terça-feira, 18 de julho de 2017

Gestão Familiar - festividades e lazer

A semana passada vimos como gerir a vida familiar em termos de rotinas e compromissos. Reflectimos sobre a importância desta gestão e de como, através dela, podemos ter um quotidiano mais tranquilo, sem correrias e, principalmente, sem urgências.

Esta semana vamos mudar de ângulo e vamos pensar em como gerir o lazer e as festividades, aquelas que não geram obrigatoriamente um compromisso, mas que podem compor a tradição familiar. Será que vale a pena gerir esta área da vida familiar? Não será uma tontice? Não deveria haver lugar ao deixar andar, deixar fluir?
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Vou ser franca. Não é essencial gerir esta parte da nossa vida. Conseguimos ter uma vida bem organizada, tudo bem encaminhado, sem atropelos mesmo que decidamos que o lazer não deve ser alvo de horários e agendas. Mas eu também organizo esta área. E porquê? Porque gosto de fazê-lo, a antecipação da festividade, o seu planeamento e a sua preparação dão-me tanto gosto quanto a sua vivência. Mas por mais uma razão. Eu gosto de conseguir dar o máximo significado às festividades e enraíza-las de modo a que se tornem numa tradição. Parece-me que esta tradição ajuda-nos a reconhecer a nossa identidade, a dar-nos uma raiz e fazer-nos sentir acolhidos e incluídos. 

Então e de que festividades estou a falar? Bem, falo das festividades que nos levam ao seio familiar e à intimidade do lar. Cá em casa quais são as festividades? Por exemplo, o Natal, a Páscoa, o dia São Martinho, o dia dos Reis, o início da Primavera e qualquer dia que seja para comemorar um feito de um dos elementos da família ou os aniversários.

Todas estas festividades podem ser programadas e planeadas: para nós o Natal pressupõe o Calendário do Advento e dentro desse há atividades como fazer bolachas para oferecer aos vizinhos, ou postais de natal para dar aos amigos, enfim... Todas estas atividades se forem planeadas serão feitas mais calmamente. Dou-te o exemplo de como planeio o Calendário do Advento:

1º tenho no google calendar no início de novembro o alerta (com recorrência anual) para planear Calendário de Advento. Assim, no início de novembro começo a pensar em como quero fazer o calendário e que atividades quero incluir.

2º escolho o formato do calendário e decido os materiais que preciso e compro.

3º escolho as atividades que quero incluir no calendário e confronto com a agenda da família (não vale a pena ter no calendário fazer bolachas para uma 5ª feira à noite, só irá gerar stress porque irá colidir com a rotina diária. Assim, irei programar as bolachas para um fim-de-semana, o mais próximo possível do natal).

4º normalmente, no 3º fim-de-semana de novembro fazemos o calendário (gosto de fazer com esta antecedência porque se algo correr mal, tenho um fim-de-semana para poder fazer outro calendário, sem atropelos, nem correrias, ou seja, estou a dar espaço para o erro).

5º no dia 1 de dezembro está tudo pronto e ansioso para começar a contagem decrescente! ;-)

Este é um exemplo, mas todas as festividades são mais ou menos iguais. Planeio com cerca de um mês de antecedência para ter tempo de pensar, planear, adquirir o que é preciso e fazer. 
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Claro que depois há o lazer propriamente dito, sem contar com festividades e para isto a conversa é outra. O planeamento já não é tão forte. Gosto de ter na agenda sempre uma atividade familiar por fim-de-semana, com a correria do dia-a-dia é muito fácil de esquecermo-nos de fazer coisas em família apenas por lazer. Para isto, tenho uma lista na minha agenda com possibilidades de passeios e atividades e sempre que me falta a inspiração vou lá espreitar.

Também tenho na minha agenda um espaço por dia para estar apenas com a filhota. Se é preciso fazer isto? Não, não é. Mas sabes, eu quero ter sempre presente que a minha prioridade máxima é ter tempo de qualidade com ela. Tudo o resto pode esperar e gosto de ter presente que agi conscientemente e encontrei tempo para o que é mais importante para mim.

Essa é, afinal, a verdadeira razão para gerir a vida familiar, é garantir que o mais importante fica em primeiro lugar.



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