segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Vamos ao trabalho!

Este é, para mim, o verdadeiro início do ano. Somos uma família ligada ao ensino e como tal a nossa vida gira ao sabor do ano letivo e não do ano civil. Trabalho numa instituição de ensino superior e o meu marido é professor, o que condiciona bastante as nossas rotinas, agora ainda mais com a pequenita na escola.

A nível profissional, os meses de julho e agosto são dedicados a fechar o ano letivo que terminou, a tratar do arquivo, a reorganizar o workflow consoante as necessidades que fui identificando durante o ano. É também naqueles meses que preparo o próximo ano letivo. Que abro pastas, que reestruturo as ferramentas e os instrumentos que preciso para melhor operacionalizar as atividades que sei irei desenvolver no futuro. Gosto de ter tudo isto feito, o ano anterior fechado e o ano que se segue todo preparado, quando vou de férias. Assim vou descansada, sem pensamentos e projetos pendentes que possam arreliar o meu merecido descanso.
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Agora, que setembro chega, dou uma vista de olhos, relembro tudo o que decidi e projetei e arregaço mangas e inspiro....um novo ano profissional tem início! 

Em casa é tudo o mesmo. O marido fica com um novo horário e a miúda também. A família adapta-se às novas rotinas e às novas exigências. As atividades não divergem muito, são normalmente as mesmas, mas como os horários foram alterados, toda a dinâmica familiar é adaptada.

Começamos em setembro e continuaremos assim até julho, com poucas alterações, a não ser que algo radical aconteça, como sucedeu este ano, em abril, com a mudança de emprego para mim e de escola para a pequena.

A verdade é que nesta altura do ano, após um bom descanso nas férias, eu sou habitualmente pouco realista e muito ambiciosa. Costumo organizar-me de modo a incluir mais atividades do que fazia no ano anterior, sobrecarrego-me e acabo por sofrer as consequências após algum tempo, como aconteceu o ano passado em outubro

Este ano quero fazer diferente. Quero manter as atividades sem grandes alterações, tanto quanto possível, e ver se me sinto cansada novamente daqui a um mês, mais ou menos, ou se a ponderação me permite navegar calmamente pelos meses que se avizinham. 

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A realidade é que acho que as atividades que temos agora estão ajustadas às nossas necessidades e ritmos enquanto família e que nos permitem muita qualidade de vida e de usufruto. Não incluem tudo o que gostaria, mas eu também já aprendi que o segredo de ter tudo é saber o que é o tudo para mim e, de facto, o que considero mais importante é o usufruto do prazer que é viver uma vida simples com a minha família, com gozo, intenção e consciente. É este o trilho que quero percorrer neste novo ano letivo que está prestes a começar. 

Sim, estou feliz por estar de regresso!


  

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