quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Príncipe da Neblina - Carlos Ruiz Zafón

Passados muitos anos voltei a ler Carlos Ruiz Zafón e uma vez mais o amor reacende-se. Este autor é simplesmente magnífico. Traz poesia tanto na escrita como nas histórias. A escrita é suave, tranquila, totalmente despojada de agressividade ou stress. É, simplesmente é, e é esta existência simples que a torna tão bonita. Não é pretensiosa, não procura ser melodiosa, nem erudita. Não procura mostrar nada e nessa simplicidade e nesse desapego é maravilhosa.

A história, como todas as que já li deste autor, tem uma áurea de segredo, de cumplicidade, de sentimentos que não se dizem, sentem-se. Não existe uma grande preocupação em construir os personagens. Eles vão constituindo-se ao longo do livro sem que, no entanto, se possa dizer que ficam personagens complexos. Ao ler o livro fiquei com a impressão que os personagens, por si próprios, não eram importantes. Na maior parte dos livros, os personagens são parte estrutural das obras e vamos conseguindo construí-los verdadeiramente, aliás é, normalmente, um dos critérios com que avalio os livros. Mas neste, como em todos os outros que li de Zafón, os personagens são secundários. A peça importante é a história. É pela história que nos cativa, é pela história que nos prende e nos leva até ao fim.

O engraçado com os livros de Zafón é que aquilo que me marca é, realmente, a história, que fica retida na minha memória, mas através dela consigo recordar passagens dos livros, recordar o cenário que imaginei ao ler uma descrição e os personagens. E isto é para mim deslumbrante, porque afinal parece apenas uma história, mas não é, é um marcos que fica na memória e que acompanhará enquanto leitora. Marcante!

Sinopse
(retirei da Wook)

Um diabólico príncipe que tem a capacidade de conceder e realizar qualquer desejo... a um preço muito elevado. 
O novo lar dos Carver, numa remota aldeia da costa sul inglesa, está rodeado de mistério. Respira-se e sente-se a presença do espírito de Jacob, o filho dos antigos donos, que morreu afogado.
As estranhas circunstâncias dessa morte só se começam a perceber à medida que os jovens Max, a irmã Alicia e o amigo Roland vão descobrindo factos muito perturbadores sobre uma misteriosa personagem de seu nome… o Príncipe da Neblina.

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