta seguinte e coloco na agenda. Assim, não tenho de perder tempo a telefonar e a marcar, fica logo pronto, basta um lembrete na agenda uma semana antes da data marcada para não ser apanhada de surpresa. 

Mas há outras áreas de planeamento da vida familiar e uma boa parte delas podem ser resolvidas com um conjunto de rotinas bem estabelecido. A atividade escolar da minha filha pressupõe atividades como ginástica e natação que exigem mochilas e vestuário específico. Para não correr o risco de me esquecer de alguma coisa, anoto na minha to do list de domingo preparar mochilas. Assim, ao domingo arrumo as mochilas com tudo o que é preciso para a atividade específica. Isto corre tão melhor quanto aproveito e organizo as roupas que usaremos durante a semana, também ao domingo. Faço 5 looks e destino-lhes um dia da semana consoante aquilo que teremos que fazer nesses dias (uma vez mais recorro à agenda para saber o que irá acontecer previsivelmente essa semana). Por exemplo se é dia de natação, a filhota irá o mais prática possível para ser fácil vestir e despir. Se tenho agendada uma atividade que exigirá caminhar bastante, destinarei para esse dia um look mais prático.

De facto, as rotinas podem ajudar-nos bastante porque, uma vez estabelecidas, tornam-se tão automáticas que não custam nada a fazer e exigem de nós o mínimo de pensamento. Um bom exemplo disso é a rotina de fim-de-tarde que implementei lá em casa. Quando chego a casa, retiro tudo o que está na marmita e mochilas. Vamos para o banho e colocamos uma roupa mais prática e agradável para estar em casa (os cérebros têm que saber que chegámos ao lar), depois retiro do armário a roupa destinada para o dia seguinte de forma a que de manhã esteja mesmo, mesmo acessível. Vou para a cozinha preparo as coisas para a marmita (tudo o que preciso levar fica juntinho no frigorífico - de manhã é só esticar a mão), para a mochila da pequena e para o pequeno-almoço (sim, repara ainda não comecei o jantar e já estou preocupada com o pequeno-almoço, mas, sabes, o jantar é o início da rotina da noite e eu não quero estender a preparação do dia seguinte para a noite, quero terminá-la à tarde!). Quando está tudo bem encaminhado, levo as malas e mochilas que estão prontas para o pé da porta, de manhã é só pegar e sair. A marmita, fica na bancada da cozinha para que de manhã não me esqueça de a encher e levar.
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Quando entramos na rotina da noite, o jantar começa a ser feito, verifico se preciso fazer alguma coisa para o jantar do dia seguinte, como tirar carne para descongelar, faço um check nas minhas agenda e lista de to do (isto é a revisão do dia) e espreito para o dia seguinte. Fecho a agenda e tudo o que são compromissos e obrigações terminaram. O jantar fica pronto e começa o período de tempo de família!

Parece uma loucura, bem sei, mas é tão fácil quando tudo está  bem engrenado que nem sentes as tarefas passar. Tudo fluí.





sexta-feira, 7 de julho de 2017

Mudanças

Quando em março escrevi este post, mostrei a minha vontade em consolidar o Suspiro de Coruja. Até aqui, tenho conseguido fazer o que tinha planeado. A linha editorial tem sido cumprida e tenho postado todas as terças, quintas e sextas-feiras. Estou contente com o caminho percorrido até aqui. 

No entanto tenho pensado que gostaria de escrever todos os dias, no blogue, que é o que eu mais gosto de fazer. Mas para fazê-lo vou consumir muito mais tempo, porque o blogue é uma das redes mais exigentes. Há que refletir, há que pesquisar, há que aprender, há que escrever e reler. É um trabalho que exige tempo e dedicação. Mas é, de facto, aquilo que eu gosto de fazer e onde eu consigo expressar melhor o que quero transmitir.

Por isso tomei uma decisão e deixarei a página de facebook. Deixarei de publicar lá e passarei a dedicar-me apenas ao blogue.

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Desta forma poderei esforçar-me para conseguir os 5 post semanais, passando para aqui um pouco do que estava na página facebook e ficará desta forma:

2ª feira - Motivacional/Inspiração
3ª feira - Reflexão, seguindo a linha editorial
4ª feira - Dicas e coisas breves, relacionadas com o tema da semana
5ª feira - Leituras
6ª feira - Sugestões para o fim-de-semana

A página de facebook terminará hoje, segunda já não farei post. A nova linha de publicação para o blogue só terá início em setembro. Julho está a correr e em agosto, como sempre vou parar e, apenas, usufruir.

A mudança é sempre entusiasmante, mesmo que não venha a ter os frutos que pretendemos, pelo menos faz a nossa mente expandir e pensar diferente. 😉

Bom fim-de-semana - 16

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Proponho-te que este fim-de-semana comeces a preparar-te para as férias que se aproximam.

E que tal se fizesses uma lista das coisas que gostarias de fazer durante estas férias?

Onde gostarias de ir?
O que gostarias de fazer? Ir à praia? Ir a um museu?
Com quem gostarias de estar?
Algum projeto que queiras levar a cabo? Pintar o teu quarto? Transformar a tua varanda num jardim suspenso?

Começa a sonhar.....

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Desafio 12 leituras - Fim de junho

Em maio dei conta de que não tinha avançado quase nada no desafio de 12 leituras a que me tinha comprometido para 2017. Quando escrevi este post ainda não tinha terminado qualquer leitura no âmbito do desafio e estava a sentir que o meio do ano se aproximava e se tornava difícil cumprir o que tinha estipulado. Foi assim que decidi comprometer-me a ter concluído a leitura de cinco livros até ao fim do mês de junho, ou seja, em cerca de 1 mês e meio tinha de ler estes livros que se seguem:

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1. Acabar um livro que comecei mas não levei até ao fim - Valete de Copas e Dama de Espadas

2. Ler um livro que tenho na estante há muito tempo e ainda não peguei - O Preço da Felicidade de Danielle Steel 

4. Ler um livro que tenha sido adaptado ao cinema Comboio Nocturno para Lisboa de Pascal Mercier 

6. Ler um livro de um autor que não conheço O Último Cabalista de Lisboa de Richard Zimler 

9. Ler um livro acabado de publicar Escrito na Água de Paula Hawkins


Confesso-te que pensei que era impossível. Acreditei que fazer um desafio tão exigente iria puxar por mim e levar-me a ler mais, mas não acreditei, verdadeiramente, que seria capaz. 


Mas sabes, fui.

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E ainda consegui ler mais um que não tinha estipulado para este mês mas que estava dentro do desafio das 12 leituras em 2017:

3. Ler um livro de terror - Meia noite e dois de Stephen King.

Pois é. Acredita que quando queremos e nos esforçamos vamos muito além do que pensamos ser capazes.

Agora que tomei o gosto, já me inscrevi num outro desafio na plataforma Goodreads, no grupo Leituras Partilhadas. Chama-se Book Bingo | Leituras ao Sol e consiste em completar as leituras do esquema aqui embaixo. Os mais audazes poderão fazer o cartão todo e BINGO, mas os outros, como eu, poderão tentar apenas fazer uma linha. Quem sabe?

Já me comprometi com estas leituras: 

- Livro que se passe num local onde gostarias de passar férias – Uma casa na Irlanda de Maeve Binchy

- Livro emprestado (da biblioteca, de um familiar ou amigo...etc) - O Príncipe da Neblina Trilogia da Neblina - Vol. I – Carlos Ruiz Záfon (Pedi emprestado da Biblioteca Municipal)

- Livro recomendado por alguém - Pilares da Terra I de Ken Follet 

- Livro adaptado a cinema ou tv - Pilares da Terra II de Ken Follet

- Livro do teu género preferido - O Executor de Lars Kepler

Claro que como bem vês, a última linha fica quase, fica a faltar o Autor Lusófono, mas começo já a apontar para para outras duas leituras na primeira linha Local onde gostarias de passar férias e Recomendado na terceira linha. Diga o que disser, estou a jogar para BINGO! 




terça-feira, 4 de julho de 2017

Gerir a vida familiar...sim ou loucura?

Pois, pois, compreendo que possa parecer loucura, mas não é. 

A vida familiar fluí com muito mais tranquilidade se for gerida e planeada. O dia-a-dia é muito, muito ditador. Tendemos a andar em correrias e se o âmbito familiar não for tratado como uma prioridade e bem organizado, o momento de encontro ao fim do dia e aos fins-de-semana pode tornar-se caótico e não servir de descanso para ninguém. 
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Este é o objetivo desta gestão. Não é aprisionar a família a uma rotina ou horário como se estivessem a trabalhar, é garantir que tudo o que a família precisa está em ordem, incluindo os seus momentos de descanso e lazer em conjunto.

A família, no sentido daquele conjunto de pessoas que vivem dentro da mesma casa e que tem vida comum, existe em diferentes âmbitos:

- profissional e escolar
- saúde e bem-estar
- festividades e compromissos
- lazer e tempo de qualidade

Vamos a um exemplo bem simples mas que penso bem ilustrativo. 

Quando o tempo frio chega é preciso trocar de guarda-roupa e, nessa altura conforme se faça a mudança de estação, as nossas necessidades podem ser imediatas e urgentes. Se não tivermos planeado bem esta passagem o mais certo é que quando for precisa, a roupa não estar lavada, nem passada, ou mesmo comprada, com a agravante que por ser uma altura em que todos os membros da família precisam de roupa nova, e quem tem crianças sabe bem do que estou a falar, poderemos não ter o montante de dinheiro disponível sem rebentar com o orçamento do mês ou ir ao cartão de crédito. 

Pois bem, se planeares a vida familiar também a este nível, a questão da troca de guarda-roupa pode ser suave e quase nem se sentir, gerando nenhum stress. 

O que é que esse planeamento significa? Bem, apenas isto:
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- agendar, por exemplo, para um mês antes da temperatura, previsivelmente, mudar a troca de guarda-roupa

- garantir um saldo nesse mês suficiente para as compras que se advinham

- fazer uma lista das roupas que precisarás comprar, sempre que uma estação termina, assim quando chega a altura de trocar de guarda-roupa, bastará puxares essa lista e já saberás o precisas comprar para a estação que inicia em breve. 

Pois bem, não parece difícil, pois não?

É verdade, não deixamos a vida fluir livremente, antecipamos, agendamos e planeamos. Mas sabes, não sinto que isso retire a mínima liberdade à minha vida. Pelo contrário. Agora, raramente tenho urgência familiar e se tenho, por exemplo, agendada uma ida às compras de roupa um fim-de-semana e quando chego lá não me apetece ou tenho outra atividade que me parece bem mais divertida, não faço as compras e porquê? Porque como planeei, a compra da roupa não é uma urgência e posso fazê-la no fim-de-semana seguinte. Como tal tenho a liberdade de escolher e a qualidade de vida de ter tudo em ordem com pouco esforço e sem nenhum stress. 

E isto acontece como? Gerindo a vida familiar.  Nas próximas semanas veremos como fazer esta gestão de forma a que a tua vida decorra suavemente.

sábado, 1 de julho de 2017

Dia um ... na Cozinha - Gelado de Limão

Chegámos ao dia 1 de julho e com ele mais uma edição do Dia um...na cozinha, desta feita sob o tema gelados de fruta e para refrescar trago-vos um .... 

Gelado de Limão

Ingredientes:
- 1 lata de leite condensado
- 1 chávena de sumo de limão
- 3 claras
- 3 colheres de sopa de açúcar
- 1 pacote de natas

Preparação:

Junta o leite condensado e o sumo de limão misturando muito bem e reserva.

Bate as claras em castelo e, não desligando a batedeira, vai juntando devagar o açúcar. 

Junta, depois, as natas mexendo com cuidado com uma colher de pau. 

Quando estiver tudo bem ligado, junta este preparado à mistura inicial do leite condensado e do limão, mexendo suavemente até ficar um creme homogéneo.

Leva ao congelador por algumas horas e voilá...podes deliciar-te!